terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Um Grito no Avesso

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Houve um tempo
Em que Laura acreditou.
Acreditando, passou a sorrir.
Sorrindo, desfez suas guardas.
Desprevenida,
Flutuava de novo,
Com a fé dos desavisados.
Entre um vôo e outro,
Deparou-se com a ilusão.
De novo.
Sorrindo pra um anjo,
Não supunha sua maldade.
E caiu. Espatifou-se.
E feriu suas mãos.
Feriu seu corpo. Feriu sua Alma.
E chorou seus cacos.
E gritou blasfêmias.
E feito muda e louca
Aquietou-se. De novo.
E foi assim que acabou-se
Oque não é, nem nunca foi
Doce.


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2 comentários:

Degustador disse...

Lindo....estou orgulhoso do seu texto...

Bia disse...

Obrigada,
você sabe o que
essa palavras significam,
e que elas estão aqui por causa
de você.

Beijo.

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