segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Tem alguém aí?!


.

Viver também é sair por aí, procurando coisas que não se sabe muito bem oque são. Tem dias que parece que tudo falta. Em outros, parece que sobra. Oque não muda é a procura. Mesmo quando tudo parece calmo. Mesmo quando parece suave. Alguma coisa sempre está inquieta. Um desejo, uma saudade, uma aspiração, uma ansiedade, algumas dores, e as alegrias ali, tão acomodadas nem dando-se ao trabalho de se fazerem notar. E a gente procura. Seria uma chave? Um mapa? Uma pessoa? Muitas pessoas? Expectativas de um barulhinho bom. Barulhinho de chuva. de sofá de domingo. De bolo crescendo. De amigo chegando. De férias partindo. De braços abertos voltando. Barulhinho de carta. Sendo aberta em novidades. N o v i d a d e s . Às vezes a gente anseia as novidades. Para elas casarem direitinho com as belezurinhas da nossa vida. Tem gente que tem alma de visita. Alma de visitar. Alma de ser visitado. Visita é atestado de bem querer. 'Vim aqui só pra te ver'. Daquelas delícias que validam em plenitude a palavra novidade. E ainda traz de lembrança a felicidade. Ando em dias de visita. Olho nos olhos nas pessoas e só quero saber se 'tem alguém aí'. Alguém com alma de quem quer que eu o visite. E adore isso com toda a alegria casadinha com a felicidade. Vale lembrar: não precisa ser de outra cidade, pode visitar em todas as estações. Vale todo mundo que tem o dom da curiosidade. O DESEJO DE SABER DO OUTRO. Em tempos em que tudo é invasão, curiosidade virou palavrão. Mas não é não, gente!... querer saber é um jeito de gostar. Alguém quer vir me visitar?


*

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Habitar-se

.


Habitam-nos belezas indescritíveis
que só podem ser alcançadas com os olhos do coração,

quem por nós nutre afeição,
alcança um vislumbre, uma intuição,

quem não, nunca verá,
serão todos os esforços em vão.

_ não há beleza possível aos 'olhos do não'.

*

domingo, 11 de novembro de 2012

Se tudo pode acontecer...

.

Pra lembrar que PODE!


"se tudo pode acontecer
PODE ACONTECER QUALQUER COISA"

*

sábado, 10 de novembro de 2012

Uma cena de filme

.

Eram as horas de um  fim da tarde. Mais noite do que dia, mas com aquele pouquinho de dia que resta em todo entardecer. Ela estava em sua casa. Do aconchego desta casa que a abraçava, ela gostava. Só não gostava do que faltava, e oque faltava, era oque não podia ser. Não podia era tempo rejeitado, e oque não podia era sempre desejado. Todo dia, um pouco mais. Oque não podia rondava. Sem que ela o visse, no vazio do outro lado da rua, ele olhava. Olhava as luzes que se acendiam como se fosse um lindo começo de dia. Ela estava lá. Havia alegria.  Ele a via, sendo que ela sequer imaginava que ele estava tão perto de onde ela era guardada, dentro dos seus aconchegos quase perfeitos. Parecia estranhamente feliz e não feliz. Ele gostava de olhar. Ela de imaginar. Não há separação que suporte isso. Nada se conclui. Viviam  uma sintonia que não dormia. Não os poupava, e ademais, os oprimia. Sincronizados estavam seus corações afastados. Um respirar mais profundo de um e, logo ali, do outro lado da rua, era respondido no mesmo respiro segundo do outro. Correspondido. Parecia um chamado que queria ser atendido. E então, ela foi à janela. Sofria com toda aquela harmonia, e a culpa da falta do que não podia. Afastou-se de seus aconchegos e tomou o telefone. Sorriu tristemente e teclou aquele número inesquecível. O som de um telefone tocando reverberou por perto. Ele assustou-se. Era o seu o telefone a tocar. Na tela riscada, o nome daquela que não podia. Atendeu prontamente sob o o risco de ser flagrado ali, em frente á casa dela.  Olá. Olá. Silêncio. Palavras desconexas, sem nenhum sentido exato que não fosse, saudade. Ela fez que ligou por conta de algum acaso. Ele fez que surpreso estava no acaso. Enquanto ele a via em cores, ela o via nas cores de um  sonho. Tocaram-se naquele instante telefônico que os alimentaria por dias.Viviam das migalhas que concediam-se. Odiavam-se por isso. E amavam-se ainda mais.  Quando o amor não pode, ele arde mais e acaba sendo tão mais querido... Desligaram com os votos disfarçados de uma boa alegria. Qualquer coisa poderia ser dita. Uma só traduzia: queriam-se tanto que nem sabiam. Ela voltou pros seus pra dentros. Ele ficou nos seus pra foras. Seguiam incansáveis  na esperança de viver a mesma cena em circunstâncias favoráveis. Suspiravam, amoráveis, separados por suas eternas demoras.


*


Farinha do mesmo saco!



ENTENDE:
_ é que a gente é areia da mesma praia, darling!



*

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

f e l i c i d a d e

Percebe logo:

TODA FELICIDADE
COMEÇA COM FÉ


*

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Porque restaurar é preciso

.


A gente veste a vida
ou é a vida que nos veste?

Procura-se costureira/o com os dons da boa reforma.


*