segunda-feira, 6 de abril de 2009

As meninas, em criança, brincam de roda.
Entre as canções que cantam, feito mantras,
repetidas e inúmeras vezes, está
a Ciranda.

Elas cantam:

Ciranda, cirandinha,
vamos todos cirandar,
vamos dar a meia volta,
volta e meia vamos dar.

O anel que tu me destes
era vidro e se quebrou,
o amor que tu me tinhas
era pouco e se acabou.

Por isso, dona mocinha
entre dentro dessa roda,
Diga um verso bem bonito, diga adeus e vá se embora.


*


Que coisa mais bizarra, as lindas menininhas cantando o
que as aguarda. Vão passar a vida toda cantando:

O anel que tu me destes
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou.


Comprarão seus anéis, seus colares, e viverão de versos.


*

3 comentários:

Sara disse...

Por isso é que prefiro viver de versos e deixar os anéis e os colares para lá. Prefiro viver amando.
Beijos, Bia!

V. Borgheresi disse...

Não só as moças, te digo. Mas antes viver de versos que de monotonia. Enfim...

Grande beijo.

V. Borgheresi disse...

Não só as meninas, te digo. Mas antes viver de quebras e versos que de tédio e monotonia.

Um ditado finlandês diz que "a morte fez o poeta"... Pouco me agradam as mortes diárias, mas antes elas a viver sem poesia.

Grande beijo.