quarta-feira, 30 de setembro de 2009

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Olhe,
por último,
para as coisas
BELAS.



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Livros

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Deve ter sido um dia diferente, o dia em que o Homem resolveu colocar em linhas traçadas, os punhados de seus pensamentos. Eternizá-los no papel. Um dia infinito. Tornamo-nos eternos nesse dia, e passamos a dividir esse infinitivo estado de permanecer, junto com a Vida que é infinda. Dos mais requintados livros, até a matéria mais trivial que passa por nossos olhos, quando partem, já não somos iguais. Os escritos viabilizam nossa transformação continuada nos passos do dia. A leitura é uma paixão, desperta a paixão, concretiza a paixão. Ou seria um Amor?, já que é pura doação, entrega sem necessidade de retorno. Milésimo a milésimo, vejo minha existência se transformar de forma até agradável, muito, graças à companhia do melhor amigo, o Livro. Sou apaixonada por eles, os tenho espalhados por todos os quatro cantos por onde existo. São meus tesouros. Gosto de tocá-los, abrir páginas aleatórias, reviver momentos em releituras, vê-los ocupando os espaço que ocupo. E são tantos. E tantos virão... Um amigo, ou melhor, um amante fiel que se multiplica em mil facetas apaixonantes. Sou louca por eles, todos os que tive o prazer de desfrutar, e que tão amorosos, ao contrário de enciumarem-se uns dos outros, aquietam-se quando deixados, pois sábios, sabem que já ocuparam um lugar definitvo na janela que a alma concedeu à eles. Devo essa paixão à meu pai. Lembro-me dele chegando com livros e mais livros desde a infância. Não só para ele, mas para nós, ele dizia que se havia uma herança que queria nos deixar, seria conseguir despertar em nós o gosto pela leitura. Somos quatro irmãos. Em três de nós ele teve grande êxito, oque concede à meu pai um grande objetivo alcançado. Setenta e cinco por cento. Oque falta, nós tratamos de estimular, presenteando meu irmão menos afoito pelas letras, com livros e mais livros. Ele resiste, mas somos três contra um. Ou melhor, quatro, porque mamãe está nessa. E papai, lá do alto. O céu dele deve ter bons livros, festa e vinho. Porque além de ler, ele amava os encontros. E os vinhos. Já contei que ele fabricava vinho na chácara dele? (Para você eu contei, não foi, amor?) Nada industrial, claro. Com as uvas da chácara mesmo. Todos os amigos dele vinham para as etapas de fabricação. Colheita. Pisar as uvas. Temperar. Armazenar para fermentação. Engarrafar. Festejar. Em certas horas aquilo tudo parecia muito irreal, como a cena de um filme. Ou as páginas de um livro, onde as cenas são ainda mais nítidas. E pessoais. Não era para falar do meu pai, mas uma coisa puxa a outra, oque me faz pensar no que ele me ensinou, do que ele me doou de mais importante: Seu positivismo, quando ele dizia, frente à qualquer eventualidade, da maior a menor, a frase: _ Não esquente a cabeça! Em seguida, a pergunta: _ Como vamos resolver? Depois um sorriso e por fim, a certeza que ele nos passava de que tudo, sempre, acabaria bem. Ele foi o meu gigante. E de quebra, deixou-me o amor pelos livros. Agora, deixo aqui ,um trecho de um livro adorável que acabei de ler, que me fez muito feliz. História de uma terra mágica, a Sicília, de príncipe e plebéia, amor e dor, tudo junto, bem misturado, bem ao sabor do exotismo siciliano. Com votos de que apreciem esse pequeno trecho, deixo-os e sigo para as páginas da minha próxima paixão.

Do livro, Um Certo Verão na Sicília, parte II, Capítulo XV, página 156:

"A chuva se anuncia. Vai cair antes do pôr do sol. Leo virá se deitar comigo antes da chuva? Submeto-me ao vento, deixo-o brincar com meu corpo, enquanto o céu quase se transforma em noite e as cortinas se agitam com força. Ouço alguma coisa, alguém entra no quarto. Fico de joelhos, instintivamente, cobrindo meus seios nus com as mãos. Leo entra e anda lentamente em direção ao leito, em suas mãos, traz minha camisa. Ainda estou de joelhos, cobrindo os seios quando, sem abrir a cortina, Leo segura meu rosto em suas mãos e beija meus lábios através do fino tecido. Ainda sem abrir a cortina, gentilmente, tira minhas mãos de meus seios e coloca suas mãos no lugar. Me deita na cama, então. De joelhos, Leo afrouxa minhas calças de montaria e as deslizando para baixo, tira-as. Com firmeza, passa as mãos abertas sobre minhas pernas, moldando a carne com os dedos. Faz isso em todo o meu corpo. Leo é um escultor que vai modelar uma mulher a partir de uma menina. A luz reaparece, vermelha e dourada, o vento se torna violento e as pesadas bordas das cortinas batem com força no leito, como se fossem a saia rodopiante de uma dançarina. Enquanto voltamos ao palácio, compreendo que tudo oque aconteceu antes em minha vida foi uma preparação para essa tarde. Compreendo que tudo que está por vir será uma consequência dessa tarde. Compreendo que haverá alegria e haverá tristeza e que não estarei imune a nenhum desses sentimentos. Deito minha cabeça no ombro do príncipe."

[Fim do capítulo.]


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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Por Você!


... mas a outra que há em mim, aquela que tem todos os seus neurônios em forma de pequenos corações, aquela, que frente a mera menção do seu nome, fica sem ar, aquela que sai do rumo só pra seguir pipas pelo ar porque elas lembram você, essa, que não considera hipótese negativa alguma, essa que acredita no seu amor, e retribui, loucamente, ainda que em outra esfera, essa, meu querido, te vê de forma carinhosa, te espera sempre, e ignora todas as obviedades. Essa que sou eu também, é sonho, mas eu a prefiro. No mundo dessa outra de mim, você é verdadeiramente meu, e nossa história não tem fim. Essa, que eu gostaria de ser, ainda que tão mais louca e insana, dos atos que eu não suportaria carregar as consequências, te diria sem medo:
_ abro os meus olhos todos os dias, só por você!

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[Essa seria eu todos os dias, se você fosse como ela te vê.]




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sábado, 26 de setembro de 2009

Falta de vontade

Não é que eu não queira mais pensar em você. É que eu não posso. Não devo. Querer, poder, dever. O que esse verbos têm que se meter em histórias de Amor?... Em romances, paixões e afins, só deveríamos conjugar verbos como: permitir, conseguir, alcançar, transformar, verbos subjetivos positivos, para que combinassem com os verbos práticos do Amor, como: acarinhar, beijar, abraçar, tocar, desejar, dar, receber. E tudo no presente. E no futuro. Poderia até haver um novo tempo para o verbo amar: presente-do-futuro-garantido. Mas a verdade é que, não posso crer que cá estou, novamente, com esse blábláblá de amor e nostalgia. Perdão, mas é vício já. Todo santo dia , no final de cada dia, bem no fim do dia, eu prometo a mim mesma ultrapassar esse assunto, e pensar em outras coisas, entre tantas que a existência nos oferece, mas eu não consigo. Não consigo, assim, conjugado no presente-do-futuro-garantido. Que Deus me Ajude!


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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Já que é PRIMAVERA ...

O-BEIJO-PÉTALAS-DE-ROSA

Foi o beijo que Roseannette deu em Frédéric.
Ela segurava um pétala de rosa com seus dentes
dianteiros,
convidando Frédéric à mordiscá-la,
um aperitivo antes de seus lábios.

S
E
D
U
Ç
A
O


[ do livro, Education Sentimentale, de Flaubert]


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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Nesses dias de céu lilás



[ Gosto que gosto quando vens me ver... ]

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domingo, 20 de setembro de 2009

O noivado mais curto do mundo

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Foi à alguns anos . Fomos convidados para um casamento diferente. Árabe. Amigos de papai iam casar a filha numa cerimônia típica. Em virtude do trabalho de meu pai, moramos em muitos lugares. Num deles, convivemos com alguns árabes, entre eles, esses que iam casar a filha, na cidade que agora residíamos. Foi com grande prazer que nos trouxeram o convite do casamento . Nos contaram que não haveriam muitos convidados fora da colônia deles, mas que faziam questão da nossa presença. Fícamos animadíssimos. Quer dizer, eu e minha mãe. Papai ficou em dúvida, nunca gostara de grandes cerimônias. Quer dizer, gostava sim. O que estava pegando é que seríamos quase que os únicos convidados de fora, e além de que, eles não serviam bebidas alcóolicas. _ Como pode isso?... uma festa sem um bom vinho? Era o argumento do meu pai, que no entanto, se rendeu a vontade das suas meninas. E fomos. E ficamos pasmos. Parecia mesmo que adentrávamos em um conto das mil e uma noites. Dentro do salão de festas, armaram imensas tendas com tecidos de mil cores, e bolas iluminadas e muitas, muitas flores. Haviam mesas de doces, babilônicas e tentadoras pelos quatro cantos do salão, e uma música entorpecedora e quente que nos hipnotizava. Os convidados pareciam personagens, falando uma língua estranha, que cantava alegria aos nossos ouvidos. A cerimônia foi linda. O pai da noiva trazia a noiva até o centro do salão, entoando canções e poesias de boa sorte e amor que não deveria acabar nunca. O mesmo fazia o pai do noivo. No centro do salão, casaram-se sob uma chuva de pétalas de rosas que não cessava. Uma atmosfera de amor muito especial envolvia a todos. Ninguém chorava de emoção, apenas sorriam. Quando oficializou-se o casamento, abriram-se cortinas imensas que revelaram uma banda de música típica, vinda especialmente das Arábias para alegrar a festa. O jantar foi um banquete, e papai até esquecera de resmungar por não ter seu vinho santo à disposição. Após os doces, iniciou-se o que parecia ser um baile. Muito diferente. As mulheres, que ricamente vestidas e enfeitadas estavam, permaneciam nas mesas, e para o centro do salão iam os homems, que formavam um grande caracol de homens lindos, vibrantes, que dançavam e gritavam votos de felicidades aos noivos. O porque as mulheres não dançavam, eu não sei, mas não pareciam infelizes por verem seus homens exibindo-se com graça. Dona Nagiba, a amiga de meus pais veio até a nossa mesa em certa hora, e também seus filhos e tantas pessoas, e contou-nos que as mulheres dessa raça, em dias de festa, vestiam todos os seus ouros. Na visão deles, quanto mais jóias estivessem exibindo, mais sinal de estima mostravam ter de seus entes queridos por elas. Excentricidades apaixonantes. Apaixonantes momentos. Foi nessa hora que eu notei. Que eu o notei. Um moço lindo. Perdi os sentidos quase, quando vi aquele moço de beleza inacreditável me olhando. E sorrindo! Posso lembrar de cada detalhe dele naquele dia. Lindo, de tez morena, cabelos e olhos escuríssimos, uma barba magnifcamente bem feita, magro e elegante no seu terno escuro, que para mim parecia claro. Algo muito conhecido no apertar de seus olhos me chamava a olhar para ele também. Não pude deixar de notar ainda, que não era só ele que olhava para mim, mas, discretamente, também as pessoas da mesa dele estavam olhando para nós. E falavam. E olhavam. E falavam. Puxei minha mãe, e comentei, e ela sorriu para eles. _ Ficou doida mãe?... mas ela sempre ri de tudo e para todos, a doida. Estava nervosa, acho que nunca tinha sido observada por olhos tão insistentes, envolventes e determinados. Ele sorria com os olhos, assim, um pouco apertados, o que me deixava até tonta. Claro! Em dado momento, peguei minha mãe e a arrastei para o banheiro, precisava falar, perguntar o que eu devia fazer. Entramos no toilette, que estava todo enfeitado como uma tenda também, quando notamos a entrada de duas mulheres. Eram pessoas da mesa dele. Fiquei gelada e entrei no reservado. A belíssima senhora puxou então conversa com mamãe, dizendo sem mais rodeios que seu filho Kasan (ele) havia gostado muito de mim, e que a família estava interessada em tratar um possível casamento. Isso mesmo, casamento. Mamãe quase caiu para trás. Saí do reservado e a outra mulher, no caso, irmã dele, se aproximou de mim, e cochichou bem baixinho que seu irmão, Kasan, estava naquele momento falando com papai, junto com o pai deles. Nessa hora ouvimos a linda senhora falar um sonoro _ óh, não!!! mas que pena. Pediu desculpas à mamãe e saiu com sua filha. Minha mãe nem precisou me falar do que se tratava. Eles pensaram que éramos da mesma colônia que eles, de alguma outra cidade, por isso, estranhos. Não nos imaginaram ocidentais. E a casa caiu. Quando voltamos ao salão, papai já nos agurdava, muito ofendido, pronto para irmos embora. A família do moço lindo já havia se retirado, como num passe de mágica. Ficamos, os três, desolados com algo tão descabido aos nossos olhos. Dona Nagiba e sua família nos acompanharam até o carro, entre muitos pedidos de desculpas e explicações. Mamãe, grande alcoviteira, ainda tentou arrancar da amiga algum dado do moço, acho que ela fantasiou mais que eu naquela hora, mas tudo que conseguiu saber foi que, se nós fôssemos árabes, naquele momento, poderia-se estar acertando um noivado. Ela sentiu muitíssimo, nossa amiga Nagiba . Voltei para casa e sonhei com toda aquela extravagância. E com aquele moço tão lindo que quase se tornara meu noivo, não fossem nossas diferenças. Culturais. E religiosas. E raciais. _ Oras! , e a paixão que vimos nos olhos um do outro, o que a gente fazia com aquilo? Passaram-se dois dias quando chegou em casa, um pequeno ramalhete de delicadas flores lilases. Junto, um cartão delicado que dizia em elegantes linhas traçadas: "Se eu pudesse, tomaria você para mim. Perdoe-me! Nunca esquecerei você." O impacto daquelas palavras ressoa até hoje em meus intervalos de cotidiano. Isso aconteceu à alguns anos, que eu supus ter colocado fim a qualquer ligação entre nós . Dias desses, no entanto, comentei aqui, recebi flores. Um pequeno ramalhete de flores lilases, com um cartão que dizia apenas: " Para mim, você é única". Pois é, as mesmas flores, a mesma caligrafia elegante, o mesmo perfume abstrato de Kasan. Não estava assinado, assim como o outro não estava, mas existem coisas que a gente sabe. E só. Nunca mais nos vimos, não sei nada de nada dele. Oque ficou entre nós foi essa eterna impossibilidade romântica. Não entendo porque ele deu sinal, mas suas flores fizeram-me sentir dentro de um conto. Um conto de amor impossível, e talvez por isso, inabalável. Acho bonita essa história, por isso resolvi contá-la aqui. Quem sabe um dia, conto algo mais.



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sábado, 19 de setembro de 2009

Adoro, Freud!


É escusado
sonhar que se bebe;
quando a sede
aperta, é preciso
acordar para beber.

FREUD

[o que tem a ver a imagem com a frase?
_ cada um tem a sede que merece!]

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

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E SE NÃO É,
TINHA TUDO PRA TER SIDO.
E SE TINHA TUDO PRA TER SIDO,
ENTÃO, FICA SENDO.


[do filme, Narradores de Javé]

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Baunilha


Adoro janelas. Abertas. Gosto do vai e vem das cortinas leves levadas pelo ritmo do vento. Elas dançam com o vento. Senhor misterioso. Se fechar bem os olhos e alguma quietude interna houver, pode-se ouvir além de sons, cenas. Proporções desiguais e inevitáveis de alegria e tristezas ecoam, mas a gente pode escolher o que sentir. Pode escolher inclusive o silêncio, outro senhor soberano. Reconhecer o silêncio é reconhecer o mistério, e o mistério, às vezes, é bom. Assim como a ilusão, o painel deslizante do mágico de cada dia. O nosso acréscimo de beleza. A ilusão. Lugar onde o sagrado e o profano estão estreitamente ligados. E onde os sonhos podem ser simples: um emaranhado colorido de gentes, amores, e alguns sabores. Aromas que o senhor vento também trás para perto. O de hoje é baunilha. Doce e apaziguador. Amansa o coração e alivia a dor. E as janelas ficam assim, até tarde, abertas para o AMOR.

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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Conversa Boa

Dias desses conversava com um moço muito querido sobre o fim do mundo. Esse fim do mundo que anda sendo cogitado para 2012. No vai e vem das hipóteses, perguntei à ele:
_ E se te fossem concedidos três pedidos mágicos para realizar antes que o mundo acabasse?
Ele falou sobre uma viagem intergaláctica, falou sobre viver uma grande paixão, e por fim, disse:
_ E um dos meus pedidos eu daria à você.

_ Pra mim?
_ É, pra você!

[Tudo bem, foi uma conversa bem irreal, mas a intenção naquele momento, foi bastante bonita]


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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Reminiscências Amorosas

Não sei porquê falo tanto em amor. Nem sei se acredito tanto assim na existência dele. Mas gosto de falar sobre. Acho que é porque sempre tive a ilusão da existência dele em minha vida. Não sei. Mas o certo é que o estado de paixão sempre esteve me rondando. Lembro-me da primeira vez, no jardim de infância. Eram os primeiros dias de aula. Um menino chamado João. Eu escolhi uma bicicletinha para andar, e ele olhou para mim e perguntou se eu gostaria que ele me empurasse. E sorriu. Eu disse que sim, e ele foi me empurrando devagarzinho pelo jardim. Não lembro de mais nada, só dessa cena eternizada. No coração.

Saudades do menino João.

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Coisas que fazem sorrir

Têm acontecido coisas estranhas. Estranhas boas, diga-se.
Primeiro foram as flores acompanhadas de um pequeno
cartão, dizendo apenas:
_ Para mim, você é única.


[Não sei quem mandou, foi anônimo. Mas eu adorei.]


Depois,
bem, depois eu conto essa história.


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sábado, 12 de setembro de 2009

Eu não sei parar de te olhar


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Meus olhos te procuram.

Como não te acham,
ficam tristes.

Tristes, só te espiam.

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Assim

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Quero
um par
de
dias
assim

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DIAS AZUIS E ROSAS


Quero dias de praia. Dias de luz. Dias de paz. Dias de pouca roupa e muita leveza. Quero dias onde o azul do mar tenha tom de azul bebê, a areia da praia, quase rosa. Dias de pessoas relaxadas, despreocupadas e mais de bem com a vida. Quero dias assim para as pessoas que eu amo, para as pessoas que eu adoro, e principalmente para as pessoas todas. Quero dias para me sentir feliz. Dias de encontro. Dias de palavras que se encontram. Dias de sonho. Quero sentir a possibilidade de dias assim, então quero dias de crença ingênua, porém, consistente. Quero muito e sinto esses dias bem perto de mim. Como diz a canção, dias de luz, dias de sol e um barquinho a deslizar. São os dias que eu quero. Para todos.
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É necessário mais coragem para escrever do que falar,
porque a escrita não depende só de ti.
Nasce no momento em que será lida.
(Carpinejar)
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009


"AMOR perdido entre o SEMPRE e o instante, não tem descanso, nem nunca terá."

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L
O
V
E
L
Y


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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

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BE HOPE


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Salve, 09.09.09

Dia de água. Água que não pára de cair do céu. Faz barulho, está forte e tem uma certa beleza. Dia de chuva. Suponho ser um bom dia para entregar intenções para mãe natureza. A intenção continua a mesma: tentar ser uma pessoa melhor, mais d e s a p e g a d a. Não melhorei nada até agora, mas tenho esperança. Melhor, direi que melhorei um pouquinho ínfimo, mas de pouco em pouco, chego lá. Mudando de assunto, se bem que acho tratar-se tudo do mesmo assunto de sempre, achei essa foto hoje, inspiradora demais:

_ os doiszinhos, ele e ela, suas malas, e uma estrada a trilhar. Juntos. Achei tão tão romântico! Essa natureza romântica tem que servir para alguma coisa, não? sabe que acho que serve?... quando penso essas coisas, é tão lindo e leve e gostoso, que só de pensar, já vale uma vida. Vida que seja sempre muito bem vinda, nessa data e em qualquer data que for.

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domingo, 6 de setembro de 2009

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Após escrever o post anterior,
cai sobre mim uma ficha enorme:

_ como você quer evoluir sem
exercitar o DESAPEGO?

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P
E
R
T
E
C
E
S

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Minhas horas, minhas palavras, minhas lembranças, minhas pequenas preciosidades, minha chave, minhas rendas, meu retrato, minhas verdades, minhas mentiras, meu eu, é tudo seu. E você, que me pertence, mesmo sem saber, ou sem querer, ou sem poder. De toda forma, MEU.


[ALMAS QUE SE PERTENCEM]




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Ainda sobre Setembro

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Os últimos dias têm sido tão estranhos. Paira sob o ar uma mansidão que não convence, olhos que espiam e que a ninguém pertencem, barulho que não diz, silêncios que gritam, sol que não brilha, lua de brilho fosco, chuva que não molha, saudade que não poetiza, cenário de beleza questionável. Tudo isso dentro de mim. Cruzes! Preciso de uma cachoeira, fazer oferendas à Mãe Natureza, lavar minha aura com o mais puro que houver, lavar meus olhos com águas de bondade e suavizar-me em oração. Uma amiga, mais uma, ( o que me faz lembrar de incluir AGRADECIMENTOS na minha lista de purificação) , disse que Agosto encerra, sei lá em que crença, o ano, e que Setembro seria o verdadeiro início de um novo ano. Pois bem, tenho muito trabalho pela frente, para alcançar o esperado estado de espírito de ESTAR BEM.

[que é quando você vem, não é?]

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A M I G O

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Falando em anjos, certos amigos são como anjos na vida da gente. Dá vontade de tê-los por perto, grudadinhos na gente, porque o bem estar que causam, acho que é até melhor do que romance. Sério. Com amigo não há gênero pra se fazer. Não tem que estar bonita, nem cheirosa, nem nada além de ser o que se é. Porque amigo ama a gente do jeitão da gente mesmo, desarrumada, com tpm, reclamações mil, ouve as paranóias da gente e viaja junto, não te chama de maluca, briga por você. Amigo é bom demais. Falei com uma "anja" amiga hoje, e ela alegrou muito meu dia. Diria que ela afastou nuvens, ligou o calorzinho do sol, soprou uma brisa boa, encheu de esperança meu coração. Falou umas palavrinhas escolhidas a dedo para erguer meu astral, e ainda disse que eu não precisava agradecer. Pode?

_ Amiga, muito grata! Agradeço sim, e de coração, em especial pela nota de fada que suas palavras tiveram, por você ver mais bonito do que eu estava sendo capaz. Beijos.

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Anjo criança

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Saudade de você,
seu anjo safado que resolveu
voar por aí. Vê se dá um sinal!

Sinto mesmo sua falta,
menino Mar.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Vou me levar para passear,
e volto. Acho que volto!

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a m o r . a m o r . a m o r . a m o r . a m o r

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São muitos os poderes,
São tantas as fragilidades,

e o AMOR
no meio disso,

poderosamente
frágil.


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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vou vê-lo passar

Pois é, parecia que não ia chegar nunca, mas SETEMBRO chegou.
Ontem mesmo, o cheirinho de flor no ar, no final da tarde, mostrou-se
inconfundível, o mês das flores voltou.
Mas agora, que o mês florido está aqui, do lado, na frente, imenso,
se abrindo em flor, eu percebo que não sei o que fazer com ele.
O que eu faço com o meu Setembro?
Queria ser uma das suas flores, uma entre tantas, mesmo sendo
ciumenta de doer, queria participar da festa, queria que um passarinho
azul me elegesse, queria, queria, queria tantas coisas que independem
do poder de Setembro...

A duras penas, aprendi que criar expectativas pode ser bastante arriscado,
mesmo com todas as teorias de que definimos nossa vida à partir do que
criamos na mente, mas a verdade é que tenho medo, e por isso tentarei apenas assistir
os espetáculos da vida e me sentir feliz por isso, por poder ver, me emocionar
e suspirar, mesmo que sendo apenas uma expectadora.

Para pensar em Setembro:

"Eu, potência de um lugar que ainda não me tornei porque não ousei ir buscar."

[do livro Cartas entre Amigos]

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