segunda-feira, 10 de junho de 2013

Flor do Mato

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Se eu fosse uma flor, eu queria ser uma flor amarela. Super viva. Tipo margarida, só que bem longe das mãos dos amantes que insistem em despetalar suas pétalas na ânsia de repostas amorosas. Já ia logo gritando na língua das flores:
_ bem-te-quer, bem-te-quer!

Queria ser uma flor de boas novas. De esperança. De inspiração. De certezas. De alegrias. De mãos cuidadosas que me regassem e meio que sossegassem de me ver no jardim. Queria crescer no quintal de dois amantes felizes que não precisam de vasos para aprisionarem suas pequenas certezas. Queria significar liberdade. Feito as flores dos canteiros que minha vó tinha. Flores caipiras, crescendo juntas e misturadas em tantas formas e cores, enquanto a margarida estava sempre ali, fazendo moldura para as mais vistosas, como as rosas cor-de-rosas, os xodós da minha vó. 

A manhã nasceu tão linda que senti uma desejo de ser flor. Mesmo que uma flor do mato, aquela mais miúda de todas, que para se conseguir ver tem que chegar bem perto, e faz com que corações fiquem comovidos e deixem até o mato em paz. Sem cortar. Queria uma manhã de flor pra você. Mesmo que a sua flor não seja eu.


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3 comentários:

Pipa. A Pipa dos Ventos. disse...

Algo me diz Bê, que uma primavera fora de época está a se insinuar em nossas janelas.



Que assim seja, que assim seja.

Tallita Monteiro disse...

Ain que texto mais fofo, axo q isso é amor....se importar cm a felicidade alheia mesmo sem fazer parte dela.

bjss flor

Marina disse...

Eu acredito!
Tu já é uma flor !
Daquelas que colore o jardim!