sábado, 22 de maio de 2010

Doce Novembro


_ Quando NOVEMBRO chegar, não é?... aí, quem sabe você decide!

Não respondi à provocação. Dizer o quê? Situações que nos fazem reféns. Lembra-me uma síndrome, se não me engano chama-se, Síndrome de Estocolmo, que é quando a gente desenvolve afeto por quem nos oprime. Não!, ele não me oprime apenas. Ele me enlouquece. Campeão de iô-iô, modalidade master. O sobe e desce das palavras, das caras, das bocas, do enigma que não se revela, deixa apenas escapar pistas, o fato é que ele me angustia. O quê tenho dele?... Pistas de causar arrepios de medo. Pistas de se crer a mais amada das mulheres, pistas de que o terreno é escorregadio, perigoso e incerto. Mas tão lindo!...Jesus. Ele me inebria. É uma luta inglória. E aí, no meio do bang bang, ele decide que justo eu, é quem tem que botar a cara pra bater? _ Hey, a mulherzinha sou eu, você é o representante do tal sexo forte, sai pra fora você!... , dá sua linda carinha à tapa pra eu ver, transparentemente, sem leituras que precisem ser decifradas, psicografadas, analisadas, debulhadas e enxaguadas por baldes de lágrimas. Eu disse lágrimas? Novidade de meses e meses. Não choro mais. Sabia?... No máximo suspiro de vontade, de saudade, de desejo, de (amor) ?... É, darlinzinho, você falou sobre imaginação. Canalizá-la positivamente em sua direção. Já fiz isso uma vez, lembra?...Ah! sim, você não gosta de lembrar, gosta apenas de mandar, né? O especialista em pulos, desvios, distrações. Eu sei que você continua me seguindo pelas ruas, pelos lugares, se fazendo invisível, sei que sua proximidade avança, a passos largos, mas POR QUÊ?...
Vamos fazer assim, já que nada de palpável extraio dos seus interiores, já que não sou capaz de pressentir, pressumir, intuir patavinas nenhuma sobre oque devo concluir sobre você, e se, abro ou não a porta, apelarei para o ALÉM. Em três pedaços de papel, iguaizinhos, escreverei três palavrinhas: SIM, NÃO E TALVEZ. Dobrarei os papéis em igual tamanho e forma, e dentro de um copo mágico, os colocarei. Deixarei esse copo, no meu oratório, junto às minhas medalhinhas, meu anjo, a água benta, e minhas melhores intenções. No dia seguinte, abrirei apenas um dos papéis, e dependendo do que estiver escrito, tomarei pois, uma decisão. Farei isso hoje, ou um dia desses, mas prometo que até NOVEMBRO, eu faço. Sem falta! Ou quem sabe antes disso, você resolve tomar a dianteira, e decide tudo por mim, por você, por nós. Isso sim, seria uma prova de amor, uma imensa prova de amor, se você quer saber mesmo oquê é que eu acho!

[E punto, e basta!]

Desta que vê o seu esquerdo, vê seu direito, e nada consegue perceber:
EU.


*

5 comentários:

Pipa. A que ama. disse...

Há corações caninos lá fora. A comitiva das emoções se desprende do peito, desperdiçando as últimas horas da noite. E no percurso até a saída ainda há um longo caminho a ser trilhado. Não que eu quisesse fazê-lo, mas não vejo saída. Preciso atravessar a estrada que me leva a infinita ponte de mim:


A do amor próprio.



Belo post Querida.
Belo.

Intimidador. disse...

As vezes, é bom dizer o que se acha, né? Só as vezes... E que não chegue a novembro. Saudade, menina.

Mariana Pimentel. disse...

Me encontrei muito aqui! Então, com licença, tá?

Lianto disse...

Decidida e escolha feita?

Bia Rodrigues disse...

Olá,belo post...sempre que posso,acompanho seu blog.Lindo,lindo.Por isso deixei um selinho pra vc lá no meu. Bom começo de semana.Beijos