terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

E aí, vai encarar?...




Não gosto dos modernos,
Não gosto dos incríveis,
Não gosto dos perfeitos,
Com suas incríveis e perfeitas modernidades.
Eu gosto das superfícies rasas, de água batendo nos pés,
Eu gosto dos ingênuos, dos caipiras, dos atrapalhados,
Eu gosto dos olhos que vêem as coisas de forma SIMPLES.
Pra que serve mesmo tanta intelectualidade?
Pra mim, bom mesmo é gente simples, que come os esses
das palavras, que carrega no sotaque, boteco e petiscos com
amigos, gosto de geladeira cheia de coisas populares, e café
fresquinho pra tomar em xícaras desparseradas, adoro luzinhas,
pisca-pisca de natal fora de época, velas com perfumes adocicados,
almiscar, patchuli, gosto de banho morno, de banho de chuva, de
abraço apertado depois de um dia de 40 graus, gosto de risada solta
e escandalosa, gosto de bugigangas, lembrancinhas, balangandãs,
quinquilharias, coisa velha, gente antiga, riso solto de novo e de novo,
Só gosto de coisas e gentes
que não cabem na sofisticação de certos poemas.
Graças à Deus!
.
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[á propósito, votei 40 vezes para o gostosão do Dourado ficar no BBB]
.
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RÁ!
*



2 comentários:

Arco Irís disse...

Amei o textinho, tirando a parte de Dourado! Num suportoooo aquele cara. Acho que tem gente mais colorida ali... Masss, gosto é com c* PI!!!!!!!!!

=*

Costureira de estrelas. disse...

Muito lindo esse texto!
Eu gosto de GENTE
E gente que é gente é cheinho de imperfeições ;P
=*