sábado, 27 de setembro de 2014

O peso do mundo

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Todos carregamos o mundo nas costas, então, torná-lo leve é a melhor coisa a se fazer.

Por todo mundo. Não é?...



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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

ADIANTE

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O que a gente passa adiante, adiante vai. Alguma coisa caminha adiante, bem diante dos olhos que por vezes, não enxergam um palmo diante do nariz. Tudo que se pensa, segue adiante. Dias antes, até. Tudo que se fala, segue adiante, norte sul, leste, oeste. Tudo que se faz, reverbera. Ressoa. Repercute. Resvala e segue batido feito batida da asa de qualquer borboleta Atira. Por dias e dias. E dias, depois. E segue adiante uma de mim junto à pensamentos, sentimentos e toda bobagem capaz de ser feita. Deixar para trás. Passar adiante. Estagnar. Movimentar. Seguir em frente, em espirais, sempre torcendo, sempre sofrendo, sempre querendo, sempre sorvendo oque vem, oque vai, seguindo adiante, e d e v e z e n q u a n d o, olhando para trás.

_ BOM SABER!



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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Recém-nascida

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Fez-se o Amor.
Ficamos todos grávidos.
Corpos em tansformação
numa gravidez que não tem fim
chamada Vida
que creio, nunca finda

estado interessante
de uma ansiedade original:

_ Quando finalmente irei me parir?

Ou ainda:

_ Quando nascerei de novo em mim?


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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Acender

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Acendam-se
os amarelos
pois a PRIMAVERA
não tarda.
Acendam-se
todas as cores
as folhas, as flores,
e nós, sobretudo NÓS,
acendamo-nos em elos
para que a semente
eterna do amor

faça-se em nós presente
EM MAIS UMA BELA PRIMAVERA



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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Beijinhos

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Sabe essa coisa de ter que agradar à todo mundo? Pois é, invariavelmente a gente acaba não agradando à ninguém. E nem à gente mesmo, porque o que sobra neste movimento insano de querer ser agradável é uma grande frustração de não conseguir. Quando você finalmente pensa _ que se dane!, parece que os ombros liberam uma tonelada e meia de um peso desnecessário porque, simplesmente, você só vai agradar à alguém se este alguém estiver predisposto a sentir-se agradado. Em caso contrário, você pode volver céus e infernos e não vai conseguir.

A grande merda é que a gente se vicia neste movimento de ter que agradar. É quase uma obsessão. A opinião do outro. O outro. Sempre o outro. Até a gente mesmo acaba parecendo uma outra pessoa à quem se tem que agradar. Quanto estranhamente existe na não naturalidade de um gesto. Tudo se perde.

Para ser agradável aos olhos, aos ouvidos, aos sentidos do outro, há que se partir muito mais do lado de dentro, aquele lado que certamente questiona a validade de precisar tanto de aprovação, aplauso, cumplicidade e essa coisa toda que vem do outro, mas que teria que partir de nós.

Lá dentro, dentro bem dentro da gente, lugar que nem sempre sobra tempo para se acessar, haja vista que o outro tem que ser visto e agradado muito, e rápido e pra ontem, existe uma centelha. Tem que existir porque a gente não é só este corpinho bonito que Deus nos deu. Somos oque realmente somos. É na sondagem deste ser, na manutenção desta chama para que ela queime e nos incendeie que está a tal grande mágica de conseguir agradar alguém. Faz-se oque se faz pelo amor de se estar fazendo.

Lógico que não se trata de soberba ou indiferença ou pouco caso para com o outro, trata-se antes de tudo de ser coerente e leal com a gente mesmo. Repetir o mantra do amor propriamente como ponto de partida de quem se ama acima de tudo. A unanimidade nem sempre é esperta. Tem vezes que é até meio burra. Então, poucos serão muitos, e muitos serão os momentos de paz.

Porque essa história de 'beijinho no ombro' é meio brejeira, mas faz sentido.
Gostou gostou. Não gostou, o beijinho fica seu.

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terça-feira, 2 de setembro de 2014