sábado, 14 de março de 2009

Uma História Romântica

Todos os dias, ela fazia o mesmo trajeto. O seu trajeto. Gostava especialmente de passar por aquela quadra. Especificamente a quadra da padaria Panne D'Amour. Eram as ruas mais floridas as daquela quadra. Margaridas nos canteiros lembravam estrelas à ela. Tinha aquele cheirinho de pão sempre fresquinho e as vitrines com todos aqueles doces. E sonhos. Amava sonhos, em especial os de creme. Os sonhos de creme da Panne D'Amour. E tinha Gregório, o moço do balcão. Ela passava, olhava pra dentro, ele a olhava, sorria e dizia:
_ Olá, Alais!
_ Olá, Gregório!

E seguia sorrindo, meio saltitante já que seu coração ficava aos pulos por vê-lo, e por toda aquela quadra doce, cheirosa e florida. E amada.
Num desses dias, quando Alais andava mais distraída do que nunca, ela tropeçou exatamente ali. E caiu. E machucou o joelho. Que sangrava. E ela pensava:
_ e agora?... e agora?... e agora?...

Não tinha coragem de levantar o rosto, sabia que ele estava ali. No segundo seguinte, no entanto, ele estava ali sim, só que ao seu lado, solícito como só um cavalheiro sabe ser. Numa cena lenta, ele pegou sua mãos, ajudou-a a levantar, olhou em seus olhos, algumas gotas de suor caiam-lhe nos olhos conferindo a ele uma coisa tão masculina, pensava Alais, e ele levou-a para dentro. Limpou seu joelho, fez um curativo delicado, tudo em silêncio, um silêncio também delicado. Ela o olhava sem entender como aquela proximidade podia ser tão suave, encaixada, natural... ele a tocava com um afeto urgente, de um querer de vidas, como se tivesse sido ele quem se feriu...
_ Pronto, Alais, agora você vai comer um sonho fresquinho que acabou de sair, o doce te fará bem.

E lá veio ele com os sonhos, guardanapos dobradinhos, e ela ali, quieta como se estivesse assistindo a si mesma em uma cena feliz. Sorria, no entanto, o tempo todo.
_ Preciso ir, Gregório, mas queria agradecer seus cuidados comigo. Sua gentileza, roubou-me as palavras e eu não sei como agradecer.
_ Mas eu sei, Alais.

Ela corou, abaixou os olhos, como era tão típico seu fazer.

_ Estou testando uns sabores novos para os meus sonhos. Então, gostaria de convidá-la para um piquinique no sábado. Vamos ao parque, saboreamos os sonhos, a natureza, e aí, quem ficará grato serei eu.
_ Eu?... sábado?...

Ele riu:
_ Sim, Alais, sábado.
_ Seria ótimo Gregório, obrigada.

Levantou-se rapidamente, e quando já estava na porta, voltou, sorriu para Gregório e disse:
_ Certo, sábado.

O dia de sábado chegou, eles foram ao parque, estenderam uma manta macia sobre a grama, e estão lá, saboreando sonhos, com a intimidade que só o suave amor sabe emprestar.
Gregório, Alais e os sonhos da Panne D'Amour.


*

8 comentários:

Anônimo disse...

Goistei muito do texto Gregório,Alais e os sonhos da Panner D´Amour ele é um texto romantico é também um texto engraçado.......

Anônimo disse...

bom nem li sua história pois ela é muito grande. e na hora de ler deu preguiça e sono, mais ela paresse ser bontinha e otima . e a imagem ficou bonita nota10.

Anônimo disse...

eu gostei muito mais lindo

Anônimo disse...

Gostei muito ,é linda a historia

Anônimo disse...

Gostei muito ,é linda a historia

Anônimo disse...

gostei da história , mais falto um pouco mais de emoção , e o fim fico muito simples , como se algo faltase ali'

Anônimo disse...

Delicado Texto,cuja história possue sencibilidade e muito romantismo puro.Porem talvez por ser uma romantica esperava que no final houvesse um beijo.Mas a história é sua e você direciona na maneira que assim desejar que ficou muito romantico.

Anônimo disse...

Achei macnifica amei msm parabens!