quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Domingo teve festa na árvore!










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Eu gosto de festa assim!



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domingo, 26 de agosto de 2012

Retoques



Coisas que não vão nunca precisar de retoque: as cerejas, as amoras,  os morangos, as framboesas e todas as frutas vermelhas. Estejam elas maduras ou não. Também são as frutas amarelas, as  laranjas e todas as cores do que brota do chão. Assim como o céu que é azul. E o céu de qualquer cor que será sempre irretocável. As estrelas, brilhantes sem retoque, ornamentos de perfeição. Irretocável é a beleza da chuva, assim como a da  neve branquinha e os raios de sol. Irretocável seja a energia vinda dos raios de sol.  Nada de retoques nos sorrisos nas crianças,  especialmente quando em estado de banguelas. Nenhum sorriso seja passível de retoque sob pena de alterar-lhe a expressão. Também os olhos sejam à prova de qualquer retocação. As mãos, os braços e os corpos também não, corpos que são templos acima de profanação. O fundo das almas não precisam que lhes toque, nelas reside a fonte de  vida que não conhece retoque. Irretocáveis sejam os beijos de amor verdadeiro, sejam os casamentos, e os sentimentos que contenham em si a pureza dos ventos que não se tocam. Nenhum retoque se faça às primeiras luzes de uma manhã, e sobretudo às noites que abrigam amantes. Que amar não seja coisa à se retocar. Seja o amor irretocável quando acrescido de paixão, verdade e tesão. Que os prazeres elegantes mantenham-se irretocáveis, e além disso, sejam multiplicados, ensinados e abraçados por seres de caráter irretocável. Irretocável seja o perdão, o amor de irmão e aquela eterna tarde de verão. Irretocável seja a emoção de um momento de oração e toda nobreza de um grande coração. Irretocável seja tudo que é amável, adorável e desejável.

E para as coisas que precisam de retoque que tenhamos uma paciência original, à prova de desculpas, julgamentos e mãos prontas para retoques. Que a vida seja vista como dádiva e que para os casos e acasos equivocados tenhamos retoques de poder irretocável, aqueles que só fazem uso dos poderes transformadores do amor. Cabe somente á vida o poder da transformação.


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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Eu só quero saber

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Quando eu digo que 'eu só quero saber de você', eu não estou querendo dizer que só quero saber alguma coisa de você. Eu estou dizendo, letra por letra, descompensada_mente que eu só quero saber de você. Não quero saber de outra  coisa. De coisa nenhuma. É só você. É que um detalhe teu abre um mundo na minha mente. Na minha mente, não. Na minha alma. Aqui dentro, nesse lugar onde nem sou mais eu sozinha, esse lugar que só existe dentro de mim por causa de você. Eu nasci dentro de mim pra você chegar e me habitar com a tua vida, com as tuas palavras, tuas histórias, tuas lembranças, tuas dores, tuas risadas, teu existir. Pleno e absoluto. Tem uma vida em mim que só respira por você. Pra esperar você chegar.  Não é incrível você saber que existe alguém que é mais vivo, mais feliz, mais tudo nessa vida só porque você está aí?!... Só por você?!

Eu sei que você está aí. Eu sei que é tudo muito confuso. Eu sei que nada realmente faz muito sentido na minha fala, mas acredite quando eu digo:

_ EU SÓ QUERO SABER DE VOCÊ!


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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Substância Lírica

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é que a chuva me traz uma emoção:
_ você nunca será  indiferente à substância lírica dos temporais


Eu, temporal.


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'Confissões de Apocalipse'

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Eu confesso
que só penso
em me atirar nos teus braços:

  no mais,
o mundo que se exploda.




[* título post emprestado programa Fernanda Young]


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Deixa chover!

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Eu preciso cantar pra chover.
Eu preciso dançar pra chover.

Tempos de amor em estiagem.
Haveria o amor de secar?

É porque teu amor não chove
não agua, não terra, não ar
Que tudo fica tão assim TÃO SEM GRAÇA
Dá até vontade de chorar.

Haveria a lágrima de secar?
Não quero pensar,
Prefiro dançar e cantar
pra chuva voltar a molhar.


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terça-feira, 21 de agosto de 2012

FLOR

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é na água do teu amor
que eu desabrocho


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sábado, 18 de agosto de 2012

Be a Lighthouse

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No final das contas o grande acerto de contas é entre a gente com a gente mesmo. Parece que tem a ver com o outro. E muito que tem, certamente. Ou melhor: teria. Quando a gente revisa perante o grande sol percebemos que fomos nossas escolhas e permissões. Fomos também reações, estas, advindas destas escolhas, sejam elas certas ou não. O que foi certo, afinal? Quando a gente decide, a gente assume o risco. Mas não dá pra sair mergulhando sem precauções. Tem que se colocar no centro. Dentro do coração. Antes de tudo, antes de qualquer um. É só assim que a gente vai aguentar a dor de quando algo não dér certo. Porque nunca é pra sempre. Nunca é perfeito. Não é nem nunca será. A dor virá, oque fará a relação com essa dor ser tolerável será o quanto de nós mesmos restar por dentro. Amar é um verbo estranho. O amor, quando olhado sob a luz, não reflete o outro: Aquela pessoa que  euvejo ali do outro lado sou eu. O que refletiu. O que foi refletido. Penso e reflito!


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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Quando crescer aborrece

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Depois de um bom tempo vivendo no mundo adulto,
concluo que minha melhor experiência de vida

FOI TER SIDO CRIANÇA


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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

ESCARAFUNCHANDO

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Há sempre uma necessidade gritando maior. Reabitar-se de inocências, por exemplo. Como é leve o acreditar... Como é sem peso um anseio quando faz-se apenas, amoroso. Boas são as vontades que já nos fazem flutuar por existirem, uma dádiva,  como mera vontade. Ficam assim, ditas como que entre parênteses de uma sensibilidade intocada, não notada por olhos hostis. Como se outra coisa fosse, ignorância, talvez, não saber das impossibilidades, ou desconhecer os impedimentos e procedimentos..., não saber é flanar. Como é bom não saber! Não saber de nada. Não ter a menor ideia de como. Não é o como oque importa, é só o querer por querer. As limitações nos amarram num emaranhado de negros fios que por certa altura nos imobilizam a tal ponto que nem sequer mais notamos. Fica-se ali, parado achando que há movimento. E há!... Marionetes... são os fios pretos que nos atam às vontades externas à nós. Faz-se a trama, e nos achando tão espertos, não nos damos conta que somos livres às avessas. Parece que somos livres por fora, quando de fato fomos presos por dentro. Algo maior impera e nos faz agir de acordo. Acordo com que? Talvez devêssemos estudar mais a história da humanidade...O que nos salva, se há salvação, é a alma. A mente, pobre ser condicionado social, desprendeu-se do coração. Coração virou orgão apenas, de batidas e paixões efêmeras e mais alguns deslumbres infantis. Escarafunchar, que é o mesmo que cutucar, procurar, cercar, querer saber, só serve pra ter uma certeza: não vale à pena saber. Nada saber. Livres são os que sentem sem saber. Talvez seja culpa dos poetas, dos literatos, dos escritores, dos romancistas,  que ficam botando minhoca nas nossas cabeças. Escarafuncharam tanto que para não parecerem loucos sozinhos,  precisam dividir suas loucuras. As pessoas suspiram mesmo é quando vêem uma casinha pequenina desprovida de saberes: encompridar conhecimento não adiantou de nada, a gente só quer acordar num dia que nasça livre desse sonho de saberes inúteis e faça tudo parecer, milagrosamente, simples outra vez. Onde um braço de mar nos dê toda a certeza de Deus.

Inocência perdida:
_ pra que serve mesmo sair pra passear?


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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

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Um moço e uma moça. Destino, acaso, conspiração ou desejo, se olham num dia pequeno que parecia não dar em nada. De pequeno, fica grande nesse encontro de olhares. Alguma coisa nele reconhece alguma coisa nela, semelhanças que os prende nesse olhar. É só mais um menino. Nada de especial. Cabeça, tronco e membros, um pouco de cabelo, pêlos e aquele seu jeito de olhar. A menina é só mais uma menina. Enfeitada de cabelos compridos como um véu. O que os aproximou? Vem de dentro. Não tem explicação. A paixão nasce de uma química interior, uma química que reconhece a mistura de cheiro, pele, ritmo, batimentos e reconhecimentos. As dessemelhanças, essas, somem do campo de visão. É a armadilha da paixão. O amor no meio disso? O amor é quando esses dois seres comuns que se descobrem num dia pequeno resolvem que desejam  aquilo. Anseiam, até. Então, eles trocam telefone, e-mail e todos esses trelêlês cibernéticos sociais, e passam a se buscar porque querem sentir o amor. Só que o amor não é coisa que se toca. Não se retèm. Nem se controla. Nem se estabelece. Amor é como as estrelas do céu: se você as quer ver, todo santo dia você tem que olhar pro céu. O amor, seria conseguir ver um céu naquele menino. Ver um céu naquela menina. E seguir junto desbravando esse caminho de estrelas. Sem medo de tempestades.  Lembram das dessemelhanças? São as chuvas, as tempestades, as não concordâncias, o breu de uma camada poluente que vão embassando o olhar. Daí vai-se perdendo o foco, desviando o olhar, você não quer ver o cinza, você quer o esplendor do azul,  quer o céu e tudo que o outro te mostra nesse ponto, são as nuvens. Conseguirão ver a beleza das nuvens? Uns sim, outros, não. Tá tudo certo! todo mundo quer o céu azul de estrelas brilhando por dentro. A paixão revela. O amor, é quando há resistência. Fé, esperança, teimosia, determinação, é quando duas pessoas decidem que é por aquela janela que o céu é mais bonito. É naquele azul que se quer mergulhar. O amor é o céu que se vê no outro, é o azul que a gente nunca cansa de buscar, é a certeza de que as estrelas sempre estarão lá. Nem que chova canivete.

Viva os caçadores de estrelas!


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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Delícia

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O namoro
é onde o amor faz morada

na morada do amor



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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

RUA 28

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Felicidade é uma alameda de calmas e flores miúdas
aguadas  c o n s t a n t e m e n t e  por 'pingúxulos' de
chuva mágica à que se chama amor,
aquele elemento que
abre, conduz, viabiliza, permite, escancara, te coloca de cara

com os prazeres muidinhos que não deixam cicatriz.

Tem vezes que acho que
felicidade é desistir de ser feliz. A inércia da 'não procura'
abrindo as portas desse jardim.


[o que é ser feliz?]


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