quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Nem grega, nem troiana, só uma chiquita bacana

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Agora eu te pergunto: _ Do que adianta conhecer conceitos rebuscados acerca de um tema qualquer se, na prática, é tudo tão simples?
Um abraço, por exemplo: é um abraço. Nos meus conceitos simplórios ou simplistas, como preferir, abraço pra mim, é um gesto afetivo, empático, aproximador, amigo, amante, que se dá com intensidades diferentes, mas verdadeiramente, à toda gente por quem a gente nutre afeto. É dos gestos humanos, dos mais desejados e seus efeitos são variados, mas nunca se sai de dentro de um abraço sem aquela sensação gostosa de que não se está só.

Simpatia é outro exemplo. O que adianta conhecer conceitos muito bem elaborados das raízes da palavras e suas origens e coisas e tal, se na hora de ser simpático, dá um breu? Pra mim, simpatia é coisa bonita. Simples. Caseira. Educada. Refinada. É uma expressão camarada de quem não está no mundo só pra tirar vantagem, está pra acrescentar também: beleza, sorriso, amizade, consideração. É aquele plus que faz a pessoa parecer mais bonita do que é realmente.

Já empatia, é palavra que não se tem muita intimadade. Não se fala muito em empatia. A palavra em si não é muito simpática. Mas não me interesso muito em saber oque ela carrega em termos etmológicos. Será que é essa a palavra que se diz? Bem, nem sei, meu compromisso com a escrita é tipo lição de casa de jardim de infância, então, relevem, eu só estou praticando. Voltando à empatia, no meu conceito, é simpatia multiplicada ao quadrado. É mais.

Sabe quando uma pessoa vem até você meio mais pra lá do que pra cá, e, na verdade ela tá querendo desabafar, um ombro amigo e tal?... Então, no caso, ser simpático seria algo como, ser otimista, sorrir, dar tapinhas nas costas, dizer pra reagir e aquela coisa mais ou menos, mas que não se envolve. Empatia é se colocar no lugar da pessoa, e dizer um sonoro _ eu te entendo, é 'phoda' mesmo!, vem cá, vamos prosear até que esse banzo passe.

( Banzo: tristeza, pé no saco, saco cheio, fossa, melancolia, essas coisas de não estar se sentindo muito bem por algum motivo, ou até por motivo nenhum)

Então, basicamente é isso. Conceitos filosóficos sofisticados não são a minha praia. Na equação das coisas da vida, eu vou logo pescando oque eu entendi à partir do que eu vivo e sou.Não sei oque fazer com o resto. É pouco? É, especialmente pra quem se coloca a escrever num canal aberto, mas deve ter gente que curte as coisas assim, mais preto no branco,mais chove e não molha, mais superfície do que profundezas, mesmo que superfícies possam ser muito reveladoras, enfim, é só pra prosear rapidinho, sem compromissos verbais, só um instante amorosamente simples e sobretudo real e humano.


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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Por um mundo com mais EMPATIA

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Simpatia
é quando você sorri,

Empatia
é quando você sorri
e abraça!


Entendeu?...



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O que o seu medo diz sobre você?

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A gente tem muita curiosidade sobre o 'outro'. Nossa mente vive no outro. O tanto que o outro nos afeta. Ou por que não os afetamos com o nosso afeto, ou os fascínios que se abrigam além dos nossos umbigos. Olhar pra dentro e saber quem é este que se interessa tanto pelo outro é movimento complicado.

Existe o medo. E certamente, poucas coisas falam mais sobre nós mesmos do que os nossos medos. Medos comuns, da morte, da ausência da saúde, das violências, esses todos tem. E não são estes que mais nos falam. Estes são medos gritantes que rondam à todos. Nos traduzem como humanos expulsos de um dito paraíso onde dor e fim não eram palavras existentes.

Existe o medo. Um mais interno. É deste silencioso e dito corrosivo medo que falo. Ele é um sabotador? Fala-se muito mal dos medos silenciosos, como se fossem inimigos, e talvez até o sejam, mas, quem nos protege, afinal, senão este dito sinal?

Intuição, por, exemplo, quem acende seus interruptores? Decidir ir pra esquerda, permanecer na direita, parar, mudar de rumo, não comprar, se esquivar, ficar em casa, ou antes de tudo, ir dormir? Se oque temos por dentro é aquilo que somos, então, faz sentido dizer que somos, também, os nossos próprios medos.

Tem como ser amigo, caro medo? Certamente, que sim! Tem vezes que a gente tem que fazer alguma coisa que aponta o contrário do que nossos mimados corações anseiam. Tudo é permitido? Não!, não é! E tem mais a particularidade de sermos cada um, um unicamente. Olhe suas digitais. São suas, unicamente suas, não há mais ninguém no mundo que tenha outras iguais as suas.

Nossas digitais de dentro também são únicas, e o medo de cada um, é o medo de cada um, justifica-se por sua originalidade. Daí ser tão fácil aceitar os nossos medos, mas chamar de covardia o medo dos outros. Há que se ter empatia aos medos alheios. E com os nossos. Será mesmo que eles nos roubam do melhor que poderia ser se não fosse o medo que paralisa?

Será?


Será que ele, o medo, não faz o papel do amigo chato que está ali pra dizer que não, não é uma boa ideia, por mais tentadora que seja a ideia? Aquele amigo que depois que a merda foi feita, vem e diz _ eu não te avisei?... Às vezes, o ato de maior coragem é resistir. Ou permanecer. Ou não mudar. Ou se conformar. Ou sei lá, qualquer coisa que vá na contramão do desejo frequentemente infantil de ser algo diferente do que se é. Isso não lembra medo?... medo de ser o que se é? medo de seguir os traçados planos que apontam dificuldades? Ilusão de que existe algum caminho mais fácil?

Gosto de pensar na qualidade do que frequentemente é apontado como sem qualidade. Deve ser um desvio de conduta, mas como tudo no mundo tem dois lados iniciais, e destes dois lados, novos e infinitos lados, é bom lembrar que a surpresa nem sempre está nos braços do sossego, às vezes é, oras vejam, o desassossego quem nos fárá relaxea. Contraditório? _ Ah! Deixa estar!



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sábado, 16 de agosto de 2014

Esquece

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Viver. Sobreviver. Sonhar. Flanar. Às vezes, viver entorpece.
Às vezes, só-breve-viver, enlouquece.

_ O que é essa ânsia de além viver que não cede? Que por vezes,
parece que cresce?

Alegre-se, diz alguma voz interna.
Mas por que, ás vezes, a gente se entristece,
como quem tece uma rede que não protege?

Anjos apartados, caídos do nada, asas aparadas, quem sabe um dia a gente se encontra,
por outras paragens.


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sábado, 9 de agosto de 2014

De Bobeira

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Em um momento de bobeira me pego a buscar porquês. É mais fácil fazer perguntas do que elaborar respostas. Perguntas são sempre mais interessantes. Gosto de conversas regadas à perguntas. Um mundo se abre frente à elas. Não raro, dentro das próprias perguntas residem as danadas das respostas. Porque eu não fui? Porque você falou aquilo? Porque tinha que ser assim, e não justamente assado? Porque tudo sempre parece sair ao contrário? Porque o medo existe? Porque as pessoas dizem uma coisa e pensam outra? Porque bonzinho só se fode? Porque faz frio hoje? Porque não existe o dia do Dia? Ou o dia das perguntas? Porque não existe o dia de alguma resposta? Porque a gente não esquece oque precisa ser esquecido? Porque eu estou aqui de bobeira sabendo que é uma grande bobeira ficar de bobeira quando tem tanta coisa pra se fazer? Mas, porque é tão bom ficar de bobeira justo quando tem tanta coisa pra fazer? Porque a gente não fica mais de bobeira? Porque é errado ficar de bobeira? Porque eu me sinto tão bem no papel de boba? Porque não te dá uma baita bobeira e você não vem aqui me ver?

_ Ah!, deixa pra lá, só tô falando bobeira enquanto a bobeira não passa.



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domingo, 3 de agosto de 2014

CALMA

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Independente
do que houver

Lembre-se de ter
calma com o amor
e
muito amor
com a calma.




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