domingo, 12 de janeiro de 2014

As árvores mais bonitas da cidade

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A cerca de uns oito meses atrás, cortaram duas lindas e imensas árvores numa das ruas perto da minha casa. Foi um susto! Eram duas árvores irmãs, lindas, não sei dizer a espécie, mas sei dizer que eram frondosas, espalhavam-se pela avenida com sua copa de folhas grandes, folhas que pareciam recortadas uma à uma, muito verdes nos dias quentes, e que iam mudando seus tons quando os dias frios imperavam. Aí, elas caiam no chão, estas folhas, e formavam um tapete de folhas acastanhadas, muitas delas que tratei de catar para enfeitar pacotes de presentes, fazer vitrines, ou simplesmente porque eram lindas e a lindeza não resta no chão. Cortaram-nas, mas não completamente, ficaram seus trinta centimêtros de tronco, envergonhados, restantes e aparentemente, sem função.

Mas milagres acontecem. Porque pra mim é um milagre, um espanto, quase um susto, só que um susto bom quando, ontem, enquanto caminhava caraminholando pensamentos, me deparo nesta rua, e me dou conta que não são mais dois tocos de árvores. ELAS RESSURGIRAM. Não pude crer. Quando, como foi que isso aconteceu? De onde foi que estas duas árvores encontraram forças, em meio a tanto asfalto e poluição, para, estarem agora, como mais de meio metro de altura, cheia de folhas novinhas em folha, de um verde que jamais nelas havia visto, resplandecentes, bebês que já ultrapassam seus primerios passos, ressurgidas de alguma seiva muito milagrosa, e que, fente ao meu espanto, quase um embaraço, gargalhavam felizes desta minha limitada visão das coisas?... Foram elas, as duas árvores irmãs mais lindas da rua que me ensinaram a lição que tanto quero aprender: _ é possível!, enquanto houver um fio condutor que nos una à substância das coisas todas da vida, é possível ressurgir.

Pasma e feliz, decidi: Se as árvores daquela a rua, as quais eu considerei findas par todo sempre conseguiram voltar ao espetáculo da vida, lindas e exuberantes na promessa de ainda mais esplendor, porque eu não posso me ver ressurgir dos meus próprios cortes, mesmo que eles já tenham sido tantos?... 

2 comentários:

vanessa disse...

Amo renascimentos, recomeços, começos e qualquer coisa que me empurre para frente.
Somos filhas dessas surpresas do coração e domadoras de sentimentos.

Estou bem, o mar me coloca no prumo, o sol, a natureza, o pai, a mãe, a filha... e todos os anjos que nos rodeiam.

Tô aqui mana, de corpo, alma e coração.

Te beijo bem comprido
Meu amor

Van

=)

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Be Lins disse...

Mana querida!

Você não poderia estar em melhor companhia, tenho certeza que deves estar linda de feliz com as tuas pessoas amadas por perto, e mais o céu, e todas as estrelas, e o sol, e quanta energia tudo isso não contém?

Abastece bem,
e quando voltar,
escreve-me contando tudo.

Beijocas mil,

em você e todo mundo aí.

Love