segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sylvia Plath

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TUDO É O MESMO, MAS DIFERENTE.
Paradoxo, novamente. Dois adjetivos incompatíveis e contraditórios são aplicados ao universo ao mesmo tempo. E esta frase é mais uma vez uma visão original do universo repetitivo e variado no qual o Homem despertou e começou a trabalhar para transformá-lo em algo que possa chamar de SEU. Somos todos seres humanos, mas tão diferentes quanto somos similares _ tão opostos quanto parecidos.

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Somos iguais,
somos diferentes,
mas todos igualmente desejosos de

carinho, amor, compreensão e boa vontade.

Eu acho!


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Então, relaxa!

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Uma coisa
não compensa a outra,

e vice e versa
e versa e vice.

Entende?!...


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domingo, 29 de agosto de 2010

Um Convite Especial

Meu Deus, quanta pressa estou sentindo. Uma pressa amiga, sabe! Ando em meio à descobertas tão imensas. Descubro coisas dentro de mim. Ando me sentindo Cristovão Colombo navegando mares nunca dantes navegados com a nítida sensação de que no próximo acerto de olhar, irei avistar terras paradísiacas e prontas para serem exploradas. E isso tudo dentro de mim. Pode? Eu preciso agradecer, eu preciso gritar, eu preciso sair dançando pela rua feito a louca serelepe do oitavo andar, eu preciso tomar consciência, abocanhar com todos os dentes esse pedaço de céu que sinto perto de mim. O quê é esse sentimento? ... não sei explicar direito, pois é tão inédito e genuíno, talvez fruto de tantos séculos de busca. Houve tempo em que me sentia olhando a festa da vida por entre as vidraças de onde a luz refletia alegria. Do lado de lá. Eu estava sempre do lado de fora, observando, como alguém que nunca adentraria aquelas portas elegantes, aqueles ambientes calorosos, de cheiros inebriantes, um tom sépia hipnotizante, doces e pessoas, músicas de notas perfeitamente combinadas, fluidez, danças e sorrisos e abraços e calor. Olhava lá de fora e pensava que ali devia ser a festa que rolava dentro do coração de Deus. O quê parece-me agora é que, finalmente eu percebo, tímida e tentando que seja conscientemente é que EU POSSO ENTRAR. Eu posso entrar. Você pode entrar. Todo mundo pode entrar. Eu pensava, ali, do lado de fora que, não tinha a roupa apropriada para aqueles tão finos salões, via-me com os cabelos desgranhados, as unhas sujas, a postura deselegante de quem vem carregando fardos de mágoas de mil encarnações, e um cheiro ocre que refletia todas as maledicências de que fora capaz. Olhava-me ali, e jamais me imaginava ultrapassando essa fronteira. Mas então, algo aconteceu. Talvez, o Dono da festa tenha se compadecido de forma especial por aquela criaturazinha que ficava ali, na espreita, tão ávida, tão desejosa, tão admirada, tão encantada e tão sinceramente crente que ali devia ser o melhor lugar do mundo de todos os mundos que, Ele fez um sinal. Ele disse numa língua que só meu coração entendeu , porquê meu consciente ainda procura traduções, ele disse que eu podia entrar, era só dar os passos necessários, e que não havia nada de misterioso nos tais passos necessários. Era só dar os passos. Andar em direção à. Querer, e a partir desse querer, andar, e andando, entrar, entrar na festa da vida plena. Minha mente respondeu naquela mesma língua divina que não estava à altura de um lugar tão adorável. Ele disse então que oque os meus olhos viam lá dentro nada mais era do que eu mesma. Meu Eu grudadinho no Eu Dele, do Senhor da festa no céu. Disse que quando eu mergulhasse para o lado de dentro, todas as feiúras do lado de fora se transformariam. E eu acho que acreditei. Ainda não entrei lá dentro. Estou dando passos, engatinhando na verdade, em direção ao hall de entrada onde brilha um lustre gigantesco de estrelas prateadas e, só de estar aqui, já me sinto no céu. Minha barriga até se aperta de tanta expectativa boa do que está por vir. E pela primeira vez na minha vida toda e de todas as vidas, falo isso VERDADEIRAMENTE. Isso só pode ser coisa de Deus. Ou melhor, coisa de um Deus Amigo que adora fazer festa nos corações de todas gentes dispostas a fazer dessa vida, UMA VIDA FESTA.


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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Lado A Lado B

Tem vezes que a gente está vivendo uma cena, e quando está dentro desta cena, até que tudo parece muito bom. Depois, a gente olha de longe essa mesma cena, e pensa que tudo, na verdade, parece muito ruim. Será que ver uma mesma cena sob óticas tão antagônicas é algum tipo de distúrbio? Deve ser, certamente que deve ser! No mínimo deve ser falta de discernimento. Ou carência afetiva. Ou transtorno bipolar. Ou tpm severa. Mas não é nada disso, não. É falta de atenção. A gente sempre sabe quando está beirando o abismo, mas gosta daquele friozinho na barriga que o brincar com o perigo oferece. Vou pegar meu lado bom e meu lado ruim e decretar uma ordem à ambos os lados: Basta!.. já se faz mais que hora de sossegar o facho. E tenho dito!


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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Suspiros Enluarados

Ah! esse poder que a gente atribui aos outros... tudo bem que ele não é um outro qualquer. Ele é Ele, a minha perdição preferida, a minha dor colorida, a minha razão de sorrir favorita. Eu estava com uma dor de cabeça colossal, enjoada, tensa, cansada. Mas aí, ele ligou e a gente conversou e ele conseguiu ser até romântico, e um pouco suspirante, e lindo com sua voz rouca no meu ouvido d'alma, e quando dei por mim, estava leve feito uma pluma, pronta pra sair voando ao encontro das nossas intenções mágicas. Deve ser algo mais que poder. Deve ser coisa do coração.


[só ele me inspira de verdade!]


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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Na Filó

MARIA FILÓ
é uma marca de roupas e objetos de charme super fofos e cheio de estilo para moças, mocinhas e moçoilas de bom gosto. A marca já lançou sua coleção Primavera Verão para 2010, sob o tema 'Nas Nuvens', e nesse clima está o blog da marca, blog este que tenho o prazer de participar nessa estação das nuvens. Se você aprecia moda fofa e feminina e novidades das mais variadas e interessantes, acesse o blog da Filó. Você vai gostar!

http://www.mariafilo.com.br/blog/


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domingo, 22 de agosto de 2010

DAS VOLTAS

Mesmo quando tudo parece definitivo,
ainda assim o inusitado pode acontecer.

Pode ser, por exemplo, que aquelas luzes tardias
estivessem acesas como sinal, e que oque eu senti
ao ver as luzes tardias da sua janela vazia tenha flutuado
até você, em ondas, partículas, pequenas formas de vida
tiquetaqueando como batidas de coração a palavra mágica:

SAUDADE

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'Das habilidades que o mundo sabe, essa ainda é a que faz melhor:
DAR VOLTAS.

[José Saramago]

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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

QUATRO



Considerando-se que um pensamento bom,
puxa uma reação boa, e uma reação boa puxa
um novo pensamento bom, então vou escrever
quatro palavras bonitas,


'que é pra não dizer que eu não falei das flores':


AMIZADE
FAMÍLIA
ROMANCE
VONTADE


[É isso!]


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ONLY


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Apesar de

A moça chegou tarde, depois daquela tarde tão fria. Tirou o casaco pesado e cansado de tanto espantar os cinzas golpes do frio, e o amparou junto ao cachecol num canto da casa que a aguardava como ninho. Havia pensado em algumas coisas curiosas no trajeto pelas calçadas e ruas vazias. Ela existia. Estranha sensação que não havia sido notada até então. Ela existia. Algo concreto, estabelecido, havia espaço preenchido exatamente por ela. E só por ela. Ninguém mais poderia ser ela, além dela mesma. E ela existia. Percebia-se como um ser vivente. Apesar de qualquer coisa. Nenhuma variável poderia roubar o fato dela ser quem era. E reconhecer-se como uma pessoa. Nenhuma pessoa desse mundo poderia mais, nunca mais, roubar dela a sua descoberta. Ela existia. Repetiu a frase como mantra, muitas e muitas vezes: EU EXISTO. Eu existo por mim, e não por você. Ou por alguém. Ou por ser útil, ou conveniente. A frase certa seria: EU EXISTO PARA MIM. Podia se ver. Estava presente, mesmo só. Um momento único. Mas será que essa doida nunca havia experimentado esse fato tão óbvio? Não!, não exatamente. Por exemplo, ela nunca sonhou com ela mesma. Sonhava com todas as pessoas do mundo, até com astronautas sonhara, mas nunca se via em seus sonhos. Ela não tinha forma. Expressão. Não ocupava lugar no espaço. Não tratava-se de ser coadjuvante em suas próprias cenas sonhadas. Ela apenas não existia nos seus sonhos. Talvez, fosse transparente demais e com isso, não pudesse ser vista nem por ela própria. Isso faz sentido, parece-me. Essa moça era capaz de ver tudo, todos , até oque não era comumente observado, mas não percebia-se. Entrava e saía da cenas da vida como um fantasma quase inofensível, ou quem sabe um anjo invisível aos olhos humanos que vez por vez, até soprava coisas boas pras pessoas. Uma resposta certa para uma prova. Uma vaga no estacionamento lotado. Uma rua para virar antes de uma rua que oferecesse perigo. Soprava palavras de carinho. De positividade. De amor. Distribuía carinho, e algumas vezes, algumas sombras provocativas para a elucidação de alguma questão. E seguia como nos seus sonhos. Transparente. Sem se notar. Até essa tarde, em que caminhava pelas calçadas e ruas vazias que a conduziam para sua casa que ansiosa a aguardava para fazer-se seu ninho. Em que momento exato isso se deu? Que fato tão eloquente teria feito essa moça perceber-se, afinal, como ser vivente de fato... Alguém a acordou dessa aparente hipnose de ausência com um grito? Com um sopro? Com um abraço? Com pedras na mão? Com sonhos no céu? Para falar a verdade, eu não sei. Parece ter sido o silêncio, mas não sei. A única coisa clara que podia-se saber dessa breve passagem de vida de uma moça que não se percebia, ao final daquele dia, é que ela descobrira, com veemência e alegria, que ela existia. E que isso era bom. E que por isso, ela sorria. E não tinha nada a ver com a presença de ninguém, a não ser com a presença dela mesma. Existindo. Foi dormir feliz, a moça. Na sua casa quente, envolvida pos suas cobertas quentes, e com a sensação sedosa de que se sonhasse nessa noite, sonharia afinal, com ela mesma. Essa é a moça que descobriu que existia, descobriu nessa tarde fria, que existia, 'apesar de', ou mais precisamente, sobretudo e absolutamente.





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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ausência Sentida


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Lá estavam todos os matizes de verde,
todos os matizes de azul, todos os matizes
de carmesim, prata, ouro e amarelos,
mas não via mais a mesma beleza sem
você ali, por perto.

[Sinto imensas saudades de você, Menino Mar]


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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sou louca por você!

Então, tem ocasiões que dá uma enorme de uma vontade de sair gritando pelos quatro cantos do mundo tudo que o coração sente. Não dá?... a gente nem sempre faz isso. Quase nunca, na verdade. Dizemos o trivial, as coisas do hábito, do cotidiano, mas aquela coisa que surpreende, que abala as estruturas da emoção, ah! essas a gente guarda. Já pensou se você chegasse até sua mãe, por exemplo, e dissesse à ela que a admira, que ela faz uma comidinha gostosa que só ela, ou que você ainda lembra das canções de ninar que ela cantava pra te fazer dormir... algo simples, mas puro de sentimento. Ou dizer pra um amigo como ele é maravilhoso, como preenche de alegrias os dias de convivência, e como é bom poder ter um amigo assim pra dividir tudo. Dizer para o colega de trabalho que ele é um companheiro legal, que você o acha bonito. Ou elegante. Ou muito competente. A amiga e aquele cabelo lindo que você nunca comenta. A elegância dela. O quanto ela é uma fofa... E pro amor da sua vida. Ou para os amores da sua vida. Ulalá!...Falar da voz. Que te derrete inteira. Das mãos, que falam junto naquele jeito espontâneo que só ele tem. Do jeito que ele olha. Pro mundo. Pra você. Pra ele. Como ele é lindo quando dorme, e se vira com aquele braço enorme que te envolve em sorrisos. Ah! o sorriso. E aquela cara séria que ele faz às vezes, que bambeia as pernas só de ver. Dizer coisas que elogiam mais que os beijos dele, algo que o faça sentir único. Ser único na vida de uma pessoa. Sensação boa, não?...E não se trata só de amor romântico. Tem vizinho, o porteiro, o Pai, o irmão, o amante, a amiga, o filho, a avó. Tem tanta gente na vida da gente que a gente não se dá conta... Dizer eu te amo, é uma coisa linda, mas, parece-me que ultimamente, meio que virou lugar comum. É todo mundo dizendo isso pra todo mundo. 'Tchau, eu te amo', parece uma coisa só, meio sem emoção, ou mecânico, ainda que seja verdade. Escolher algo especial para dizer à quem se ama, algo que seja muito de verdade, é um ato de entrega. E o sorriso que vem de volta, é tudo que a gente precisa pro dia sorrir feliz. Não fiz isso no dia de hoje. Do que me lembro, com quase ninguém. Mas, amanhã, vou tentar dizer algo especial, diferente e verdadeiro para alguém. Ou para alguéns da minha vida. Sinceramente, tem muita gente que merece. Você tem? Então, não quer tentar também? Eu desejo que o dia de amanhã seja especial, cheio de sorrisos. Pra mim, e pra todo mundo. Oxalá!



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sábado, 7 de agosto de 2010

Conjecturas Noturnas

Preciso aprender a me calar. Não que eu seja dada a falar demasiadamente. Gosto até de ficar quieta, embora nem sempre consiga. Na verdade, preciso aprender a calar minhas vozes internas. Minhas viagens entre tempos e espaços que não combinam. Preciso calar as vozes que me levam a considerar o imponderável, ponderável. Pensamentos secretos. Pergunto-me se toda a gente tem esse tipo de perturbação. Não segredos, que todos os têm, claro, mas pensamentos secretos, coisas que as pessoas não imaginam que possam habitar a placidez de sua pessoa. Sinto-me presente passado e futuro coexistindo. Logo eu, que só queria ficar quietinha no meu canto, desfrutando a calmaria dos dias e das cotidianices banais. Tenho sonhos, esses que a gente sonha quando dorme, mas são tão mais do que sonhos... Quando abro os olhos pela manhã, sinto-me exausta, como se não tivesse parado de viver histórias nem por um segundo sequer. Em todo esse enredo inquietante existe um ser. Alguém que altera formas, nem sempre se mostra, e vive na espreita. Sinto amor vindo da parte dele. Sinto ódio vindo também. Sinto saudades, sinto angústia. Tem sonhos onde nos encontramos e somos felizes. Como aqui, na vida real, em certos momentos em que a ternura nos encobre, nos esconde das sombras. Mas há sonhos onde a sombra é dona do lápis. E escreve, escreve, escreve, cria trechos intransponíveis, pontes que se partem para sempre, caminhos bloqueados por pedras seculares, barulhos, silêncios. Como aqui, na vida real, quando somos afastados pelas nossas próprias forças fracas. Contraditório, não? Forças que não fazem acontecer, forças que afastam, são fracas na intenção. No bem. Na fé. E nada cala. Todos os fantasmas clamam atenção nessa noite. Nas noites todas. Inflamados dias e noites, e pensamentos que não calam. Penso em pisar de mansinho. Tento tirar os sapatos e passar despercebida, como uma adolescente que foge pela janela do quarto frente às proibições de pais severos. Sempre tive essa fantasia não realizada. Fugir para encontrar. Coragem de amassar bem os lençóis, fazer a modelagem do corpo com almofadas para disfarçar a presença, abrir a janela em silêncio, pular sorrateiramente a janela, o muro, a cerca, e sorrir da própria capacidade de ver a coragem de querer, poder e realizar sem medo das punições ou dos possíveis enganos. E ver ao longe, à espera, aquele alguém que espera exatamente isso de você, o RISCO. Talvez, todos os fantasmas que me visitam e todos os desencontros que me sondam tenham por objetivo exatamente isso: fazer-me ver, conhecer e me entregar ao risco. Vá saber. Conjecturas de uma mente que não pára. Conjecturas de uma mente que deseja um sonho bom. Pelo menos por essa noite. Boa Noite!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

I m a g i n a n d o




Hoje está tão frio
tão frio, mas tão frio aqui
que a gente acaba imaginando coisas.
Sabe como é?!...
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010