quinta-feira, 2 de junho de 2011

Um tempo para olhar o céu




Tinham sorte. Uma espécie especial de sorte. Um tipo de sorte que não alcança qualquer coração. Fazia-se necessário ultrapassar a visão e todos os outros sentidos para com isso, conseguir capturar o halo luminoso, o invólucro transparente que envolve a realidade e, num movimento inventado, descobrir uma outra realidade. Incorpórea realidade. Ali, criava-se um pequeno mundo, feito de ideias e pensamentos interligados de um para o outro, e o abstrato tornava-se vivo, e mudava cada dia. Mudava O dia. Era a invenção. Uma colagem onde se descartavam hábitos inúteis para que houvesse a possibilidade da contemplação. A contemplação do 'algo a mais'. Tinham sorte por crer nesse algo, e por saberem decodificar os sinais. Não estavam surdos nem cegos à beleza da liberdade que pode conter uma entrega. Incorpórea entrega, a mais entregue das entregas. Entregavam-se. Delírios? Alucinações? Para que serviam, afinal?




_ Para se sentirem consistentemente vivos!

*

4 comentários:

A primeira estrela disse...

Por isso que eu sempre venho aqui me alugar pra sonhar! beijo b! =*

JasonJr. disse...

Eu adorei! :D :D

Vanessa_Oliveira disse...

muito lindo o texto.
A única coisa q podemos fazer na vida sem freios e sem medo eh sonhar e imaginar.
amei!!!!
Bjim ***

Adriana ♣* disse...

É... Be...

'Um tipo de sorte que não alcança qualquer coração'.

A sorte só alcança o coração que deseja ser alcançado!

Beijos*