quinta-feira, 31 de março de 2011

Ele canta!


Passarinho não escolhe estação para cantar



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segunda-feira, 28 de março de 2011

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BENDITOS SEJAM OS ESTRANHOS



[e suas almas de passarinho]



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domingo, 27 de março de 2011

Praticar

"Diga, ABUNDANTEMENTE, palavras alegres." _ É a experiência mais simples e mais difícil que conheço, mas creio que trata-se de uma ação com grande poder quântico, uma ação, verdadeiramente, capaz de transformar tudo ao redor. *

domingo, 20 de março de 2011

Todo Dia

'Todo dia, o sol da manhã vem e nos desafia...'

Mas é nos braços de Morfeu que minha alma descansa. Os dias e as pessoas têm muita energia, tanta que as vezes até sufocam. Feito as tristezas. As pequenas também. Quando já se experimentou o gosto amargo de alguma tristeza maior, o campo interno fica ainda mais sensível. Tanto que, qualquer pequena tristeza que se aproxime já é o suficiente para latejar por inteiro o campo das dores. É que não cicatriza. Nunca. Só ameniza, ou a gente se acostuma, por sermos fortes. Eu acho ser gente uma coisa de muita coragem. Somos soltos aqui nessa selva em forma de pequeninos seres, totalmente inconcientes de onde viemos, e porque raios, viemos parar justo aqui. Justo nessas circunstâncias. A gente chora quando nasce, não é engraçado?... Vou ser amarga e dizer que isso não me parece um sinal muito auspicioso. Se fosse pra ser algo bom, feito o paraíso, a gente nascia rindo, né?... Por isso que eu penso que seres humanos gostam tanto de dormir. Eu, pelo menos, sou louca por uma cama e o maravilhoso abraço que o sono santo de todo dia me proporciona. Quando adormecemos, voltamos para o útero do universo. Lá, eu penso que algum ser muito querido nos recebe, faz uma massagem em nossos pés cansados, nos acomoda em algum sofá fofo e cheio de almofadas e nos coloca em frente à uma TV de tela imensa, onde revemos nosso capítulo de vida daquele dia. E, acho que tem um tipo de psicólogo que fica ao nosso lado lá, segurando nossas mãos que tremem de medo e vergonha e constrangimento do que vão ver, mas que vão se relaxando a medida que esse alguém nos diz que está tudo bem, aquilo tudo já passou, só precisamos entender e saber que amanhã, será um novo dia. Penso que perto da hora de acordarmos, algum ser mais elevado vem até nós, nos abençoa e diz solenemente: _ Tente estar conectado. Conectado com oquê, cara pálida?... é a pergunta desesperadora frente ao inevitável despertar que se aproxima. Então, com aquela calma que só os anjos têm, respondem: Tente conectar-se com oquê você tem por dentro e lembrar-se que, de verdade, vocês não estão sós.

A gente não está só?
[Todo santo dia, quando acordo, eu só lembro de mim mesma gritando,
_não larga a minha mão!!!]


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sábado, 19 de março de 2011

Help

Sinapses amargas e obsoletas,
ou reinventam-se
ou tudo que restará,
será

aquela negra nuvem de fumaça no ar.



[Onde estão os meus sais?...]


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quinta-feira, 17 de março de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

Don't know

Sobre:
Poder Ser oque Bem se Sonhar em Ser

não tenho opinião formada sobre o assunto,
mas ouvi dizer que querendo bastante,
a gente consegue até ser feliz. Bem feliz!

"Oito
Quese nada
Um bocadinho que
é mesmo um bocadinho
Um sopro
Oito sóis que se põem
para que as luas se mostrem
Um beijo no final desta estrada
dois, três, milhões
Onde já não saberei onde
começo e tu acabas..."

[a gente pode ser oque a gente quiser mesmo?!...]


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segunda-feira, 14 de março de 2011

ROOTS


Na verdade, existe um ANTÍDOTO
para toda a agressividade:

Fazer do Amor, norte e sul, leste e oeste,
crê-lo como a única direção a seguir...

Não o abstrato amor romântico/platônico
que faz parecer o amor algum tipo de resíduo
mas aquele que está ENRAIZADO
incondicionalmente, dentro de você...

[quer você queira, quer não]


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sexta-feira, 11 de março de 2011

Estranho

é tão estranho
e sem razão ou lógica ou cabimento de ser

mas em alguns minutos de algumas horas
de incertos dias que

parece que nunca mais voltarei a me sentir
feliz

feliz
outra vez

parece que a chave perdeu-se pra sempre
em alguma imensidão de um mar sem fim...


de um mar
sem fim




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quarta-feira, 9 de março de 2011

Eu me importo

Os acontecimentos costumam ser muito silenciosos. É como eu sinto, pelo menos. Por exemplo: o dia 08 de Março, quando comemora-se o Dia das Mulheres. Imagino toda aquela lengalenga sendo dita sobre as datas e seu aspecto comercial. Bem cômodo, jusitifica e assim, não pensamos sobre e, o silêncio do 'não pensar' segue predominando. Pelo que sei, o Dia Internacional das Mulheres nasceu nos idos de 1900, em virtude (?) de um acontecimento absurdo. Mulheres trabalhadoras de uma fábrica decidiram botar a boca no trombone e protestar contra a diferença de salários que sofriam em relação aos homens. Executavam as mesmas funções e recebiam descaradamente MENOS, como continua a acontecer nos nossos dias atuais, embora prefira-se a ilusão de que isso não acontece. Em revelia à petulância dessa atitude de insubordinação, essas mulheres em número de CEM, cem mulheres que pensavam além, pensavam além de seus papéis de mães e responsáveis pela cozinha, alcova e limpeza, viam-se como portadoras de potencial, atuantes, competentes e lúcidas a ponto de questionar oque as fazia menores em comparação aos homens para receberem menos..., foram trancafiadas num depósito e queimadas vivas para servirem de exemplo à todas as demais que se atrevessem a PENSAR, que dirá, pronunciar-se. Queimadas vivas, já pensou? Criaturas humanas sendo barbaramente castigadas pelo óbvio visto por elas e, ignorado pelo ignorantes. Foi por essa atrocidade que decidiu-se criar uma data onde muito mais do que comemorar nossos predicados de feminilidade, LEMBRÁSSEMOS do acontecido e pensássemos como andam as coisas... Curiosamente, o dia oito nasce e termina e ... ninguém tem muito saco pra pensar, né?... Faz alguma diferença um número de vítimas? o tipo da discriminação? Cem mulheres não somam uma representatividade suficiente para justificar uma data especial, onde oque se quer pensar não são em flores e cartões dizendo babaquices do tipo 'tão frágeis mas tão destemidas'... 'tão meninas e tão mulheres', mas parece-me que seria certo para essa data refletir. Debater. Avaliar nosso próprio comportamento. Evolui-se , é verdade. Mulheres ocupam posições nunca antes imaginadas, somos presidentes da República ( mas só Deus sabe a que preço de pré julgamentos) somos ricas, bem sucedidas, chefes de família, ( e novamente digo, só Deus sabe a que preço) vamos para lá e para cá, livremente, (?), na superfície até parece mas, muito honestamente, eu penso que no âmago, no cerne, na urgência de um conceito, há um longo, muito longo, caminho pela frente. Não sou otimista, nem positivista, não gosto de argumentos meramente românticos e poéticos. Sou realista, oque em absoluto quer dizer, negativista. Ser realista é ser pura e simplesmente dotada de olhos que vêem. Ver não é imaginar. Imaginamos que vivemos numa sociedade que respeita as mulheres, mas... respeita mesmo? Basta permitir-se um tempo para observar o cotidiano. Ele fala. Silenciosamente, mas é muito revelador, e declara: as coisas não vão tão bem assim. Observação é uma arte. Sei lá, resolvi escrever algumas palavras só pra não estar no bonde daqueles que fecham os olhos para oque não é translucidamente cor -de- rosinha choque, só para lembrar, pelo menos a mim mesma, que na minha condição de mulher, e em reconhecimento àquelas cem mulheres que perderam suas vidas para que a vida das demais mulheres melhorasse, avançasse, se modificasse, gritar, ainda que silenciosamente que eu me importo. Eu não me engano. Eu pago o preço. Eu grito. Eu, na condição de mulher adulta e realista comemoro sim, o Dia das Mulheres, e nessa data, renovo meu compromisso de respeito à mulher que eu sou. E à todas as mulheres que colocam o seu pezinho dentro de um bom salto dez e, elegantemente, metem o nariz sim, em todo lugar onde são chamadas, onde não são chamadas e onde haverão de ser chamadas. No topo do mundo.





[E os homens? ao lado, certamente, um bom lugar pra se estar á dois]





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segunda-feira, 7 de março de 2011

Be Atriz



"É necessário distinguir entre a persona e o personagem", é oquê dizem os psiquiatras.
Você não tem um personagem? Nossa! sorte sua!, eu, quando acordo, não faço a mínima ideia de quem sou e de como encenarei o dia. A única certeza é que haverá ensaio. Muitos ensaios de VIDA
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sexta-feira, 4 de março de 2011

É noite de Carnaval

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Foi numa noite em que as estrelas estavam alegres e a Lua era a feliz dona da festa, muito linda portando um vaporoso vestido branco radiante. Olhavam para baixo, e a terra que era o céu pra eles, estava igualmente lindo e festivo pois era noite de uma festa louca que parecia chamar-se carnaval. Aquelas cabecinhas todas, daquela gente toda irradia brilhos de purpurinas e as ruas estavam repletas de coisinhas coloridas que parecia chamar de confetes, milhares de bolinhas coloridas e de serpentinas, aquelas espiriais de forma elegante. Todo mundo sorria porquê a música irradiava uma energia poderosa que ninguém resistia. E tudo era festa, tanto na terra, como no céu. Subitamente, porém, a lua franziu sua testa redonda e as estrelas olharam-na juntas para perguntar: _ O quê houve?... Olhem ali, disse a lua. Apontou seus luminosos dedos para um pedaço distante da terra de onde podiam-se ver duas casas pouco próximas para a terra, mas muito próximas quando olhadas de cima, e oque viram lá dentro, entristeceu a festa do céu. Numa das casas, sentado olhando uma árvore quase sem folhas, um ser comprido olhava distante para oque parecia ser parte alguma. Em outra casa, pendurada à janela, uma criatura sem grandes belezas suspirava e pensava oque parecia ser coisa nenhuma. Alguma coisa naqueles dois seres irradiava uma espécie de dor conhecida tanto para as estrelas, mas principalmente para a imensa Lua. Lembrava a impossiblidade de seus amores. À Lua, lembrava o Sol, seu eterno namorado a quem não podia amar. Às estrelas, lembrava seus lugares plantados no espaço e a incapacidade que tinha de deslocar-se e assim, amarem apenas á distância seus pares distantes. Suspiraram todas juntas no firmamento, e aquele suspiro foi tão grande que na terra chegou e uma súbita onda de tristeza abateu-se por toda parte. Por toda parte da terra, por toda parte no céu. Como podia?!.. .apenas duas criaturas tornaram-se, sem saber absolutamente de nada enquanto pendurados em suas tristezas, causadores de desconsolo e fizeram a festa perder o sentido. Tudo perdeu sentido... Então, naquele instante tão longo, dona Lua pensou: _ Não, pelo menos hoje não será assim! não em noite de festa no céu. Não em noite de festa na terra. Meninas!, bradou Dona Lua, preparem suas redes prateadas e as lancem em direção à esses dois "estragaprazeres" e os tragam até aqui. _ Mas é contra a lei natural das coisas, Senhora!, disseram algumas estrelinhas menos experientes, oque em absoluto intimidou a branca Lua. _ Obedeçam! E assim deu-se que, em suas formas originais alteradas, aquele moço e aquela moça foram trazidos até um recôndito lunar muito bonito, e uma ordem receberam, pensando em obedecer sem sequer titubear: _ Não percam a chance que estou lhes concedendo e tratem de irradiar muita luz de amor para que a festa não pare, e o Senhor do céu não perceba que, para vê-los felizes juntos, toda terra e todo céu conspirou a seu favor, desobedecendo a ordem natural das coisas, em nome do Amor e da Alegria. E assim aconteceu. Todas as partes da terra, todas as partes do céu continuaram a festa da alegria, e ainda mais folia fizeram para que os dois enamorados não fossem descobertos juntos. _ Festa barulhenta, bradou o Senhor de todos os céus, em dado momento, no meio de seu sono Divinal: _ Será que eles pensam que não notei essa traquinagem da Dona Lua permitindo a esses dois ficarem pela miléssima vez em suas existências, juntos? _ Rammm, resmungou o Senhor, _ O que eu faço com esse romantismo humano tão obsecado?... e minhas meninas do céu, ainda não aprenderam nada sobre o amor?!... Botou então seus olhos que a tudo vêem naquela noite feliz e pensou resignado: _ Bem, não serei Eu a estragar a festa, já que estou com tanto sono. Deu uma piscadela divina que por toda parte viu-se feito o rabo de um cometa, e voltou a dormir seu sono dos deuses, merecidamente.

E nos recônditos lunares?
"Muitas borbulhas de amor à luz da Lua..."




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terça-feira, 1 de março de 2011