quarta-feira, 23 de novembro de 2011

_ Querida, cheguei!


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Pai é uma coisa engraçada, né? o meu era pelo menos. Tinha uma cara grandona que olhando meio rápido dava até um certo medo mas, chegando mais perto e depois de dois sorrisos e um pedido meio envolto à razões nem sempre muito lógicas, uma historinha, um pedido de parceria, uma piscadela de cumplicidade, e mais o irresistível _ ah, pai, deixa!... e _ voilá!... o desejo era concedido. _ Eu deixo! A gente ria das coisas, não como pai e filha mas como, pessoa e pessoa. Gostava de ver nos seus olhos o eu que ele via em mim. Acho que pai é aquele sujeito que não cresce muito, só faz carão. Eu sinto falta do meu grande brincalhão.

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Um comentário:

Adriana ♣* disse...

Falta?

Nem me fale!

Eu sinto uma SUPER falta...

:S