terça-feira, 7 de julho de 2009

Julho, Agosto, Setembro...


Da janela da minha casa,
a janela lá detrás, eu vejo as folhas e flores
da minha árvore caindo.
É bonito de ver.
É uma cena de inverno.
Atravesso um inverno interno também,
sinto minhas flores e folhas caindo.

Eu olho para a minha árvore,
e ela me olha também:
_ Será que ela vê beleza?
_ Será que ela pensa que estou numa cena de inverno, assim como eu penso dela?

Somos frágeis, nós, as criaturas da criação. O reconhecimento da fragilidade requer força. Li esse paradoxo e achei apropriado.
Uma nova rajada de vento passa e , mais pedaços da minha árvore caem no chão. Ela parece acanhada assim, se desnudando. Tanto quanto eu.
Lembro-me, então, dos dias de sol, da Primavera que não tarda chegar, e quase posso vê-la em seu esplendor de novo. Frondosa, imensa, toda verde e cheia e florida e alegre e vibrante.
Minha árvore querida.
Será que me olhando aqui, na minha janela, ela pensa o mesmo de mim? Será que ela pensa que não tarda chegar a Primavera até o meu ser?
Será que ela me vê formosa, intensa, toda colorida pelo sol, e cheia de sorrisos e alegre e vibrante na Primavera que não a de tardar?

_ Não sei!
Faz-se hora de silêncios e contemplação, eu a olhar a minha árvore,
e ela à olhar pra mim.
Ficamos as duas assim,
a olhar, esperando a Primavera que a de chegar.

*

"NO EXTREMO DA DOR É POSSÍVEL ENXERGAR O PLANTIO DE ALEGRIAS FUTURAS"

*

2 comentários:

Hosana Lemos disse...

que maneira linda que tens de escrever!
Adoreiiii o texto...lindo!

Leo disse...

sem palavras,
você me faz tão bem...

Lindo!!!

Beijos, minha estrela brilhante.