terça-feira, 10 de janeiro de 2012

E depois disso, eu corro!




Eu queria escrever alguma coisa 'phoda', mas bem 'phoda' pra você. Uma coisa bombástica, irresistível, hipnotizante, arrebatadora, eu queria escrever uma coisa muito 'phoda' pra você. Vasculho dentro dos meus megabytes emocionais novas formas de dizer a mesma coisa tantas vezes ditas pra você mas... O QUÊ? Qual seria a 'grande palavra'? O quê seria capaz de abalar tuas estruturas a ponto de te fazer parar de respirar por alguns milésimos de segundo e levar tua mente a viajar tão rápido a ponto de você sentir, em cada pedaço seu, o impacto das minhas palavras que não seriam palavras mas, uma espécie de nuvem, ou nem sei, mas algo que te abraçasse muito apertado, quase acorrentado, um instante que fosse de onde você não pudesse escapar de sentir. E sentisse. E me sentisse. E desmaiasse por mais um segundo, só para na volta, ter a sensação de que sim!, aquelas palavras estavam acontecendo dentro de você! Mexendo com teus sentidos, com as tuas pernas, com teus olhos, com tuas mãos, com o teu estômago, com o palpitar de todas as tuas extremidades, aquelas palavras estavam te fazendo levitar. Palavras que te trariam correndo. Correndo pra mim... Eu queria a palavra perfeita. Eu queria tocar você com essa palavra. Diferente de sempre. Eu queria ir além e ultrapassar as mesmas coisas tantas vezes repetidas, e alterar o ritmo batido para que a mesma eu de sempre e o teu mesmo eu de sempre retornassem ao ponto de impacto... e com isso, sorríssemos absolutamente novos um para o outro, reinaugurando nossas sensações. Tudo novo de novo. E eu me pergunto insistentemente: _ Qual é a palavra que eu busco para te dar?!... eu, que só sei falar e falar e quase nunca chego ao fundo do que quero realmente dizer... Nada me vem! Nada me ocorre! Não por falta de sentir mas, por uma espécie de pudor, ou por não querer reincidir nas máximas mínimas tão batidas do meu vocabulário pseudo-romântico-antigo-comum...

Então, na ausência de tanto,
peço-te que aceite as minhas 'não-palavras',
talvez elas digam em silêncio, oque eu, nos meus tantos barulhos,
nunca conseguir dizer assim, CLARA-MENTE, para VOCÊ!

*

6 comentários:

Monalisa Macêdo. disse...

Nossa, adorei! Às vezes é só isso que temos a dizer: o silêncio.

Diana disse...

Que lindo!
Seu jeito de escrever continua irresistível.

Martha Mello disse...

Já acompanho o blog há muito tempo...e nunca havia escrito um comentário...mas acho q estava mais do que na hora de dizer que o que vc escreve...muitas vezes sinto como se estivesse saindo de mim! Palavras...extremamente verdadeiras....que muitas vezes 'tocam' a minha vida! Obrigada!

Leo disse...

O silêncio é a palavra mais Phoda!

Beijo, Be!

Mariana Pimentel. disse...

Incrível. Acho que depois dessa você não precisa se preocupar em encontrar essa palavra não, hein? Ou não. "ou por não querer reincidir nas máximas mínimas tão batidas do meu vocabulário pseudo-romântico-antigo-comum..." eu amei isso :)

Preto e Branco - Lilian Vereza disse...

Nossa Be! que coisa liiiiiiiinda! as vezes queremos mesmo reiventar a mesma forma de dizer algo, de forma diferentemente especial....e tantas dessas vezes realmente o silencio diz tudo.....vou roubar e salvar nos meus arquivos!!!
saudades menina!!!!!!!