sábado, 27 de fevereiro de 2010

Como se diz, te amo?...


Não, não!... não me refiro à esse "eu te amo" que se ouve a três por quatro, por todas as esquinas e quadras do mundo, a cada segundo impensado. Não! O sentimento à que me refiro não cabe mais nessa frase, e na verdade, ultrapassa qualquer palavra que possa ser dita. É fina energia que se move, tem vida própria e se transmite talvez pelo toque, pelos olhos, pelos poros, pela finíssima camada de vida que nos reveste, a que chamamos de alma, como se por dentro andasse, mas que de fato é livre, e nos envolve de fora pra dentro, de cima pra baixo, de lado pra outro, e é exatamente nessa frequência que eu gostaria de saber como se diz EU TE AMO.


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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Do You Wanna Dance?

O poder do elogio é um negócio mágico. Indiscutivelmete ele desperta sorrisos, se ele for verdadeiro, logicamente. E a gente sabe quando é, não?... Então, ocorreu o seguinte: no Sábado , eu estava na maior correria pra lá e pra cá por conta do meu trabalho, quando numa dessas idas e vindas, lá pelas seis da tarde, dou de cara com uma vizinha do prédio com quem quase nunca me encontro. Entramos juntas no elevador. O nome dela é Branca, e ela deve ter uns sessenta e poucos anos. Nos cumprimentamos educadamente, e eu, fiquei pensando uma coisa nesses segundos: _ Nossa! Como ela está elegante! Acho que deveria dizer isso à ela, mas será?... não sei se é oportuno...
Acabei achando oportuno e disse à ela, muito sinceramente: _ Como a senhora está bonita! Então, ela arregalou seus dois olhos verdes faiscantes como as esmeraldas que adornavam seus brincos, e após um sorriso imenso, falou baixinho: _ Estou indo dançar!
Começamos a rir, cúmplices, e rimos mais de gargalhar. Depois, ela pegou em meu braço delicada como só ela, e me contou como sua vida está mais alegre desde que retomou aos salões de dança, e que foi justamente a dança que a ajudou a superar umas tristezinhas teimosas que doiam demais. Suspirou, e contou-me ainda que agora, tudo que importa à ela, é justamente o AGORA, e o agora dela, é a dança. Então, tudo gira em torno, amigos de baile, roupas novas, idas frequentes ao salão, auto-estima em alta, telefonemas... Sim, telefonemas, ao chegarmos no hall do prédio, tocou o celular. Dela, o celular de Dona Branca, que, de repente, pareceu-me uma mocinha linda, confiante e adorável. Esperei para nos despedirmos. Ela desligou, e rindo de novo, disse que seu amigo estava na frente do prédio à sua espera. Sorriu ainda mais faceira e disse:
_ Ele me chama de Branquinha.
Rimos, e eu disse á ela:
_ Juízo, hein?...
Ela piscou os olhinhos, balançou suas esmeraldas, e me mandou beijinhos com suas mãos suaves. E eu? Eu voltei pra loja porque ainda tinha muitas coisas para resolver. Coube a Dona Branca ser a Cinderela do prédio, e ela o fez, lindamente.


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Por que eu escrevo em um Blog?

Ah!...porquê eu curto.

[e também porquê nunca tive um diário]

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E aí, vai encarar?...




Não gosto dos modernos,
Não gosto dos incríveis,
Não gosto dos perfeitos,
Com suas incríveis e perfeitas modernidades.
Eu gosto das superfícies rasas, de água batendo nos pés,
Eu gosto dos ingênuos, dos caipiras, dos atrapalhados,
Eu gosto dos olhos que vêem as coisas de forma SIMPLES.
Pra que serve mesmo tanta intelectualidade?
Pra mim, bom mesmo é gente simples, que come os esses
das palavras, que carrega no sotaque, boteco e petiscos com
amigos, gosto de geladeira cheia de coisas populares, e café
fresquinho pra tomar em xícaras desparseradas, adoro luzinhas,
pisca-pisca de natal fora de época, velas com perfumes adocicados,
almiscar, patchuli, gosto de banho morno, de banho de chuva, de
abraço apertado depois de um dia de 40 graus, gosto de risada solta
e escandalosa, gosto de bugigangas, lembrancinhas, balangandãs,
quinquilharias, coisa velha, gente antiga, riso solto de novo e de novo,
Só gosto de coisas e gentes
que não cabem na sofisticação de certos poemas.
Graças à Deus!
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[á propósito, votei 40 vezes para o gostosão do Dourado ficar no BBB]
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RÁ!
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sábado, 20 de fevereiro de 2010

A M O R

Ideia fixa é um saco. Virou, mexeu e lá está o pensamento, na mesma de sempre. As pessoas pensam muito em amor, eu acho. Romance, sexo, as delícias da paixão, o frisson do sentir-se amado, amado pelo ser que se ama. Li em certa ocasião, num desses tantos livros, companheiros eficientes na arte de domar as ideias, uma coisa curiosa. A autora contava que, em certa data esteve no Vietnam, e em suas pesquisas, conversara com um renomado psicólogo que tratou muitas pessoas que estiveram na guerra e vivenciaram aquela bárbarie de perto. Ele conta que, na andamento das sessões com esse pacientes vítimas da guerra, ele esperava que fosse ouvir relatos de horror, de trauma, de medo. Mas, não. Via de regra, a maioria daquelas pessoas queria falar sobre o quê?... AMOR em todas as suas variáveis. Amor de pais, filhos, amigos, sensações de rejeição, desprezo, baixa auto-estima advindas de relações que não acabaram bem, e de saudades, e de não superação de amores perdidos. Era disso que eles queriam falar, sobre oque carregavam no coração, no interior, naquele lugar santo que guerra alguma consegue alcançar, os domínios do Amor. O querido e sempre atual Freud dizia que, para um ser humano ter uma vida razoavelmente equilibrada, precisava amar e trabalhar. Trabalhar, para ter auto-estima e provocar admiração e consequentemente amor, e amar, na reciprocidade. Ele disse isso em " OMal Estar da Civilização", uma das suas últimas obras. Tudo gira em torno da emoção que conseguimos arrancar do outro, surrupiar, absorver, engolir rapidamente antes que acabe, por que acaba, e a gente, pobres de nós, queremos mais, mais, sempre mais, porque é a nossa fome. Sim, existe a fome física e o absurdo de ainda existirem pessoas sem condições humanas dignas, mas mesmo nessas criaturas de Deus, famintas de pão, existe no olhar fundo, uma urgência de algo maior ainda, aquele algo que nos torna de fato humanos, o calor humano, o bem querer. Amor de pai, Amor de mãe, Amor de amigos, Amor de Amor, Amor de desejo, Amor de paixão. Com que você sonha quando fecha os olhos?...será com um apartamento novo, ou um super carro, uma viagem, ou um trabalho legal, condições melhores na sua vida, com que mais você sonha?...não tem sempre ali do ladinho do seu sonho, espiandinho sorrateiro, o amor da sua vida como base de tudo?...Pra que serve tudo que o dinheiro pode comprar sem o amor de todas as formas que sonhamos estar perto? Sem amigos, sem a família, sem o ser amado?... Pois é, sonhos de amor. Hoje é sábado, está de noite, e não tenho vontade nenhuma de fazer coisa qualquer. O que me me vem à cabeça é esse meu sonho de viver dentro de uma garrafa mágica, como a da Jeannie é um gênio, com o amor da minha vida que, infelizmente, creio que ainda não conheço, e viver lá, dias e noites pra todo sempre, até morrer de tanto Amor. Ideia fixa é mesmo um saco. Como é que vou realizar uma amor assim? Ensandeci.





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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Quando o Elástico do Iôiô Arrebentou...

Sabe o que é, seu moço? Tanto faz, entendeu? Tanto faz!
Tô mais é querendo que o mundo se acabe em barrancos
pra ver tudo despencando junto e ao mesmo tempo.

"É pau, é pedra, é o fim do caminho."


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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

de.ó.erre

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Tem certas vezes, que tudo dói tanto que nem se encolhendo toda adianta para aliviar. Procurar respostas para oquê não tem resposta, como calar perguntas que latejam com a intensidade das batidas do coração, aceleradas, descompassadas, e de certa forma, cansadas de bater e bater e bater sem porquês. Nesse momento, não faço ideia de que pedaço de mim não lateja de dor, e nessas horas, as horas irônicas resolvem passar lentas, sem pressa. Devem ser sádicas, devem ter inveja da felicidade, por isso passam tão rápido quando ela reina, e devem se divertir vendo a tristeza tomar conta, talvez, sintam-se menos infelizes por se acabarem segundo a segundo sem volta, as donas horas aliviam-se vendo a dor. Pra onde fugir se não há para onde ir, senão, "ir de escada, pra alcançar a dor"?!...


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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

FANTASIA

Namorar um E.T. tem suas vantagens, ainda mais no Carnaval,
adivinha qual é a nossa passarela do samba? Yeah!... o ESPAÇO SIDERAL.

Olha o nosso samba aí:

É segredo, não conto pra ninguém
Sou Tijuca, vou além
O teu olhar, vou iludir
A tentação é descobrir!


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domingo, 14 de fevereiro de 2010

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A

P
A
L
A
V
R
A




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Entre o Céu e o Mar, existe um NÓS




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METO-ME DENTRO DE MIM MESMO E ACHO AÍ UM MUNDO!
[Os Sofrimentos do Jovem Werther - Goethe - 1763-1852]



OQUE IMPORTA

É verdade!, Muitas coisas não foram ditas, mas como diz a canção, quais são as palavras que nunca são ditas?!... Vou falar agora, porque sei que você não está aqui. Olhar você, pra mim, é como olhar o mar. Aliás, é muito parecido. Começa pelo fato de eu achar o mar a coisa mais fascinante do mundo. Depois vem o céu e as estrelas, mas você, eu acho que gosto mais até do que o próprio mar. Depois, vem o gosto de mergulhar nas águas do mar. Ter o corpo ocupando o mesmo lugar, estar plena de mar. É assim com você, o desejo de ser apenas uma pessoa, juntos, entregues a um mergulho onde o ritmo das ondas é o nosso próprio ritmo. Meus sentidos são todos extremamente tocados pelo mar. E por você. Estão sempre alertas, atentos, ligados, à tua procura. Meu ser quer ser o teu ser. Assim como gostaria de ser o mar em toda sua grandeza, e em sua liberdade e na sua inconstância permanente de estar aqui e acolá, em todos os lugares, podendo assim, amar e abraçar tudo que ama ao mesmo tempo. Meu sonho maior. A onipresença. Não existe lugar onde me aconchegue tanto como nos braços teus, e nas águas. O céu seria, pois, estar ao teu lado junto ao mar, dentro do mar, nós dois e ninguém mais. Sinto que poderia morrer numa hora assim. Eu, você, nosso corpos juntos, dentro do mar. É... tem muitas coisas que não foram ditas, mas sem dúvida, sentidas foram. Tua inconstância, tua rebeldia, tua grandiosidade inquieta. Feito mar. E eu, que nem sei nadar direito, no meio desses dois oceanos que amo e não sei controlar. Como se pudesse... Talvez seja o que desejas de mim... que eu aprenda a viver sem o que de maior há em mim, e saiba viver plácida e bucolicamente com as cotidianices calmas das águas de um lago. Tenho tentado, te juro. Mas algo em mim é incontrolável. Preciso me domar todo santo dia, tem sido um exercício árduo, muito mais árduo do que tentar me equilibrar nas tuas ondas. Não é que seja mal, entende?... é apenas como conhecer o mundo, e depois, nunca mais sair do mesmo lugar. O que a gente faz com aquela coisa toda que grita e deseja perambular pela vida? Ah! meu querido... você naõ sabe o quanto eu invejo a tranquilidade das pessoas que vejo nos parques, passeando muito sossegadas, parece que o mundo é bão, tão bão sebastião! E sabe o que mais não te falei? Não existe uma única noite, nem um único amanhecer que você, exatamente você, não seja o meu primeiro e último pensamento. Como algo pode ser tão grande? Não entendo. Sei das tuas quotas de sacrifício. Sei da possibilidade de isso tudo doer tanto ou ainda mais em você, e isso me consola, sabe! Você tem os seus karmas a vencer, e eu os meus. Não nos cabe estar juntos agora. Não está escrito nas estrelas. Não é oque nos fará melhores. Mas sabe, estive pensando: e se a gente arriscasse mais uma existência, abrisse mão de tanta correção e fugisse pra lua, ou marte, ou uma estrela pequenina, hein?... Será que iriam nos achar? Vou ser franca com você, e dizer outra coisa que nunca disse assim, com todas as letras: acho que eu prefiro voltar a vida mil vezes, desde que todas ao seu lado, do que aprender mais coisas tendo você longe de mim. É isso, que se dane a eternidade. O que eu posso querer da eternidade sem você?!... Acho que falei demais, e no fundo, conheces decór e salteado todas as minhas confusas palavras de amor. Eterno. Por isso, chega.

Beijo-te sempre!
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Deus dos delicados,
não me abandone nessa guerra insana.
Minha máquina de ser beira a pane, enquanto
o veludo da voz de Billie lambe as paredes do
lusco-fusco.
Abençoe, Senhor, tudo que dói em nós...
[Iedusha]


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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Das equações

A raiz de uma equação é um algarismo que,
substituindo a INCÓGNITA, faz da equação
uma identidade. Diz-se que a raiz satisfaz
a EQUAÇÃO.
Para SOLUCIONAR uma equação, deve-se de
terminar todas as suas RAÍZES. Quando uma
equação é satisfeita por todos os valores
imagináveis das incógnitas, fala-se em
IDENTIDADE.

(a + b ) = a2 + 2ab + b2


[qual a sua identidade?]


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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Quem cura minhas feridas, é você, por acaso?...

Ele disse à ela:
_ Mas você sempre cai.

Ela ficou a pensar. Cair. Verbo de significado interessante: ir ao chão por desequílibrio.
Desequilíbrio, do verbo desequilibrar, perder o equilíbrio. Fez uma careta e respondeu segundos depois:

_ Sabe o que é?...eu caio sim. Mas cair é coisa de gente que tenta voar, enquanto que desequilibrar, é verbo consequência de gente que não sabe, não tenta e fica distraindo os que crêem no impossível vôo como possível. Então, você poderia me dar licença, que hoje eu tô afim de voar?

[Ela foi, ele ficou olhando. Se ela caiu? Caiu, mas curtiu a beça. E ele? Só olhando, como sempre!]


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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Une Etóile dans le Main

Olhar para trás e ver algo mais arcaico. Mais distante do que a tão próxima adolescência, ou infância. Vidas atrás. Meditar sobre a possibilidade real de fazer parte, de fato, de algo infinito e eterno. Li recentemente que, ao contrário do que supunham os cosmologistas, graças à descoberta das "energias escuras", escuras não no sentido ruim, mas no sentido do desconhecimento total de suas estruturas, descobriram pois que, o Universo está em constante aceleração, e ampliando-se infinita e eternamente. Descobriram isso através de medições complexas entre galáxias, e quando esperavam comprovar um possível "Big Crunch", o contrário do "Big Bang", constataram que o UNIVERSO só faz expandir-se aceleradamante. Fantástico, não? Isso impressionou-me sobremaneira porquê, somos constituídos exatamente da mesma energia de todo esse Cosmos maluco. Que se expande. Aceleradamente. É desse passado e desse futuro e necessariamente nesse presente conjunto que estamos. Participamos. Conversando entre amigos sobre essa doideira, alguns perguntavam-se: _e a gente com isso?...qual o aspecto prático dessa descoberta? Nada muda. Rimos todos da nossa discussão, porque éramos diametralmente opostos nas conclusões. Eu, particularmente, faço parte do lado que acha que é tudo tão maravilhoso, que o simples fato de pensarmos sobre a grandiosidade de tudo, nos abre portas de compreensões inusitadas, e em especial, nos fornece elementos para acreditar no mágico, no possível além do que podemos conhecer como possível. O passado de todos nós, é para mim, um tempo de verbo que eu amava na escola: um Pretérito Mais que Perfeito. Somos portadores inconcientes de energia mágica, temos estrelas nas mãos e pós mágicos à nossa disposição, eles nos chegam pelos ventos, pelas brisas, pelos mares, das plantas todas e flores e ervas e átomos e elétrons e neutrôns e vida em abundância, como cita a Bíblia. Aí, eu fico pensando que tudo está em órbita. Cada pensamento que emitimos. E mais duplamente interessante: INTERFEREM. Uma cadeia de pensamentos positivos, não aqueles recheados por dúvidas e inseguranças, mas os puros são sim, capazes de fazer o telefone tocar, encontrar com aquele alguém, achar o que se procura, dormir bem, ter sonhos bonitos, realizar sonhos belos, viver , experimentar de fato, momentos mais felizes, em mais repetidas vezes. Penso: se essa coisa monumental que é o Universo, já tão amplo e descomunal trata de expandir-se cada vez mais, por que não eu posso tentar, usando essa mesma fórmula mágica, realizar uma expansão aqui no meu mundinho mesmo? Viajei nas ondas das partículas mágicas, mas tô curtindo muito essa viagem quântica. Vou colar nessa tal de energia desconhecida e dar uma acelerada nas coisas. Como pretendo fazer isso? com uma estrela na mão, e mil sonhos no céu, abastecendo-se de energia concretizadora. Basicamente, FÉ.





Beijos Quânticos.





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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

"Calma Alma Minha, Calminha..."




Casa
é uma palavra que acalma,
boa de falar. CASA
Cada casa é um Universo
um mundo todo de alguém.
É um lugar de paz.
Minha alma só encontra a calma REAL
em casa, e a minha casa se parece muito
com minha alma, que deseja sempre
um pouco mais de calma.
Por isso, bóra pra casa!



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

FROUFROU

Eu sou feliz por ter nascido mulher. Gosto de exercer minha feminilidade em todas as sua nuances. Penso que a mulher não ganhou muitas vantagens com a luta pela igualdade dos sexos, e convenhamos, exceto o fato de sermos todos filhos do mesmo Deus, homens e mulheres são muito diferentes para tentar-se um nível de igualdade. Ou superioridade. Não é uma coisa nem outra, mas uma coisa e outra. Homens são excepcionais em certas coisas. Mulheres em outras. E juntos, complementam-se. Enquanto os homens parecem ser mais práticos, as mulheres são mais intuitivas. Enquanto os homens são dotados de mais força física, as mulheres parecem ser mais sensíveis às variações. Homens parecem ser mais fracos para dor, enquanto que as mulheres parecem ser bem mais resistentes. Sei lá. Eu gosto de desfrutar do lado bem froufrou de ser mulher. Gosto de comprar coisinhas do universo feminino, e são tantas adoráveis coisitas. Confesso que amo comprar uns agradinhos, mas nada de consumismo. Sempre tem um algo a mais quando compro algo. O último vestido, por exemplo. É branco, e isso não é nada casual. Eu e um certo alguém falamos tanto sobre o quanto ele gosta de me ver de branco, que passando rapidamente por uma vitrine, notei um vestido branquinho fofo fofo e, quando vi, estava lá dentro comprando o vestido. Mas não comprei apenas um vestido. Comprei as cenas todas que quero viver usando-o. As reações que pretendo causar nos olhos dele. No coração dele. Comprei a sensação deliciosa de chegar em casa, abrir a caixa e estender aquele vestido que tem intenção de sonho sobre a cama, e depois do banho, vesti-lo para ver se combina com a sandália, e os brincos, e quando vejo, estou rodando pelo quarto ao som daquela musiquinha mágica que tanto amo, e confesso, já valeu toda a compra. Somos, homens e mulheres, movidos por nossos sonhos. Os pequenos mimos que nos concedemos, são uma forma de ir concretizando , montando o castelo, pedrinha a pedrinha. Estou feliz hoje, mesmo não tendo acontecido nada de especial. Engraçado, mas parece que com o tempo, a gente vai aprendendo que está tudo dentro da gente, e que estar bem tem muito a ver com sentir-se bem com a gente mesmo, e isso, vale para meninos e meninas. E aí, tem aquela historinha de que cuidando bem do nosso próprio jardim, será a forma mais certa de receber a visita das borboletas. E dos vagalumes. Que piscam e enfeitam a noite do jardim.

[Eu, borboleta, Ele vagalume, estamos nos observando, a alguns dias não nos falamos, estamos em uma espécie de "jogo duro" mas ele está em desvantagem, porque de noite, eu posso vê-lo escondidinho me olhando, sua luzinha está sempre acesa, e eu morro de rir]


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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ainda sobre as Noites

São quase sete horas da noite. Adoro essa hora. O calor do dia foi infernal, algo pra cima dos trinta graus, mas agora, estou em casa, todas as janelas estão abertas e pela casa corre uma brisa gostosa que vai pra lá e pra cá, beijando o rosto da gente como quem diz bem vinda. Essa noite foi engraçado. Aconteceu algo realmente inusitado comigo. Estava dormindo, normalzinha, e de repente, fui acordada com as minhas próprias risadas. Acordei no meio da noite gargalhando, pode?... Não lembro do sonho, nem de nada, só de acordar rindo muito. Foi bom e estranho. Fiz um esforço pra tentar lembrar algum detalhe, mas só consigo ouvir o som das minhas risadas. Rir é bom, né?... Tenho pessoas por perto que têm esse dom, o de saber papear entre boas risadas. É assim com meu irmão Fábio. Qualquer coisa que falemos, estamos sempre sorrindo, e não raro, gargalhando. Acho que é o prazer que desfrutamos de estar juntos. Quando ele vem me ver na loja, sinto uma coisa boa ao ver o carro estacionando. Ele entra, todo garboso como ele só, e diz: _ Oi, Boneca! Eu adoro, mas eu adoro esse jeito dele de me saudar. Não sei quando ele começou com isso, mas desde então, esse detalhe tão pequeno me faz tão feliz... Falamos sobre tudo, ele me conta seus segredos, todos, mas eu tenho certos segredos guardados que não conto nem à ele. Adoramos falar sobre a novela das nove. Yeah! a gente vê novela. E comenta depois, feito duas comadres. E rimos muito disso. Falando em novela, assisto em especial para ver o personagem chamado Miguel. Miguelito. Lindo, carismático, sorridente, apaixonado. Não deve ser por acaso, haja vista que o moço das cabaninhas poderia facilmente ser o irmão gêmeo dele, ou ele mesmo, assemelham-se muito no aspecto sedutoramente simples que portam. Temperamentos alegres são fascinantes. Quando gente assim surge em um recinto, parece que acendem-se luzes muito intensas, os olhares são atraídos, eles têm um magnetismo único. Falam as coisas mais inusitadas ou simples, de forma calorosa. Sou apaixonada por gente assim. Como o Fábio, o Miguel e o Moço das Cabanas, que agora deu de se despedir dizendo:
_ UM BEIJO DE CABANINHA EM VOCÊ.

Eu posso?!...

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