quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

São coisas que não se esquece.

Hoje é um dia de lembranças. Quando chegava o dia trinta de Dezembro, vó Ju chamava todos os netos para contar moedas. É que ao longo de todo ano, ela guardava em uma lata, moedas e trocos para, no dia trinta, contarmos e sairmos para comprar fogos de artifício. Vovó era fogueteira. Ela comprava bombinhas pra gente, foguetes para vovô e baterias de fogos para ela armar junto com tio Renato, que era outro fogueteiro. E assim íamos, juntando fogos, gostosuras e um bem querer imenso para receber o novo ano que chegava. Depois da virada, havia algo que os antigos nos ensinaram e fazíamos igual. Pedir "bons anos". Era demais, esperávamos o Ano Novo quase que com a mesma euforia que o Natal, e os adultos, sempre generosos, tinham muitas moedas à nossa espera quando gritávamos "Bonzano!". Vó Ju, era filha da nona Luiza, que teve oito filhas. Isso mesmo, oito. Era uma tribo de mulheres, e como sempre ocorre quando junta-se muitas mulheres, haviam os rituais. Nona Julia dizia que na véspera de um novo ano, é sempre probido chorar, dizia que o dia 31 era dia de se fazer "ação de Graças". Então, ela e suas oito meninas, saiam de manhã, vestidas de branco com flores nos cabelos, levando com elas pacotinhos de doces que elas mesmas faziam, para oferecer às pessoas das redondezas como agradecimento por toda a companhia e acolhida que tiveram ao longo do ano. Eram geléias, bolachinhas, pão de mel, cocadinhas, tudo que elas mesmas faziam, já após o Natal, com imenso prazer. Depois, quando à todos já tinham agradecido, seguiam até o riozinho que tinha ali perto, para tomar banho de descarrego, deixando nas águas correntes do rio, as tristezas , as dores e tudo que não fora bom, e limpando-se para a chegada do ano bom. O nono, marido da Nona Julia, era também gaiteiro. Então, no galpão da casa deles era a festa. Animados pelos acordes do Nono, todos dançavam porquê acreditavam na força que tem um corpo em expressão. Gente doida. Adoráveis demais. O tempo vai passando, alguns costumes modificam-se, mas continuamos unidos e com esses preceitos de gratidão e plantio de energias boas arraigados em nós. Hoje mesmo, nos encontramos todos. Os que estão por aqui ainda, na terra. Os descendentes . Combinamos sobre os fogos, as comidas, as músicas. Fizemos doces que iremos oferecer aos nossos mais próximos amanhã. Lavaremos nossas feridas nas águas do chuveiro, mas as orações e as pétalas de rosas brancas serão as mesmas. E à noite, quando o Ano Novo chegar, estaremos abraçados, unidos em coração com todos os que amamos e em corrente com toda a gente que como a gente, só quer um novo ano abençoado, cheio de paz, saúde e Amor.



Uma linda noite de chegada para todos!





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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

2010 de muitas cores à todos!











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"Socorro alguém me dê um coração, que esse já não bate nem apanha..."

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... e a vida segue
mesmo quando nada parece fazer sentido.

Só mesmo a grande bola verde e azul tão bela
chamada TERRA, para dar algum movimento
à uma alma cheia de dor, descrente e cansada
das coisas de ser gente.



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domingo, 27 de dezembro de 2009

EU, às vezes.

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OBJETO
VOADOR
NÃO
IDENTIFICADO

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[ou quase sempre!]

sábado, 26 de dezembro de 2009

PRA VOCÊ

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Hoje sentei frente à minha velha janela e lembrei de todo bem que você me faz. Mas fiquei ali, imóvel, sem saber oque fazer. Mandei uns sinais pelo vento, de todo coração, de olhos fechados e rezando para que você receba. Construir um castelo junto, não é coisa pouca. Só que não consigo sustentar sozinha. Volta pra cá, você vai se machucar brincando com serpentes, o você que eu conheço não faz sentido longe daqui, muito menos sentido faz, aventurando-se em terrenos escorregadios e traiçoeiros. Quem sou para dizer isso? Sou aquela que você faz sorrir, mesmo quando isso parece impossível.

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[quem vai tocar essa música no castelo, agora?]
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal, AMOR!

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Enquanto isso,
num lugar bem distante daqui,
onde não é céu, nem terra,

eles eram
um para o outro,
presente, luz, árvore, vida, Natal.

Chamavam à isso, AMOR.


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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Criança em Espírito

Escapam-me as palavras. Penso e penso, procuro no fundo de minha alma alguma inspiração, mas só encontro vazios amargos. Gosto tanto de escrever, acanhadamente que seja, mas aprecio o ato em si, pensar e transformar cada palavra em elo, e com outro elo, ir formando o amarelo... Mas falta. Li em algum canto especial que nada pode arrancar da gente oquê nos é próprio. Sentimentos, valores, expressões. Talvez. Mas certos acontecimentos mexem, né? Dão uma abaladinha na estrutura, ainda que a tendência seja a escolha pelo sorriso e o calor, não é possível ignorar a dor que as decepções podem nos causar. Amamos as pessoas. Não falo só de romance. Falo em confiaça em geral. Sei que amor não espera nada em troca, mas pra falar a verdade, acho isso mentira. Ninguém em sã consciência ama, e não espera ser amado. Você dá o seu melhor e quer ser amado, você não espera dor como resposta ao seu carinho. É só isso. Não são coisas. É só afeto. Vem de dentro e é inesgotável. Ou deveria ser. Mas enfim, acho que derruba, e eu estou, por assim dizer, derrubada.

Mas aí, o lance é que é Natal e eu tenho alma de criança. Eu acredito no Menino Jesus, acredito nas lendas, nos milagres desse dia, meu coração não aguenta ficar triste nesta data especial. Especial, não pela loucura das festas e presentes e tal, mas pelo espírito que se espalha e se derrama por todos, por maior que seja a resistência.

Então, porquê é Natal e porquê esse espaço aqui é um presente diário para mim, com todos os queridos que seguem e leêm com tanto carinho, vou me permitir ser feliz, vou levantar a cabeça e abraçar minha criança que crê, mesmo e apesar de tudo, e mergulhar na magia natalina fazendo um ou outro pedido bem especial ao bom velhinho, e deixando um grande e forte

FELIZ NATAL,
à todos!

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

dois mil e sóis


Mesmo sendo só uma troca de meras datas de calendário, é irresistível a ideia de se entregar à doce sensação de crença e esperança e fé que a data acena. Acenos de cor, de luz, de renovação. Não sou de ficar pensando no futuro, nem mesmo o futuro mais próximo, mas dois mil e dez soa tão bem aos meus ouvidos. Se eu fechar os olhos e tentar imaginá-lo, vejo-o como um ano de muitas cores, todas intensas, deixando a palidez dos desamores e desacordos todos para trás. Uma ano solar. Um ano amoroso. Um ano de sorrisos e flores e doces e mais e mais e mais. Oxalá!
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domingo, 20 de dezembro de 2009

Leminski

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CONFIRA
TUDO QUE
RESPIRA
CONSPIRA

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sábado, 19 de dezembro de 2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O barulho


Os últimos dias de Dezembro são sempre iguais. O relógio parece andar ainda mais rápido, todos a espreitar o coitado. Tudo parece urgente. Todos correm, e o barulho das ruas e das gentes beira o absurdo. Festas, viagens, planos, promessas, revisões de atitudes. As pessoas acreditam mesmo que algo vai mudar só porquê muda uma data? Olho o relógio lá, e o vejo pensando, _ gente, tudo bem, dá tempo, vou continuar o mesmo, haverão horas e muitas, nada está acabando, calma, calminha...Por que estão todos com tanta pressa? Para se livrar do ano logo, e junto com essa passagem, acreditar que para trás ficarão todas as decepções que são tantas, e que tanto doem?, é... faz sentido mesmo. A sensação que tenho é que é disso que se trata; sumir com oquê não deu certo. Sumir com as dores. Desejar a alegria. A renovação. Pois é. Tem gente que fica alegre nessas datas, mergulha nessa possibilidade. Faz-me lembrar da Curva de Gauss, probabilidades de erros. De acertos... Quanto a mim, fico especialmente não alegre. Essa exigência de que sorrisos estejam mais abertos do que nunca, felicitações multiplicadas causam-me tantas interrogações...prefiro olhar os dias como meros dias e pronto.

Ontem, dois fatos me chamaram a atenção. Um, foi com um amigo e penso que não adianta remoer, nem ruminar porquê, via de regra, decepções acontecerão e muitas, e infelizmente já deixaram de ser novidade faz tempo. O fato foi esse. Aceitar, simplesmente. Poderia embarcar na viagem da meaculpa, e analisar meu próprio comportamento, mas sabe, prefiro esquecer, e nessas horas, penso apenas que é bom mesmo que ano acabe logo. LOGO. O outro, foi com minha sobrinha, Belinha. Encontrei com ela rapidinho ontem. Ela tem olhos imensos, é quieta e apaixonante. Tem dois aninhos. Não disse nada, só ficou passando a mãozinha nos meus cabelos, bem devargar, todo delicada como só ela sabe ser, enquanto eu falava com meu irmão. Cinco minutinhos que gostaria que durassem pra sempre, o toque das maõzinhas tão puras de Isabela nos meus cabelos é que me faz estar aqui hoje, e acreditar. Sabe, quanto mais eu vivo, mais me vem a certeza que as horas, os anos, a vida, só valem pelos momentos e pessoas que são do nosso coração verdadeiramente, pessoas que nada nos tiram, só acrescentam. São o puro amor. Se tem alguma coisa que comecei a aprender em 2009, foi isso, o importante é ficar perto dos seus. É isso. Hora de me arrumar que hoje tem mais uma festinha de amigo secreto, e o pobre do reloginho me avisa que estou atrasada. Beijos.


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Falaram sobre MERGULHO. Um mergulho de olhos bem fechados.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Sonhar pode, né?

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Tive um sonho lindo na noite que passou. Um sonho em tons de azul. A tarde era azul, o moço era azul e até eu mesma estava lá, toda azul. Havia uma atmosfera de calma e suavidade. Não aconteceu nada de muito especial na verdade, exceto o fato de estarmos os dois lá, juntos, com uma coisa muito parecida com o AMOR pelo ar. O mais interessante no entanto, é que sabíamos que estávamos dentro de um sonho. Um dizia ao outro que queria uma noite eterna para o sonho não acabar. Aí, o moço azul disse pra mim no sonho:_ Não se preocupe , amor, a gente já sabe o caminho, é só fechar os olhos, e falar seu nome baixinho até dormir. Eu sempre estarei aqui, a te esperar. Então eu disse:_ seu nome também é a última palavra que lembro antes de adormecer. Estava combinada a nossa senha secreta para entrarmos no nosso lugar. Sorrimos longamente.
Aí acordei, e tive um dia feliz. Não sei por que, mas creio que os anjos existem mesmo, e um deles me visita em sonhos e me faz sorrir. Sorrir um sorriso azul sem fim.


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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Felicidade é bolo fresquinho

Bom mesmo é ficar em casa. Arrumar a bagunça. Ficar de pijama, cabelos presos, chinelo no pé. Abrir as janelas, mas deixar as cortinas fechadas, por precaução. Fazer um bolo. De fubá. Untar a forma com óleo, fubá e açúcar, pra ficar com a casquinha bem crocante e docinha. Fazer um café fresquinho, e posto que o cheirinho se espalha pelo ar, bolo e café, chegam as vizinhas, dizendo _ ò de casa, vamos prosear tomando café junto?... Uma traz bolinho de chuva. Regado de açúcar e canela. Outra traz pãezinhos fresquinhos, manteiga e geléia de abacaxi. E a outra vem correndo gritando _ gente, tô trazendo bomba! De chocolate?, todo mundo pergunta. Não, ela diz. Uma notícia que é uma bomba. Fechou. Doces, amizades e notícias fresquinhas, e faz-se uma tarde perfeita. A bomba? _ ah, sim! ela contando que ele ligou. É prosa pra tarde toda, então, o jeito é passar mais café. Minha visão de paraíso para o dia de hoje. Fim.

[paz aos corações]

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domingo, 13 de dezembro de 2009


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LAÇOS E LUZES
ABRACEM A SEMANA!
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Quando a canção diz

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MAS NADA VAI CONSEGUIR MUDAR
oque ficou,

quando penso em algúem,
só penso em você
e aí, então, estamos bem

mesmo com tantos motivos
pra deixar tudo como está,
nem desistir nem tentar
agora tanto faz,
estamos indo de volta pra casa.

[Dele]

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http://www.youtube.com/watch?v=VEPjOB5MCA4

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Dias de Um Certo Dezembro







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"No entanto, para dizer a verdade, hoje em dia
a razão e o Amor quase não andam juntos."

_ William Shakespeare, Sonho de Uma Noite de Verão
Ato III, Cena I

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Passavam-se dias e noites,
e na sucessão de suas trocas
de tantas interioridades, na CIRANDA
de seus afetos oferecidos e recebidos
graciosamente, intensamente,
[ou até equivocamente]

a VIDA fazia-se passar por ela como
o mais lindo dos arco-íris,
visto bem dali,
do lado doce da sua janela.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

As chaves

Mas Amor, Amor mesmo, aquele de entregar as chaves do coração, da alma e da porta de entrada para o céu, Amor que a gente mostra os poemas da vida e sabe que só terá acolhida, mostra as feridas e sabe que serão cuidadas, mostra os erros e recebe aquele sorriso gigante e cheio de compreensão, mostra toda a nudez possível para ser coberta com um manto de carinho e proteção, esse Amor, esse Amor não se acha em romances. E tem sorte quem sabe onde encontrar. São os anjos na nossa vida, estão ao nosso lado sempre, e nada nem ninguém justifica o risco de perdê-los.

Romances são folhas em árvores de verão. Lindas folhas à balançar ao sabor da brisa quente que embala noites e dias de sol e de lua, mas que finda a temporada, precisa seguir viagem para o outono da vida, e suportar o inverno das distâncias e saudades, e ressurgir nas Primaveras para arder de novo e de novo a cada verão, enquanto folha for. O resto é trabalho para os anjos. Ouvir, abraçar, acarinhar, curar, passear, mimar, DAR IMPORTÂNCIA, verbos tão seus.


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domingo, 6 de dezembro de 2009

LUCIDEZ

Como eu fui parar no meio dessa história? Como se formam os contextos é um grande mistério. Uma coisa puxa outra coisa, um detalhe, e toda a coisa muda de figura. Figuras sucessivas, cenas repetidas, fantasmas que resolvem aparecer, em carne e osso e intenção. O Bem e o Mal a nos espreitar sempre. Faces de uma mesma moeda? O áspero da vida sempre me apavorou. Fujo das situações com todos os pés para trás. Não quero mudança, não quero novidades, não quero nada. Quero apenas que esse fantasma estranho que me ronda me deixe em paz. Em paz com o que amo verdadeiramente. Meu cotidiano, minha família, meu café na janela de noite, ver tv e ler e falar ao telefone e apertar os pés na minha pantufa roxinha, e pensar que gostoso é o meu pequeno mundo. Não quero ampliá-lo, não quero. Quero minhas conversas delicadas e sem pretensões com os amigos que sinto confiança, com as meninas que são minhas queridas, e manter-me finalmente lúcida a ponto de dizer que quero o que eu tenho e nada além disso.

Interessante como alguns dias apenas se passaram, e tanta coisa mudou. Eu que era a Maria dos quereres, agora, só quero o sossego de nada querer...

"E NO FIM VOCÊ VAI ENTENDER QUE NUM MINUTO PODEM HAVER DIAS."

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Mosaico de Amor
























Quero uma casa no campo,
Quero um quarto de amor,
Quero só andar de bicicleta
Quero piquinique à sós,
Quero um homem colorido
Quero pernas pro ar,
Quero mais um monte de coisas
mas essas, não preciso levar.


ATRÁS DE SEGREDOS, SEMPRE EXISTEM SONHOS.

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