sábado, 13 de abril de 2013

Sentimentalidades sobre um leito de Esperanças


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Houve um tempo em que os os sonhos eram escritos, engarrafados e entregues ao mar. Eram palavras precoces, sentimentalidades sobre um leito de esperança: um amor, uma casinha, saudades, recados à quem se foi, pedidos, suspiros da altura de um  grito de dor, poesia que não tinha medo de ser triste num tempo de um mundo onde perenes seriam as histórias de amor.

Lançadas em garrafadas, era um mar de amorosidades marginais. E haviam as beiras que nunca ficavam sós. Haviam os vigilantes. Os apanhadores. Os recolhedores de tantos desejos, e todos os amores. Nunhum amor ficaria sem resposta tendo por 'leva-e trás' o embalador de sonhos, o grande mar. Garrafas ao mar, o oceano parecia um coração bombando vida às margens dos que esperavam...

Nostalgia é perguntar:
_ quem hoje faz as vezes do mar?
_ onde foram parar todos os sonhos?
_ que fim deu-se aos apanhadores?

FOI O TEMPO QUE PASSOU!


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2 comentários:

Marília Oliveira disse...

Hoje eu percebi que estava com uma saudade imensa de vir aqui, te ler.

Aqui estou! :)

camila disse...

me repito mil vezes aqui: ai que lindo, que lindo, que lindo!