domingo, 21 de junho de 2009

O balão tá sumindo e a quadrilha tá boa...

Era a festa que ele mais gostava: a festança de São João. Com isso, era a festa que ela mais gostava também, visto que tudo que ele gostava, lhe apetecia também. Sendo mês de Junho, fez-se a festa por todos os lados, e numa dessas festas ela o vira. Ele não era dado a vestir-se com os costumes da festa, mas portava um chapéu estranho, como de um cangaceiro, o que pareceu estranho à ela, que nunca o tinha visto portando de igual forma, tantos sorrisos. Estava mais solto, sacudia-se descontraidamente ao sabor das músicas, com balas de gengibre nas mãos. Notou que o olhar dele procurava algo, ou alguém, e ele que nunca fora de sorrir muito, agora sorria imensamente ao perceber a chegada de algo, ou de alguém... e antes que ela pudesse comprovar o que seu coração intuía, agarrou-se à calda de um balão que subia, e subiu. E entre pipas, e balões e fogos de cores tantas, sumiu.
Ele não viu nada disso, estava distraído entre sorrisos, enquanto cantarolava a cantiga:

Cai cai balão
Cai cai balão
Cai aqui na minha mão

Não cai não
Não cai não
Não cai não
Eu não te quero mais, nao!


*

Nenhum comentário: