quinta-feira, 14 de maio de 2015

"O verbo tem que pegar delírio"

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No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz:
"Eu escuto a cor dos passarinhos".
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele
delira.
E pois.
Em poesia que é a voz do poeta, que é a voz de fazer
nascimentos_
O verbo tem que pegar delírio.
 
 
[do livro das Ignorãnças, Manoel do Barros]
 
 
 
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2 comentários:

Lianto Segreto disse...

Pois é, lançei ao desconhecido. Esse sim é o mar de possibilidades. Aleatorias, entre o sonho e a vigilia, sono, tudo se conforme em realizei querer um trabalho no Estado.E irei morar em Paraty, consegui um lugar de altamente cultura, envolvido e ficar perto da Natureza e cultura caiçara de minha ancestralidade permite isso e ainda mais agora que ontem minha vo virou estrela, foi em harmonia iria fazer 94 anos ! ROSAS BRANCAS, be...
caboclo oxossi diz: saravá, esse sim , tem me despertado a força de conseguir tudo que ó pulsar.

Be Lins disse...

Oi, Lianto!

Com toda certeza do mundo
Paraty te será o melhor dos portos,
e tua doce avó, não deixará de te regar,
com fluídos de estrela, de amor, de energia,

e a sorte não vai te largar.

Parabéns, sinto muito,
tudo junto, essa é a vida,
esses somos nós.

Beijos.

Be


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