quarta-feira, 12 de junho de 2013

Hoje é dia...

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Dia doze. De Junho. Um dia qualquer do calendário não fosse o motivo que o destaca como data. Dia dos namorados. É meio chato. Artificialmente chato. Tem qualquer coisa de obrigatório que não combina com a paixão. Aliás, paixão e namoro são coisas distintas. O namoro começa na mesma cadência de passos que levará a paixão embora. Claro que ela será substituída pelo grande e imenso amor que todo par de namorados acredita e sonha e jura com seus pares de pés juntos que assim será, e não vou ser eu e meu invariável humor que irei contrariar, mas o fato é que o dia existe para lembrar de que é preciso paixão. Não é irônico? Apaixonados não precisam de lembretes, nem de datas, porque como todo mundo que já passou por uma grande paixão sabe, paixão é febre que não larga, exceto quando realizável.

Na noite do dia 12 de Junho também iniciam-se as festividades que comemoram Santo Antônio, santinho camarada tido como casamenteiro, deve ser o santo com a central de pedidos mais congestionado já que toda gente quer casar, coisa muito louca porque, passam-se os anos, as décadas, os séculos, e isso não muda: todo mundo se apaixona, todo mundo namora, e todo mundo se casa, com algumas exceções devido á ineficiência do nosso santinho que daí amarga fitas na cintura, cabeça para baixo e geladeiras invernais.

Muito interessante no dia de hoje é também a comemoração do aniversário das Filipinas e a sua independência. Tudo a ver. Primeiro porque é um paraíso, e segundo porque um paraíso que se preze tem que ser livre. As Filipinas são um reino de águas claras, um mundo à parte dentro do mundo, um vasto arquipélago de 7107 ilhas de origem vulcânica. Um paraíso quente. Agora me diga se um lugar assim não tem tudo a ver com paixão:  celebrar a paixão que resiste ao namoro, ao tempo, às cotidianices, livre e cativa, num lugar assim. Daria até pra sucumbir aos apelos.

E hoje, dia 12 de Junho também é o dia do aniversário do queridíssimo Lianto, um habituè deste espaço, inspirador e poeta, uma pessoa de encanto natural, que faz a alegria existir, e para quem quero desejar a felicidade que ele já possui, a particular felicidade que ele possui de ser quem ele é, natural, leve, apaixonado pela vida, pela alegria, uma espécie de ser de outro planeta, na verdade ele é um planeta que deve ter por missão fazer os dias das pessoas daqui um pouco mais especial. 

Lianto, desejo que você tenha toda a camaradagem de Santo Antônio à seu favor nos favores amorosos que você possa precisar, que a vida seja tua namorada de um amor imorredouro, que você possa estar em muitos lugares maravilhosos ao longo da sua vida, inclusive as Filipinas, um lugar lindo que desejo que você tenha a sorte de  visitar. Feliz aniversário!

E para todos os que acreditam no amor, nos poetas,  na paixão, em namoro, em Santo Antonio, na liberdade, na vida, nas coisas pequenas e nas ilhas que podem revelar segredos:
_  Muitos dias de amor!


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4 comentários:

[ Experiências do pensamento ] disse...

Ai ai , chorando de alegria , vale ?

[ Experiências do pensamento ] disse...

Ahhhhhhh, meu melhor presente nesse universo que revoga e abre aos meu novo ano, meu novo circulo ÉS TU.

GRACIOSA!


E agradeço.


[ Experiências do pensamento ] disse...

Ternura

Vinicius de Moraes


Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.

Be Lins disse...

Você merece muita alegria, Lianto,
fico feliz por saber da sua emoção, e agradeço imensamente a delicadeza, na verdade a ternura de me deixares este poema lindo
de Vinicius, nosso eterno poeta do amor.

Beijo