quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL!




Pra mim o ano novo começa no Natal. Eu creio do fundo do coração que Jesus nasceu para abrir nossos olhos para as Boas Novas. Acredito que através do Espírito Santo ele habita em cada um de nós, mesmo quando não cremos ou entendemos muito bem como. Eu acredito no Natal do dia 23, do dia 24, do dia 25, de Dezembro a Dezembro. Celebramos oque desejamos uns aos outros no dia de Natal, e depois, seguimos com alegria renovada os nossos dias.

Quero agradecer bastante á todas as pessoas que estiveram aqui durante esse ano. Sou muito feliz por ter esse espaço e dividí-lo com vocês. Desejo uma sucessão imensa de coisas bonitas, de crenças positivas e boas vibrações.

Feliz Natal, meninos e meninas!

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Uma História de Natal


Fazem três anos. Poderiam ser quatro, dez, tanto faria. É uma data parada no meu espaço sideral. Dia 24, véspera de Natal, meu pai e minha mãe resolveram preparar toda a ceia pessoalmente. Todos os detalhes. Passaram o dia todo juntos em casa, coisa não tão comum para dois 'rueiros juramentados', como comuns não pareceram as atitudes e o comportamente do meu pai naquele dia. Ficou grudado em minha mãe o tempo todo, falando de coisas do passado. Queria conversar, falar sobre tudo... Do nada, saiu. Voltou com chocolates. Pra comerem juntos enquanto preparavam tudo. Ferrero Rocher. Virou o 'chocolate do pai', aqui para nós. Arrumou-se bonito para ir à missa, e durante, ficou calado e com uma expressão muito diferente no olhar. Na saída da missa ele disse à minha mãe que a data mais amada dele era justamente o Natal. Nunca ele havia dito isso. Ele amava o Natal. Chegaram por primeiro ao salão onde seria nossa ceia, como por primeiro ele sempre chegava em todas as festas, porquê se considera um festeiro por natureza, e preparar a festa já é festa para os bons festeiros. Mas ele não parecia um festeiro naquele dia. Estava introspectivo. Mas doce, muito doce. Quando desci para a festa, o vi no portão. Fumava um dos seus cigarros, placidamente, olhando para o céu, e olhando pra mim. Abraçou-me e disse que estava a minha espera e que eu demorei demais. Demorei demais, sem dúvida. Perdi tempo com detalhes bobos, coisas banais tipo esqueceram de acender aquelas velas, telefonando pra minha tia atrasada como sempre, falando coisas corriqueiras com minha minha mãe. O meu eu racional. O meu eu ali presente. Mas o meu eu intuitivo observava coisas que só me lembrei tempos depois. Tive a certeza de haver um 'eu interno' depois dessa ocasião. Eu havia percebido coisas que ficaram registradas por olhos internos que registravam que algo não estava correndo normal naquela noite. Papai sempre foi um apreciador dos prazeres etílicos, mas naquela noite, aceitou apenas água. Notei aquilo, mas não atinei ao significado daquilo. Conduziu a ceia, à cabeceira da mesa, falou umas palavras bonitas e serviu o peru de Natal orgulhosa e pessoalmente à todos. Falou sobre sonhos. Falou que no próximo ano ele queria mudar muitas coisas. Estava cheio de planos de se tornar uma pessoa mais leve. Fiquei tão feliz por ouvir seus novos planos para uma nova vida. Uma vida mais leve. Ele estava com uma suave expressão em seu rosto forte e único. Foi uma bonita e tranquila noite de Natal. Na hora da despedida, quando ele decidiu se recolher, pegou minhãs mãos e disse: _ desculpe! Eu devo ter feito uma cara de espanto, obviamente. Perguntei, _ desculpe de que, Pai?... Ele apenas respondeu: _ as besteiras que eu possa ter dito à você. Abraçamo-nos e ele subiu. Fiquei com um amargo na boca, eu e meus eus ali parados no portão. Meu pai me olhou na chegada, e eu fiquei ali, olhando a sua saída.





[Se a gente soubesse...]





Entrei, dei umas voltas em torno da mesa, do pátio, estava inquieta, bem mais do que o costume. Liguei pra mim minha mãe, queria saber do meu pai. Ela disse que ele já havia deitado, e como boa portadora da síndrome DDA, minha mãe distraída nada percebeu demais. Perguntei se ela achava que ele tinha gostado da ceia, se tinha se distraído, se estava bem. Ela disse que sim e que eu precisava relaxar a minha cabeça tensa. Desliguei com a confirmação de que ele estava bem. Sempre foi um gigante. Creio não ter lembranças de tê-lo visto com dor, ou deitado, ou doente. Ele sempre estava bem. Mas com a saída do meu pai da festa, decidi ir dormir também. E dormi um sono estranho, ainda mais estranho do que os meus já costumeiros sonos estranhos. No meio do meu sono o telefone tocava insistentemente. Uma vez, duas, três... eu tinha que atender mesmo não querendo. Temendo. Não era sonho, o telefone tocava. Meu irmão, às oito horas da manhã do dia de Natal me ligava para avisar que o nosso pai estava no hospital. Ele apenas disse: _ Venha logo! De repente pareceu que eu nunca tinha dormido na vida. Vesti a primeira porcaria de roupa que vi pela frente e sai rumo ao hospital com meus dois eu falantes: meu eu racional ia no caminho pensando em qual hospital devíamos transferí-lo, quais amigos médicos ligar para pedir orientação, operacionalizando ensandecidamente. Meu eu intuitivo apenas sabia, e acarinhava minha parte de alma que tanto doía. Entrei no hospital e avistei em cada canto alguém conhecido.Meus irmãos, minha mãe, caras conhecidas e tristes iam chegando, em silêncio. Tantos amigos. Nossos, os amigos deles, os amigos nossos. Um médico amigo. Doutor André. Aproximou-se de mim e eu, feito uma louca fui perguntando oque iríamos fazer, para onde levar, se precisaria operar, oque eu poderia ir providenciando. Ele ficou em silêncio e me olhou como se nos conhecêssemos a anos. Pegou as minhas mãos e disse apenas: foi fulminante, fizemos tudo oque podíamos.



[COMO ASSIM?]



Ele acordou muito cedo e ficou zanzando. Eles iam para chácara preparar o almoço de Natal. No caminho, ele não sentiu-se bem. Estacionou o carro, e mamãe sugeriu passarem primeiro no hospital. Como um gentleman, ele dirigiu até o hospital, estacionou o carro, desceu e caminhou até o saguão do hospital, onde desmoronou. Ele não deu trabalho nenhum, trouxe minha mãe até aquele local para que ela não tivesse que passar pelo susto em casa. Nem ela, nem nós. Creio que essa é a pior parte. Imaginá-lo sentindo uma dor absurda capaz de roubar-lhe a vida. Ele caminhou até a morte como um cavalheiro autêntico. Meu pai sempre foi um gigante. Foi um construtor. Traçou seus planos, e seguiu feito um trator realizando. Era bonito, um lorde. Muito alto, muito charmoso, muito elegante, uma cabeleira cinza muito vasta, parecia um leão,tinha porte, alguma alegria, muitos enigmas. Era triste também, portava essa tristeza genética de quem não consegue se adaptar, não consegur entender, embora não alardeasse isso. Eu sabia oque ele sentia porque sentia igual. Éramos muito parecidos. Somos todos dados a parar e ficar olhando o nada por horas a fio. Sem pensar nem entender nem procurar. Apenas, plainar. Ele queria ser aviador. Mas vovó não deixou. Queria seu filho com os pés no chão. Roubou-lhe as asas e o sonho, a boba. Toda vez que um avião pequeno risca o céu, eu penso nele. Penso que pode ser ele num aviãozinho celestial me vigiando pra ver se não cometo o mesmo erro que ele: pensar demais. Sua frase preferida foi talhada por uma vida movimentada e testada nos limites:

_ não esquente a cabeça. O homem de cabeça quente, recomendava o que não seguia.



Doutor André ficou me olhando. Olhando a minha não reação. Devo ter ficado com os olhos arregalados e sem movimento. Nunca imaginei algo tão bizarro para viver. A morte. Eu apenas perguntei se ele tinha certeza que nada mais poderia ser feito. Ele contou-me que seis meses antes, perdera seu pai nas mesmas condições fulminantes. Disse-me no meio das suas lágrimas que tudo que ele queria ter feito para salvar o pai dele, ele fez pelo meu pai. Nos abraçamos e uma paz entranha tomou conta de mim. Ele foi falar com os outros todos, e fiquei só. Fechei os olhos, e senti meu pai ao meu lado. Ele dizia num som que não sei definir, que andava muito cansado, e disse algo sublime _ ... aqui está tão bom! Eu ri, abracei ele apertado dentro da minha mente e fiz oque ele esperava de mim. Levantei a cabeça. Não entrei para vê-lo. Não repcisava ver aquilo. Ele não estava mais ali. Ele estava do meu lado. Livre. Livre de todo e estava bem. Em partes. Óbvio.

Fomos os quatro, eu e meus irmãos providenciar tudo, enquanto amigos pipocavam de todos lados, cuidando da minha mãe, trazendo cafés, calmantes, balas, carinho, abraços, lágrimas, dor. Assinamos um papel onde constava o nome do homem que esteve em meus registros de vida todos. Aquele nome elegante num atestado que falava de causas que ningupem queria conhecer. Um abrigo para o seu corpo de carvalho maciço. Um local de despedida distante, no meio de um parque onde o pó voltaria ao pó, para brotar verde. Nunca imaginei que ele fosse tão querido. Um dia de Natal e todos os amigos, parentes, clientes, funcionários, abriram mão do dia de festa para estar conosco. Para ver o amigo sair dessa cena, e adentrar dignamente na próxima. Fiquei em silêncio durante todas aquelas imensas horas estranhas. Mas não senti dor. Física. Nenhuma dor. Ficava pensando como de fato ele era um festeiro. Fez sua despedida no dia da sua festa preferida e conseguiu reunir todos, todos os seus seres amados num dia de Natal.

[Estranho conseguirmos reunir tanta gente na morte e não conseguirmos reunir igualmente na vida...]

Passados esse anos sem a presença física de meu pai eu noto o quanto ele foi especial. Muitas nuances maravilhosas dele eu só percebo a grandiosidade hoje, e arde feito brasa pensar que não disse muitas coisas à ele, não fui oque poderia ter sido, perdi tanto tempo, podia ter feito tanto... queria tanto que ele soubesse da minha admiração. Da minha imensa admiração. Resolvi escrever para lembrar. Para sentir. Nunca mais vai haver um Natal realmente feliz. Fico pensando nas pessoas, que como eu inclusive, acham que é só uma data comercial, que tudo é uma palhaçada, que reunir e abraçar uma vez por ano é hipocrisia, aqueles argumentos insensíveis vindo de corações que na verdade doem, né?... fico pensando que se eu soubesse, antecipadamente que aquele seria o meu último Natal com ele, teria feito todas as extravagâncias imagináveis para que a noite de Natal fosse muito mais linda. Muito mais repleta de alegrias, de surpresas, de abraços, de euteamo, mesmo que depois a gente não fosse tão efusivo assim, mas naquela noite, eu não perderia a chance de fazer quem eu amo feliz. Ele feliz. E é pelas pessoas que eu amo e que são muitas e especiais, minha mãe, meu anjo e meu amor, meus irmãos, meus amigos, meus queridos, toda gente que me faz sentir um pouco gente também que escrevo aqui essas mal traçadas linhas, para acarinhar a lembrança e para que a força me habite, para que, apesar de tudo eu ainda consiga realizar um Natal cheio de amor. Por ele, e por todos que igual a ele, um dia irão partir. E a hora, a gente nunca sabe na véspera...

[Ele, meu pai, segue leve dentro de algum aviãozinho intergaláctico, porquê céu deve ter a ver com sonho, e o sonho dele era voar. Leve, tenho certeza que ele voa. Amo você, Pai!]


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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Para sempre!

Eu quero essa luz que você é.
Quero essa luz que só você acende em mim.
Quero nossas luzes encostadas alternando brilho
feito um casal de pirilampos alegres e felizes,

[e se me permite]

Eu quero pra sempre!

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sábado, 18 de dezembro de 2010

Todo mundo é parecido

É possível coincidir preferências nas coisas simples. Por exemplo: todo mundo ama final de semana. Todo mundo adora tirar férias pra ver o mar. Todo mundo se deleita com a ceia de Natal. E quem não gosta de presente bem bonito sem hora certa de chegar? Todo mundo gosta de surpresa boa. De rir escancarado. Todo mundo gosta de uma manhã com sol. Todo mundo adora brigadeiro e café fresquinho com pão e manteiga. Todo mundo gosta de dormir, de roupa limpinha, de casa cheirosa, de amigos reunidos em volta da mesa, na mesa do bar, juntos em todo lugar. Todo mundo gosta de beijo, de abraço apertado de ser amado e de amar. Todo mundo gosta de si mesmo e deseja ser feliz. Entre uma oscilação ou outra, basicamente somos todos muito parecidos. Pelo menos quando lembramos oque simplesmente somos: Gente.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Considerações

Redes Sociais. O mundo virou de pernas para o ar com elas, e pra mim, isso parece muito repentino. A tentação de conhecer e fazer parte, querer desbravar esse admirável mundo novo faz-me lembrar da antiga recomendação da minha mãe para que eu não brincasse com fogo. Não se trata de uma novidade, eu sei, mas para mim parece. Escrever em 140 caracteres, porquê a vida tem pressa e a objetividade demonstra... inteligência, ou abrir a face como num book dos tempos de colégio, quando no fim do ano a gente preenchia um questionário bonitinho num caderno que rodava entre as meninas e os meninos perguntando indiscrições, só que muito mais complicado que isso. Há que se ter uma imagem. Estudada, acrescida de muitos requintes e que me deixam tonta porque nunca vi tanta gente bem sucedida, bonita, viajada, resolvida e de bem com a vida como nessa rede moderna de ser. Um caderno. Lápis. Canetas... que nostalgia se abate sobre mim. Não me vejo nessas novas redes, sinto uma hostilidade doída quase na pele quando zanzo por elas. Penso que a minha tentativa não deve durar muito, eu estou tentando, mas saio entristecida delas. Definitivamente sou oldfashion e não gosto de novidades. Oque eu adoro são os blogs. Essa miscelânia, essa abundância, essa permissão de palavras, de imagens, de simplicidades. Eu adoro aqui. Aqui eu me sinto sozinha e ao mesmo tempo me sinto acompanhada de bons olhos. Apenas bons olhos. Sinto proteção e carinho. Estranho mas sinto.



Eu vou me permitir escrever um elogio que recebi de um amigo, porquê como eu não me poupo de me auto escolhambar frequentemente aqui, creio que não pegará tão mal.
Então, conversa vai, conversa vem, ele me disse:

_ Você é bastante simples. Mas paradoxalmente, você é muito sofisticada.

Eu tenho a impressão que o máximo da sofisticação seja justamente a simplicidade. E não me refiro àquela simplicidade estudada, calculada, que segue um padrão, mas a mera expressão do que se é, pura e simplesmente.

Voltando às redes sociais, sinto que é muito perigoso ser simples. Natural. Os sentimentos são estudados, as palavras precisam de pares combinados com muito estilo, e olhos críticos, validos de intelectualidade e padrões nem sei por quem estabelecidos, fazem com que eu me sinta uma idiota, oque talvez eu até seja mas, isso grita por lá. Como mania de perseguição é comigo mesma, quando vejo aquela sucessão de críticas, conselhos, dicas, e tanta coisa estranha eu penso que é tudo pra mim e saio deprimida. Eu sinto que nos caracteres está embutida uma obrigatoriedade de alguma coisa que não entendo, e que não alcanço. E para falar bem a verdade, não quero entender nem alcançar. Tentei porquê tive curiosidade, mas não gostei não.

Fico aqui, no meu bom e velho caderno de anotações. Mais feliz ficaria, se nada disso existisse, e as palavras dormissem felizes no bom e velho caderno, namorado safado de várias canetas Bic.



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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Abraço de um Segundo Cósmico

Eu penso tanto que até canso de pensar. Penso em muitas coisas mas oquê mais me leva a pensar são as pessoas. Penso em pessoas o tempo todo. Nas pessoas e nas suas relações com as outras pessoas, e claro, basicamente, com a minha própria pessoa. Existimos a partir do outro e isso é um bocado complicado de assimilar porquê, aparentemente, achamos que somos individuais. Perdão!, eu penso que sou individual. Mas que noção eu teria de mim mesma se não fossem as minhas relações com as pessoas? Como eu me saberia sem o outro me falar através de nossas trocas de vida? Pensando assim, e creio que porquê é Dezembro e eu estou um bocado sensível , penso que pessoas são bençãos. São estrelas guias que nos conduzem mais pra perto da gente mesmo. Para perto daquele lugar para onde devemos ir. Um lugar que suponho seja o âmago, o núcleo, o ponto de chegada ou até mesmo o ponto de partida. O PONTO. Então, todos os que passaram pela minha vida foram estrelas me conduzindo. Nem sempre parece, é verdade. Mas é meio como Judas, coitado. Alguém tinha que fazer aquele papel para a história prosseguir e as boas novas pretendidas serem anunciadas. Não houve grandeza em aceitar tal papel?... Esse ano eu me deparei com a inevitabilidade dos avessos. Das sombras. Da dualidade. Nunca havia pensado tanto sobre a importância de reconhecer o oposto. Aceitar o oposto. E dentro do pensar oposto, ir além,e conseguir vislumbrar o oposto do oposto. A infinidade das visões possíveis. Especialmente quando se trata de pessoas e relações humanas. Se tivesse que escolher algo como absoluto, uma única verdade, creio que esta seria: nada que passa por nossa vida passa por acaso ou sem intenção. Intenções apenas. Nem boas nem más, mas necessárias. São estrelas nos levando à caminho de Belém. Nem sempre é fácil amar, e amar os causadores de mágoas, de tristezas, de dores, muitas vezes parece missão impossível. Mas tentando enxergar o avesso, é possível sentir também o pensar do outro, a dor do outro e a disponibildiade do outro em fazer um papel não tão bonito, mas que nos fará chegar mais perto de onde precisamos estar. Certo, não existe uma exata consciência de que o mal causado era para o bem. É algo misterioso, um sim que dizemos em outro nível de existência, uma disponibilidade pré-assumida sabe-se lá quando e com quem mas que, funciona. A gente cresce com a dor. Logo, causadores de dor nos fazem crescer. São amigos às avessas. Um dia a gente vai entender. Mesmo assim, tenho que respirar fundo, fechar os olhos e pensar com força nas estrelas tão lindas do céu para acalmar meu coração e conseguir colocar todas, todas as pessoas que tive o privilégio, claro ou obscuro, de esbarrar com o coração em seus corações, dentro de um grande abraço. Fecho os olhos e abraço um por um, num segundo cósmico, e me sinto um pouco mais limpa. Um pouco mais curada das dores do mundo. Um pouco mais alguma coisa que não sei definir em palavras, mas que é bastante bom e curioso. É muito curioso, de verdade, pensar nas pessoas que já se foram da minha vida por causa de desafetos e olhá-las com o coração. Lembrar de seus sorrisos, de quando era bom, e de quanto devo à elas oquê eu sou e conheço de mim hoje. Minhas estrelas guias. Não sei oquê me deu de pensar assim, mas creio que tem alguma coisa a ver com essas lindas luzes de Natal.


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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Desejo

E quando a noite chegar
a gente deita na areia macia
e nada no céu de tantas ESTRELAS


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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

SEI LÁ

Pensamento positivo. Não sei dizer se acredito ou não. O quê eu acredito sem dúvida é no livre-pensar, no livre-sentir, no livre-exprimir. Eu acredito na dualidade das coisas, e acredito que examinar a vida por todos os prismas nos abre leques ainda mais variados de cor. Nada é absoluto. Talvez algumas dores sejam, dores de corpo, de alma, e aí não existe pensamento positivo que dê jeito. É evidente que pensar coisas bonitas é uma atitude mais elegante perante a vida, mas mesmo o positivo tem seu quê negativo. É da criação. É assim que parece-me ser, eu pelo menos não conheço ninguém que só tenha maravilhas para contar, ou que só pense coisas positivas ou que nunca tenha sentido dor, ou derramado umas lágrimas. E queira escrever sobre. Eu gosto de ler sentimentos. Todos eles, e tenho afeição em especial pelas palavras que falam da multiplicidade dos sentimentos humanos. Eu aprendo com as alegrias que leio, que vejo, que vivo, mas aprendo também com as dores que leio, que vejo, que vivo. Eu acredito que seria mais feliz se conseguisse dominar meus sentimentos e meu pensar, mas eu não consigo. Sou movida pelo verbo sentir, e o verbo sentir não escolhe nem sujeito, nem predicados, ele quer sentir de todo jeito, e multiplicar minha existência na capacidade de me entender e me encontrar em todas as possibilidades. Eu prefiro as possibilidades positivas, mas não sou ingênua a ponto de acreditar que só elas existam, mesmo que eu morra de tanto pensar.


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sábado, 4 de dezembro de 2010

I M P R E S S Ã O


Viver é ter que tirar coelhinhos da cartola todo santo dia. Claro que isso é uma impressão pessoal. Tenho, inclusive, a impressão que realmente não é assim pra todo mundo. Deve ter a ver com grandeza interior, ou pureza de espírito, ou tendência à alegria, ou uma vantagem genética, preciosidades que não possuo. Sou pequena, não consigo ter pensamentos leves, principalmente no que diz respeito às pessoas e a minha alegria é tirada à forceps todo dia. Não tive a vantagem genética de descender de uma linhagem positivista, até justo pelo contrário. Somos do time do contra, somos os inconformados, somos os que acham que tudo teria que ser diferente, e isso, basicamente, nos inclui por primeiro. Tenho a impressão que estamos fritos nessa nossa ciranda de insatisfações. Imagino que na hora do juízo final o Grande Juiz nos perguntará: _ Vocês estão achando que são o quê?... Deus?! E todos nós, um a um devemos arregalar nossos olhos que tudo vêem e responder: _ Como assim, Senhor? O Senhor tá achando que é moleza. Não fomos dotados da faculdade do 'não perceber'. A gente percebeu. A gente percebe todo dia. É dureza atingir expectativas, manter a pose, ser especial, formidável, genial, fora de série, suprasumo, amáveis. Sabe o que é? A gente não consegue. Somos comuns, e é bastante difícil pras pessoas comuns ver o desfile diário de super heróis. É... porquê é assim que é, um desfile de super heróis, de gente que define que você tem que ser i n c r í v e l para justificar sua existência aqui na terra. Se você não consegue, Senhor, ou se tudo oque você quer é falar umas besteiras, rir de coisas triviais, comer espetinho com farofa e se regalar, ser simplório assim, pura e simplesmente, acaba sendo oque eu escrevo aqui ,nessas muito mal traçadas linhas: Viver é ter que tirar todo santo dia muitos coelhinhos da cartola. Mas claro que isso é só uma impressão de uma pessoa comum.

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domingo, 28 de novembro de 2010

Grávida

Creio que tenho alma de mulher grávida. Ou melhor, creio ser uma mulher de eterna gravidez. Sou uma mulher de esperas, ainda que tudo tenha. Estou sempre esperando algo que parece fecundado mas que parece nunca encontrar a hora de romper a bolsa da chegada. Vivo de esperas mesmo carregada de tantos frutos nascidos. A cada nascimento de uma felicidade, de uma conquista, de uma alegria, de uma boa nova, descubro-me, novamente, mais grávida do que nunca. Estou grávida de sonhos que só fazem crescer dentro de mim. É bonito até, mas com tantas crias, como tenho coragem de engravidar e engravidar e engravidar? Meu fecundador é muito sedutor e resolveu criar um time de alegrias contagiantes. Já tivemos meninas apelidadas de conquistas, e meninos, chamados de objetivos alcançados, mas queremos mais, queremos uma família imensa de pimpolhos sorridentes feito anjos que circundem nossas vidas de alegria e sentido pra existência. O milagre da vida tem seu tempo e enquanto for meu tempo, não haverei de deixar de aceitar cada gestação, por mais incômodo e pesado que possa parecer. Nasci pra ser mãe de mim mesma e pra viver em estado interessante. Interessante de espera. Que venham todos os meus eus, os filhos dos meus eus, meus eus multiplicados em sonhos ilusões aspirações e afins porquê, ainda existe muito espaço para uma imensa família, aqui, bem dentro de mim.


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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Por Nós


Sim, haveriam muitas palavras ainda a serem ditas. Tantas e tão belas, simples bobagens repetidas diariamente por todos os enamorados apaixonados desse espaço sideral, mas quando nossas, ah! quando nossas, transformam-se tão facilmente em tesouros!...

[Sonhou comigo? Dormindo não! Com você eu sonho sempre, só que acordado]


Deveria haver uma regra divina que estabelecesse que todas, todas as palavras que falassem de amor, carinho bem querer e afins fossem, absolutamente verdadeiras. Se não fossem, a pessoa que almejasse más intenções com as palavras, engasgaria e simplesmente não conseguiria pronunciá-las. Já pensou? !...


[Quando quiser ser amada, ainda que só um pouquinho, eu estarei aqui]


Abrir o coração para abrigar outro coração é quase um parto. Concebemos a ideia, alojamos a semente, permitimos que cresça, que nos invada,nos inunde com todo seu ser, amamos cada centímetro daquela imensidade que nos habita para, em meio à dores de aceitação e contrações de um corpo que não quer sofrer, parirmos o amor.


[Venha aqui!]


Tantas coisas ainda a serem ditas. Tantas coisas que queria ouvir de você, como essas guardadas aqui, como todas as que sonho, ou sonhei, porquê creio que nem sonho mais. Mas, sabe?!... infelizmente, parece-me que certas palavras não nasceram para serem ditas por nós. Culpa nossa, por não termos entrado a tempo na fila dos finais felizes.



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domingo, 21 de novembro de 2010

Sua Resposta




O quê eu quero? Eu quero tudo. Quero oquê você chama de realidade. Quero oquê eu chamo de sonho. Quero muitos beijos de amor, quero a tua eternidade encostada na minha, quero encontrar teus olhos à minha procura, quero o encontro, as horas, os planos, os desejos. Quero seus sonhos acordados, quero seus sonhos dormidos, quero suas noites habitadas por mim. Quero o seu sim, quero o meu sim, quero seu sorriso à salvo das dores do mundo, à salvo das dores que eu causo, quero sua vida vibrando nas ondas da minha, intensa e concomitantemente. Nos paralelos, nas esquinas, nas ruas, aqui dentro. Dentro das possibilidades. Quero distância dos maus pensamentos, quero tua liberdade por livre arbítrio convidando a minha pra dançar. Pra sair de mãos dadas pelo mundo como a gente sempre quis. Eu quero você. Todo. Eu quero o verbo poder. Eu quero teu abraço apertado e suas palavras quentes lambuzando meu ouvido. Quero fechar os olhos enquanto seus lábios os tocam, num beijo de muitos inícios e nenhum fim. Quero te ver. Nos meus sonhos. Na minha vida. Hoje, amanhã, por todas as horas de todos os dias. Quero te ver feliz, te fazer feliz. Quero ser assim, simples e amorosamente feliz.

É pedir muito?


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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Nas ondas do dial

Canta comigo?...

Vamos pegar o primeiro avião
com destino a felicidade
felicidade, pra mim é você.

PENSA EM MIM

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Pílulas Cor-de-Rosa


_ Preciso de algo que me ajude, Doutor!

_ O que você deseja sanar?

_ Meu desasossego.

_ Então tome uma dose de células mãe do Sossego.

_ Só isso?

_ Não, tem mais uma coisa.

_ O que?

_ Faça uma escolha e não olhe para trás.

_ Certo! Vou ficar com meu pãozinho de queijo.



[Boa escolha!]


*

Deve haver pra tudo isso, alguma explicação...

O telefone tocou. Mesmo quando são dias que se estendem em semanas sem palavras trocadas, retomar as falas nos é tão natural quanto viver. Ele contou-me coisas suas com a naturalidade de quem as considera como minhas as suas coisas. Devem ser, porquê, por ele eu oro, e de igual forma ele disse orar por mim. Talvez ele precise de mim. E eu, da sua necessidade de mim. Foi agradável como nem sempre é, e a tal ponto de, fechando os olhos parecer-me que estamos sentados na grama daquele parque, embaixo daquela árvore, sua cabeça repousada em meu colo e os pássaros cantando pra gente como sempre foi, ou é, ou sei lá... De repente ele disse que tá fazendo tudo errado. Perguntei do que ele falava, ao que ele riu como se tivesse descoberto alguma coisa boa. Muito boa. É que enquanto conversávamos, ele dirigia de volta pra casa, mas, quando ele deu por si, por si porque disse não saber como tinha feito aquilo, tinha mudado completamente o caminho, e [oras, vejam!] estava a caminho da estrada que dá para as praias. _ Pra praia, seu doido? rimos juntos, e ele disse:
_ Você fala tanto desse seu bendito amor pelo mar que deve ter me hipnotizado pra dentro do seu sonho de viver muito longe de tudo defronte ao mar. Para sempre. Não parece uma má ideia, parece?

Não deu tempo de responder, acabou a bateria do meu celular. Mas também, tem coisas que nem precisa responder, é tão óbvio quanto uma onda depois de outra onda no vai-e-vem do grande mar.



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terça-feira, 16 de novembro de 2010

CARTA

Cara Amiga Pipa,



por aqui, a magia também acabou. Decolei no dia a dia, e nele finquei pés, alma e algum coração. Não aquele coração de outros dias, de múltiplos inícios, de capacidades perceptivas instigantes, de força e paixão que me acendiam para cada minuto como se de fato cada minuto guardasse em seus braços de vento uma espécie de milagre. Ou paralelo de vida. Meu coração vivia em uma esfera imensamente borbulhante de novidades, e todas elas, todas essas novidades giravam e versavam em torno de um ser único e multiplicado, que me fez viajar muito mais léguas submarinas que eu imaginei navegar. Voei entre estrelas com ele, visitei seres sem rosto que só ele conhecia, recebi todo tipo de atenção, menos a mais fundamentel para meu ser trivial que seria a atenção trivial de todo dia. Desci da nave, pulei do jipe, perdi a capacidade de me deslumbrar com todo aquele amor ódio fascinação e luxúria que me foi oferecido em doses diárias que não decifrei ainda se tratou-se de elixir ou veneno. Veneno desses lentos, sabe? Que não matam nem dilaceram subitamente mas que, destroem a essência. Um elixir? Pode ser uma mistura disso com aquilo pois, da mesma forma que padecia, ressurgia com renovadas vontades e urgências e vitalidade para novos e novos encontros com o meu ser paralelo. Sinto saudade. Uma saudade de algo muito muito distante. Tudo que vivi não parece que foi vivido de fato. Foi só uma criação de uma mente sem descanso. Quando acabou a magia? Da mesmo forma como começou. Do nada. Um belo dia, ou melhor, num não tão belo dia acordei eu mesma, desacrescida dele. Foi confortável. É mais fácil respirar agora, só que o ar não tem mais aquele aroma inebriante de um ser que lugar algum mais, jamais, me apresentará novamente. Se eu penso que o término da magia é absoluto? Penso que sim. Não deve ser permitido aos seres viventes viver mais que uma coisa desse tipo por vida embora, no mais íntimo do meu íntimo, lá onde só vislumbro sombras aja uma fagulha que não apaga. É verde meio azul. Sabe, né?aquela cor presente e permanente na vida daqueles que nasceram dados a esperanças e ilusões. Um certo dom que nunca acaba.



Um abraço da sua amiga,



Be

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Distrações

Nunca fora dada a portar grandes certezas,
mas subitamente ocorreu-lhe a certeza de que
desviar os olhos do que bem se quer para colocá-los
em distrações de pouco impacto era a maior e mais arriscada

PERDA DE TEMPO.


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sábado, 13 de novembro de 2010

Paixão

Eu comprei um maiô. Palavra estranha de sotaque diferente. Maiô. Tem que fazer biquinho pra pronunciar direito. _ Moça, quero comprar um m a i ô, por favor! Comprei um maiô branco para as tardes de verão. Prentendo que meus fins de tarde, quando o sol vai namorar do outro lado e as primeiras estrelas parecem fazer cricri, sejam elegantes. Quer dizer, não sei se essa é a palavra. Desejo que sejam como em outros tempos. Tempos em que havia mais romance apesar da paixão.

[Pobres seres aqueles que se apaixonam. Adoecem de corpo e alma. Tudo e todo gesto é dirigido ao outro. Isso não deve ser muito elegante, sugere haver uma luz em neon piscando alegoricamente sobre a cabeça dos apaixonados alardeando a doença em uma denúncia de que naquele corpo habita uma alma sem amor. Próprio. Território dominado pela paixão. Poderá se questinonar, _ mas, oras, todos os seres se apaixonam. Há controvérsias. Nem todos são invadidos. Há que se ter personalidade determinada para a paixão tomar conta em sua grandeza. Em sua totalidade. Ensaios de paixão não são paixão. No portal das paixões estão os riscos, os mergulhos, as incertezas, as armadilhas, as incógnitas, as equações de uma matemática particular em que, só saber as quatro operações básicas não se faz suficiente. Paixão é saber que existe o fim, e querer ir até o fim mesmo assim. É obsessão.]

Descubro recentemente que não sou ser talhado às paixões. Não tenho estrutura, saúde, coragem, disposição, luminosidade, grandeza, criatividade para um mergulho dessas proporções. Estranhamente, comprar um maiô me fez pensar nisso. Finais de tardes tranquilos, a água morna do mar aos meus pés, o sol se pondo na promessa calma de outro dia, companhias calmas e apaziguadoras ao lado, e eu e meu maiô branco, caminhando no meio da calma, bem longe dos distúrbios da paixão.

C'est La Vie


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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Cadê os sentimentos?

Meus emaranhados cerebrais andam preguiçosos e repetitivos. Anestesiados e passivos. Comportados e chatos. Organizados e nada pecaminosos. Conservadores com nada de grego. Antiquados e cheios de reservas. Reservas bem mais para água do que para vinho. Resumidamente, um TÉDIO.

[Um tédio em tom pastel]


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sábado, 6 de novembro de 2010

Dona Maricota, isso é COVARDIA!

Por anos e anos a fio sonhei que estava caindo. Queda livre de um lugar indefinido, um vôo que não era vôo e que não tinha fim. Depois, por outros anos, sonhei com tsunamis. Enormes ondas que vinham do nada, enquanto olhávamos abismados, eu e quem mais estivesse comigo no sonho, aquela coisa gigantesca vindo em nossa direção. Assim como a queda, a onda vinha mas não chegava nunca. Agonia sem fim. O que será que Freud diria desses sonhos recorrentes? Nos últimos tempos não lembro dos meus sonhos. Sei que sonho porquê dizem que todo mundo quando dorme sonha, mas quase nunca lembro. Um mergulho em zonas desconhecidas que não me deixam lembrança. Sensação de estar caindo, medo do que virá, e o vazio. Em certos momentos acho viver muito parecido com sonhar sonhos estranhos, uma coisa difícil, contrário de tudo que meu lado cor de rosa crê. Não sei me relacionar com as pessoas direito, pessoas são minha queda, meu medo, meu vazio. Não fui talhada para as convivências. Ou fui, e não entendi nada. Não que eu não goste de gente, oque ocorre é que eu não entendo nada de gente. Quanto mais o tempo passa, maior em mim é essa convicção. Tenho evitado as pessoas. Conviver me magoa. Estar perto da imprevisibilidade das reações humanas me faz lembrar do sonho em que caio, em que temo, em que saio vazia e perdida no meio de coisa nenhuma. Parece amargo? De fato, é um pouco amargo. Olhar-se de frente nem sempre é uma surpresa de fazer alvorecer o coração. Tem vez que vira breu. Sei que de um lado existem as sete ou oito maravilhas do existir, mas não consigo ignorar o outro, a escuridão do existir. E no meio disso uma fina estrada de pedras por onde ando, equilibrando-me em passos incertos, em olhos cansados que precisam ficar abertos mas teimam no conforto de fechados ficarem. Gosto de ficar de longe, só olhando ou imaginando ou tocando o nada. Não que eu prefira, viver de verdade e de perto às pessoas é o vinho mais saboroso degustado em goles gulosos e garrafas largadas pelo caminho em meio a risos, festa, e algo mais que não compreendo. Sou fraca pra bebidas. Sou fraca pra gente. Sou fraca pra viver. Por isso, fico de longe.

O caminho é de flores,
é de borboletas, passarinhos,
bem te vis, girassóis,

e nesse caminho eu fico de perto.


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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Descobrindo

Felicidade
Brilha no ar
Como uma estrela
Que não está lá
Conto de fadas
História comum
Como se fosse
Uma gota d'àgua
Descobrindo
Que é o MAR AZUL

[Composição de Umberto Tozzi]

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Mais uma vez Amor

É um sentimento estranho esse que sinto. É uma espécie de angústia que não é bem angústia. Dói feito ela, mas, é um pouco mais brando. É um sentimento que vem quando estou toda aqui fora, querendo saber das pessoas, querendo o amor das pessoas, a atenção, querendo abraçar envolver aproximar resolver aninhar todo ser querido que existe na minha vida. Mas o movimento não é esse. O movimento não nasce aqui fora. Nasce lá dentro das entranhas que largo querendo ter todos que amo. Perto. Felizes. Sem mágoas. A opção é pegar toda essa sensação sufocante e mergulhar pra dentro. Lá, bem dentro de lá talvez consiga enviar as palavras certas, o carinho certo, o amor certo que sinto. E estarei comigo, de quem nem sempre me lembro. Vou ali e já volto. Vou "al mare", me amar.


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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sim, Sim, Sim!

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A minha opção preferida:

_ SAY YES!


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O nome do Jogo é P A C I Ê N C I A


Então a canção vai dizer que é preciso saber viver, é preciso saber ganhar, é preciso saber perder, é preciso saber a hora de parar, é preciso não reclamar, é preciso saber aceitar, é preciso ser bonzinho, é preciso não se cansar dessa chatice que é viver de acordo com. De acordo com o destino, de acordo com as regras, de acordo com a vontade dos outros, de acordo com o certo, com o ético, com o moral, e de acordo com o não engordativo. É preciso lembrar Coco Chanel que dizia que às vezes é um bocado chato fazer tudo de acordo. Eu estou de acordo com Chanel.


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Os Pombinhos

VOCÊ CONSEGUE VER A POESIA?



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Quando é bom lembrar...


_ É uma Estrela do Mar?

_ Claro!... Todo Mar tem que ter sua Estrela!


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sábado, 23 de outubro de 2010

CHUVA

Associações. Chuva é palavra romântica pra mim, culpa de um romance onde as fantasias criadas tinham como fundo musical o nosso amado barulhinho de chuva. Esse entardecer está cinzinha, com aquela atmosfera típica de que vai chover, oque me deixa nostálgica feito uma donzela de algum século atrás. Damas e sombrinhas. Gosto de sombrinhas. Gosto de guarda-chuvas. Gosto de caminhar na chuva e tomar banho de chuva. Gosto de namorar na chuva. É romântico. Acho que o beijo mais bonito que já vi na tv foi numa novela que não lembro o nome, onde Murilo Rosa fazia par com a Eliane Giardini, e no meio de um temporal daqueles eles se beijavam avassaladoramente. É o beijo preferido do moço das chuvas também. Ele é noveleiro que nem eu. Nunca nos beijamos na chuva, só em sonhos onde sempre estava a chover. Toda vez que chove passo uns minutos na janela. Sei que ele faz o mesmo porque ele me contou. Um dia ele me disse que nunca mais conseguiu olhar a chuva sem deixar de imaginar como teriam sido nossos beijos regados e abençoados pela chuva que cai do céu. Não vejo hora que comece a chover, tô com saudades, então, saberei que nesse exato momento, alguém além de mim estará olhando pro céu, suspirando e desenhando aquele coração flechado na janela que embasada se faz por respirações que se anseiam mas que caducamente nunca se acham. Associações românticas. É bom lembrar!


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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O Grande Pássaro Feliz anda por aqui!

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De tempos em tempos o Grande Pássaro Feliz resolve sair do seu ninho e bater umas asinhas por aí, e o local onde Ele escolhe para se abrigar em seu veranico é estranhamente acometido por um surto de pessoas felizes. Não felizes tipo, 'que delícia de sorvete1, mas feliz tipo, Feliz. Tenho a impressão que esse Pássaro anda por aqui, nas minhas redondezas porquê tenho três, eu disse três pessoas queridas e próximas que estão num estado de êxtase que não é normal. A primeira é uma amiga querida que realizou um sonho de vida inteira, onde deu tudo certo e transformou a sua vida a tal ponto que não a reconheço nem fisicamente. Tá bonita e com uma aura que eu diria, não reconhecível. A frase dela: _ Guria, eu tô tão feliz, mas eu tô tão feliz que nem consigo dormir de noite de tão feliz! E não pense que isso é frase dita num dia e esquecida no outro. É permanente e se estende a dias, e aparentemente, só aumentando. Fico pasma e esperançosa, porquê isso é coisa de milagre, de extra terrestre do Bem, lenda, sei lá, coisa do Grande Pássaro Feliz rondando a área. A segunda, é uma amiga da minha família que realizou um sonho de toda a sua vida, e que ela afirma que a transformou na pessoa mais feliz do mundo. A frase dela: _ Gente, eu nunca pensei que podia ser tão feliz na minha vida, sinto-me com asas. Pois é, outra que anda em estado de graça que, não passa e só faz aumentar. Jesus! começo a me animar. O terceiro, é um querido dos mais queridos da minha vida que realizou um sonho de criança. Perseguiu esse sonho por anos e anos a fio, e de repente, tãnã.... realizou. A frase dele: _ Não consigo parar de rir, tô rindo pra todo mundo na rua, até nos meus sonhos de noite eu sonho que tô rindo, acho que vou explodir de tão feliz! É... definitivamente algo muito estranho está acontecendo por aqui porquê, tudo ao mesmo tempo, aqui e agora, sinto-me dentro de um local fora da terra com gente feliz, feliz a cantar. Legal, né? Tô muito feliz por eles, e desejo que outras pessoas ao meu redor e ao redor de todas as redondezas comecem a sentir algo parecido, sei lá, vai que é temporada anual dos Pássaros Felizes voarem soltos por aí , distribuindo sementinhas de felicidade e ares que de tão felizes com a presença, resolvem conspirar a favor dos sonhos das gentes. Vai saber. De qualquer forma, creio que vou começar a pensar nos meus sonhos adormecidos, vai que essa coisa é mesmo contagiosa, não quero ser pega sem sonhos nas mãos. Vou lá sonhar, té mais!
P.S.
Esqueci de contar da quarta pessoa mais feliz do mundo que também está por aqui. É meu irmão lindão gostosão que acabou de saber que vai ser Papai de novo. Ueba!


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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Noite sem Fim

Tá de noite por dentro
da minh'alma pequenina,

e de tão escuro
e de tão pequeno

acabei assim, perdida
e sem saída.


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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Olhos de Ver

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O Livro das Sombras fala que, qualquer mudança que você faça no nível da alma também gera uma modificação no mundo externo, que é o ESPELHO DA ALMA.

Na verdade, frente as belezas inesgotáveis que nos cercam, certo também seria dizer que é preciso saber ver. Abrir os olhos para ver, ou ainda, ESCOLHER VER.

[Eu gosto do que eu vejo, mesmo com todas as imperfeições, ou correto seria dizer, CARACTERÍSTICAS?...]


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sábado, 9 de outubro de 2010

São coisas que acontecem

É uma coisa estranha de explicar. Na verdade, existem certas coisas que acontecem e a gente simplesmente assiste, e não duvida, e não questiona, recebe apenas. Como presente.
Estou na praia. O Mar, de frente. Hoje, saí cedo pra caminhar. Quase defronte à minha casa, algo escrito na areia, e o pequeno pedaço de pau usado pra escrever ao lado, parou meus passos. De longe, muito ao longe, percebi a silhueta dele. Me olhava com aquele olhar de sempre, indecifrável e, num piscar de olhos, escafedeu-se. Havíamos trocado palavras tão duras e ásperas ás vésperas da minha partida, e não déra tempo, nem para um , nem ao outro de pensar em consertar aquilo que não se conserta, EXCETO quando se tem amor. Muito amor. Estranho ser o amor a causa e o perdão pelos nossos maiores desatinos. Eu não deixei rastros para que ele soubesse para onde vim. Como se fosse preciso... ele lê meu mais íntimo recôndito de ser. Adivinhou-me? ... Não, ele está, como sempre foi, a um passo de onde quer que eu vá, e como não pode ser visto, confunde-me. Mas, é só algo realmente grave acontecer, como um inevitável uso da palavra fim para que ele faça uso de seus poderes de mago do amor e faça algo realmente mágico por mim. Claro que pode parecer uma coincidência, mas numa praia quase deserta no meio do nada como eu estou, ler aquelas palavras, escritas em caligrafia refinada, nas areias brancas desse lugar de Mar, e ver aquela pessoa ao longe, com alguma dor, com algum sorriso, e um quase salto em minha direção deu-me a certeza que foi sim, ele, e que foi sim, especialmente escrito pra mim . Meu nome estava ali. Como não poderia ser? Mas a pergunta permance. Por quê? O mesmo segue pra você, amor meu.

NAS AREIAS DO MEU MAR:
_ Bê, eu te amo muito!

[não é demais?]


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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

MAR


Se não chover eu vou para praia ver o Mar. Fico pensando se ele lembra de mim, faz uns longos meses que não nos vemos, não nos falamos, não nos tocamos, não namoramos... Sim, porque eu vivo um caso de amor com o Mar. Não sei se ele sabe, mas, pela maneira como ele me abraça e me envolve quando corro em sua direção, eu diria que ele até que é bem caidinho por mim também. Amo desfrutar desse abraço. Meu corpo nunca encontrou parada mais gostosa do que quando solto o corpo nas suas ondas e, tendo apenas o céu por testemunha, entrego-me ao vai e vem sensual que apenas o Mar sabe dançar. E ali perco-me dos dias, das horas. Perco-me de tudo o mais. Ali te encontro, bem ali, entre o azul do amor e o verde de quem nunca deixa de acreditar nas coisas misteriosas do amor. Ali, onde as estrelas brilham só por nós, e a lua aparece mesmo não sendo dias de lua. Então, creio que mesmo que chova, eu vou para praia. Pensar no Mar, no desejo de estar com ele me despertou tantas vontades que eu vou, faça chuva ou faça sol.
Até a volta!
Beijos
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pra te sintonizar

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Não posso mais viver assim
ao seu ladinho,
por isso colo meu ouvido
num radinho de pilha,

pra te sintonizar
sozinho
numa ilha

SONÍFERA ILHA

Descansa meus olhos
Sossega minha boca
Me enche de luz...


[Titãs]


http://www.youtube.com/watch?v=6OaAiyI6GVg&NR=1

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O U T U B R O

Eu amo Outubro. Amo, amo, amo de paixão. Desde criança. Claro que tinha o Dia das Crianças, mas era mais que isso, era o sol quente de novo, o fim de ano mais próximo, as férias, os primeiros papos sobre como seria o Natal, os dias felizes que só o verão traz. Mamãe deixava a gente ficar lá fora por mais tempo, e a gente amava isso. Sempre fomos rueiros, os filhos da minha mãe. E juntava as crianças da vizinhança, e meus primos e primas que surgiam feito pipoca e todo dia era dia de festa. Aí, a gente cresce, os dias não mudam mais de mês para mês, a rotina, os afazeres a fazer, as coisas todas da vida, mas aquela sensação persiste. A sensação de que poderei ficar mais tempo lá fora, e que fazer a lição já não é tão importante pois já tenho notas o suficiente pra passar. Ai!... porque a gente cresce? Onde ficam aqueles dias felizes? Não parece desperdício que passem tão rápido os dias tão felizes? Estou nostálgica e melancólica hoje. Quase sinônimos que remetem ao passado. Mas, estranhamente estou assim também pelo que não foi mas poderia ter sido. Pelo que vive, mas não cresce. Pelo que existe nas sombras, mas que não consegue chegar à luz. Pelo telefone que tocou aqui, e não foi atendido. Pelo retorno que tocou lá e que igualmente não foi. Pelas palavras que queriam ser ditas, de lá, de cá, mas que não foram, nem nunca serão. Nunca...nunca... nunca. Certa vez, justo no mês de Outubro, passei uns dias numa praia linda de Maceió. Lá, conheci um moço que tinha Mar no nome e que antes de eu ir embora, disse-me: _ Surpreenda-me! Achei tão linda essa forma de se despedir, algo como um pedido pra eu ficar. Não fiquei, tinha que voltar, foi uma paixão que viveu o tempo que tinha pra viver. Mas hoje, essa frase tão linda fica coçando na minha língua, louca pra ser dita para aquele que tem todas as minhas horas nas mãos, mas não sabe oque fazer com elas.

É pra você, meu Passarinho Azul:

_ SURPREENDA-ME!


[Outubro ou Nada]


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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Coisa boa de pensar...

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E há momentos nos quais você se sente muito sábia, superando a idade. Toma sol nas pedras, a água bate nos seus pés quando subitamente uma menina bochechuda e sardenta se aproxima, levando nas mãos algo invisível, mas evidentemente precioso, e pergunta:
_ Você sabe se A ESTRELA DO MAR prefere água quente ou fria?

Nessa hora, a gente pensa que talvez algo de bom esteja brotando discretamente, no anonimato da escuridão.


[Diários de Sylvia Plath, Julho de 1953]


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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Nana Nenê


Coisa estranha!
perdi o danado do sono,
(mas aonde foi que eu coloquei?...)
daí, rezei pra São Longuinho
(que nunca me falha)
e achei aquele danado
que estava bem aqui, do meu lado.
ZZZzzzzzz!!!
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F o r m i g u i n h a s







Meninas são formigas. Mulheres são formigas. Creio que até os homens são formigas, e Setembro, o mês dos formigueiros se aprumarem. O sol vem com mais força, as janelas podem ser reabertas, as cortinas soltas ao vento, e à mesa, os doces. As permissões. Setembro é também um mês acanhado, ou melhor, um mês de engatinhar em direção às tentações. Um mês de encarar de frente as coisas todas, oquê nos seduz. Setembro é mês de São Cosme e São Damião, esses dois santinhos lúdicos, das crianças formigas, que nos trazem a lembrança que a vida não precisa ser amarga e nem carregada de dores, embora saibamos que até as dores podem ser véspera de doces alívios. Doces fazem isso. Aliviam. Aliviados, respiramos. Respiramos um ar doce, porquê fica ali no narizinho da gente a fragância das doçuras. E das flores. E das abelhas. E dos passarinhos. E dos dias que se alongam. E das noites de mais estrelas. E de sonhos mais bonitos... de tanta esperança. Eu sei que tudo parece utópico, mas tem dia que é assim, a gente canta e nem sabe porquê canta. Assim como há dias que a gente chora, e sabe muito bem porquê chora. Chora e então entram os doces. E depois dos doces a gente respira. E respirando doce seguimos andando, no meio da chuva, no meio do sol, feito pequenas formigas, um pouco perdidas, um tanto unidas, zanzando do meio do caos.
Que seja, ao menos então, doce. Bem doce. Né não, seu Caio?
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sábado, 25 de setembro de 2010

Feito Mantra

Tem vezes que a gente recebe palavras tão bonitas,
tão bonitas quanto sábias, que o gesto de guardar vai
muito além do coração, a vontade que nasce é de dividir:

'Respire, amor...!

Vai devagar, bem suave,
respirando verás que realmente tudo
isso é impermanente...

Respire, amor!'


[Se todos fossem iguais a você, que alegria viver!]


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Era pra ser assim...

Depois de eles terem passado sete dias a fazer amor com uma entusiasmo inesgotável, com uma ternura infinitae uma tal frescura de espírito que quase fazia pensar que todos aqueles gestos acabavam de ser inventados. Durante sete dias andaram nus, com o aquecimento no máximo, e fingiram ser amantes tropicais num país quente e luminoso dos mares do Sul. Jamshed, que sempre tinha sido desajeitado com as mulheres, disse a Pamela que não se sentia tão maravilhosamente bem desde o dia em que, já com dezoito anos, aprendera a andar de bicicleta. No instante em que as palavras lhe saíram da boca, ficou com medo de ter estragado tudo, receando que aquela comparação entre o grande amor da sua vida e a mísera bicicleta dos tempos de estudante fosse tomada pelo insulto, que inegavelmente era; mas escusava de ter se preocupado, pois oque Pamela fez foi beijá-lo na boca e agradecer-lhe por ter dito a coisa mais bela que alguma vez um homem dissera a uma mulher. Ele percebeu então que nada do que fizesse seria um erro, e pela primeira vez na suavida começou a sentir-se automaticamente seguro, seguro como uma casa segura, seguro como um ser humano que é amado; e o mesmo acontecei com Pamela.

[Salman Rushdie]


Delícia afanada de um blog único:
http://thewindscreamsmary.blogspot.com/


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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Porquê eu sou carola e acredito!

Das melhores frases de todos os tempos:


'RELAXA! DEUS TEM UM PLANO!'


[Yeah!]


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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Muito Forte Demais Da Conta

Sei lá porque, mas hoje dei de pensar em palavras. No uso que se faz das palavras e que, de repente, quando se vê, a gente erra mão. E erra feio. Tipo fazer um bolo, ou um prato qualquer, ou até um simples café. Tem a dose certa. As medidas exatas. Senão desanda, né? Não sei se faço bom uso das palavras. Certas vezes, na ânsia de que tudo de dê certo, tropeço no excesso. Ou na falta. Ou no mal uso. Já fui de muito mais palavras, tanto de falar quanto de ouvir. Hoje, certos excessos me cansam. No falar, no ouvir e no observar. Ou me causam um vazio que palavras não ditas não causariam com tanta eficiência. Oque me faz lembrar das primeiras palavras bíblicas, não ipsis literis, que nem lembro, mas algo que diz que Deus criou tudo a partir do verbo. Da palavra. Ou seja, palavra tem poder, certo?... eu tô numa roubada se tem mesmo poder. Tô meio de mal humor, ou por inteiro e não pela metade, tô irritada, e isso me machuca. Minhas próprias palavras me ferem. Irrito-me com a irritação que sinto com as euforias exclamativas que assisto nas telas da vida. São tantas declarações, e vibrações, e euteamonãovivosemvocê, que sinto meu estômago embrulhar. O que será que é isso? Lembro do Livro das Sombras que diz que oque a gente vê de ruim nos outros, de fato, são os nossos próprios defeitos refletidos. Isso me agonia porque passo por dias extremamente críticos. Tenho rezado pra não sentir isso, coloco minha cabeça no chão frio, pra ver se me disciplino, mas só consigo calar uns segundos. Depois, lá estou eu, bufando. Bufando... coisa mais feia. Vontade de parar. Aliás, vontade não, ordem, por que isso aqui é só pra ser um cafezinho metafórico, e vai ficar forte demais, mas tão forte que nem eu mesma vou querer tomar. Ai, Meu Deus!... será que isso passa? Será? Será Será?...


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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

Velhos Tempos, Novos Dias!

Responda rápido, sem pensar:
_ Qual é a melhor parte de uma casa? Pensou cozinha? Então, empatamos. Eu adoro uma cozinha. Quase tanto quanto um quarto, mas deixa pra lá... Tem lugar mais caloroso que o abraço desse território sagrado? Não sei como é nas suas casas, mas aqui, quando vemos, estamos todos, visitas, mais chegados, menos chegados, todos empuleirados na cozinha, disputando afazeres a fazer, com sorrisos que sala alguma consegue nos arrancar. Parecemos mesmo um bando de crianças na cozinha da casa da vó. Cozinha lembra avós, lembra afeto, lembra amor. Não deve ser coincidência dois fatos: um, as pessoas andam muito distantes e dois, as pessoas não querem essa distância. Então, o movimento que percebe-se é o prazer buscado bem ali, no coração das simplicidades. Casas são planejadas com a cozinha maior e integrada à sala, restaurantes usam e abusam de referências de passado para deixarem seus espaços acolhedores, com suas cozinhas abertas à visitação, ou à mostra mesmo, uma forte tendência, filmes moderninhos repetem cenas e mais cenas no espaço de cozinhar, e as pessoas, quando se visitam umas às outras, (observe!) vão feito gatinhos arrastando um pezinho depois do outro rumo ao lugar sagrado. Olha só, é como se a honra maior, a demonstração mais sincera de amizade fosse ter sido convidado a adentrar à cozinha. Ficam restritas à sala apenas... quem?... o carinha do censo? Não, nem ele, vem pra cozinha, tomar café com pão e manteiga, queremos todos mais perto. Queremos o contato. Queremos o aconchego. A intimidade real, longe de salas pomposas, de computadores de ponta, queremos calor. Humano. Tempos de carência. Tempos de mudança. Tempos de valores renovados. Tempo da Dona Ostentação dar lugar à s i m p l i c i d a d e . O mundo que conhecemos hoje, realmente vai acabar, e dará lugar e forma à um novo mundo, onde, parece-me, muitas coisas, valores , conceitos serão olhados com os olhos do bom e velho, oras vejam, coração! E na cozinha, claro!, merecidamente citada como o melhor lugar de uma casa, feito um grande coração.


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domingo, 12 de setembro de 2010

Bem fresquinhos!

Preciso de umas trocentas xícaras de café
pra ver ser acordo pra vida.


_ Café com sonho, por favor!


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Trapaceiro

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Nos jogos amorosos,
pode-se trapacear?

_ Pode, mas só ser for com Amor.

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sábado, 11 de setembro de 2010

Você sabe?...





'Eu não sei!
Por que não posso experimentar várias vidas diferentes,
como vestidos, para ver qual cai melhor e é mais confortável?...'

É, pois é Dona Sylvia Plath. Boa pergunta! Será que a gente gosta tanto de trocar vestidinhos e combiná-los com sandálias bonitas e tudo mais que a gente ama para sublimar às tentações de experimentar a vida mais intensamente, muitos amores, aventuras e vôos, mergulhos intensos além-Mar, será que mergulhamos no nosso mundinho de coisas para não lembrar do sacro santo direito que todos teríamos à liberdade sem punições e julgamentos?

Sei lá, meio anarquista pensar assim, mas, soube que os relacionamentos mais duradouros dão-se, justamente, nos sistemas onde o sentimento é a tônica a substância o motivo a base de toda e qualquer ligação. A história fala disso, antes da Igreja colocar suas intenções mercenárias nas vida das pessoas.

_ é, Sylvia, eu também não sei!


So, so Cute!

Seu cabelo está cheiroso, Pinny, falei, aspirando o perfume dos cabelos louros recém-lavados. Com cheirinho de sabonete.
_ E o meu olho?, ela perguntou, aconchegando seu corpinho aquecido pela camisola em meus braços.

_ O que tem seu olho?
_ Também está cheiroso?
_ Por que o olho estaria cheiroso?
_ Entrou sabão nele, ela explicou.


[Diários de Sylvia Plath, Julho.1953]


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terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Garrafa Mágica


A vida é muito legal, queira a gente, ou não. Tem gente, e gente é um perigo de bom. Gente me lembra mergulho. Mergulho me lembra alguém que vou ter que esquecer, e me lembra igual e inevitavelmente o Mar, que eu não esqueço jamais. Gente é tudo de bom. Tenho uma nova amiga, muito querida, que já chegou chegando abrindo-me portas e janelas e a mente para novos prismas. Prismas que lembram cores, cores que lembram vida, vida que lembra gente, gente que lembra minha nova amiga e uma coisa fofa que ela me contou. Esteve ela esse fim de semana na casa de um querido dela que tem um hábito que achei dos mais peculiares. Na geladeira ele tem duas garrafas de água. Uma azul, onde está escrito Amor, e outra verdinha, onde está escrito Saúde. Adorei isso! Ela me explicou que tem que energizar com vontade e concentração, e lembrou-me daquela experiência com monges budistas abençoando água em recipientes hermeticamente fechados, e da beleza que formou-se a partir da energia deles. Cristais em formas bonitas, comprovando a realidade da palavra energia. Energia que lembra vida, que lembra partículas que lembram o divino existencial de cada um de nós. E tem o ato da fé pura e simplesmente. O mais puro, na verdade. O crer pelo natural ato de crer nas singelezas, no agir sem pensar, agir pela certeza ancestral de que tudo é Maior. Claro que vou comprar duas garrafas bonitinhas, uma azul e uma verde, rotulá-las de Amor e Saúde, e cada vez que me sentir fraca ou pequena ou dodói de corpo ou amor, renovarei minha células vitais e poéticas com essas águas mágicas. Interessante!... a palavra 'Mágica' nunca esteve tão perto de ser real quanto ultimamente. Cientificamente, falando, embora para os que crêem e tem asas na mente e no coração, essa é a maior verdade que transita pelo Universo: Tudo é muito mágico.



Você não acha?!...


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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

RELICÁRIO

A florzinha mais que querida Vanessa Leonardi, do blog encantado Caixa Mágica está estreando blog novo, um espaço de sutilezas escolhidas com as mãos do coração desse doce de menina moça que é a minha amorinha, minha irmã mais que preferida.
Senhoras e Senhores, com vocês:

http://relicario-blog.blogspot.com/


Enjoy!


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sábado, 4 de setembro de 2010

A m e n i d a d e s

Comprei três biquines iguais hoje. Os três iguaizinhos. Não é que eles tenham ficado nenhum espetáculo não, mas gostei do modelo, vestiu razoavelmente bem e assim, resolvo a questão biquine. Vou pra praia em Outubro. Vai ser legal. Comprei também um vestidinho lilás, decote imenso nas costas e levezinho para ser erguido safadamente pelo vento, ao entardecer. Dois pombinhos enamorados pousaram na árvore que dá pra janela da cozinha. Um em cada galho. Meio distantes um do outro. Creio que estavam em crise porquê a pombinha fazia um som parecido com um chorinho. E o pombinho se arrepiava todo, e cutucava as penas com o bico. Ou seria um ritual de acasalamento? Fiquei ali uns minutos pra ver oque rolava, mas resolvi sair da área pra deixá-los com mais privacidade, não sem antes, claro, pedir para que, caso fosse possível, depois de tudo resolvido entre eles, e caso eles fossem bater asas por aí, eles não deixassem de levar minha mensagem derradeira lá para as bandas praianas. Pombo-correio tira folga? Tem essa de feriado? Fiquei sem resposta, mas tenho a impressão que pombinhos costumam fazer coisas boas pras pessoas. Derradeiro será o destino caso eles resolvam só namorar e esquecer meu pedido. Veremos! Assisti dois filmes águinha doce doce com açúcar. Romances entre o bonitão gostosão que não sei o nome e a bonitinha da Jennifer Aniston, e o outro com Sarah Jessica Parker e Hugh Grant. Bonzinho até. Terei visitas logo mais. Prepararemos uma torta salgada de receita interessante que achei na internet e uma salada multimulticolorida. Falando em cor, tomei duas horas de sol hoje. Com protetor fator quatro. Adorei. Deu aquele leve tonzinho pra pele. Minha pele agradeceu. Tudo calmo, tudo terno, tudo como tem que ser. A noite está quente, oque é ótimo, assim, não será preciso fechar as janelas, nem as cortinas, e a brisa amiga pode entrar sem dificuldades e com ela trazer a atmosfera de um Nada pleno. Um Nada pleno? É!...uma zona de conforto onde habitamos eu, eu mesma e as amenidades talvez um pouco fúteis, mas reconfortantes do meu dia. Para finalizar a noite, sorvete!

Bom Feriado, meninos e meninas!


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