terça-feira, 8 de dezembro de 2009

As chaves

Mas Amor, Amor mesmo, aquele de entregar as chaves do coração, da alma e da porta de entrada para o céu, Amor que a gente mostra os poemas da vida e sabe que só terá acolhida, mostra as feridas e sabe que serão cuidadas, mostra os erros e recebe aquele sorriso gigante e cheio de compreensão, mostra toda a nudez possível para ser coberta com um manto de carinho e proteção, esse Amor, esse Amor não se acha em romances. E tem sorte quem sabe onde encontrar. São os anjos na nossa vida, estão ao nosso lado sempre, e nada nem ninguém justifica o risco de perdê-los.

Romances são folhas em árvores de verão. Lindas folhas à balançar ao sabor da brisa quente que embala noites e dias de sol e de lua, mas que finda a temporada, precisa seguir viagem para o outono da vida, e suportar o inverno das distâncias e saudades, e ressurgir nas Primaveras para arder de novo e de novo a cada verão, enquanto folha for. O resto é trabalho para os anjos. Ouvir, abraçar, acarinhar, curar, passear, mimar, DAR IMPORTÂNCIA, verbos tão seus.


*

5 comentários:

Mary* disse...

Quanta ternura*

Anônimo disse...

Não esqueço nosso dezembro, Binha...

vanessa disse...

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Be, que coisa mais linda e verdadeira!
É simplesmente isso mesmo que acontece...


E deixa, que nas mãos de anjos, estamos melhores cuidadas...


bejocas de sempre

=)

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renata carneiro disse...

que delicadeza, be.
também acho, que os anjos são os donos dos verbos mais bonitos...

um beijo.

Melina disse...

Você É UM DESTES ANJOS, Be*. :)