quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Mais uma vez Amor

É um sentimento estranho esse que sinto. É uma espécie de angústia que não é bem angústia. Dói feito ela, mas, é um pouco mais brando. É um sentimento que vem quando estou toda aqui fora, querendo saber das pessoas, querendo o amor das pessoas, a atenção, querendo abraçar envolver aproximar resolver aninhar todo ser querido que existe na minha vida. Mas o movimento não é esse. O movimento não nasce aqui fora. Nasce lá dentro das entranhas que largo querendo ter todos que amo. Perto. Felizes. Sem mágoas. A opção é pegar toda essa sensação sufocante e mergulhar pra dentro. Lá, bem dentro de lá talvez consiga enviar as palavras certas, o carinho certo, o amor certo que sinto. E estarei comigo, de quem nem sempre me lembro. Vou ali e já volto. Vou "al mare", me amar.


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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sim, Sim, Sim!

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A minha opção preferida:

_ SAY YES!


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O nome do Jogo é P A C I Ê N C I A


Então a canção vai dizer que é preciso saber viver, é preciso saber ganhar, é preciso saber perder, é preciso saber a hora de parar, é preciso não reclamar, é preciso saber aceitar, é preciso ser bonzinho, é preciso não se cansar dessa chatice que é viver de acordo com. De acordo com o destino, de acordo com as regras, de acordo com a vontade dos outros, de acordo com o certo, com o ético, com o moral, e de acordo com o não engordativo. É preciso lembrar Coco Chanel que dizia que às vezes é um bocado chato fazer tudo de acordo. Eu estou de acordo com Chanel.


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Os Pombinhos

VOCÊ CONSEGUE VER A POESIA?



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Quando é bom lembrar...


_ É uma Estrela do Mar?

_ Claro!... Todo Mar tem que ter sua Estrela!


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sábado, 23 de outubro de 2010

CHUVA

Associações. Chuva é palavra romântica pra mim, culpa de um romance onde as fantasias criadas tinham como fundo musical o nosso amado barulhinho de chuva. Esse entardecer está cinzinha, com aquela atmosfera típica de que vai chover, oque me deixa nostálgica feito uma donzela de algum século atrás. Damas e sombrinhas. Gosto de sombrinhas. Gosto de guarda-chuvas. Gosto de caminhar na chuva e tomar banho de chuva. Gosto de namorar na chuva. É romântico. Acho que o beijo mais bonito que já vi na tv foi numa novela que não lembro o nome, onde Murilo Rosa fazia par com a Eliane Giardini, e no meio de um temporal daqueles eles se beijavam avassaladoramente. É o beijo preferido do moço das chuvas também. Ele é noveleiro que nem eu. Nunca nos beijamos na chuva, só em sonhos onde sempre estava a chover. Toda vez que chove passo uns minutos na janela. Sei que ele faz o mesmo porque ele me contou. Um dia ele me disse que nunca mais conseguiu olhar a chuva sem deixar de imaginar como teriam sido nossos beijos regados e abençoados pela chuva que cai do céu. Não vejo hora que comece a chover, tô com saudades, então, saberei que nesse exato momento, alguém além de mim estará olhando pro céu, suspirando e desenhando aquele coração flechado na janela que embasada se faz por respirações que se anseiam mas que caducamente nunca se acham. Associações românticas. É bom lembrar!


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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O Grande Pássaro Feliz anda por aqui!

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De tempos em tempos o Grande Pássaro Feliz resolve sair do seu ninho e bater umas asinhas por aí, e o local onde Ele escolhe para se abrigar em seu veranico é estranhamente acometido por um surto de pessoas felizes. Não felizes tipo, 'que delícia de sorvete1, mas feliz tipo, Feliz. Tenho a impressão que esse Pássaro anda por aqui, nas minhas redondezas porquê tenho três, eu disse três pessoas queridas e próximas que estão num estado de êxtase que não é normal. A primeira é uma amiga querida que realizou um sonho de vida inteira, onde deu tudo certo e transformou a sua vida a tal ponto que não a reconheço nem fisicamente. Tá bonita e com uma aura que eu diria, não reconhecível. A frase dela: _ Guria, eu tô tão feliz, mas eu tô tão feliz que nem consigo dormir de noite de tão feliz! E não pense que isso é frase dita num dia e esquecida no outro. É permanente e se estende a dias, e aparentemente, só aumentando. Fico pasma e esperançosa, porquê isso é coisa de milagre, de extra terrestre do Bem, lenda, sei lá, coisa do Grande Pássaro Feliz rondando a área. A segunda, é uma amiga da minha família que realizou um sonho de toda a sua vida, e que ela afirma que a transformou na pessoa mais feliz do mundo. A frase dela: _ Gente, eu nunca pensei que podia ser tão feliz na minha vida, sinto-me com asas. Pois é, outra que anda em estado de graça que, não passa e só faz aumentar. Jesus! começo a me animar. O terceiro, é um querido dos mais queridos da minha vida que realizou um sonho de criança. Perseguiu esse sonho por anos e anos a fio, e de repente, tãnã.... realizou. A frase dele: _ Não consigo parar de rir, tô rindo pra todo mundo na rua, até nos meus sonhos de noite eu sonho que tô rindo, acho que vou explodir de tão feliz! É... definitivamente algo muito estranho está acontecendo por aqui porquê, tudo ao mesmo tempo, aqui e agora, sinto-me dentro de um local fora da terra com gente feliz, feliz a cantar. Legal, né? Tô muito feliz por eles, e desejo que outras pessoas ao meu redor e ao redor de todas as redondezas comecem a sentir algo parecido, sei lá, vai que é temporada anual dos Pássaros Felizes voarem soltos por aí , distribuindo sementinhas de felicidade e ares que de tão felizes com a presença, resolvem conspirar a favor dos sonhos das gentes. Vai saber. De qualquer forma, creio que vou começar a pensar nos meus sonhos adormecidos, vai que essa coisa é mesmo contagiosa, não quero ser pega sem sonhos nas mãos. Vou lá sonhar, té mais!
P.S.
Esqueci de contar da quarta pessoa mais feliz do mundo que também está por aqui. É meu irmão lindão gostosão que acabou de saber que vai ser Papai de novo. Ueba!


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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Noite sem Fim

Tá de noite por dentro
da minh'alma pequenina,

e de tão escuro
e de tão pequeno

acabei assim, perdida
e sem saída.


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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Olhos de Ver

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O Livro das Sombras fala que, qualquer mudança que você faça no nível da alma também gera uma modificação no mundo externo, que é o ESPELHO DA ALMA.

Na verdade, frente as belezas inesgotáveis que nos cercam, certo também seria dizer que é preciso saber ver. Abrir os olhos para ver, ou ainda, ESCOLHER VER.

[Eu gosto do que eu vejo, mesmo com todas as imperfeições, ou correto seria dizer, CARACTERÍSTICAS?...]


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sábado, 9 de outubro de 2010

São coisas que acontecem

É uma coisa estranha de explicar. Na verdade, existem certas coisas que acontecem e a gente simplesmente assiste, e não duvida, e não questiona, recebe apenas. Como presente.
Estou na praia. O Mar, de frente. Hoje, saí cedo pra caminhar. Quase defronte à minha casa, algo escrito na areia, e o pequeno pedaço de pau usado pra escrever ao lado, parou meus passos. De longe, muito ao longe, percebi a silhueta dele. Me olhava com aquele olhar de sempre, indecifrável e, num piscar de olhos, escafedeu-se. Havíamos trocado palavras tão duras e ásperas ás vésperas da minha partida, e não déra tempo, nem para um , nem ao outro de pensar em consertar aquilo que não se conserta, EXCETO quando se tem amor. Muito amor. Estranho ser o amor a causa e o perdão pelos nossos maiores desatinos. Eu não deixei rastros para que ele soubesse para onde vim. Como se fosse preciso... ele lê meu mais íntimo recôndito de ser. Adivinhou-me? ... Não, ele está, como sempre foi, a um passo de onde quer que eu vá, e como não pode ser visto, confunde-me. Mas, é só algo realmente grave acontecer, como um inevitável uso da palavra fim para que ele faça uso de seus poderes de mago do amor e faça algo realmente mágico por mim. Claro que pode parecer uma coincidência, mas numa praia quase deserta no meio do nada como eu estou, ler aquelas palavras, escritas em caligrafia refinada, nas areias brancas desse lugar de Mar, e ver aquela pessoa ao longe, com alguma dor, com algum sorriso, e um quase salto em minha direção deu-me a certeza que foi sim, ele, e que foi sim, especialmente escrito pra mim . Meu nome estava ali. Como não poderia ser? Mas a pergunta permance. Por quê? O mesmo segue pra você, amor meu.

NAS AREIAS DO MEU MAR:
_ Bê, eu te amo muito!

[não é demais?]


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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

MAR


Se não chover eu vou para praia ver o Mar. Fico pensando se ele lembra de mim, faz uns longos meses que não nos vemos, não nos falamos, não nos tocamos, não namoramos... Sim, porque eu vivo um caso de amor com o Mar. Não sei se ele sabe, mas, pela maneira como ele me abraça e me envolve quando corro em sua direção, eu diria que ele até que é bem caidinho por mim também. Amo desfrutar desse abraço. Meu corpo nunca encontrou parada mais gostosa do que quando solto o corpo nas suas ondas e, tendo apenas o céu por testemunha, entrego-me ao vai e vem sensual que apenas o Mar sabe dançar. E ali perco-me dos dias, das horas. Perco-me de tudo o mais. Ali te encontro, bem ali, entre o azul do amor e o verde de quem nunca deixa de acreditar nas coisas misteriosas do amor. Ali, onde as estrelas brilham só por nós, e a lua aparece mesmo não sendo dias de lua. Então, creio que mesmo que chova, eu vou para praia. Pensar no Mar, no desejo de estar com ele me despertou tantas vontades que eu vou, faça chuva ou faça sol.
Até a volta!
Beijos
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pra te sintonizar

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Não posso mais viver assim
ao seu ladinho,
por isso colo meu ouvido
num radinho de pilha,

pra te sintonizar
sozinho
numa ilha

SONÍFERA ILHA

Descansa meus olhos
Sossega minha boca
Me enche de luz...


[Titãs]


http://www.youtube.com/watch?v=6OaAiyI6GVg&NR=1

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O U T U B R O

Eu amo Outubro. Amo, amo, amo de paixão. Desde criança. Claro que tinha o Dia das Crianças, mas era mais que isso, era o sol quente de novo, o fim de ano mais próximo, as férias, os primeiros papos sobre como seria o Natal, os dias felizes que só o verão traz. Mamãe deixava a gente ficar lá fora por mais tempo, e a gente amava isso. Sempre fomos rueiros, os filhos da minha mãe. E juntava as crianças da vizinhança, e meus primos e primas que surgiam feito pipoca e todo dia era dia de festa. Aí, a gente cresce, os dias não mudam mais de mês para mês, a rotina, os afazeres a fazer, as coisas todas da vida, mas aquela sensação persiste. A sensação de que poderei ficar mais tempo lá fora, e que fazer a lição já não é tão importante pois já tenho notas o suficiente pra passar. Ai!... porque a gente cresce? Onde ficam aqueles dias felizes? Não parece desperdício que passem tão rápido os dias tão felizes? Estou nostálgica e melancólica hoje. Quase sinônimos que remetem ao passado. Mas, estranhamente estou assim também pelo que não foi mas poderia ter sido. Pelo que vive, mas não cresce. Pelo que existe nas sombras, mas que não consegue chegar à luz. Pelo telefone que tocou aqui, e não foi atendido. Pelo retorno que tocou lá e que igualmente não foi. Pelas palavras que queriam ser ditas, de lá, de cá, mas que não foram, nem nunca serão. Nunca...nunca... nunca. Certa vez, justo no mês de Outubro, passei uns dias numa praia linda de Maceió. Lá, conheci um moço que tinha Mar no nome e que antes de eu ir embora, disse-me: _ Surpreenda-me! Achei tão linda essa forma de se despedir, algo como um pedido pra eu ficar. Não fiquei, tinha que voltar, foi uma paixão que viveu o tempo que tinha pra viver. Mas hoje, essa frase tão linda fica coçando na minha língua, louca pra ser dita para aquele que tem todas as minhas horas nas mãos, mas não sabe oque fazer com elas.

É pra você, meu Passarinho Azul:

_ SURPREENDA-ME!


[Outubro ou Nada]


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