quarta-feira, 29 de junho de 2011

terça-feira, 28 de junho de 2011

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SOIS A MÚSICA/ ENQUANTO A MÚSICA DURAR


_ T.S. Eliot



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Da Série: PORQUÊ

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Porquê
para ver a beleza da chuva

é preciso que CHOVA!


[Líquida Metáfora]


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domingo, 26 de junho de 2011

PERTENCER




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Pensamentos indisciplinados. Eles são os donos do pedaço. Eu assisto seus debates ruidosos e incessantes sobre uma sequência de variações que versam, sempre sempre, sobre o mesmo tema: O DESEJO DE PERTENCER. Parece-me que hoje, chegaram a mesma conclusão de todo dia, que tudo que importa é sentir-se parte de algo. Fazer parte. Estar do lado de dentro. Estar dentro é estar protegido, resguardado, aquecido. O coração comanda essa busca mesmo quando parece ceder as rédeas à razão. Tudo tipo!, porque, busque-se o que seja nessa vida, lá dentro, no impulso inicial de qualquer busca está o sentimento, o porta-voz do coração, emissário de diretrizes complicadas que muita gente passa a vida inteira tentando entender. Sem nada entender. Seguindo às cegas, tateando com as mãos para tropeçar menos. Gente tipo eu. Alguém disse que as coisas do coração são leves? Tem certeza? E esse trabalho árduo de sol a sol pra sobreviver à gente mesmo? E a agonia daqui do lado de fora? E o coração ali, bombando teimosamente o desejo de... Pertencer?!... A beleza do verbo da boa acolhida. Quem pertence, via de regra, acolhe e vice-versa, num movimento contínuo, que, no entanto, exige empenho. Cuidado, atenção, generosidade, calor humano, bom humor, carisma, inteligência, doçura, segurança, bem querer, auto estima, bons propósitos e beleza, sobretudo, beleza. A expressão da beleza por todo lado possível, física, de alma, de gestos, de existência. Todo mundo quer estar perto do que é belo, resida a beleza onde for. Numa bela profissão, na almoço de domingo com a família, no abraço gostoso de um amigo, numa viagem sem data de retorno, no êxtase de outro corpo, dançando, cantando, subindo, descendo, queremos fazer parte do que admiramos. Queremos ser acolhidos além da obrigação de um laço, de uma convivência, de rotinas ou acomodações. Queremos ter trabalho, ter o desafio de se manter fazendo parte. Queremos o outro. Admirar e receber admiração. Eu desejo pertencer. Desejo fazer parte de tantas coisas que só sondo de longe... Pertencer não é para os acomodados. Para os que esperam as coisas cairem diretinho do céu, como se caísse alguma coisa do céu!... Opa! mas caem coisas do céu. Caem estrelas cadentes com a possibildiade de fazer um pedido e ser atendido. Cai a chuva que traz a água mãe de tudo. Caem os raios do sol sem distinção. Cai energia que a gente não vê, mas cai, eu sinto que cai. Sinto, não!, tenho certeza porque, senão, eu nem estaria aqui. Por isso olho muito para o céu. Se eu tiver a sorte de fazer parte do grupo de pessoas felizardas que já viram um estrela cadente, fizeram um pedido e foram atendidos, pedirei a felicidade de experimentar com mais constância a grandeza do verbo PERTENCER. Espero ser atendida e fazer parte do grupo de pessoas que sorriem com mais frequência. Enquanto isso, fico aqui, fazendo par com os que sonham, com os que acreditam, com os que se machucam, mas não perdem ( nunca) a mania de querer pertencer.

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sábado, 25 de junho de 2011

Isto, hoje, amanhã e sempre!

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Quem quer a 'solidez granítica dos fatos'
quando o brilho está nas mil nuanças que habitam
a inapreensibilidade aérea de um arco-íris?

Um amor caleidoscópico


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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Será?




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Um romance para dar certo precisa ser acrescido de interlúdios. Abrir as janelas e as portas da mente para novos episódios de amor. O amor sobrevive em várias condições, mas ele VIVE mesmo nas agonias amorosas. Pra que tapar buracos se justamente dos burados, das faltas, das imperfeições, dos desencontros, dos desacertos dos DESEJOS INSATISFEITOS nacem novos sonhos e paixões? Às vezes a gente tem que dar um nó no lenço para lembrar que o amor não é esse negocinho calmo, tranquilo, bonitinho, coisa e tal, e sim, um sentimento vigoroso, forte, que quer, senão exige, uma bocado de loucuras para manter o vigor. E SINTONIA, sincronicidade, tempos similares, sorte de provocar intervalos curiosamente no tempo certo um do outro, para ver o amor crescer feito ondas e em ondas renovar-se num prazer de ser mar que nunca acaba.
O Amor não sabe ficar parado e deseja um céu inteiro para chamar de seu. Amor não é pra amadores.





[Eu falo de amor só porque eu gosto muito de falar de amor!]


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terça-feira, 21 de junho de 2011

Do reino das águas claras: Tudo bem simples


Todas as cores
que eu puder te dar
toda fantasia
que eu puder sonhar

Eu pensei
Te dizer tanta coisa
mas pra que
se eu tenho
a música?

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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Vórtices

é como sair para fotografar:

_ quem pode saber se aquele
recorte tão bem triangulado,
com ares tão shakesperianos
reflete, de fato, a verdade contida além daquela lente?!...

NINGUÉM


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domingo, 19 de junho de 2011

Um mergulho que chamo Amor


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Amar você ultrapassa todos os significados. Significa tudo ao mesmo tempo. Amar você faz minha existência ter siginificado. Meu amor está em cada volta do teu número preferido, indicando que é infinito esse sentir de tantas voltas. É dor que não dói, antes sim, arde, queima, desnorteia, embora amar você seja a única forma de toda a manhã eu achar o meu norte. Amo-te com a força de cada amanhecer. De cada anoitecer e de cada sonho que sonho antes, durante e depois de sonhar. Amo-te como quem ama o risco, por saber que esbarrar em precípícios de sufocos sufocantes confirma a certeza de se estar vivo. Amo-te com a força do destino. De um destino que não se cumpre só pra ver quantos caminhos sou capaz de trilhar pra te amar. Amar você é como vislumbrar a lua da Pérsia bem aqui, debaixo da minha janela, por onde toda noite você anda, você faz ronda, e faz de meus pensamentos a ciranda que nunca para de rodar. Eu te amo com brilho, com barulho, com firmeza. Amo-te como uma rainha ama seu rei, mesmo que nosso reino esteja perdido e só nos reste selva. Amo-te com a natureza das águas. Não das águas rasas, possíveis e passíveis de toque e desfrute, mas como um turbilhão. Amo-te como quem ama o quase desfalecimento que causa um mergulho. Profundo, interminável, corajoso a ponto de querer ir além. Meu amor por ti quer sempre ir um pouco mais nas interrogações e exclamações de tantos ais. Amar-te tem a força das entregas mais insanas e puras. Amar você é êxtase. Um êxtase que não se acaba no gesto, antes, permanece, enlouquece, faz querer para ainda mais querer num constante vai-e-vem de tantas incertezas. Amo-te com gula, ciúmes, desejo. Amar você é conhecer no âmago oque siginifica desejar e ao mesmo tempo, saber oque é posse. Amo-te como dona. Dona do teu coração, mesmo nas tantas vezes em que eu não sou, mas serei, porque assim está escrito, e quanto a você, amor, nada te resta além de aceitar a força desse amor que para sempre irá nos consagrar um ao outro. Você é meu reino das águas claras,e é assim que eu te amo, para todo sempre, amém!




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sexta-feira, 17 de junho de 2011

é de morrer de amor!

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E ele sempre me ganha
com aquele jeito adorável de
demonstrar oque mais importa

com gestos minúsculos.

E as maíusculas?
_ quem precisa delas com um homem assim?


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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Atmosfera Rósea

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Estou escrevendo por você.



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ELE

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Ele era manso,
sua mansidão mudava a vida das pessoas,
por exemplo: a minha!


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terça-feira, 14 de junho de 2011

Bocas, Borboletas e o Amor

Não é maravilhoso ter a liberdade de abrir a boca e dizer oque bem vier no meio da telha? Tudo bem!... não é bem assim. De fato a gente não pode sair por aí dizendo tudo que se passa por nossas "caxolas voadoras" mas, bem pensadinho, a gente sai falando oque pensa quase sem causar maiores danos, SE...

Com a letra A, creio que a palavra mais dita seja AMOR. Hoje uma borboleta encostou no meu rosto e, dizem, quando isso acontece temos o direito à um pedido. Como levo essas pequenas superstições à sério, muito à sério mesmo, pensei. Pensei muito antes de pedir e pedi amor. Amor nos meus gestos, nos caminhos, nas pessoas com quem me encontrasse, comigo mesma, amor. Amor a tudo envolvendo, feito uma bruma azulada que cobre carinhosamente os lindos entardeceres invernais.

Atitudes amorosas. Parece muito simples para muitos, mas para mim, colocar amor nos mínimos detalhes, nas palavras, assim, BEM CONSCIENTEMENTE, tem que ser lembrado. Oque é uma grande pena agir assim, robotizadamente porque, quando penso intencionalmente no amor antes de qualquer gesto, antes das palavras serem ditas, tudo parece ficar um pouco mais leve. Um pouco mais simples, também. E alegre. E divino.

Amor tem muito a ver com BOA VONTADE. Nada a ver com o contrário disso, a muito mal vista má vontade, e também a preguiça. Por isso, há que se ter disposição para o amor. E cuidado. Na verdade, atenção. Atenção a cada segundo que antecede a ação e a perigosa ação de abrir o bocão para falar. Amor é acréscimo. Amor romântico é excesso, mas aí é definitivamente outro papo, embora de todo jeito, amor seja sempre caminho. Caminho que  revela a existência como algo mais saudável, mais próspero, mais surpreendente.

É isso aí. E falando em surpresas, é sempre uma surpresa ( surpresa para quem não aprende nunca a lição) um dia vivido e falado na língua do amor. Dá quase pra dizer que esbarrei na felicidade. Mas um dia, e é certo que tentarei muito, eu espero chegar lá. Lá, bem perto dessa tal intencionalidade amorosa espontânea.



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sábado, 11 de junho de 2011

Um mundo dentro do mundo



Quantos mundos existem realmente dentro desse grande mundo?
Gosto de pensar no mundo sob o prisma da projeção geométrica: um mundo infinitamente habitado por bilhões de outros mundos. A cada par de olhos que espia o mundo, existe um mundo particular. Uma individual e absolutamente única impressão de mundo. Dentro dessa projeção, ainda existem as variáveis. O jeito que eu vejo o mundo muda conforme oque eu estou sentindo. Se o medo me faz companhia, o mundo é assustador. Se os amigos estão por perto, o mundo é um lugar alegre. Se o amor está no jogo, o mundo passa ser um caleidoscópio de mil cores e qualquer parte do mundo, é um mundo bonito e cheio de amor, mas se existe insegurança, o mundo pode ser feio e resumir-se à algumas paredes. Se a liberdade norteia os passos, o mundo é um maravilhoso parque de diversões. E ainda tem o mar. Se meus olhos estiverem sendo ninados pelo vai-e-vem das ondas de mar, o mundo então, é mágico. Na verdade, perfeito. Mas existe ainda mais um fator que multiplica infinitamente o numeral relativo aos mundos: São os mundos que nos habitam por dentro. Quando fechamos olhos, enquanto esperamos o sinal abrir, quando toca aquela música, quando encostamos o corpo no parapeito de alguma janela para ver a lua cheia... para cada sonho, cria-se um mundo novo. Ou o mesmo mundo, feito o castelo de areia de nossas infância, que é outro pedaço de mundo que guardo muito vivo nas minhas memórias. Memórias... infinitas feito as estrelas que brilham no céu. Quanto mundos... e todos eles, todos esse bilhões de mundos amorosos, tensos, felizes, angustiados, ansiosos, apaixonados, todos eles coexistem entrelaçados e interferindo no mundo um do outro numa sucessão de fazer Fellini sorrir com tanta inspiração. Os seres humanos e seus mundos. Os de dentro, os de fora, e a possibilidade de infinitos mundos novos inaugurando-se a cada dia, a cada esperança, a cada perdão, a cada abraço, a cada novo beijo de amor sob as graças desse inventivo e inspirado Criador.



No Dia dos Namorados, todo e qualquer mundo suspira de Amor.


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quarta-feira, 8 de junho de 2011

(...)

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Certos prazeres só se colhem
com inocência.

Ou espanto!


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terça-feira, 7 de junho de 2011

Miau!

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Ela se enrola
mas não perde a graça,

ela está sempre pronta
para passear no parque

ou para brincar nos telhados
com seu gato.


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domingo, 5 de junho de 2011

MARTE

Quem é que define como vai ser? Você?... O pensamento repetido? A fé? O desejo mais forte de todos os desejos? Um pedido às estrelas do céu? A sua oração? Quem é que define? Quem pode entender ESSA INCESSANTE CHUVA DE ÁTOMOS ou mais simplesmente, a vida? O que eu posso decidir efetivamente?... a roupa que vou vestir hoje? Depende! Eu gostaria de vestir um biquini e um par de chinelos e ficar largadona no quintal tomando sol, mas, está um frio de lascar e eu vou vestir casacão, gorro, luva, cachecol e olhar o céu pela janela. Qualquer decisão que se tome não é independente. Não é uma escolha minha e ponto. Não posso definir que assim será, e assim será. Existe a conexão. O meu desejo pode ser o maior desejo de todo o mundo mas se ele não estiver conectado com as ondas do que vem vindo, ele será apenas, um desejo. O que eu estou tentando dizer? Creio que estou tentando dizer que não posso decidir nada aleatoriamente. É um bocado confuso. A vida e oque vamos vivendo são de fato um bocado de movimentos sutis e quem pisa rudemente sai em franca desvantagem. Temos que andar suavemente. Talvez seja isso! Passos suaves, deslizando pelas ondas magnéticas quase que despercebidamente para que nada de mal aconteça. Quem estará a salvo? Ninguém, mas uns parecem estar mais a salvo do que outros. Será o coração? Será a repetição das boas palavras que vão nos posicionando na órbita das boas sequências existenciais? Sapatos de veludo. Faço barulho demais, talvez seja isso. Sou ruidosa e pouco delicada. Meu pendão da boa esperança está sempre no limite para baixo. Eu sorrio com a boca, mas os olhos, estão sempre de prontidão. Esperam oque? O inesperado. Leia-se como inesperado, o intransponível. Como se algo pudesse ser escolhido para não se transpor. Há que se encarar oque for que se estatele à frente de nossa frágil presença. Do que se compõe o acerto? E o erro?...por que parece tão mais consistente? Não alcanço as estrelas do céu. A luz parece cada vez mais longe. O sol, está frio. As pessoas..., bem as pessoas são o sol, a lua, as estrelas que de igual forma parecem a cada dia um pouco mais distantes. Será que peguei a rota errada e sigo rumo à Marte enquanto todos cantam felizes o caminho para o céu?


_ è, deve ser isso!

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sábado, 4 de junho de 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Um tempo para olhar o céu




Tinham sorte. Uma espécie especial de sorte. Um tipo de sorte que não alcança qualquer coração. Fazia-se necessário ultrapassar a visão e todos os outros sentidos para com isso, conseguir capturar o halo luminoso, o invólucro transparente que envolve a realidade e, num movimento inventado, descobrir uma outra realidade. Incorpórea realidade. Ali, criava-se um pequeno mundo, feito de ideias e pensamentos interligados de um para o outro, e o abstrato tornava-se vivo, e mudava cada dia. Mudava O dia. Era a invenção. Uma colagem onde se descartavam hábitos inúteis para que houvesse a possibilidade da contemplação. A contemplação do 'algo a mais'. Tinham sorte por crer nesse algo, e por saberem decodificar os sinais. Não estavam surdos nem cegos à beleza da liberdade que pode conter uma entrega. Incorpórea entrega, a mais entregue das entregas. Entregavam-se. Delírios? Alucinações? Para que serviam, afinal?




_ Para se sentirem consistentemente vivos!

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