quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

sábado, 20 de dezembro de 2008

Tão lindo, que até dói.

Das imprevisibilidades,
Das impossibilidades,
Das inquietações,
Das ilusões,

Nada supera o Amor Romântico,

improvável,
impossível,
inquieto,
ilusão.

Ponto.

*

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

As boazinhas que me perdoem, por Martha Medeiros.

Empresto da formidável Martha Medeiros esse texto, e dedico esse post á um amigo querido.
Sem mais delongas, ei-lo:

_Qual é o elogio que toda mulher adora receber? Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui uns 700: mulher adora que verbalizem seus atributos, sejam físicos ou morais. Diga que ela é uma mulher inteligente e ela irá com a sua cara. Diga que ela tem um ótimo caráter, além de um corpo que é uma provocação, e ela decorará seu número. Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de como ela tem classe: ela achará você muito observador e lhe dará uma chave da porta de casa. Mas não pense que o jogo está ganho: manter-se no cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta. Diga que ela cozinha melhor que sua mãe, que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela é um avião no mundo dos negócios. Fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade, seu bom gosto musical. Agora, quer ver o mundo cair? Diga que ela é muito boazinha.

Descreva aí uma mulher boazinha. Voz fina, roupas pastéis, calçados rentes ao chão. Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja, cuida dos sobrinhos nos finais de semana. Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor. Nunca teve um chilique. Nunca colocou os pés num show de rock. É queridinha. Pequeninha. Educadinha. Enfim, uma mulher boazinha.

Fomos boazinhas por séculos. Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada, ceguinhas. Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de panelinhas e nenezinhos. A vida feminina era esse frege: bordados, paredes brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho. Passamos um tempão assim, comportadinhas, enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de virar a mesa. Quietenhas, mas inquietas.
Até que chegou um dia em que deixamos de ser as coitadinhas. Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes, estrelas, profissionais. Quem gosta de diminutivos, definha. Ser boazinha não tem nada aver com ser generosa. Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo. As bozinhas não têm defeitos. Não têm atitude. Conformam-se com a coadjuvância. Ph neutro. Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje. Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos. As inhas não moram mais aqui. Foram para o espaço, sozinhas.

P.S.
quem me déra ser um peixe.

*

domingo, 7 de dezembro de 2008

Com o vento...

Eu
cá por mim,
eu ando tranquilo com o vento comigo.
_ é bem. Sou teu amigo. Brisa a te soprar n'ouvido - sombra é nuvem - sobra-
e, como toda, tende a passar. O vento não. E eu sou com ele o fixo movimento
constante e irregular. Impulsionando os corpos, ares e mares, manhãs, marés;
por onde olhar, onde estiver...

A LUA
linda brilha lé em cima de noite. Vem
ME COCHICHA
que é lhe cuidar o meu fazer
que é de lhe amar esse viver.
QUE TUDO HÁ
( e não é à toa toada alguma senão, por fim)
PRA VER VOCÊ
o céu e as flores. Até o vago que é só um espaço
é um espaço pro'cê preencher.


Gustaf Yeratot
(pessoa mais que especial, do incrível blog TRANC_AGE)


*

sábado, 29 de novembro de 2008

L'Amour

Se um dia eu escrevesse uma história de Amor, ela se passaria em Paris. Sei lá, Paris tem atmosfera de romance.Eu acho. Convida para o Amor. Assim me parece. E assim seria. É que o tempo parece passar mais lentamente por lá. E Amor, convenhamos, precisa de tempo. E de atmosfera. Creio que os personagens se conheceriam por lá. Ambos perambulando pelas ruelas parisienses, e esbarrando-se ao acaso. Porque, convenhamos, o Amor necessita de acasos. E de disposição. Logo, eles estariam dispostos para o Amor. Porque quem vai à Paris deve ir com essa ilusão imbutida no inconsciente, no sub-consciente, ou no consciente mesmo, que se um lugar convida ao romance, esse é o lugar. E seriam ambos, desencanados. Porque convenhamos, o Amor não combina com as tensões cotidianas. Ele exige Almas livres. É... se um dia eu escrevesse uma história de Amor, ela se passaria em Paris. Aliás, se um dia eu decidir viver uma história de Amor, acho que vou dar um pulinho por lá. Depois de arranjar tempo, inspirar a sorte, e aprender a relaxar, quem sabe, com muita terapia. Porque convenhamos, o Amor é espertinho, quer estar perto das Almas mais leves. E em lugares bonitos. Tipo Paris.

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sábado, 25 de outubro de 2008

Hein?!...

Por que você não se senta aqui
e se acalma um pouco, hein?
Quem foi que disse ao senhorzinho,
que tudotudotudo tem que ser do
seu jeitinho, hein?
Por que você não deixa eu botar
uma canção suave, ler seu poema
preferido e simplesmente desfruta
de delicadeza que é
duas almas se tocarem?!
Hein?...

sábado, 11 de outubro de 2008

Se a canoa não virar, eu chego lá.

Essa imagem me impressiona, me faz pensar que é dessa forma que eu sou. Eu sou. Estranho usar essa frase ,"eu sou". Estou sempre olhando pra todo lado, acabo passando "lotado" por mim mesma. Tipo essa figurinha aérea. Suspensa por algo que parece frágil e lúdico. Não sabe se chora ou se ri. Não sabe se aquela coisa ali é um monstro ou um ser amigo. Não sabe pois, se quer que a faça subir ou descer, a tal geringonça que a suspende no ar. Se decide subir, vai para onde? Para o desconhecido? Se resolve descer, pode ser um monstro. Aí, chora. Aí, pensa, mas e se subir for bom, e se subindo acaba em algum lugar magnífico e cheio de doces? E se o ser aí de baixo for um queridíssimo amigo capaz de fazê-la passar por experiências únicas no lar de Netuno? Aí sorri. E chora. Tem dúvidas, tem medos, e pensa:
_ mas se subir for péssimo, se descer for dar de encontro com um monstro? e se tudo for bom?...o que escolher? Olhando melhor, a imagem parece parada. Ela não sobe nem desce. Fica ali, estática, observando e sorrindo e chorando, sem saber o que escolher e assim, sem nada decidir, passa sem existir. Deve estar esperando um vento forte que decida por ela, fazendo a geringonça subir de vez, ou despensar, e assim, definir sem escolher. Corajosa essa menina!
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domingo, 28 de setembro de 2008

O que eu sinto eu não ajo.
O que eu ajo não penso.
O que penso não sinto.
Do que sei sou ignorante.
Do que sinto não ignoro.
Não me entendo e ajo como se entendesse.

(Clarice Lispector)

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Se nós tivéssemos agido
poderia ser algo assim:
uma festa,
límpida,
clara,
doce,
una.

Como ignoramos
o que pensamos,
o que sentimos,
o que sabemos,
seguimos sem
festa.

Sem festa, eu,
sem festa, você,
sem festa, nós.

*

Prêmio Dardos

Quero agradecer muito a menina sonhadora do "Caixa de Anadora" pela doce indicação.Obrigada, querida!
Intenção do Prêmio:
"Reconhecer os valores que cada blogueiro mostra a cada dia, seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais. Em suma, como demonstram sua criatividade através de pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras e suas palavras."
Condição para recebimento:
. aceitar e exibir a distinta honra.
. linkar o blog do qual recebeu o prêmio.
. indicar 15 blogs para o prêmio.

Dito e aceito, as indicações:

. Caixa de Anadora
. Cáh Morandi
. Cenas e Coisas e tal
. Do Amor que sinto
. Minimínimos
. Persona Non Grata
. Poeira e Circo
. Pequena *-*
. Quadras Envolta de Rilke
. Trankg
. Transflormar-la
. Tudo me Afeta*
. Vestidos com Poesia
. Versemeando

Beijos. *


quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Das cretinices.

Não sei por que você faz isso.
Você não tem nada mais pra fazer,
além de ficar me observando de longe,
e quando percebe que estou me curando,
lá vem você:

Você e suas singularidades,
você e suas surrealidades,
você e suas amabilidades,
você e suas facilidades.

Você e sua capacidade absurda
de me encantar,
de me aborrecer,
de me dominar,
assim, sorrateiramente.

Moço, tu não tem mais nada pra fazer, é?...

domingo, 31 de agosto de 2008

Colher de Chá

Ando querendo, solicitando na verdade, uma audiência com a Dona Vida. O pedido: uma colherzinha de chá. Colherzinha, não. Uma boa colherada de chá. Uma folga, um recreio, uma lógica pra seguir, uma carinho, um algodão doce bem grandão. Não, a vida não é ruim comigo. Muito pelo contrário. Eu é que estou cansada. Cansada de ter que ser o que a gente tem que ser para viver por aí. E por aqui. E por todo lado. Na verdade, queria que a Vida desse uma colher de chá pra todo mundo à minha volta. Seríamos assim, um monte de gente de folga. Folga de intelectualidades refinadas, de posturas adequadas, de superficialismos existenciais, de joguetes, de maldade, de afetos artificiais, de tantas palavras que não dizem nada. Ás vezes penso _Caraca, será que estou só nessa ânsia por uma convivência mais simples, com mais risadas, com mais palavras soltas, com mais aceitação, com mais to-le-rân-cia, com mais abraços apertados e demorados, com mais portas abertas, com mais "eu adoro você", com mais tempo para simplicidade?...Devo estar sendo redundante, eu sei. Deve ser esse inconformismo que me ronda e não permite a devida adaptação. Por mim, a Dona Vida sairia distribuindo colheres e mais colheres de chá pra todo mundo, uma chazinho que acrescentasse mais sorrisos, mais encontros e mais delírios por esse mundo que anda , por vezes, tão chatinho. _Ah, Dona Vida, help me, please!
*

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Alô... alguém me viu por aí?


Eu rio, e eu sei que a vida é bela. Eu também sei que as coisas mais simples são as que regem o nosso mundo. Mas acontece, que existe um tristeza, um risco no peito que não me é permitido mencionar. Uma ausência, que eu sei que não é falta, é medo, é solidão.
É um sonho perdido frente às multidões.

Coitadas das minhas estrelas,
há tempos não vêem um só brilho em meu olhar!

(A.E. Calistro)

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Como são parecidas as emoções.
Somos todos, pobres crianças perdidas
nesse mundo sem sentido e sem manual de instrução.

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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Cinco Horas.

Estava pensando em algo que me passasse a sensação de conforto. Buscando em minha mente algum lugar pra colocar minha Alma pra descansar. Um lugar onde os pensamentos se acalmassem e desfrutassem apenas de uma sensação agradável de bem-estar. Fui buscando em meus registros, pra lá pra cá, inevitavelmente esbarrando em delírios românticos, tipo uma praia linda em companhia daquele "cachorro" que não fale um níquel furado. Angustiante. Andei vasculhando espaços mais animados, bares e gente barulhenta, flertes abrindo possibilidades de mais romance. Parando, em seguida. Nada disso é confortável. Preciso apenas de uma sensação branca, branda, selenciosa. Nossa! será que passei a achar o Amor e as paixonites uma coisa infernal? Não sei, mas continuando minha busca interior por um lugar onde possa largar minha Alma agitada, constato que tudo que vivo, vivemos, não é de fato tranquilo. São lembranças caras e queridas, mas conturbadas demais pra voltar lá e visitar. Epa! mas tem uma sensação boa chegando. Quando vou indo mais pra perto das coisas conhecidas de tempos, uma tarde na casa da minha vó, aquele chá animado com as meninas, o domingo na chácara com meu Pai. Meu coração desaperta. Lugar bom esse. Suspiro de alívio por constatar que sou capaz de admitir que as paixões já não são mais tão importantes e vitais. Que vital mesmo, é uma paz que só o conforto das coisas conhecidas é capaz de oferecer. São cinco horas e é bem capaz de ter bolo fresco na minha vó. Vou pra lá, esse sim, um lugar pra lá de confortável. Tanto para o corpo quanto pra minha Alma esquisita.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Por dentro com
A Alma atarantada,
Sou uma criança
Não entendo nada.

Coisas Lindas

O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...

[Fernando Pessoa]


*

sábado, 9 de agosto de 2008



As coisas simples são tão mais cativantes.

uma noite bonita. uma lua. uma rua bucólica. uma calçada convidativa. uma noite.
um sorriso. dois sorrisos. uma conversa. uma boa conversa. mais sorrisos. fim.

A vida pode ser boa.

*

fotografia: Cartier-Bresson

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Idéia Miúda


Adoro a idéia de Infinito.
Mesmo com os riscos,
com as adjacências que igualmente se perpetuam.
Pensar no Infinito é um troço inquietante. Se de fato, tudo é Infinito, deveríamos fazer conexões mentais mais inteligentes, não? Ligação com o que queremos como Infinito em nossa Vida.
Mais Alegria, por exemplo.
Mais Amor, mais parceria.
Tem alguma coisa na Bíblia que fala sobre "vigiarmos", mantermos o candeeiro acesso, pois não sabemos a Hora. A hora?
_ é, a Hora. A Hora de nos esbarrarmos com algo muito bom, e estarmos prontos , atentos, aptos à receber esse algo bom. Ir além de desejar, estar de fato ligado ao fio prata do nosso ideal de existência. Um Amor?... por que não? Uma viagem longa, uma oportunidade excepcional, um chopinho com os melhores amigos, o livro certo, a partida, a chegada. Infinitas são também as Possibilidades. Boas ou não, escolhe-se. Não somos reféns. Prefiro pensar que não.
Além do mais, não é adorável a idéia de que algo maravilhoso está zanzando pelo Infinito pronto para esbarrar com você? Pelo sim, pelo não, vou acender meu candeeiro.
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domingo, 3 de agosto de 2008

E o vento levou...


Tá ventando demais,
teus sinais não chegam.
São tantas poeiras,
mal-faladas-palavras,
que acho que não nos
achamos,
nunca mais!

sábado, 2 de agosto de 2008

Urgentemente

Quanta coisa me falta. Aliás, tudo que mais encanta, me falta. Falta-me uma pitada de tudo que faz a diferença. Falta-me densidade, substância, marca. Tenho demais o que não importa. De menos, o que define. Esse saldo é patético. Preciso ir ás compras!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Meu contrário sou eu mesma.

O que poderia ser considerado o "contrário"?
O contrário de bom é ruim, de belo é feio, de claro é escuro, de verdade é mentira, de tristeza é alegria. Será mesmo? Entre o bom e o ruim, existe que distância? Entre o belo e o feio, quem define absolutamente o que é o que? Como saberíamos a luz se não conhecendo a escuridão? O que é alegre pra mim, é igual pra você? Quem é quem pra atirar a primeira pedra, ou definir verdades absolutas, estabelecer julgamentos, quem dá esse poder a quem?
Pensar em "contrário" me faz pensar inevitavelmente em relatividade. E em conveniências. E em circunstâncias. Somos nossas circunstâncias, e dentro delas agimos. Fico matutando algo que estivesse acima dessa realtividade existencial. Circunstancial.
Nada me ocorre. Quer dizer, algo me ocorre. Faz tempo que não penso nessa palavra, não a ouço também, nem sei se ela existe ainda.
A palavra ? a palavra Compreensão. Que estranha, não? Não parece absolutamente fora de moda? Pra falar sobre o que é contrário a que, a ponte poderia ser essa coisinha besta, a capacidade de compreender o que se passa de forma maior. Compreender que tudo é uma coisa só, que hoje o que julgamos, amanhã pode ser o que nos julga. Compreensão. Gentileza. Sutileza. Delicadeza. Suavidade. Generosidade. Doçura. Leveza. Compreender o outro dessa forma, gentil, sutil, delicada, suave, doce, leve. Isso é tão contrário ao que se vê...
Tanto devaneio na verdade, é uma tentativa de enxergar qual seria o "meu" contrário, uma forma de tentar escapar de meu próprio crivo. Quando alguém diz à você _ até você me provar o contrário- coisas assim passam a ocupar o pensamento. Olhando essa menina voando por seu mundo imaginário, no entanto, não consigo achar um contrário, não consigo. O contrário de uma atitude carinhosa seria o que? uma atitude agressiva? Não, está tudo errado. Vou parar. Pelo menos eu tenho que ser compreensiva comigo, não? Desculpe-me!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Viva o Abraço e as Rimas Fáceis!

Ouvi falar que hoje é o dia do Abraço. Que bobagem, né?
_ Não, não é! , aliás é bem lindo ter o dia do Abraço. Poderia também haver o dia das "Rimas Fáceis", o "Dia de falar a Verdade", o "Dia de ser gente boa", o "Dia de beijar de verdade", o "Dia de admirar-se", o dia da "Doação", o dia do "Elogio", o "Dia de quem não tem medo de se expor", o "Dia de quem não tem medo de amar", o "Dia de ser Feliz", o "Dia de acolher", o "Dia de ser feliz com o outro e pelo outro"...seriam tantos dias bonitos.
Porque o que comemora-se todo santo dia, é o infeliz dia do "Eu-comigo-mesmo-sozinho".

O Dia do Abraço, é bem mais bonito.

sábado, 26 de julho de 2008

Mas isso existe?

Quando penso no Amor,
lembro de espelhos.
E fantasia.
Um veria nos
olhos-espelhos do outro,
uma coincidência
de fantasia.

O Amor seria,
então,
uma coincidência
de fantasias.

Fantasias.

*

terça-feira, 22 de julho de 2008

Doce demais, doçura!

Agora me explica como isso funciona. Você separa o seu melhor, oferece suas sentimentalidades embrulhadas em pura delicadeza, acrescenta pitadas e mais pitadas de afetividades de todas as cores e sabores, pede aos céus os sons mais divinos para acompanhar sua entrega, e não obstante, repassa mil vezes todas as possibilidades de mais acréscimos de lindeza, sutileza, feminilidade, doçura, carinho, e depois de muito avaliar, acha até que está tudo muito encantador. Aí, ele olha pra você e diz:
_tá doce demais pro meu gosto.

Então tá.

*

sábado, 19 de julho de 2008

The End

Procura-se uma cena de filme.
Filme de Amor. Óbvio.
Com final feliz. Claro.
Pensando bem,
sem final.
Um filme só de cenas
e mais cenas,
de Amor sem final.

.
.
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sábado, 12 de julho de 2008


"Em vão procuras
um guarda-chuva
que te leve
para casa.
Como se o importante
fosse a chuva
e não a fuga
deste ardor
que te consome."

*

terça-feira, 1 de julho de 2008

Arquejo

Sentia um arquejo de emoção,
surpreendendo-a.
O passado perderia,
algum dia,
o poder de feri-la?
O tempo parecia
não fazer o seu trabalho
devidamente.

No paralelo do tempo,
no entanto,
eles estavam juntos.
Em uma atmosfera suave
eles tinham, apenas,
consciência de si mesmos.
E de um vazio. E de um vácuo.

De lá, ouvia-se:
_Oh! mon còr,
c'est l'heure.
Sabia dos silêncios,
mas não os entendia.
Precisava de palavras vivas.
Das palavras.
Vivas.

Suspirava.
Então, aspirava
os cheiros delicados da noite.
Ao longe, uma lua tímida
nascia no céu,
com ares de promessa.
Nessa hora ela sorria.

Em algum lugar,
nessa mesma hora,
ele sorria também.

*

sábado, 28 de junho de 2008

Pas a pas.

Fechei portas ontem.
Muitas.
Cada porta fechada,
foi uma dor diferente.
Dor de perder gente.

Mas nada se fecha
definitivamente
Há sempre um fresta,
uma brecha,
outra porta pra se abrir,
lindamente.

*

Doçament


Entrez dans la danse,
Voyez comme on danse
Sautez, dansez,
Embreassez cell'que vous aimez.

Entrez dans la danse,
Regardez-en la cadence,
Et puis vous embreasserez
Celui que vous aimerez.


*

Uma Estrela de Amor.



Quando você prometeu que aquela estrela seria para sempre minha, esqueceu de me dizer o quanto seria difícil isso. O quanto seria difícil acreditar nisso. E acreditar em você. Um amor em forma de estrela. Uma estrela em forma de Amor. E dois seres distantes, anos luz distantes, próximos, tão próximos, que quase podiam se tocar. Você esqueceu de me dizer o quanto isso seria difícil. Não fosse essa estrela, que todo dia brilha na minha janela, eu já teria enlouquecido.

*

sexta-feira, 27 de junho de 2008

"When I look in your eyes, I just see the sky."


*