sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Adivinha

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_ Porquê eu só quero com você... _ O quê?...
_ Adivinha oquê!...

[canção de Lulu Santos, antes dele virar a cadeira]


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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Tesouros

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Memórias,
e tudo que há para guardar
não há limites para as LEMBRANÇAS [pessoas mudam, memórias não]


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Mais que PERTO

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Poderia significar tanta coisa:
_ eu te amo!

poderia simplesmente querer dizer que
você está mais perto do que qualquer coisa
que eu possa imaginar que está perto,

_ está tão perto que já nem sei mais se sou eu, ou se é você esse alguém que eu sou!


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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Transbordar

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Não sei se faz muito sentido falar de amor. Conheço quem prefira os gestos. Não lhe tiro as razões por tal preferência. Dizer que ama é a mesma coisa que amar? O que vem primeiro, o gesto ou a palavra? O mar, por exemplo, por amor, não transborda, e com isso, nada precisa falar, existir sem transbordar é, sem dúvida, uma grande prova de amar. Vale lembrar os peixes que também não falam mais têm vida amorosa animada e dançante. Nadam em vez de falar. Nada é a fala. Mas oque eu posso fazer além de falar? Tenho vício por palavras. Sonho palavras. Amo palavras. Desenho palavras. Rabisco palavras. Brinco palavras e... Escrevo. Escrever pra mim é tipo nadar, quando escrevo viro peixe que nada num oceano que transborda sem transbordar. E assim eu amo. Se não transbordo, é só pra não te invadir demais.


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domingo, 13 de outubro de 2013

Sobre ANJOS

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é bom pensar que estamos sendo cuidados. Melhor ainda é acreditar que estamos sendo cuidados...



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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Quando é um AGORA que gosta de esperar...

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Quando, senão quando
quando pode ser tanto tempo,
como quando a gente acorda
e volta a dormir
porque pensa
que tem o segundo despertar
que é quando o quando
pode esperar...
quando
é poder adiar
por algum mistério
que quer apenas
conservar
a espera
e fazer do quando
uma equação insolúvel
só pelo prazer
de
buscar


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domingo, 6 de outubro de 2013

O Amor Chove!

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As mãos dadas, as palavras serenas, a cidade assaltada por perfumes, intenções levemente apimentadas pela ausência de limites, limitadas estariam apenas as estradas de acesso ao medo e às crenças que desconsideram as verdades amorosas, pela incompetência de ser estar transformar-se em alguém mais amoroso. Um mundo são milhões de pessoas, e um mundo pode conter apenas dois. E o amor no meio disso. Presente. Sempre. Fazendo-se vento, folhas caem para sinalizar _ olha o amor!, flores pipocam em ipês amarelo-solares, e sussurram, _ olha o amor!, um beijo, dois beijos, muitos beijos acontecem exatamente neste instante, e no instante que se fará seguinte, e em todos os demais, beijos estalam-se mais do que so teimosos nãos que somos capazes de dar, e para que?, para dizer _ olha o amor!, o movimento dos carros, as idas e vindas, quem chega, quem parte, quem fica, quem volta, quem é que não faz tudo que faz exatamente por amor, como se toda alma ultrapassasse os domínios aparentes do corpo, adquirindo vida própria e valendo-se de cada gesto para lembrar _ olha o amor!, OLHA O AMOR, CAMARADA!, renda-se, não se oculte em sombras bobas que nada mais são do que, (oras, vejam!) amor, é tudo amor, sombras, mágoas, lágrimas, dor, é tudo amor, do avesso, do direito, em cada botão de rosa ou de roupa que cai no chão quando o amor se faz também com o corpo de quem se ama. Está tudo impregnado de amor, embora Ele seja muito muito muito maior do que se pode ver.

E quanto mais você conseguir crer nisso,
mais e mais amor haverá. Isso não é AMOROSAMENTE incrível?


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