domingo, 6 de outubro de 2013

O Amor Chove!

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As mãos dadas, as palavras serenas, a cidade assaltada por perfumes, intenções levemente apimentadas pela ausência de limites, limitadas estariam apenas as estradas de acesso ao medo e às crenças que desconsideram as verdades amorosas, pela incompetência de ser estar transformar-se em alguém mais amoroso. Um mundo são milhões de pessoas, e um mundo pode conter apenas dois. E o amor no meio disso. Presente. Sempre. Fazendo-se vento, folhas caem para sinalizar _ olha o amor!, flores pipocam em ipês amarelo-solares, e sussurram, _ olha o amor!, um beijo, dois beijos, muitos beijos acontecem exatamente neste instante, e no instante que se fará seguinte, e em todos os demais, beijos estalam-se mais do que so teimosos nãos que somos capazes de dar, e para que?, para dizer _ olha o amor!, o movimento dos carros, as idas e vindas, quem chega, quem parte, quem fica, quem volta, quem é que não faz tudo que faz exatamente por amor, como se toda alma ultrapassasse os domínios aparentes do corpo, adquirindo vida própria e valendo-se de cada gesto para lembrar _ olha o amor!, OLHA O AMOR, CAMARADA!, renda-se, não se oculte em sombras bobas que nada mais são do que, (oras, vejam!) amor, é tudo amor, sombras, mágoas, lágrimas, dor, é tudo amor, do avesso, do direito, em cada botão de rosa ou de roupa que cai no chão quando o amor se faz também com o corpo de quem se ama. Está tudo impregnado de amor, embora Ele seja muito muito muito maior do que se pode ver.

E quanto mais você conseguir crer nisso,
mais e mais amor haverá. Isso não é AMOROSAMENTE incrível?


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2 comentários:

A primeira estrela disse...

Uma coisa sua que nunca se perde é esse dom maravilhoso de sempre ver tudo com amor e amor em tudo.
Parabéns, Be, espero ter um dia no coração, um terço do amor que você tem.
Beijo.

Be Lins disse...

Oi, Bianca!

Obrigada por sua consideração carinhosa, com toda certeza você tem bem mais do que imagina em seu potencial amoroso.

Beijo.