domingo, 30 de maio de 2010

Oh, My God!

Tudo bem, eu admito. Estou espiando você, sim. Se essas folhas não fossem tão barulhentas você nem teria percebido. Mas o que que tem? Você me espia também, que eu sei!... Quer dizer, você sumiu nos últimos dias, por causa daquilo. Mas liga não, NADA É TÃO IMPORTANTE ASSIM. Nada. Importante é acordar todo dia. Importante é não deixar de sonhar. E brincar com os fatos. Creio que os fatos prefiram assim. Moloques os dois, ao invés de pessoas ressentidas. Imaginativos aos invés de vingativos. Adoráveis transgressores ao invés de adeptos do bom comportamento. Tristão e Isolda, ao invés de fulano e beltrana que somente se suportam. Caçadores de impossibilidades, no lugar de pessoas descrentes. Nós dois, juntos, na soma de nossas peculiares, resguardando nosso EU E VOCÊ em saparado. Vamos continuar nossa historinha infanto juvenil sem responsabilidades e grandes preocupações. Com covardias e pequenas coragens. Com amor derramado e ódios indisfarçáveis. Na soma de todos os produtos, o resultado é sempre o mesmo: mais e mais amor. É um caso perdido de AMOR. Uma hora dessas, a gente se encontra ou se esbarra, justamente na mesma moitinha, na espreita, se observando, e aí, então, vamos rir disso juntos. Não parece mais divertido?!...
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Pra rir e dançar:
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[QUEM SE ESCAFEDE NÃO FEDE]

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Você me entende?...

Passei por uma floricultura hoje, vi todas aquelas flores tão lindas, coloridas, perfumadas e pensei uma coisa, sabe? Você podia ter trazido uma florzinha. Uma simples florzinha arrancada de alguma frente dessas casas antiguinhas, ou mesmo de algum matinho, que tem aquelas florzinhas amarelinhas..., vou te falar, teria sido, tudo tudo muito diferente. Tudo bem!, você vai dizer que trouxe a lua cheia, o céu limpinho, a minha estrela bem emcima das nossas cabeças, mas eu sou tão simples, eu sou tão tapada pra perceber as coisas, o quê eu queria era o Ó B V I O , eu só queria poder tocar no seu amor.

Entende?


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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Au Passant

Eu trago comigo uma dúvida, deverasmente crucial:

_ Quando a gente ama alguém, existe a possibilidade de pedidos que exponham
o ser amado à constrangimentos ou tristezas ou situações delicadas, mesmo que
esse pedido pareça até justificado, mesmo assim, o amor não deveria ser, acima
de TUDO,

P R O T E T O R ?...


[Bom para os dois, essa é a fórmula, outra coisa, não seria egoísmo?]


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terça-feira, 25 de maio de 2010

A M A N H Ã

E acabou que acabou sendo um bom dia. No cômputo geral das coisas todas, não tive tudo que queria, mas tive bem mais que merecia. Fui útil, fui solícita, e solidária. E devo agradecer a oportunidade de ter sido. Fui acarinhada, recebi sorrisos, alguns mimos, palavras. E devo agradecer a oportunidade de ter recebido. A ciranda dos dias é feita de altos e baixos, e como diz uma amiga que voa, as coisas mais banais, são as que mais acrescentam serenidade. Li num blog vizinho, da minha amiga da roda gigante, uma tal teoria de que não devemos nos preocupar tanto pois, apenas vinte por cento dos nossos atos são responsáveis por oitenta por cento das consequências advindas desses. Não sei se entendi corretamente, ou se entendi a parte que me convinha, mas, gostei disso. Traz leveza e uma certa paz até, pensar que nada é tão definitivo assim. E não, né?... Todos os dias temos alguma experiência pessoal, ou próxima que nos prova isso. Em comum também, temos todos alguma coisa que ficou para amanhã. Algum sonho, alguma tarefa adiada, algum perdão a ser pedido, algum abraço que não foi dado, algum agradecimento que não foi devidamente externado. E alguma vontade não realizada. Aquelas coisas que nos frequentam sigilosamente, que a gente não abre à quase ninguém, exceto aos anjos nossos de cada dia. E ainda temos o AMANHÃ, e ele é uma promessa. O próximo minuto é uma promessa, além de ser, o resultado do que plantamos com nosso máximo esforço, ou mínimo, não importa, o certo que ele virá. Para todos. E pra mim também, se Deus quiser, e Ele há de querer, e quem sabe Ele queira mais, e me ajude a ver que quando solto a corda das resistências, das teimosias, das inseguranças, e resolvo ser leve como os tais lírios do campo, então, o milagre se faz, e viver já tão parece mais tão pesado assim. Nessas horas, lembro de você. E isso me faz bem.

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

T e m p e r o s

O que dá, afinal, sabor à vida? Quero dizer, gosto, diferença, prazer em degustar, satisfação, bem estar. Inevitável fazer uma certa analogia com as comidas. Você pode fazer um mesmo arroz com feijão, por exemplo, de forma muito diferenciada, se for cuidadoso com os temperos, com a escolha dos ingredientes, com o capricho emprestado ao preparo, com o toque mágico dos olhos, com o carinho de quem gosta de estar a fazer oque está a fazer. E aí, existem os temperos, muitos deles, fresquinhos ou desidratados, intensos, suaves, multiplicados em inúmeras possibilidades de acordo com as combinações que sua imaginação lhe propuser. Depois disso que poderia-se chamar de 'ritual de preparo', você pode escolher colocar um bela mesa, com uma tolha florida, umas flores fresquinhas colhidas no jardim, expostas à mesa dentro daquela garrafa linda daquele vinho maravilhoso daquela outra noite inesquecível, e fazer desse momento, algo único, especial e ABSOLUTAMENTE PESSOAL. São suas escolhas, é a forma como você escolhe, e diz respeito apenas à você e à sua própria mesa. Penso algo parecido quanto ao rumo que damos às nossas vidas. Guardado o devido respeito aos demais, você pode fazer da sua vida oquê você bem quiser. Não pode? É!..., estou meio indignada hoje. Não gosto de olhares que censuram. Não gosto que me questionem sobre o que eu faço da minha vida. Pago minhas contas, meus impostos, e respondo pelos meus atos razoavelmente, e além de tudo, não dou a mínima para grandes conceitos de ética moral e cívica. Uma pessoa pode me contar qualquer coisa, eu vou sorrir e dizer: _ tá diboa?... então valeu! Não tenho nada a ver com o fato de fulano gostar de misturar alho e coentro, ou oregáno e páprica, ou se gosta de pouco sal. Eu adoro pimenta, adoro manjerona, alho, cebola, salsinha, cheiro verde, molho inglês, amo sal, muito sal, e gosto bastante de combinar temperos. Eu preparo, eu coloco a minha mesa, pago a minha comida, e no final, sou eu mesma que como. Se vou ter indigestão? Dane-se eu! fiz do jeito que eu queria, e sou grandinha pra arcar com as consequências. Sou boa de farmácia. Adoro remédios, porquê odeio sentir dor. Cada um sabe onde lhe apertam os calos, e esse é o meu. Me importo com as pessoas. Gosto de receber sorrisos. Carinho. Aprovação. Queria não ligar para as pessoas que censuram, mas ligo, e isso me rouba o apetite. Tenho vontade de perguntar se, só porque fazem de suas vidinhas uma comidinha muito da insossa, esperam que todos os demais sigam a vida sem desfrutar o sabor que a própria vida tem a nos oferecer?!... Eu penso o seguinte: A vida é um banquete, e toda vez que vejo uma pessoa se fartando de existência, subo no banquinho pra aplaudir, e gritar vivas, e tentar aprender um pouco mais. Ultrapassar limites de cotidiano é acrescentar tempero à vida. Manter o cotidiano porquê é assim que a pessoa curte, também é admirável. Legal é viver bem, e respeitar o viver bem dos outros. Podemos sim, sentar todos à mesma mesa, e saborear mil e uma histórias diferentes, e vibrar com elas, mesmo que com os temperos que não conhecemos, ou apreciemos. Então é isso, "cada um na sua, mas com alguma coisa em comum", todos comemos, vivemos, e comemos pra viver.

'Mangia que te fa bene! '


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Segunda de Manhã

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'Você me deixa um pouco doida
assim, meio maluca'
e eu adoro esses cinco segundinhos
de felicidade que consigo alcançar nas
suas palavras dúbias.

Assim, bem clichê,
porquê eu adoro o ÓBVIO.

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domingo, 23 de maio de 2010

sábado, 22 de maio de 2010

Doce Novembro


_ Quando NOVEMBRO chegar, não é?... aí, quem sabe você decide!

Não respondi à provocação. Dizer o quê? Situações que nos fazem reféns. Lembra-me uma síndrome, se não me engano chama-se, Síndrome de Estocolmo, que é quando a gente desenvolve afeto por quem nos oprime. Não!, ele não me oprime apenas. Ele me enlouquece. Campeão de iô-iô, modalidade master. O sobe e desce das palavras, das caras, das bocas, do enigma que não se revela, deixa apenas escapar pistas, o fato é que ele me angustia. O quê tenho dele?... Pistas de causar arrepios de medo. Pistas de se crer a mais amada das mulheres, pistas de que o terreno é escorregadio, perigoso e incerto. Mas tão lindo!...Jesus. Ele me inebria. É uma luta inglória. E aí, no meio do bang bang, ele decide que justo eu, é quem tem que botar a cara pra bater? _ Hey, a mulherzinha sou eu, você é o representante do tal sexo forte, sai pra fora você!... , dá sua linda carinha à tapa pra eu ver, transparentemente, sem leituras que precisem ser decifradas, psicografadas, analisadas, debulhadas e enxaguadas por baldes de lágrimas. Eu disse lágrimas? Novidade de meses e meses. Não choro mais. Sabia?... No máximo suspiro de vontade, de saudade, de desejo, de (amor) ?... É, darlinzinho, você falou sobre imaginação. Canalizá-la positivamente em sua direção. Já fiz isso uma vez, lembra?...Ah! sim, você não gosta de lembrar, gosta apenas de mandar, né? O especialista em pulos, desvios, distrações. Eu sei que você continua me seguindo pelas ruas, pelos lugares, se fazendo invisível, sei que sua proximidade avança, a passos largos, mas POR QUÊ?...
Vamos fazer assim, já que nada de palpável extraio dos seus interiores, já que não sou capaz de pressentir, pressumir, intuir patavinas nenhuma sobre oque devo concluir sobre você, e se, abro ou não a porta, apelarei para o ALÉM. Em três pedaços de papel, iguaizinhos, escreverei três palavrinhas: SIM, NÃO E TALVEZ. Dobrarei os papéis em igual tamanho e forma, e dentro de um copo mágico, os colocarei. Deixarei esse copo, no meu oratório, junto às minhas medalhinhas, meu anjo, a água benta, e minhas melhores intenções. No dia seguinte, abrirei apenas um dos papéis, e dependendo do que estiver escrito, tomarei pois, uma decisão. Farei isso hoje, ou um dia desses, mas prometo que até NOVEMBRO, eu faço. Sem falta! Ou quem sabe antes disso, você resolve tomar a dianteira, e decide tudo por mim, por você, por nós. Isso sim, seria uma prova de amor, uma imensa prova de amor, se você quer saber mesmo oquê é que eu acho!

[E punto, e basta!]

Desta que vê o seu esquerdo, vê seu direito, e nada consegue perceber:
EU.


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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Teimosias e coisas e tal.

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O Sapo: Deixa eu te ver, vai ...!

A Sapa: Não, não e não!

O Sapo: Mas, porquê, queridinha?

A Sapa: Você quer que eu fale os motivos ÓBVIOS,
ou os motivos "IMBÓVIOS", queridinho?

O Sapo: Você tá impossível hoje!

A Sapa: Você tá impossível sempre!

O Sapo: Chata!

A Sapa: Chato!

O Sapo: Mas, eu te amo, Queridinha.

A Sapa: Te amo, também, mas não tem nada de beijinho!


[ O impasse não foi resolvido, e só restou à eles, coaxar noite adentro,
UM PRA CÁ E OUTRO PRA LÁ.]

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terça-feira, 18 de maio de 2010

I n t e r r o g a ç ã o

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Você entraria,
mesmo sem ter sido convidado?

[Eu entraria. Tenho síndrome de cachorro sem dono,
não posso ver portas ou braços abertos que acho que
é um convite]



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segunda-feira, 17 de maio de 2010

C o i s a s






A gente não se apega às coisas
por acaso,
A gente se apega ao sentido
que as coisas emprestam à nossa vida.
Depois, às vezes,
conviver com coisas parece
mais fácil que conviver com gente.


Já reparou como existem
certas 'COISAS' que são muito
difíceis de entender?


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[Uma colcha fofinha feita em crochê,
por exemplo, só pede olhos para ser vista.]



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domingo, 16 de maio de 2010

S E R I A


Seria tão bonito. E igual. A ideia era essa, não?
Juntariam todos os seus cacos, seus acessórios de pequenos vícios
de vaidade, fraqueza, elegância, espiritualidade, nostalgia, lembrança,
acondicionariam tudo em suas malas idênticas como idênticos eram seus
interiores,

e partiriam com rumo certo, ao lugar mais distante da terra, onde houvesse
espaço apenas para o som das suas vozes entrelaçadas nos poemas, nas alegrias,

no convívio escolhido para o Amor.
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[E seria apenas isso, e apenas isso seria o MUNDO.]


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sábado, 15 de maio de 2010

Considerações Ressentidas



Vai parecer coisa de mulher ressentida, mas escrever aqui é um exercício de expressão, então, quem se importa se me exponho desmedidamente? Bem, a pergunta que não quer calar dirige-se às mulheres aqui presentes:
_ Você sabe que tipo de mulher os homens gostam?...
Dias desses, assisti à um filme muito interessante, "A Verdade Nua e Crua", onde o personagem principal, um homem lindo que apresenta um programa de TV, fala na lata coisas do universo masculino. Aquelas coisas que a gente ACHA que são folclore, ou que os homens que conhecemos não concordariam jamais. Num dos programas, o apresentador mostra duas cenas, e deixa no ar a pergunta para as mulheres que assitem. Numa cena, ele apresenta um casal jantando à luz de velas, com música de violino e sussurros de amor. Na outra cena, ao lado, ele mostra uma piscina cheia de gelatina de cereja ,com mulheres gostosonas de biquine dentro. A pergunta que ele faz:
_ Qual é a cena que nós mulheres, achamos que um homem iria sintonizar?... Rá! Precisa pensar?
É... pode ser que eu esteja falando sobre isso porquê, olhos que eu julgava estarem em minha direção, estão, de fato, em direção à um corpão de seios gigantescos, pernas quilômétricas, cabelos perfeitos, olhos enormes, boca convidativa... e eu, sou aquele tipinho tão prosaico onde nada de físico berra, ou grita, ou esbarra nesse perfil sensacional, e que erroneamente acha que isso de apelo sexual não é tão importante. A verdade? É... é sim, muito importante. O sujeito pode estar de quatro por você, agora, se madame das formas perfeitas acenar pra ele, nêga... babau!...ele NÃO VAI RESISTIR. O seu homem é diferente?... Tem certeza?... Bota sua mão no fogo mesmo? É frustrante, nada poético, e desanimador falar sobre isso, mas quem foi que disse que a vida só são rosas?... Ninguém!, a vida é isso tudo ao mesmo tempo, e transitar por ela imune aos elementos de dor, sensação de inutilidade, orgulho ferido, conformidade, e os escambau à quatro, só é possível adotando uma couraça de aço, e desenvolvendo uma capacidade vital: ACEITAR. Aceitar que é assim mesmo, seja lá o que for. Veja bem, não são verdades as que escrevo aqui, são apenas sensações pessoais, colocadas pra fora com intenção desconhecida.

Alguma palavra que console? Sem dúvida!
_ Nada como um dia após o outro. A gostosona de hoje pode não ser tão gostosona assim num lugar bem importante: POR DENTRO. Vai saber,né?

Beijos ressentidos.


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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Ainda sobre A N J O S

Então, minha mãe me ligou e disse:

_ Filha, não esquece de trazer cabelinho de anjo!
_ Como é que é , mãe?
_ Cabelinho de anjo, pra gente colocar na sopinha hoje!
_ Ah! tá bem...

Cabelinho de anjo é a forma romântica/italianada de minha mãe, e da mãe dela, e das mães todas dessa família, de chamarem a ALETRIA. Aletria é aquele macarrãozinho bem fininho que a gente usa pra fazer sopas. Não parece mesmo coisa de ANJO?...

_ Mãe, telefonema de mãe no meio do dia, sopa quentinha de noite, as simplicidades que fazem a vida parecer bonita, e a terra, um lugar bem pertinho do céu.


[Porquê ainda é Maio, um dos meses das Mães]

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quarta-feira, 12 de maio de 2010

A N J O S


Você acredita em anjos?... quero dizer, acreditar de verdade, consistentemente. Começa que a palavra ANJO já é de uma doçura ímpar, não é à toa que aos mais amados de nossas vidas, vez ou outra os chamamos de "meu anjo". Será que eles se divertem com nossas trapalhadas? Há quem diga que nossos anjos da guarda seriam amigos ou parentes de outras vidas. A ideia me atrai. Seria como se nunca tivéssemos experimentado de fato a separação, apenas seriam ligações de amor entre dimensões diferentes. Pensar que temos anjos por perto, faz-me lembrar de uma coisa que minha vó sempre dizia: _ filhinha, porte-se como se sempre houvesse alguém do seu lado, mesmo que você esteja sozinha, a gente tem que ser uma boa companhia aos amigos invisíveis. Ela devia estar falando também deles, os anjos. Rezo todos os dias para que eles estejam por perto, sempre, e que me acompanhar, não seja uma missão excessivamente tediosa. Resolvi escrever sobre anjos por causa da ilustração acima, tão graciosa, e sinto que dou uma folga à eles quando estou assim, distraída com as palavras. As palavras... Qual será a linguagem dos anjos? Afagos, carinho, sussurros de conforto, sorrisos, acasos. Aqueles acasos onde não encontramos explicação plausível, que são meio mágicos, surpreendentes. Parecem presentes de anjos, não? Eu acredito na existência de muitas coisas inexplicáveis, mas crer em anjos, no entanto, parece ser a coisa mais natural do mundo, algo que não requer explicação. Toda noite, antes de dormir, agradeço a proteção deles, e entrego a confiança do meu sono, do meu despertar, das boas intençõe do dia seguinte, nas mãos desses companheiros fofos, gordinhos, de cabelos enroladinhos, que Deus deve ter colocado nas nossas vidas, como mais uma prova do seu imenso Amor por nós.

Boa Noite, sonhem com os anjos!


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sábado, 8 de maio de 2010

S á b a d o

"Tudo o que não germina em chão, germina em vôo."

Pedaço de mim, melhor pedaço de mim, quando cai no solo sagrado,
e encontra o melhor pedaço de ti, transforma nossos corações, em um coração só.
É lá que está o melhor de nós dois.

Quando se planta Amor, não há razão pra perguntas.
Somos os dois a plantar, haveremos de colher até o improvável.


[Sinto amor por você todos os dias, mas hoje, sinto muito mais]

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

3.feira



Quando os olhos se beijam...

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Seresta

Era noitinha. A moça abriu a janela para espiar as primeiras estrelas. Elas brilhavam no céu que era azul da cor dos olhos teus. Como um brisa de perfume silvestre, por sua janela eis que surge um moço com ares tão doces, uma altivez tão leve, que não houve como evitar um sorriso em direção. O moço, que também era dono de tantos sorrisos, igualmente sorriu. E parou sob a janela da moça. De suas costas sacou um violão de cordas mágicas, e para ela pôs-se a cantar. Cantou canções alegres, porquê só as alegres canções combinavam com seu grande coração. E ele cantava canções, e ela, os sorrisos colocava para dançar. Seus sorrisos dançaram juntos, e riram juntos dos seus descompassos. Quando terminou de cantar, soprou-lhe beijos alegres, e uma frase pra ela pensar: _ Tenha FÉ.
Ela sorriu, mandou-lhe uma cesta de beijos quentinhos saídos na hora, e respondeu bem baixinho:
_ Terei, justamente terei Fé nessa tal Felicidade.

E a noite se fez alta, e todos foram dormir.

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terça-feira, 4 de maio de 2010

M e t a d e

Dançaram meia música.
Falaram meias palavras.
Disseram meias verdades.

Entre metades, no entanto,
olhando à meiz luz,
meio que pareciam

A metade da metade de cada um.

[inteiros]

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domingo, 2 de maio de 2010

SE

... e se for pra dançar, eu danço,
se não for pra dançar, eu leio,
se não dér para ler, eu canto,
se não puder cantar, eu olho,
se não for pra olhar, eu viro,
se não puder virar, eu saio,
se não puder sair, eu fico,

mas se for pra eu ficar,
eu quero dançar com você!


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