sábado, 31 de julho de 2010

As Sombras do Amor

Quero uma folga das sombras. Das sombras que apavoram. Que roubam a inocência das crenças renascentistas de amores românticos, possíveis e longe de serem platônicos. Quero dizer que acredito mesmo tendo experimentado o oposto. Ou não. São as sombras dos julgamentos que nos afastam do mais puro. Ultrapassar o território onde se separa o bem do mal, e galgar esse degrauzinho a mais, nos permite alcançar a compaixão. O bom sentido, que deveria ser único, dessa palavra. Entender mesmo quando dói na gente. E entregar nas mãos do Destino, figura metafórica para nomear um Ser Maior inominável, e render-se. Rendição. Deu certo? Sorte. Não deu? Sorte também!, pois tudo está acontecendo como tem que acontecer. Passividade? Não, em hipótese alguma, apenas a tentativa de enxergar sob novos prismas a transparência do que chamam o amar. O amor é azul, possível e temperamental. Tê-lo por perto é glória. Que seja uma noite gloriosa, pois, a todos aqueles que crêem.


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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Eu e meus hormônios

O quê me comanda? Basicamente, os hormônios. Danço e balanço conforme a música tocada por eles. No momento tocam um som nervoso, frenético, tipo Black Sabath no filme Homem de Ferro. Falando nesse filme, Robert Downey Junior tá um gato nele. O poder de ressurgir das cinzas fez dele um homem consideravelmente substancioso. Falando nisso, vi um talzinho hoje, um talzinho que se acha super hiper substancioso. Agrrr!... Buzinou pra mim, acredita? E eu estava justamente pensando nele, desejando que ele se case com uma talzinha que ele acha demais, tenha um monte de filhinhos e esqueça da minha existência. Bem nessa hora: bibifomfom. Vai buzinar pra mãe!, seu cretino!. Que ódio. Sorte minha que hoje resolvi me arrumar um pouco, cabelo arrumadinho, lisinho, lourinho, aghr!... roupa bonitinha, alinhadinha, insinuantezinha, aghrr!... o que que eu tô falando? dane-se oque ele pensa sobre mim. Eu e meus hormônios do dia queremos mais é prender o cabelo num rabo de cavelo bem frouxo e despenteado, vestir a coisa mais larga e folgada e confortável que existir e se entupir basicamente de bolacha Calipso, Amanditas e puff de morango. E sanduíche quentinho de queijo. E coca-cola. Geladinha. Delícia!... meus hormônios estão ecxageradamente gulosos, ainda bem que eles desejam coisas fáceis de achar e fazer. Não!, não tô grávida, e o meu corpo reclama disso. Eu sinto. Ele reclamando e gritando: bebês, bebês, bebês! Coisa indomada isso, credo! Meditar? relaxar? se controlar?...ah! não dá certo, não. Como euzinha mesma, tudo de mim é teimoso, cheio de vontades, comandos em ação e no meio disso, a verdade é que nem sei mais quem eu sou. E quem me comanda?Hormônios determinando em alto e bom tom: Você tem que ir ao mercado. Eu vou, né?!... Té Logo!


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quarta-feira, 28 de julho de 2010

M A N T R A

Ontem eu vi na tv uma matéria sobre uma ong linda de viver que ensina arte à crianças carentes. Tem escola de tudo que se imaginar em matéria de arte: fantoche, teatro, canto, instrumentos, leitura, roteiro, dança, escola de circo, e foi justamente com uma imagem da escola de circo que encerrou-se a matéria, e foi oque me encantou em especial: o palhaço coloridíssimo chamava as crianças para cantar uma espécie de mantra da alegria, totalmente diferente das canções de tempos atrás, quando a Cuca vinha pegar a gente atirava o pau no gato, e que de tão simples e forte ao mesmo tempo, passarei a adotar permanentemente pelo seu poder de persuasão como mantra. Segue a letra, e, musicamelmente, se quiser imaginar, imagine o mais alegre dos ritmos:

TEM QUE SER ALEGRE
[tem que ser alegre]
TEM QUE SER MAIS ALTO
[tem que ser mais alto]

e assim sucessivamente, cada vez mais alto, para que o corpo, a alma e coração saibam que tem mesmo mesmo que ser muito alegre.


* A ONG em questão é uma das instituições amparadas pelo Criança Esperança. Vamor doar?...


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domingo, 25 de julho de 2010

Inocência Pisada

E sobre sua vaidade, que não tinha
NADA A VER com a sua escrita, Clarice Lispector disse:

_ Gosto é que me achem bonita, confesso.
Isto, sim. Me faz um bem enorme. Eu tinha muitos admiradores.
Há homens que nem em dez anos me esqueceram.


Isso ela disse com quase sessenta anos, perto da sua partida. Pergunto-me como é importante para nós, mulheres, sentirmo-nos admiradas. Se me perguntassem pelo que eu preferiria ser admirada, pela inteligência ou pelo meu poder de atração, adivinha só. Sou do time da Clarice, e diga-se que, se ela pôde sentir isso, com tanto talento, e dom para as palavras e reconhecimento e prêmios e tudo que um autor pode desejar para sua obra, que dirá eu. Confesso-me como ela nesse sentido. Tudo pode acontecer num dia, todo trabalho ser reconhecido, realizar muitas vendas, obter muito lucro, falar com muitas pessoas, algumas até dizendo que sou bacana e tal, mas, pra dizer que ganhei o dia, isso tem a ver com um elogio do meu ser aqui de fora mesmo. Nem que seja do moço da obra falando algum elogio bem grosseiro, ou que seja um assobio distraído de algum carro passador. Se for específico, então. é a glória. Sentir-se bonita. A beleza tem poder. Tudo bem, tem que se saber fazer bom uso da beleza, ter acrescido a ela personalidade, blablabla, mas a verdade é que oque, no fundo, todas nós mulheres desejamos, é sim, nos sentirmos B O N I T A S. Não é à toa que um dos segmentos da economia que mais cresce seja o voltado para a beleza. Acho justo. Que descubram-se cada dia mais recursos para sermos ajudadas nessa luta inglória. Acabo de ler a biografia recente de Clarice, muito completa e densa, e a partir dela, arrisco-me a dizer que o que matou Clarice tão precocemente não foi a doença, mas a tristeza de se ver sem seus atributos tão afamados de beleza. Ela dizia: serão os lábios de uma velha não mais beijáveis? Preocupação efêmera? Falta de ter oque fazer? Não creio. É uma dor conhecida de todas as mulheres que envelhecem um ano a mais a cada ano em suas vidas, e com isso, sentem a consciência do fim. Fim do que? Fim, término, perda, o cabo da boa esperança, os escambau a quatro. Sei lá, acho que é isso, e se não for, mil perdões, mas ler Clarice é sempre algo diferente, inusitado e distante do mundo das ilusões. Lê-la é cair na real. Doa a quem doer.


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quarta-feira, 21 de julho de 2010

De Coração

Vontade de pensar em coisa bonita. Em sonho. Em belezuras. Pensar e falar sobre aquelas coisas, algumas bobas, algumas grandes, algumas sei lá, que nos fazem sorrir de uma forma estranhamente feliz. Porquê sorrir a gente sorri sempre. Quando chega no trabalho, quando dá bom dia ao vizinho, ou quando vê aquele bonitão enorme na academia. Mas sorrir mesmo, aquele sorriso que vem de dentro, d'alma, acontece frente a lembrança das coisas que nos são caras. Então, páro e penso no que me é mais caro na vida, e vejo que sou uma pessoa muito abençoada por Allah. Eu amo tantas coisas. Tantas coisas me dão prazer. Dou-me conta que sorrio muitíssimo mais do que choro. Ou lamento. Amo as coisas miúdas. Amo meus sonhos mais loucos, suspiro quando sorrio ao pensar nos sonhos realizáveis, e sorrio ainda mais ao pensar nos sonhos um cadinho mais complicados. Descobri que rezar é bom. Não. Não é bem rezar que eu falo, mas tentar conectar-se com a melhor das energias e depositar nesse altar abstrato e divino, meus gostares. Acho que os pequenos milagres acontecem a partir da entrega. Estava indo ao banco hoje, e de repente: sinal de mensagem. Pronto! sorriso imenso, suspiro, mesmo sem abrir e ver do que se tratava. A simples possibilidade de ser uma mensagem de alguém especial fez-me feliz. E sabe oque mais? Era. Dele. Dele suspirando s a u d a d e s . Coisa pequenina que me fez sorrir e até fazer gracinha para duas crianças que estavam na fila do caixa rápido. Minha amiga Li me trouxe chocolates pelo dia do amigo, e de surpresa. Meu irmão coisa mais linda veio visitar-me no meio da tarde com uma torta de banana da nossa padaria preferida. Ganhei do meu mais essencial dos seres uma bolsinha antiga com um bilhetinho dentro dizendo, te amo. Minha mãe mandou-me flores. Cor-de-rosinhas. Disse que combinam comigo no cartão. Uma cliente na loja soube que aprecio um determinado tipo de leitura e foi ao carro apanhar um livro que tinha acabado de comprar para que eu lesse. Eu disse, _ mas você nem leu ainda. E ela disse: não faz mal, seu interesse pelo assunto é maior que o meu. Quero que fiquei com o livro. Caramba! que dia! as pessoas resolveram fazer meu dia lindo. Milagres de amor. De amizade. De esperança. E eu nem fiz nada pra merecer isso. Eu rezei, eu acho. Conectei-me com um astral de graça, mas fora isso, não fiz nada. Só fiquei recebendo todas essas considerações e retribuindo simploriamente com sorrisos, abraços e agradecimentos. Viver pode ser bom quando conseguimos essa conexão. Não sei dizer de onde vem isso, mas asseguro que a busca por um caminho para sermos mais positivos, acolhedores dos outros, abraçadores de coisas pequenas, escrevedores de palavras miúdas, apanhadores de flores silvestres, comedores de sonhos fresquinhos, enxergadores dos aromas amigos, engolidores de ideias e sonhos, e desafiadores das sombras, então, creio que, alguma coisa especial pode acontecer. Ou várias. Milagres da vida cotidiana. É como diz minha amiga que guarda tesouros, o segredo reside no ACREDITAR.

E porquê eu falo do que mais gosto,
digo que gosto sobremaneira de cada querido
que passa por aqui e me alegra com a sua presença.

O beijo de hoje,
é de vocês.


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terça-feira, 20 de julho de 2010

'Podia cheirar a sua dor...'

Razão,
de que me serve o teu SOCORRO?
Mandas-me não amar,
Eu ardo, eu amo!
Dizes-me que sossegue,
Eu peno, eu morro.


[BOCAGE]


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domingo, 18 de julho de 2010

A Poesia Dele

Quero estar com você!

Na sua casa,
No seu jardim,
No seu lado,
No seu dia,
Na sua companhia...

Quero estar com você
Na sua madrugada vazia!


[Pra você eu digo SIM]


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sábado, 17 de julho de 2010

Identidade

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Quem sou eu sem o meu rosto? Quem é ele sem o rosto dele? Nos reconheceríamos sem a referência física de quem somos com aquela cara, aquele corpo, aquelas características que muitos dizem não ser o que somos de fato? Somos oque somos por dentro. Somos oque somos por fora. A conexão disso, nos totaliza. Mas e o rosto? Os olhos. O portal da indizível luminosidade de loucura que nos faz únicos. Somos oque somos lá dentro. Mas precisamos do real. Do palpável. A dificuldade da conexão humana passa por isso, não? Nos vemos, nossos exteriores, tão incríveis, bilhões e bilhões de seres com sua própria cara, digital e corpo único. Significativo. Não desprezível de consideração. Tudo que transmitimos aos outros passa pelo rosto, pelos gestos, pela presença. O todo a mais, é pura fé. Acreditar na existência ainda mais bela e superior de cada gente além de seus corpos, é crer. Como crer em Deus. Abstrato. Enigmático. Intransponível. Nossos corpos são portais de universos inteiros. Talvez ainda mais belos que todas as galáxias e estrelas juntas. Como sondar? Como se convencer que isso pode ser real? Ainda que se tenha uma intimidade bem próxima, o Outro, ainda assim será, um mistério. Alguma transparência acontece quando ultrapassa-se a barreira dos controles, do padrão, do apreciável, mas no geral, ninguém quer se ver muito além de corpo e membros. Ah! beleza oculta. Quanta beleza nos privamos de ver... é como olhar o céu, apenas pra ver se está chovendo. É tão mais que isso. As coisas que não se vêem a olho nu. Ir a janela apenas para ver se ainda chove. Mas tem todas aquelas pessoas passando. São mais que corpos, ou esboços de gente a passar. São estrelas. Fazem parte desse céu. Falta-me essa surpresa diária, confesso. Reclamo do vazio, por mergulhar no raso. Gente é tão mais dentro. O desejo de pertencer. Fazer parte. Talvez resida aí a razão para as histórias de amor serem tão marcantes. A gente mergulha um pouco mais. Vê além, e gosta do que vê. Um abre o portal para o outro, escancaram-se as janelas do ser. Amar é um troço muito delicado. Vai mil passos a mais do que beijos e corpos ardendo. Quer se engolir o outro. Todo. A gente quer tocar lá dentro. Quando penso nisso, sinto como se fosse duas. A que sou fisicamente, e a que sou lá dentro do espelho, aquela que tanto me constrange quando a olho. Sou estranha a mim mesma, como não ser aos meus semelhantes? Como ser amada, sendo tão desconhecida até pra mim?... Um amigo disse um dia: Descomplique-se! Mas, como se faz isso, se pensar é tão inevitável?... Falta-me leveza. E uma dose imensa de um certo alguém que não me vê, ou me vê demais, e que se acerta tão bem comigo dos olhos pra fora, mas que tão inconciliáveis somos, dos olhos pra dentro... Quero algúem pra segurar a minha mão. Não, não essa que escreve. Essa aqui, que abana desvairadamente, janela d'alma a fora. Eu, por dentro, A LOUCA.


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quarta-feira, 14 de julho de 2010

'Devaneando'

Essa mania ainda acaba me colocando em apuros, mas como resistir a mais forte das forças? Havia um poste. No meio do caminho. Eu queria luz. O desejo de luz era tamanho que quando a noite nasceu, inesperadamente, oquê vi brilhar naquele poste foi um lustre cintilante de luz. Luzes. Já não havia mais um poste. Havia um suporte elegante. Então, não havia mais uma noite escura, nem uma rua vazia perante mim, não!, havia o cenário perfeito para mais uma cena de amor. E a viagem começou. Verdadeiramente eu podia ouvir as estrelas brigando com as nuvens, mandando-as sairem da frente pois nessa noite, havia promessa de céu estrelado. E elas deixavam escapar uma canção de Debussy, que fazia meu coração acelerar gostoso. De repente, não apenas um poste, mas todos os postes da rua passaram a ostentar a beleza de lustres resplandecentes de luz. Luz cor de prata. E eu estava linda aos meus olhos. Coisa rara, ser aprovada por meus olhos bravos. E haviam os olhos dele. E os olhos dele não eram mais frios. Eram postes que portavam lustres de cristal. De luz azul. Intensas e belas luzes. Olhamo-nos demoradamente. Como nunca havia sido. Não sei se foram vinte ou trinta ou dois minutos tão longos, os mais longos de minha vida, oquê sei que tempo e espaço não existiam mais por ali. Nossos olhos refletiram tudo. Tudo para um. Tudo para outro. E assim, não havia mais ninguém no mundo. No nosso mundo. Só nossos olhos a se olharem sem mais nada de ácido ou cáustico ou apavorante. Haviam braços nos nossos olhos. Braços abertos para um abraço de toda vida. E não era mais desejo. Nem paixão. Nem coisa nenhuma nominável. Éramos apenas, e sobretudo, Nós. Nus de corpo e alma, e portando uma pureza que ultrapassava os anjos do Senhor. Eu pude ver o amor. Tocar nele. Ser o Amor. E foi tão lindo, tão real, que ao acordar, ainda portava comigo a suave sensação de pertencer ao Amor. Fim.


'Sua boca, como eu já lhe disse, é de paixão.
É através da boca que você passará a comer o mundo.'


_ Clarice Lispector, O Livro dos Prazeres


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O encontro dos BEM-TE-VIS

_ Não é bom assim? A gente aqui juntinho nesse jardim bonito,
ao som das nossas canções, o perfume dessas flores amarelinhas,
o que te parece?

_ Parece-me tão bom que até parece mal.

_ Como assim?

_ Sei lá, tanta perfeição num único momento,
é bom por existir, mas é mal porquê acaba.

_ Não acaba, só surgem intervalos para que possamos voar.

_ Queria voar com você, mas não te alcanço.

_ Esquece. Vamos viver o momento?...


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terça-feira, 13 de julho de 2010

Um minuto de Rancor

Isso, agora senta, rola, finge de morto, abana o rabinho, isso,
BOM MENINO!


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sexta-feira, 9 de julho de 2010

P O R D E N T R O












Seria a morada de um anjo
quem sabe um ninho de amor,
ou um pedacinho do céu?
...........................
'A visão consistia em SURPREENDER o símbolo
das coisas, nas próprias coisas.'
[Clarice Lispector]




terça-feira, 6 de julho de 2010

B O L O


Justificavelmente ou não, ando sem palavras. Sem assunto, na verdade. Penso coisas demais mas, envolvo-me com muito pouco de tudo que penso. Ando na borda dos acontecimentos. Talvez seja receio de molhar os cabelos. E anda tão frio ultimamente. Mesmo com o sol tão perto. O clichê "tão perto e tão distante"talvez seja aplicável para justificar minha disfarçada imobilididade. As pessoas não notam. Não se notam. Passamos uns pelos outros sem saber oquê se passa nos corações. Curioso, não?... Li no Tarot de Osho hoje que não é mal estar atravessando o vazio. Ele diz que o Nada pode conter o Tudo, e que é justamente do Nada que algo maravilhoso pode nascer. Nascer, verbo lindo. Quando nasce o dia, quando nasce o amor, quando nasce o desejo, quando nasce a lua, quando nasce a Vida. Vontade de fazer algo nascer, ou nascer para algo novo. Ah!... movimento, onde estás que não te escuto? Vou fazer um bolo. Fazer nascer um doce. Fazer nascer alguns sorrisos de gulosa satisfação aos queridos que degustarão a guloseima. Fazer nascer algo vivo através do meu empenho amoroso. Para os que por aqui passarem, e de igual forma estiverem sentindo algum vazio, alguma solidão, alguma saudade, alguma inquietação, deixo a receita do bolo. Dizem, ocupar as mãos com algo produtivo é salutar. Bòn Apétit!
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BOLO DE LARANJA
1 laranja com casca, picada e sem sementes
2 ovos inteiros
suco de 1 laranja
1 copo de óleo
4 xícaras de trigo
3 xícaras de açúcar
1 colher de fermento
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No liquidifiador, coloque a laranja, os ovos, o suco da laranja e o copo de óleo, bata por 2 minutos e reserve. Numa tigela, coloque o trigo, o açúcar e o fermento e misture. Junte o creme de laranja reservado e misture tudo até obter uma massa de bolo homogênea. Unte uma forma e polvilhe uma camada fina de açúcar de cristal. Despeje a mistura na forma e leve ao forno a 180 graus por 40 minutos.
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[E comemoremos mais um dia de DESANIVERSÁRIO]

domingo, 4 de julho de 2010

Muito Estranho

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Então uma pessoa é estranha, só porquê acredita em flores, em cenas de paixão, em amores que são clandestinos e ao mesmo tempo, puros, em beijos que são mais que beijos, em toques que são mais que toques, acredita no irresistível poder das palavras, no impossível, no possível, no quase no talvez no ainda há tempo, no crepúsculo das horas secretas, no cúmplice nevoeiro, no ingênuo que um olhar pode oferecer, nas carências, nas saudades, na insônia amorosa dos dias seguintes, acredita até na poesia da mágoa, dos términos, nos enganos, dos desenganos...

Então uma pessoa é estranha só porquê é ROMÂNTICA?...


[Oras, bolas!...que mundo estranho! ]


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