sábado, 25 de maio de 2013

Só nos resta esperar!

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Se as palavras realmente disessem oque têm a dizer estaríamos mais perto. Ou mais distantes?
Oque parece é que oque realmente importa sempre se escapa da palavra, como se palavra fosse uma partícula imperfeita de onde se esvai a essência secreta do que originalmente deveria ser dito. Brotaria nos recônditos desconhecidos e inacessíveis do que se chama coração, meio que arrancado, meio que por opção, dúbia condição, liberar pureza para contaminá-la?, e o pensamento fosse assim resgatando-a, trazendo-a para as ruelas da mente, tantas e tão poluídas por dores e rancores e coisas sem grande notação, que quando finalmente chegam à boca, diz meio, dá volta e meia para dizer, porque note, o coração sempre aperta no ato de dizer. Então a palavra vem encoberta. Sai alva mas quando chega, chega cinza, pobre dela, não suporta o caminho, tenta disfarces, faz rodeios, diz de acordo com os acordos de vigência ,tem medo, rodeia, rodeia,  por que afinal, ela se esconde?, a quem quer proteger senão o sangue de quem a habita? Palavras num fluxo sem nexo, vazio que só anseia estancar a ferida de tanta palavra de pouca serventia,

A verdadeira palavra, a palavra mais linda, nunca está pronta pra vir ao mundo,
na falta de confissões, segue-se um mundo de palavras desgastadas...


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