sábado, 30 de janeiro de 2010

NUIT


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Hoje é noite de Sábado. São onze horas , e o céu tem uma imensa lua cheia, muitas estrelas, e aquela estrela dourada que me acompanha e conta meus segredos para o moço. As ruas calmas do lugar onde eu moro estão silenciosas e limpas. Tudo parece estar exatamente no seu devido lugar. Observo que em algumas casas ainda existem luzes acesas. Não muitas, no entanto. Sempre gostei de olhar da minha janela para as outras janelas e ficar imaginando a história que estará rolando por ali. Intercalo os olhos para a lua, as estrelas e as janelinhas acesas. Parece mesmo que tudo está no lugar. Parece um único céu silencioso e em paz. Gente é um negocinho massa que Deus criou, mas às vezes, é bem mais bacana observar o silêncio de toda essa gente. Creio que para isso que foi criada a noite. Para calar as gentes e limpar toda a energia ansiosa que deixamos pelo ar. Trabalho para as lindas estrelas do céu, que precisam irradiar muita luz, para que o dia seguinte tenha toda vida necessária para toda a gente. Daí, eu acho que o dia seguinte às noites de lua cheia devem nascer acrescidos de algo mais, tipo um bônus de luz, uma inspiração a mais, ou quem sabe, alguma dose extra de sorte, ou melhor ainda, o direito a uma surpresinha. Já pensou? Só não deve dar pra escolher, mas se desse, eu escolheria receber um daqueles sorrisos enlouquecedores do moço bonito. Um sorriso de saudade. Vê-lo mais demoradamente também não seria nada mal, mas é dona lua quem distruibui as surpresas, que é que eu estou me metendo, né?... Bem, é hora de calar, vou entrar na harmonia desse céu que me avizinha, para junto me aquietar e restaurar. É uma noite de luz, e de trabalho para as estrelas do céu, enquando que à dona LUA cabe nos surpreender. E tomara que assim seja!


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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Mais louco é quem me diz!


Porquê ele completa ela,
E vice-versa,
Que nem feijão com arroz.
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[Renato Russo]

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sementinhas de Sedução




(...)
Ele: Pretendo começar outras coisas aqui.
Ela: Desse jeito, você acaba se casando e mudando para cá.
Ele: Você está disposta a casar comigo?
Ela: Eu não me refiria a mim...
Ele: Responda o que eu perguntei...
_
[ele sempre reclama que ela faz novas perguntas às perguntas dele, e não responde.]
_
Ela: Sabe o que eu acho?
Ele: Responde...
Ela: Eu acho que no fundo, você ainda me ama ( entre risos)
Ele: E você acha que se eu não te amasse, estaria perguntando? (entre risos)
_
[Falaram sobre roupas brancas, cerimônia na praia e tochas, mas ela não respondeu.]
_
Ele despediu-se dizendo:
ADORO-TE.
_
Sementinhas perigosas, essas!



quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Pequenas Felicidades


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Todas as manhãs,
passarinhos cantam na minha janela.



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[Para o dia nascer feliz]

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

FATO



















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Eu sou uma borboleta
calminha, calminha,
Agora, cutuca pra ver
se eu não mordo...


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NA RUA DOS BOBOS NÚMERO ZERO

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"Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada

Não se podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão... "

Certos dias tudo parece feito para nos provocar
a paciência. Nessas horas, não há que se compare
à uma casa quentinha, e um chão bem firme para
nos ABRAÇAR.

[cabaninhas são para brincar ]

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domingo, 24 de janeiro de 2010

DEIXAR


A voz dele estava triste. Ele tentou dar aquela risada gostosa que, segundo o que ele diz, só eu sou capaz de despertar, mas algo não estava bem. Ele me queria por perto. Mais que perto. Dentro, pelos lados, envolta, em torno, profundamente, inteira, entregue, de portas abertas, ele queria ouvir que a casa é dele. Mas isso quebrava todas as regras. Dele. Ele é a combinação de todas as confusões juntas, e está aqui, efetivamente do meu lado. Se quisermos, em menos de cinco minutos estamos juntos. Mas não podemos. Nos machucamos, nos quebramos, não nos confiamos, sabemos que somos o fascínio e a dor conjugados no mesmo verbo amar, que estar perto significa o risco de um mergulho em águas perigosas, águas que não sabemos se rasas, ou profundas, mas em todos os casos, perigosas. Somos perfeitos na impossibilidade. Somos Tristão e Isolda por opção, por saber que assim nunca nos perderemos. Foi o acordo... mas ontem, ele parecia aflito, portando uma urgência que me assusta. Assusta-me justamente pelo irresistível sinal do querer. Recíproco imensamente. Já fomos um do outro. Já nos ferimos com ferro em brasa. Já choramos as dúvidas e as desconfianças que, justamente a segura distância é que consegue calar. Mas a delícia de encostar nossas palavras umas nas outras, e ver que a música que emitimos juntos, e somente juntos, nos aquece de forma única, não nos permite resistência. Somos improváveis juntos. Mas somos adoráveis juntos. Quando fecho os olhos e nos vejo juntos em qualquer cena, somos complementares, a peça um do jogo do outro. Comentei como ele estava bonito naquela foto, ao que ele disse, "imagine se você estivesse ao meu lado...". Estou aflita, e não aflita ao mesmo tempo, porque essa dor na voz dele é a minha única garantia. É a minha paz e a minha tortura. Por que eu resisto? Porque ele é um caçador por natureza. Quando ele me perguntou porque não, porque não aceitava quase nada dele, eu disse que não aceitava porque não queria perdê-lo. Ele consentiu. Conhecer-se é sábio. Eu sou a entrega e ele o conquistador. Esse é o nosso jogo, esse é nosso amor, seus suspiros de saudade podem ser minha armadilha fatal. É hora de saber jogar. Sim, porquê amor exige um pouco de estratégia, exige que se escutem os apelos da auto preservação, exige que não ignoremos as feridas, as marcas, os estragos que portamos na cara. Mas, a poesia não me larga, bate à minha porta e à ela não posso deixar de receber. Ela chega de mansinho e me entrega um pedaço de bolo docinho, que em seu interior, esconde um bilhetinho para me lembrar:



"...e de mãos dadas com o DEIXAR é que se vai além"


Ai, Ai !...



[ minha impulsividade parece cão doido louco pra fugir pra rua. Penso em todas essas conjecturas estratégicas, mas meu impulso é gritar que sou louca por ele e que, ás vezes, acho que ele é ainda mais louco por mim.]



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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

... que atire a primeira pedra!

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DOCES VONTADES,
DOCES BOBAGENS,
QUEM NÃO AS TEM?...


[Artur da Távola]



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Os Meus e os Seus















Há numa vida humana
Cem mil vidas,
Cabem num coração
Cem mil pecados...

[Olavo Bilac]

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Breve Delírio de um Amor Platônico

Ela: Pra mim, você deve ser um E.T., isso sim!
Ele: Por quê?... (entre risos)
Ela: Por causa dos seus super poderes.
Ele: Eu adoro o como você me faz rir.
Ela: (...)
Ele: Linda, se eu fosse um E.T., eu já teria abduzido você faz tempo...
Ela: É o quê você quer fazer, não é?
Ele: É sim, é oque eu quero, e é oque eu VOU fazer. Pode apostar!

[Risadas amorosas]

Ele: Até a noite, no lugar de sempre.
Ela: Mas que lugar?...
Ele: A cabana, amada, o nosso lugar no espaço.


[Suspiros Amorosos e Ciao]

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Bobeirinhas de uma amor que não acaba

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Gosto muito de esconderijos. Desde criança. Minha brincadeira preferida sempre foi esconde-esconde. Certas vezes, me escondia tão bem que passava a brincadeira toda escondida, esquecia de sair, ficava olhando tudo acontecer dali, daquele lugarzinho que descobrira e que por aqueles instantes, era só meu. Quando ficava triste, me enfiava dentro do guarda-roupa. Embrulhava-me nos meus trapos, vestidos, panos, e por vezes lá dormia. Na minha imaginação, não era só um guarda-roupa, era um mundinho que eu amava, e criava a minha maneira. Não raro, parava embaixo da casa, em cima da árvore, até no telhado já fui parar. Mas, havia uma brincadeira especial. Brincar de cabana. O supra-sumo das brincadeiras. Não era sempre que minha mãe permitia, mas se ela desse uma brecha, lá estávamos nós com todas as colchas e mantas e lençóis montando o nosso mundinho. Era, sem dúvida nenhuma, o melhor lugar do mundo para se estar. No inverno, em tempos de chuva e férias de inverno, era o meu mundo, noite e dia. Papai chegava e perguntava à minha mãe, _ cadê a Bezinha? Minha mãe ria, apontava para aquela montanha de panos, e aí ele colocava o nariz ali dentro e dizia, _ só mais um dia, hein? Boas lembranças, deliciosas lembranças que vieram através de palavras trocadas com alguém que como eu, adora cabaninhas. Se um dia nos for permitido, combinamos fazer uma para nós dois. Com direito à alguns detalhes extras, que não haviam nos tempos de crianças. Pensamos, juntos os dois bobos, em velas perfumadas brilhando dentro de um candeeiro, luzinhas que piscam em cores, almofadas macias aos montes, uma musiquinha boa que não pára nunca, umas frutas frescas, sugestivas, uma bebidinha que faça a leveza nunca partir, e nós dois, lá dentro da cabaninha, deixando o mundo pra fora, numa brincadeira sem fim.

PAUSA

[o telefone faz sinal de mensagem. Abro e leio. Estou no meio desse delírio "tardio-adolescente" e me chegam palavras assim: "Estou indo para a cabaninha, não demora. Beijos". Respondi que já vou. E fui, afinal, além de eu adorar cabaninhas, sonhar à dois é sempre uma irresistível proposta. Boa Noite.]

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Por Aí

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s
a
r
a
c
o
t
i
a
n
d
o

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domingo, 17 de janeiro de 2010

EU VOU

Eu vou torcer
Pela Paz
Pela Alegria,
Pelo Amor,
Pelas coisas bonitas eu vou torcer
Eu vou...


[Da canção de Fernanda Abreu]


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Nana Nenê!

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Foi então que, junto com os primeiros raios da manhã,
chegaram como um poema, suas palavras insones:

_ Você não é a única que voa... esteja ciente disso!


[virei para o lado, e tornei a dormir, respondi à ele, EM SONHO]

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sábado, 16 de janeiro de 2010

Das respostas

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Eu não roubei o teu sono, nenê,
a gente simplesmente não dormiu,


A GENTE SONHOU ...

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Os braços e abraços de uma rede de AMOR



A imagem parece de inverno, mas é para expressar o aconchego e o calor humano que recebi hoje das pessoas que amo. Amados interligados que dividem, apóiam, abraçam. Pensei que tudo seria péssimo demais nesse dia de queda. Mas Deus, que nunca me falta, e que como dizem, quando parece mais longe, é justamente quando está nos carregando no colo, foi bom demais comigo. Me tirou de uma situação de perigo, da uma armadilha do mal, me salvou, e me trouxe tantos abraços quentinhos vindos de tantos lugares, como se meus amigos soubessem sei lá como, o quanto o calor deles seria importante para eu não ir parar lá no fundo do poço. Nem deu tempo de pensar em pular. Sem falar palavra, sem perguntar nada, fui mimada como uma pessoa especial, que mesmo quando querem te esfregar na cara que você não é, a gente não deixa de ser. Não sei porquê, mas hoje, sinto que devo citar os seus nomes lindos, e agradecer muito à Deus por tê-los. comigo. Então, meu irmão mais lindo, Fábio querido, amo você de todo coração, desde o primeiro dia que nos vimos, amo você cada dia mais. Você é meu amor preferido. Não tive irmãs, só irmãos, aí, Deus me deu a Vanessa, meu anjo querido que eu adoro e que nunca solta a minha mão. Paulo Henrique, você é o meu amor essencial de sempre, obrigada, obrigada, a torta de banana estava supimpa. Fran, adoro você e seus olhos que me abraçam sempre que me vêem. Fer, você sabia que era daquelas palavras incríveis que eu precisava, e me disse todas elas. Nosso amor não acabará nunca, obrigada. Obrigada meu Deus, meu amigo que eu abuso da paciência, obrigada por esse imenso abraço de amor que recebi hoje, no dia em que eu tanto precisei.



AMOR





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Oras, pois.

Em dia de abraços amigos,
vem o Lucas, do blog Barco na Praia,
e me presenteia com essa inusitada visão:

"Uma águia não é uma galinha,
nem nunca será."

Amei, Lucas!

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Por um triz

A Vanessa, do encantador blog CAIXA MÁGICA,
é minha irmã de coração.
Ela me socorre, mesmo sem saber que estou em perigo.
Obrigada, Van , essas palavras me salvaram hoje:

ALGUÉM JAMAIS CONCORDARÁ EM RASTEJAR
SE ENCONTRAR UM MOTIVO PARA VOAR

[Helen Keller]


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Sem título

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Estou farta de espinhos
Prefiro abrir mão das rosas.


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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

MUITO ALÉM DO ALÉM

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Em um único dia, por quantas portas a gente passa?
Em uma única rua, quantos rostos diferentes a gente vê?
Em uma única pessoa, quantos sentimentos podem haver?
Em uma única verdade, quantas verdades estão embutidas?
Em uma única galáxia, quantas milhares de estrelas reluzem?

Lados, portas, pessoas, verdades, UNIVERSO.

É tudo muito mais amplo do que imaginam nossos vãos julgamentos...
Uma pessoa tem um coração cheio de portas, lados, gentes, verdades,
cada pessoa é única e carrega em si, um UNIVERSO.

[parece óbvio? Nem sempre lembramos disso...]



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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

E eu lá vou discutir com Dona Canô?

Buscar ingredientes para um chá mágico. Foi oquê Dona Canô me disse. Falou em asa de borboleta, bico de vagalume, folha de flor de jasmim, erva doce, erva mate, erva forte, ervas e mais ervas. Saí, né?... A procura. Mas voltei de mãos vazias. Todos eram seres vivos. Como iria eu sacrificá-los pela minha alegria?!... Voltei a Dona Canô, e disse que não consegui. Ela sorriu, e me disse:

_ Excelente, doninha. Você aprendeu uma lição. Sua felicidade não pode depender de nada nem de ninguém além de você mesma. Agora volte, e se ache.

Quase na porta, ouvi Dona Canô a me chamar. Voltei e ela me perguntou:
_ quer uma palavra mágica?
Eu disse que sim, toda animada, crente que ela me daria a magia tão esperada do dia, ao que ela me disse:

_ SIGA EM FRENTE E NÃO OLHE PARA TRÁS.

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DAS URGÊNCIAS


Agora sou leve,
Agora vôo,
Agora vejo por baixo de mim mesmo.
Agora, um Deus dança em mim.
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_Nietzsche
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[Preciso que dances em mim, Meu Deus!]

PROCURA-SE

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Ingredientes para recuperar a ESPERANÇA.


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sábado, 9 de janeiro de 2010

VER

Queria muito abrir os olhos um dia desses.
Abrir sem receios. Cansa ter medo, tanto
quanto cansa nada esperar.
Queria abrir os olhos e ver oquê vejo
quando os fecho, e os aperto, lugar para
onde vou e nada espero, tudo alcanço.
Queria abrir os olhos um pouco mais para
as miudezas, e não ter mais olhos para os
enganos, nem para desenganos.
Queria abrir mais ainda os olhos na hora
de fechá-los, e depois do mergulho, trazer
comigo, para fora, tudo que gostaria de ver
de olhos mais abertos.
Ver tudo que o mundo criado pelo Divino
oferece, enxergar os corações por dentro
e depois de ver tanta coisa, fechar os olhos
e simplesmente dormir.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

De Bem com a Ilusão

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Estava pensando sobre a natureza da ILUSÃO. Efêmera, frágil, escorregadia. Sempre associa-se algo muito doído à ideia de ter sido personagem de uma ilusão. Mas tem um lado que quase nunca considera-se, talvez pelo que resta de uma ilusão estar sempre ligado à dor, mas o fato é que, dentro daqueles momentos em que se viveu uma ilusão, o fato é que tudo foi real. Pra você. Havia realidade, e felicidade, e prazer em estar vivendo aquelas coisas ilusórias. Houve a alegria de ouvir palavras e acreditá-las como verdade, houve sorrisos e suspiros advindos do que era trazido pelo vento, vindo daquela direção que se acreditava ser uma via de mão dupla. Quando estamos dentro de uma situação ilusória, não nos passa nem por um momento pela cabeça que aquilo não possa ser verdade, e portanto, vive-se aquilo como realidade. E fica-se feliz por aquele tempo em que tudo era ilusão, mas a gente não sabia. Sobra um saldo bom. Você viveu tudo aquilo, independentemente da outra pessoa ter sido honesta ou não. Houve o mergulho, houve a delícia das águas carinhosas, houve a reação da alma e do corpo, e isso, não vai embora, é da gente, e talvez seja, oque a gente mais ama nas ilusões, não oquê sentiram por nós, mas oquê nós mesmos fomos capazes de sentir. Quando acaba, vem a dor, e é meio dor de morte. É a morte de um personagem que nunca existiu a não ser dentro daquela bolha de cores chamada ilusão. Há o tempo da dor, há o tempo do luto, e o dia de continuar. A vida segue seu curso e ninguém espera por nós. Medo de novas ilusões?

_ como poderia?!... o que, nessa vida, não é ILUSÃO?


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OLHOS

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Estava lembrando uma coisa, uma coisa puxa outra, e lembrei de uma entrevista que li certa vez, de uma grande dama carioca dos anos cinquenta. No papo vai, papo vem, o repórter perguntou à ela, despropositadamente, se ela se ressentia de não ter olhos claros, como todas as pessoas da sua família. Uma pessoa segura e certeira, ela respondeu:

_ Meu caro, não é a cor dos olhos que conta,
É A MANEIRA COMO OS OLHOS SE COMPORTAM.

[nunca esqueci isso]


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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Delírios Etílicos de uma noite de verão

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E como era início do início do ano novo,
acabamos viajando na viagem patrocinada
por aquele Lambrusco tão docinho, quando
perguntei à ele:

_ e se você acordasse numa ilha deserta,
e pudesse pedir apenas 10 coisas, quais seriam?

Ele riu, aquele sorriso de canto de boca, e disse:

_ bem, eu pediria, de prático,
comida, água, uma cama fofa, um chuveiro, e
uma cobertura.
De poético e vital eu pediria,
você, seu vestido branco, seu sorriso mais lindo,
seu amor e o infinito pra nós dois.

PODE?...

[mentiras sinceras, me interessam]


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