domingo, 4 de julho de 2010

Muito Estranho

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Então uma pessoa é estranha, só porquê acredita em flores, em cenas de paixão, em amores que são clandestinos e ao mesmo tempo, puros, em beijos que são mais que beijos, em toques que são mais que toques, acredita no irresistível poder das palavras, no impossível, no possível, no quase no talvez no ainda há tempo, no crepúsculo das horas secretas, no cúmplice nevoeiro, no ingênuo que um olhar pode oferecer, nas carências, nas saudades, na insônia amorosa dos dias seguintes, acredita até na poesia da mágoa, dos términos, nos enganos, dos desenganos...

Então uma pessoa é estranha só porquê é ROMÂNTICA?...


[Oras, bolas!...que mundo estranho! ]


*

9 comentários:

Louella Trindade disse...

Adorei o blog, estou seguindo e aproveitei pra te lançar um desafio! Confira no meu blog, beijos meu ;*

Paty disse...

então eu sou estranha.

bjs

Carla D. disse...

realmente, muito estranho.

beeijo !

Franck disse...

Então...sou o último estranho, como o último mocaino, o último romântico...pq acredito em tudo que vc postou...
Uma boa semana! (sem estranhamento)

j maria castanho disse...

Vigésimo Primeiro Cálice


Aqueles que não amam, sequer
Não são protegidos de Arina
Confundindo, portanto, A mulher
Com qualquer coisa, qualquer menina!


*

Três vezes sete foram as loucuras
Até ver as coisas como enfim são,
Que tudo há no mundo se o procuras
Na redonda vitória, sem teias de ilusão...


Bebida a última gota só formas puras
Ficam a dançar nos romances do pão
Bordados com as flores tecidas, seguras
No entretecido feminino da perfeição.

Estrelas, cometas, verdejantes prados
Claustros frescos, nichos triangulares
Onde os dizeres se tornam outros arados
De arrotear as tardes serenas, singulares

Em que os enredos maiores são calados
Como beijos recatados, cruzados a pares.


**


Sete pra ti, sete pra mim, e outros tantos
Pròs que nascerem agora deste momento,
Que vida fora se iniciarão leis e santos
Da beleza cativos, seu único tormento

Tomado gota a gota, cálice a cálice
Virando páginas por rumo na rota
Do interpretar, tecendo análise.


Trago a trago apreciado mandamento
Em que as frases se intitulam frota
E os parágrafos esquadrão de alento
Se batalha trava quem por si se afoita:

Que nosso é o firmamento dos mantos
Se em asas delta se tocam plo vértice
A siar rasgando medos e desencantos.


***


Duas vontades unidas por um só fim
Entretecida verdade nas duas metades
Que sendo tua a metade das liberdades
A outra em liberdade me cabe, a mim...

Se entretanto para esse tanto, assim
A que tanto disseste «talvez» e «não»
Outro tanto baste agora dizer: «sim!»

Sim ao Sol que na Aliança Velha arde
Onde por força só baste o ter razão,
Que a ancestralidade nunca é tarde
Se ao conhecimento vem renovação

De cada metade, desse outro ser nascido
Gota a gota caído em clepsidra sem fim
Que há do oito deitado ao infinito ido!

Pi** disse...

sou estranha então.. :P
que raio de mundo este... :S
beijinho*

Xica disse...

então eu sou estranha (2) hehehe

Pérola Anjos disse...

Mais estranho é quem me diz que pôr o coração em tudo é ser estranho.
Lindo o seu blog!
Desculpa a invasão. Voltarei!

Isaah disse...

quee mundo estranhoo! [2]

lindoo o textoo :))