sábado, 31 de julho de 2010

As Sombras do Amor

Quero uma folga das sombras. Das sombras que apavoram. Que roubam a inocência das crenças renascentistas de amores românticos, possíveis e longe de serem platônicos. Quero dizer que acredito mesmo tendo experimentado o oposto. Ou não. São as sombras dos julgamentos que nos afastam do mais puro. Ultrapassar o território onde se separa o bem do mal, e galgar esse degrauzinho a mais, nos permite alcançar a compaixão. O bom sentido, que deveria ser único, dessa palavra. Entender mesmo quando dói na gente. E entregar nas mãos do Destino, figura metafórica para nomear um Ser Maior inominável, e render-se. Rendição. Deu certo? Sorte. Não deu? Sorte também!, pois tudo está acontecendo como tem que acontecer. Passividade? Não, em hipótese alguma, apenas a tentativa de enxergar sob novos prismas a transparência do que chamam o amar. O amor é azul, possível e temperamental. Tê-lo por perto é glória. Que seja uma noite gloriosa, pois, a todos aqueles que crêem.


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5 comentários:

Lia Araújo disse...

Amém!
Acreditamos!

Lindo texto, me deliciei com os amores renascentistas nada platônicos.
bjos querida
Fica com Deus

Pipa. Agora eu era o herói. disse...

Absoluto.

Quero um texto desse pra chamar de meu.


Beijo na alma

Xica disse...

Adorei o texto.. profundo!!
bjus e boa semana!

Mima disse...

Own B^!

Acho lindo esse teu jeito de escrever. Venho aqui, leio as coisas e acho tudo tão fabuloso que fico até constrangida de deixar recadinho!


Texto tão lindo.

Beijo, beijo

Ziris disse...

Entender mesmo quando dói na gente.

Cê pensou em tudo mesmo!

Acabou por corrigir um pedaço de dúvida que eu tinha por aqui por dentro...

Então agradeço,

Te beijo