quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Deve haver pra tudo isso, alguma explicação...

O telefone tocou. Mesmo quando são dias que se estendem em semanas sem palavras trocadas, retomar as falas nos é tão natural quanto viver. Ele contou-me coisas suas com a naturalidade de quem as considera como minhas as suas coisas. Devem ser, porquê, por ele eu oro, e de igual forma ele disse orar por mim. Talvez ele precise de mim. E eu, da sua necessidade de mim. Foi agradável como nem sempre é, e a tal ponto de, fechando os olhos parecer-me que estamos sentados na grama daquele parque, embaixo daquela árvore, sua cabeça repousada em meu colo e os pássaros cantando pra gente como sempre foi, ou é, ou sei lá... De repente ele disse que tá fazendo tudo errado. Perguntei do que ele falava, ao que ele riu como se tivesse descoberto alguma coisa boa. Muito boa. É que enquanto conversávamos, ele dirigia de volta pra casa, mas, quando ele deu por si, por si porque disse não saber como tinha feito aquilo, tinha mudado completamente o caminho, e [oras, vejam!] estava a caminho da estrada que dá para as praias. _ Pra praia, seu doido? rimos juntos, e ele disse:
_ Você fala tanto desse seu bendito amor pelo mar que deve ter me hipnotizado pra dentro do seu sonho de viver muito longe de tudo defronte ao mar. Para sempre. Não parece uma má ideia, parece?

Não deu tempo de responder, acabou a bateria do meu celular. Mas também, tem coisas que nem precisa responder, é tão óbvio quanto uma onda depois de outra onda no vai-e-vem do grande mar.



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3 comentários:

Adriana ♣* disse...

Lindo, lindo Be!

O Mar é realmente uma imensidão sagrada...

E dele, se soubermos respeitar, SÓ recebemos coisas boas...

Energia pura!

Bjs

Tallita Monteiro disse...

Muito lindooo...amei seu blog...
tw seguindooo bjsss***



http://menteexpressa.blogspot.com/

Anônimo disse...

P-E-R-F-E-I-T-O!!