quinta-feira, 16 de maio de 2013

A poesia

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_ Bem, vou sair do trabalho ás 18, mas se dér, me escapo antes. Compro pão e queijo. Chego e me livro das roupas do dia pra me vestir de mim mesma, qualquer coisa macia que não me estrangule as carnes. Prendo o cabelo e lavo o rosto as mãos e as marcas do dia. Todo dia deixa sua marca. Umas bem pequenas, outras maiores, tenho planos de não captar essas marcas. Faço café. Faço bolo. Faço novena. Faço prosa. Faço verso. Faço companhia pro mundo que meu livro carrega. Volto. E abrigo-me. Até canto neste canto chamado casa. Cuido um pouco dela se o cansaço não me vencer. Caso vença, estiro-me em todos os lugares sentáveis e aprecio. Depois vou para muitos lugares via oque o acaso me trouxer. Pode ser via radio, ondas cibernéticas, algum convite de última hora, ou o sono, o mais sedutor de todos. Daí rezo, tento pensar em coisas bonitas, beijo todo mundo que me vem á cabeça e adormeço.

Cadê a poesia no meio dessas trivialidades?
Encontrá-la é sempre o meu maior plano.


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Um comentário:

Luzia Trindade disse...

Que lindo! Adoro passear por aqui.
Bjo