quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O pulo do amor

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Sinto a chegada de ideias amorosas.
Pulo da cama. Pulo de alegria. Pulo pros braços do dia.


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terça-feira, 30 de outubro de 2012

domingo, 28 de outubro de 2012

Suaviza, Vida!

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Sempre gostei de 'dar nome aos bois".
Nenhum grande dom, gostar por gostar apenas.
Encasqueto-me por definições. É meio agonia.
É querer entender, sem ofender, por favor!

Faço isso aqui pra ver se acabo entendendo alguma coisa.
Não dá muitro certo. Mas eu tento. Não custa tentar!

Por exemplo:
_ encasqueta-me o aveludamento que alguns sentimentos
 g e n e r o s a m e n t e  provocam.
Será que eu quero entender, ou busco?

Pensar conforta!


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sábado, 27 de outubro de 2012

Feito Vida

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A FÉ
é uma criança bonita que está sempe pronta pra nascer.


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BOA FÉ


Todo mundo tem um sonho. Tem algum desejo. Tem alguma meta. Tem algo pra ser alcançado. Tem uma viagem dentro do coração preparada em detalhes irreais. Alguns, curiosamente, vão realizando esses sonhos ao longo do caminho. Ou alcançando, galho por galho, o topo de seus objetivos. Tem sonhos que florescem. Parece que o tempo favorece.  A pergunta que não cala seria oque foi feito para que a realidade resolvesse abraçar aquelas partículas sonhadoras e tansformá-las em vida. Sorte? Talvez, não! Seria meio injusto a sorte presentear-se à uns, renegando simplesmente à outros. Tem alguma coisa no coração dessas pessoas que realizam que as faz merecedoras de suas conquistas. Uma capacidade de concentrar-se, de determinar-se, de conectar-se, por coragem e persistência. ao objeto de seus anseios. Creio que o nome disso seja FÉ.

Pode-se dizer, então, que todos têm fé. Que no ato do desejar a fé fosse algo intrínseco. Ou ainda que uma coisa estivesse atrelada à outra. O Livro Sagrado diz, cruelmente á meu modo de vista que, "a fé sem obras é morta". Ainda que cruel, faz sentido. Daí, a outra pergunta permanente seria, de onde brota essa fé realizadora? O que faz a fé tornar-se adubo das flores mais bonitas que a gente quer ver no nosso jardim, e essas flores vingarem? É quando ocorre a palavra ingenuidade. O bom sentido dessa palavra que poderia trazer nas suas mãos de criança a mais bonita das qualidades, a BONDADE. E eis que surge uma fórmula: a fé nasce da bondade mais pura, fé esta capaz de realizar sonhos que nascem no coração. A verdadeira fé é um ato de bondade desprendida. Já nem é mais desejo, antes ainda, é a certeza natural que as crianças têm de que serão protegidas porque assim é que deve ser. Acreditar seria viver.

Não é fácil ser bom na vida adulta. A gente se envolve numa couraça cheia de recursos de proteção, e esconde a bondade pra não pensarem que a gente é bocó demais. E acostuma a ser pra dentro. A não acreditar no lado de fora. Leva uns sacodes daqui, outros dali e, _puxa vida!, quer proteger de todo jeito o sonho e a criança que nos resta por dentro. Ser uma pessoa bondosa quase soa como qualquer coisa do século passado. Sei lá! Talvez o negócio seja começar pela gente mesmo. Ser uma pessoa boa que abraça com bondade os próprios sonhos. E busca acreditar com bondade. Abraça o outro mesmo que os espinhos de tantos abraços não dados digam que não na prórpia pele. Uma fé que não busca a lógica, os argumentos, os julgos, as tantas considerações. Talvez ter fé seja simplesmente ser bom. Um desafio e tanto pra quem já experimentou na carne do coração os açoites da vida. Talvez daí que nasça uma fé maior. Uma fé que vence, que cura, que ultrapassa, que se recupera. Que remoça.

É preciso remoçar o coração da gente. Pra que caiba fé. Pra que caiba essa tal bondade. E mais meia dúzia de sonhos esperando pra nascer.


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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

PENSA!

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Se a gente pode pensar sobre qualquer coisa,
sobre as mais de mil coisas que fazem feliz:

_ por que escolher pensar justo pensamentos carentes de afeto?

Esquece e desfruta as mil delícias de um bem_pensar!


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sábado, 20 de outubro de 2012

Gostar de Esperar

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Meu nome é paciência. Meu verbo é o esperar. Oque eu aprendi é que não há desejo sem espera e que aguardar é um dos verbos da Esperança. Não perco nada na espera. Antes, ganho. Ganho o desejo. Ganho o prelúdio. Ganho o significado do tempo. Esperar demora. E ensina. E adestra a ansiedade. Eu espero tudo que consigo imaginar. E espero também que nada se realize. É o comando da calma. A gente vai ficando calminha, calminha, até que a espera vira um capítulo. De capítulo em capítulo, forma-se uma história que só termina no ponto final.


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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Figuras

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é preciso saber ler o AMOR,
é preciso que se veja em cada palavra amorosa

o poder de sonho das figurinhas...


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domingo, 14 de outubro de 2012

Olhando para o próprio nariz (...)

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Estar junto à NATUREZA
talvez seja o único momento em que se é possível experimentar
viver longe do verbo julgar. A Natureza simplesmente não julga.

Amar e os seus derivados deveriam causar sensações assim:
apenas naturais.


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sábado, 13 de outubro de 2012

Reverberações Amorosas

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O amor reverbera-se. Faz eco enquanto se perde nas avenidas que o levam ao destinado coração. Feliz é o amor que acha o endereço certo. Ele segue ecoando pelo caminho,e porque tem sorte, chega. Não tem descanço, mal ele chega e já é devolvido às alamedas amorosas para voltar ao movimento de reverberação de um amor correspondido. O amor vai-e-vem, mas a eficácia da sua chegada está nas mãos de quem o envia. Há que se ser rápido para que o amor não se distraia pelo caminho. É que são muitas as missivas amorosas. De tudo que se sente, o amor é sempre o sentimento mais recente. É o último grito, é o último sussurro, é o pensamento que insiste. É o conforto da mente. É pra onde corremos e recorremos quando dá para escolher. Por isso ele reverbera ininterruptamente. Porque o amor é o sentimento mais gostado de todos e volte e meia gosta de ser capturado, só pra iniciar uma nova reverberação. Quanta confusão!

Você acha que eu gosto de amar você?... ADORO. É o eco que eu provoco de maior deliciosidade. É o meu som mais bonito. É a minha sinfonia em Ré maior. Perdão pelo Ré, mas me recuso usar o DÓ.Coloco meu amor por você nos lugares mais bonitos, nas cenas das mais finas sintonias, ecôo meu amor por você no agora e nos tempos mais infinitos. Amor quando dá de ser amor mesmo, ecoa ADINFINITUM. Não sei mais, no entanto, se te alcanço nesses tantos ecos de amor. Ecos também se perdem em meio ao desordenamento das direções. Eu e minha dificuldade de orientação espacial, pequei quando acreditei no espaço que existe entre um segundo e outro, e me perdi. Acho que ando ecoando por aí, junto desde meu amor tão descabido de mim.

A culpa é minha nesse caso de perdição. Não treinei o meu amor na arte da reverberação absoluta, e creio ter sido justo essa indisciplina amorosa do meu sentimento quem disvirtuou o teu. Você tatuou a promessa de manter-se criança em espírito mas quem saiu pra brincar foi o teu amor. Com o meu. Posso sentir, te juro, os ecos do meu amor rindo alto as sacanagens que viaja nas mãos do teu. Fomos passados para trás, meu caro. Confiamos nas idas e voltas e fomos traídos pela liberdade concedida. Dizem que o pecado mora nas esquina das liberdades. Nosso amor pecou. Descobriu as asas dos destinos que não cessam e voam, se divertem e riem dos nossos suspiros saudosos. E fazem chover. Sabe porque chove? Chove para que se corte a estática e a gente possa ouvir melhor o nosso amor solto por aí, um nas garras do outro, chovendo e rindo de nós. Quando chove eu me emociono de amor. Não vejo tristeza. Sinto que o nosso amor criança está certo: antes esteja livre reverberando ao som de mais uma chuva da estação, do que retido em eternas indecisões. Antes ecoe livre, do que nos abandone na desilusão que seria virar desamor. Não há dor, amor, porque seja onde fôr, eu sei que a gente tem um lugar juntos nessa alegoria de amor. Eu sei, eu sinto. Eu me sinto leve sabendo que meu amor é sonhador.

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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Doze de Outubro

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Hoje é dia de abraço em todo mundo. Todo mundo que mantém seu lado criança vivo e forte dentro do coração. Hoje, eu não quero saber das "adultices" , quero saber das coisas dos meninos e meninas que  foram ficando á beira do caminho, para que a seriedade dos anos maiores se revelasse. A lógica diz que deixamos de ser criança a medida que crescemos em anos. A razão talvez diga que isso até que é bom. O coração, no entanto, parece sentir saudades. Saudade e falta daquele jeito simples de ver o mundo. Da crença num mundo inteirinho. Há muito sabedoria no coração da criança. Ela gosta do hoje. Ela gosta das pessoas. Ela perdoa fácil. Gosta de abraço, corre, libera energia, não tem medo de se jogar. Para a criança a vida é uma festa, mesmo quando a música parece não tocar. Crescer dói porque a gente vai deixando pra trás essa pessoinha destemida que somos em criança. Desafios e sobrevivência vão nos aprisionando dentro de nós mesmos assinalando que o mundo é um lugar perigoso, que precisamos ser competitivos, alcançar os primeiros lugares e com isso, esquecemos que os mais gostoso da história era simplesmente BRINCAR. A gente vai se contaminando pelo adulto que se recusa a ver a importância da simplicidade.  E isso é uma pena porque vamos perdendo toda a diversão. A diversão de EXISTIR. É preciso manter. É preciso somar. É preciso crescer, mas deixar se levar:

Meninos viram empresários, advogados, carpinteiros, fazedores de todo tipo de coisa. São meninos crescidos.Os que mantém seu lado criança vivo, se divertem. Os que sufocaram seus meninos achando que não há lugar para ingenuidade seguem sufocados pelo grito desse menino.
Meninas viram mães. Viram amantes. E viram presidentes de empresas, nações, de lares e corações. Fazem milhares de coisas num único dia: muitas serão eternas meninas. Por que? Porque estão presentes no caminho.
Hoje é dia de mariazinhas e joãozinhos. Não só os pequenos. Mas todos nós que temos muito a descobrir consultando nossas lembranças infantis, onde talvez residam a fonte da nossa maior inspiração pra viver, e também, de coragem. Coragem, aliás, palavra preferida de meninos e meninas, e de cada um de nós que teve a coragem de trazê-los junto, mãozinhas dadas em cada etapa, tudo junto e misturado na tentativa de ser feliz. Ser feliz, que aliás, tem tudo a ver com o coração de criança.


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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Tempo

Ocupar

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Das coisas óbvias
e nem por isso, fáceis:


A gente só supera o vazio
quando permite a OCUPAÇÃO



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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Despetalar

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Um dia a gente perde uma pétala de sonho
noutro, perde uma pétala de esperança
e segue deixando pelo caminho
pétalas de uma flor em si...




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sábado, 6 de outubro de 2012

Inquietudes

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Eu te amo, seja qual for o arredor, eu te amo.
Você sabe que é amor de todo jeito possível,
amor nervoso, amor teimoso,
amor que resiste, e insiste que existe do jeito que fôr.
Só que não está dando muito certo, né?
Então, eu pensei:

_ E se a gente mudasse de sonho?


_ Mudo qualquer coisa, amor,  só não mudo de amor.


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Outubro

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Quero um Outubro de grátis pra variar. Não tô afim de batalhar por nada. Quero tudo bem facinho, sem ter que me esfaufar pra conseguir. Não tô afim de sorrir primeiro. Tô querendo que os sorrisos me convidem pra sorrir. Não tô afim de oferecer, tô meio afim de receber. Demonstrações gratuítas, gentilezas gratuítas, e umas surpresas das boas, daquelas que a gente não esquece jamais de tão boas e surpreendentes. Tô afim de dias fresquinhos cheios de brisa no ar, tô afim de olhares atentos, de abraço apertado e de alguma visibilidade. São tantos meses de transparência, de uma quase abstração, que se é pra intimar Outubro, chega de nada. Tô meio afim de tudo. Tudo de bom. Quero achar o vestido perfeito, quero a tarde do teu olhar, quero a tua cara de espanto, quero ver você gaguejar. Quero o teu verbo alucinar.Quero ver você pirar. E quero a calma pra mim. A languidez das deusas amadas, quero desfilar uma de mim que não sai pra passear amiúde. Quero me dar folga, quero mimo, quero agrado, quero aquela canção na minha janela. Quero ver o algo a mais acontecer. E não quero pagar nada pra ver: faz de conta que se não for agora, não será jamais. Não se trata de  um desafio, caro Outubro. Já está decidido, só estou te comunicando.

Ficou claro?

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

"Não nos deixe cair em tentação"

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Ando pensando muito sobre oque significa rezar. Pensando e pensando concluo que, se está difícil rezando, sem rezar fica impossível. Falo rezar no sentido de soltar no ar as boas intenções e o colorido dos sonhos. A gente deixa de rezar quando pára de acreditar nos sonhos. Nas pessoas. Na força do afeto e na possibilidade de transformação. Porque rezar vai além de recitar orações. Rezar de verdade é estabelecer uma ponte com o invisível que à tudo rege. Deve haver um regente, não? Um regente um pouco anárquico, que gosta de ver o movimento das notas auto comandadas. Talvez Ele goste da bagunça toda, só para ver  até onde uma nota é capaz de ir pra tocar. Voltar-se para dentro, ou para o azul do céu, ou ainda para o vazio das coisas não alcançadas é um ato bonito. Humilde e necessário. Quando foi dito que, quando um ou mais estiverem com suas  mentes voltadas para um comunicação maior, ali Ele estará, houve uma promessa. Imaginando-se que realmente o Regente maior nos ouça, isso, por si só já um momento e tanto. Ando rezando pouco. Quanto menos rezo, mais assomabrações me aparecem em forma de lembranças erradas, mágoas reavivadas, dores que voltam a doer e não realizações. De repente a coisa péga. A hora de rezar chega pra todos, geralmente chega quando as cores vão se apagando e a beleza parece oculta por uma manta de fumaça cinza. Afastar-se do primordial é se afastar do lado fantástico da vida, aquele lado que assinala possibilidades e esperanças. Rezar é se render. Render-se ao fato de que sem conexão somos simplesmente vítimas do que vai acontencendo. É seguir sem rumo, é um quase morrer. Acordei e vi meu céu sem cor. Decidi voltar a rezar. Acanhada e desengonçadamente que seja, eu vou rezar. Vou rezar porque não tenho o direito de bloquear o caminho das coisas bonitas com a minha pouca fé. Vou rezar nem que seja pra nada acontecer. Se o céu ficar mais bonito, já terá valido a oração. Vou rezar pra ter paz no coração.


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