sábado, 14 de fevereiro de 2015

Por isso rima!

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TEIMOSIA
nada mais é
que
 
um menino
ou
uma menina
 
que insistem
em sua ALEGRIA
 
 
 
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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Saber é pouco...

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De
um andar
para
outro
 
tem muito mais
do que a gente
ousa
 
imaginar...
 
 
 
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

BEM TE QUER

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Seja o tempo que for, eu só quero que teu caminho seja bonito. E por bonito, subtenda, completo. Não tente escapar às agruras, às escorregadelas, às ciladas, e não espere que as calçadas estejam sempre sinalizadas indicando o melhor caminho a tomar.
Se fizer sol, é lindo. Mas se fizer chuva, e frio, é bom pra lembrar. Você lembra? Todo mundo tem uma boa lembrança encharcada por um dia de chuva qualquer. E volte a meia tem haver com amor esta lembrança. Você ainda carrega aquela marca de criança? A saudade sempre alcança a gente. Quer a gente queira,  ou não. Então, nem tente escapar às recordações. Nem impedir seu coração de bater mais rápido frente àquela praça, ainda de madrugada quando fez cenário pra nós.
Aceite que a vida é bonita dos dois lados. Ou melhor, por todos os lados. Tudo, e creio que seja estranho, mas absolutamente tudo tem outros lados, somos espelhos quebrados, cacos de histórias infindas, que só fazem continuar e continuar, até o infinito, que nunca finda.
Toda beleza esteja ao alcance das tuas mãos. E daquele teu sorriso contido, vê se alarga este riso, e se diverte mais, se solta mais, e faz coisas loucas, experimenta, saltar de paraquedas, escalar umas montanhas, visitar um observatório, e olhar muito, e muitas vezes pro céu, para a lua que se faz cheia de beijos, e aponta logo uma estrela que é pra dar sorte, sempre, e que sempre será um lugar chamando por nós.
Descubra logo de uma vez por todas que a paixão é efêmera, acaba, se vai, se esvai feito a água daquela chuva que molhou os meus cabelos enquanto você tentava cantar. E dançar. Dance muito, viu? Levante a poeira, mas não passe rasteira nas coisas idas, porque, como diz o poeta, elas serão as mais queridas quando o tempo da neve, o branco tempo chegar.
Insista em querer. Insista em poder. Insista em ser o melhor todo dia, mas entenda de uma vez por todas, melhor é sempre um tempo futuro, e ao futuro só cabe esperar. Deixa pra lá qualquer coisa que te afaste do amor. Mesmo que para isso seja preciso recomeçar, e recomeçar e todo dia é um recomeço, então, só nos resta, dia após dia, RECOMEÇAR.
Torça pelo seu time, grite pela sua banda preferida, defenda as suas convicções, mas nunca perca a capacidade de mudar de ideia, de aceitar novas noções, e de alimentar alguma ilusão, porque tudo passa, só a beleza fica, escondida cá mais para dentro, e eu ia quase esquecendo de dizer que não me esqueças, porque passar pela vida de alguém é um privilégio sem par, ser seu par então, ainda que pouco te pareça, foi uma experiência daquelas que ainda me faz suspirar.
Por fim, mas nunca por último, colha flores. Dos canteiros da cidade, da casa da velha vizinha, de uma praça, de um jardim qualquer, e aceite muitos beijos desta que muito bem te quer.
 
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Nas nuvens

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Então o amor chega. E nos agarra pelas ancas, e nos arranca do chão. É uma explosão.  Tudo muda. Outros sons. Novas cores. Acrescidos somos de percepção. Uma outra.  Abre-se uma nova sintonia, mais fina, mais linda do que se poderia supor nos nossos sonhos de um amor. Alcança-se as nuvens. Não há mais caminhos. Você já chegou! Este é o lugar, e ele se chama amor. Qualquer tarde é eternidade. Qualquer noite é céu estrelado. Qualquer bom-dia é canção. Qualquer evento é condição. E como bate o coração... Você conjuga alegria, prazer e o mais puro desejo de estar vivo. E ativo ,tudo ao mesmo tempo, livre de compromisso, solto como um cata-vento.
É um estado divino. Cabelos ao vento, quem vai lembrar de  documento quando o momento está protegido pelo amor? Viramos imortais, deixa pra lá os teus sais, agora somos iguais, e o tempo que se dane, a gente quer é que o amor se esparrame pelos ares, por todos os lares, enquanto a gente voa muito leve, muito estranho, tudo que quero é que o amor nos acompanhe, e, por favor, não reclame, se eu parecer uma poeta infame, que delira o amor em versos que parecem entrar em pane, o amor ainda vai se esparramar, se multiplicar e te acertar, em cheio, numa noite de Janeiro, quem sabe Fevereiro?, ou numa destas noites insones, e tudo vai parecer tão perfeitamente razoável,  meio sem lógica, eu sei, mas quer saber?  que se dane, hoje eu só quero saber das asas, e me soltar nos braços desse amor que eu nem sei se existe, mas que não desiste, e já cansou de ser triste e hoje vai voar. Pode apostar!
 
 
 
 
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Delicada seja a face de 2015...

 
 
 
Que 2015
revele-se
 em múltiplas e variadas
 fartas e delicadas
formas de
FELICIDADE
 
 
Feliz Ano Novo!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Renda-se

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Existe
o amor,
então,
faz todo sentido existir o
Natal,
 
e assim como o amor,
o verdadeiro,
não se explica,
desta mesma substância inexplicável
faz-se o Natal,
 
_ e sem mais explicação
 o negócio é se render
a emoção.
 
 
FELIZ NATAL!
 
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

GOSTAR DE GOSTAR

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Gostar é muito. Gostar é um verbo amigo. É quase maior que amar. Porque quando se gosta, se gosta meio sem condição. Coisa meio de irmão. Ele pode até te sacanear, mas tem o gostar lá no meio. A gente não se acanha no perdão, por exemplo. No gostar a gente aprova sem muita avaliação, a gente gosta e ponto,  até porque, gostar é mais fácil. Ou deveria ser. Pra não gostar entra a chatice na história, aquele troço do perfeccionismo, é mais complicado não gostar porque, o buraco é mais embaixo, passa por percepções interiores que a gente pensa se tratar no outro, mas não! Quando a gente gosta a gente simplifica o caminho, aceita na pureza. É quase uma coisa caipira, no boníssimo sentido da palavra. Gostar lembra bons tempos, tempos em que se faziam visitas, se fritavam bolinhos pra visita, tempos de ir à novena, beijar a mão da vó, tempos de menos fartura e mais valor. Gostar é como ir para um sítio e se largar numa rede: _ tem coisa mais simples e gostosa do que uma rede pra se balançar? Se for pra olhar "olhar assim de perto", uma rede não é a coisa mais confortável do mundo, o tecido não é o mais macio do mundo, a coluna nem fica correta daquele jeito, é muito simples, simples de tudo, e mesmo assim,  quem vai dizer que não gosta de uma rede pra deitar? Penso desse jeito o gostar. Um sentimento  imperfeito e todo feito pra gente se largar. Se largar sem culpa, sem análises consonantais, complicações e coisas e sais.
 
Gostar não dá aquela sensação de borboletas no estômago, que todo mundo fala que é bom. Caprichoso estado  da categoria  Paixão. _ É bom? _ É bom!, mas sei lá, às vezes é bem bom também estar com o estômago calminho, estirada numa rede, vendo as borboletas baterem suas asas e voar. Ver o voo. Calmamente vê-las passar. Tudo solto. Tudo livre. Corpo. Mente. É uma coisa tão sana. Quase santa. Sagrada simplicidade de se soltar os nós pra poder se soltar. Ser humano sem pressa, sem ansiedade, sem véspera... Gostar é aproveitar o mundo sem se esquentar. É quase como resolver que a vida é vadiar. Relaxar e desencanar.
 
Se borboletas presas se debatendo no estômago é coisa de amar, vou te confessar,  acho que prefiro borboletas voando e só GOSTAR. Gostar por gostar, gostando de gostar.
 
 
 
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

ABRIGO

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Tem amigo que é tão querido
que faz a gente se sentir tão acolhido
que esse amigo poderia logo ser chamado ABRIGO.
 
 
 
 
 
 
 
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é oque diz a canção: vambora?

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quem
sabe
faz
a
hora
não
espera
acontecer
 
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Asa Coração

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DEZEMBRO
podia bem inaugurar
uma nova estação:
 
_ já é mais do que  tempo de libertar o coração!
 
 
 
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sábado, 15 de novembro de 2014

Até breve!

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Estou longe do mar. Quilômetros. Longos quilômetros me separam das águas que poderiam trazer um tipo de conforto especial, algo parecido com um carinho feito por Deus, delicada carícia de corpo inteiro, alívio de corpo e alma. Dói. Estranhamente, dói.

Assim como doem as partidas. Partidas sempre estendem em muito, os quilômetros de distância. O menino poeta dos passarinhos vivia à quilômetros e quilômetros de distância desta que tanto o ama. Era sonho um dia, entre árvores e flores miudinhas, entre sapos e latinhas, entre o passeio de uma cobra de vidro e a sorte do destino, topar com este menino de mais de oitenta primaveras bem vividas.

Não foi possível neste plano, porque quis o plano divino leva-lo pra cima, lá entre as grandezas, este miúdo menino poeta de instantes pequeninos e tanta lindeza de alma. _ Pra onde você foi, Manoel? Tá interessante aí em cima? Será que você pode me ouvir? Será que eu dizer que amo sua alma te deixa feliz? Será que você poderia sorrir pra mim? Mesmo que fosse em sonho?

Sabe, Manoelzinho, tua poesia das coisas pequenas me acalma. Traz paz. E sossego, e a mesma sensação do toque de Deus que só as águas de um mar tranquilo me trazem. Ler tuas palavras acende em mim a humanidade que parece perdida neste mundo confuso aqui da cidade.

Você se foi, e eu fiquei tão triste. Quando senti uma aguinha salgada alcançando meus lábios por saber da tua partida, lembrei do mar. E senti o mar tão perto... senti você por perto... percebi que já não existem mais quilômetros a nos separar. Você já pode saber do meu amor por ti. Amor puro e verdadeiro, amor que vive  num reino pequeno, nos grãos de areia que fazem berço pro mar, mar de amar que aprendi com tuas palavras.

Não sei oque nos aguarda por aí, neste lado para onde você foi, mas agora tenho certeza que deve de
ser um bom lugar. Um lugar cheio de borboletas, aquelas que você escolheu para nos governar. Não te esquece de mim, agora que não existe mais chão pra nos separar. Pisca uma estrela, manda um sinal. Eu que já olhava tanto pro céu, agora os olhos dele não vou desgrudar. Até te achar, menino poeta, até te sonhar .

Até breve, passarinho. Até mar!


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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

TODA GENTE

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A vida é muito curiosa. Vive de opostos. Opostos que se atraem. Retraem. Sondam. Movimentam-se em versos, reversos, múltiplos prismas de uma vida que, tal qual reflexo , se abre para um novo reflexo que se abre para um novo reflexo, e em cada movimento, muda, amplia-se, encolhe-se, perde o original de si mesmo, mas ainda assim, permanece. Permanente é o gesto que não cessa sua busca. Busca entender. Busca modificar. Busca transformar-se em mais. Para todo lado, mais. Mas, que porra é essa de lado? De que lado você está? Depende do dia. Depende da hora. Depende do assunto. Depende de tudo. Só não depende, se tiver que abrir mão da essência. Da coisa básica que se oscila, oscila sem perder as estribeiras. Não dá pra dar bobeira quando se tem gente na história. E alguma vez, por acaso, não tem gente na história? Sempre tem a ver com gente. Gente com que a gente vive todo dia, gente com quem a gente trabalha, namora, se enrola, gente com quem a gente só esbarra, gente que força a barra, gente que traz a alegria na sacola, e tem gente mala, tem gente que pouco fala, tem gente que que quando deveria, cala, tem gente que saca o lance, tem gente que se faz de bobo, tem gente que cresce e aparece, tem gente que desaparece, e não deveria, porque tem que ter gente pra ter alegria. Gente de todo lado. Por todos os lados. Das altas rodas, das periferias, gente que se faz de burguês, gente que vira freguês, gente que tem manias, gente que tem as mãos frias, gente que já vem logo pro abraço, gente que se deixa vencer no cansaço, tem gente com paciência, tem gente com carência, tem gente que dá preferência às velhinhas que estão na fila, e tem gente boa na vila, nos pampas, às pampas, tem gente boa que tem a barriga verde,tem gente que fala guria no lugar de menina, gente que vive nas grandes cidades, que tá no centro, que tá na crista de alguma onda , e tem uma gente mais do que boa, lá pro lado de cima, onde sol com tudo rima, sorriso certo, mesmo quando o julgo é incerto, gente de cabeça erguida, gente sofrida, gente que sabe o valor da vida, essa vida que se estende para mais além deste oceano, atlântico, e vira índico, pacífico, como toda gente quer ser, ou deveria, ser pacífica, da paz, aquela gente que de tudo faz, ou pouco faz, tanto faz, oque a gente quer, toda gente do planeta, é se agarrar na cauda de um cometa e esquecer os lados, esquecer as fitas, esquecer as rixas, e cair no abraço, e viver em paz. Isso é coisa de gente, isso é coisa da vida, curiosa vida, de tantos lados, de tantos versos, que nos envolve à todos, deste pequeno universo.



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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Delírio e Recordação: Condição

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Curioso, esse ser, humano, e sua diária e pequena solidão. Solidão preenchida por insanos momentos de reclusão. Ou serão momentos sãos? Um momento para chamar de seu. Nele repousam  inquietações. Ou seriam, reflexões? Oque foi feito daquele sonho. Oque será daquele anseio. Onde foi parar meu coração. Naquela canção? Como era mesmo o refrão? Tudo um dia será esquecido? Virei solidão? Desilusão? Estarei eu na contramão? Quem abrirá mão do desejo quando tanto bem se quis? Foi por um triz que não fiz oque sempre quis. Quis com esse, quis com ze, quis pouco ou pouco te quis? Nada faz sentido quando se está só. Quando sorrateiro arrasta-se o silêncio pelas paredes, e soleiras, desconsiderando as eiras e as beiras e enxergar minha derradeira condição? Continuo aqui, e cada um vai por aí. Entre seus livros, seus discos, seus programas de televisão, sem saber que aquele rosto ainda traz, e tanta, RECORDAÇÃO.



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terça-feira, 21 de outubro de 2014

... é TREZE, CORAÇÃO!

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Na  minha casa, a gente aprendeu desde cedo que é preciso confiar nas pessoas. Mas sempre com critério. Com análise. Com inteligência. Meu avô sempre dizia: _ Não quero saber de neto seguindo rebanho, vocês têm cabeça, e cabeça foi feita pra pensar.

Na minha casa, a gente aprendeu desde cedo também, que para se ter uma omelete, é preciso que se quebrem os ovos. Ou que se jogue o jogo. Em ambos os casos, a gente aprendeu que, se tem omelete, todo mundo tem direito de comer. Ou todos comem, ou ninguém come, simples assim. E isso inclui TODO MUNDO. Sem exceção ou privilégios, na mesa e no jogo da vida.

Na minha casa a gente aprendeu que não basta ter uma grande inteligência, é preciso que ela vá além e seja emocional. Que a gente se comova com as pessoas, todas as pessoas, e coloque as mãos na obra ao invés de reclamar, ou postergar, ou se acovardar.

Nem todo mundo desta casa grande que era a casa do meu avô, captou a lição, umas foram pra cá, outros foram pra lá, mas quem ficou do lado de cá, aprendeu que respeito é uma palavra chave, indispensável, e que honestidade a gente reconhece porque se reconhece nela.

Na minha casa, a gente aprendeu e muito o valor do que é GRATIDÃO. Tinha até uma palavra que a gente aprendeu como repgunante: VIRA COXO. Você podia agir de qualquer forma para se testar na vida, mas sempre foi, veementemente proibido ser uma pessoa ingrata, uma pessoa que vira as costas para quem tanto ou pouco fez por nós. Saber reconhecer o esforço, a generosidade, as dádivas, ou oque quer que fosse, _ aprendemos, faz do caráter de uma pessoa algo reconhecível como bom.

A gente aprendeu que não há mérito em vencer com desonra. Que não há mérito nas manipulações da verdade. A gente aprendeu que tem que ser bom para todo mundo. Que não se conta vantagem. Que não se marginalizam pessoas, por credo, raça, cor, preferência, política, por nada, porque somos todos seres humanos passíveis de acertos, de erros, mas que tomar porrada sem reagir é burrice. Aprendemos que temos direito a uma posição, e podemos defendê-la, mesmo sob risco de marginalização.

A gente aprendeu sobre coragem e sobre valentia. Sobre homens e mulheres serem seres de Deus, sem um nem outro ser superior ao outro, e que às mulheres cabe um extra de carinho, respeito e consideração. A gente aprendeu que tem que ser elegante, que tem que saber se comportar, que tem que ter carinho com as pessoas, que tem que saber falar as coisas, que tem que saber ouvir, que tem que ser capaz de ouvir opiniões contrárias sem se ofender e sem perder as convicções e a ternura 'jamás'.

A gente aprendeu um monte de coisa. Muitas precisam ser revisadas minuto à minuto desta vida, porque é dureza fazer certo. A gente é imperfeito pra caramba, mas tem horas que não deveria ser permitido errar. Meu avô sempre se posicionaou politicamente. Falar sobre os caminhos políticos de nossa cidade, estado, país, sobre o mundo, sempre foi uma prática em casa. Mas com a mente bem aberta, o mais ampla possível, e buscando as mais variadas fontes, porque só com bastante conteúdo a gente é capaz de chegar perto da verdade.

E por ter tido o privilégio de ter tido um avô como o meu, ter tido o privilégio de estudar, de aprender, de saber por a cachola pra funcionar e pensar por ela mesma, por respeito e consideração á tudo que me foi transmitido desde o dia que nasci é que venho até este espaço onde coloco minhas opiniões mais variadas e declaro delicadamente que voto na Presidenta Dilma com muito sossego e alegria. Ela me faz lembrar a casa. A grande casa do meu avô. Ela me faz lembrar família. Luta diária. Olhos atentos. Coração valente e amor por toda gente, seja lá quem for, com ela eu aprendo que para ser uma grande mulher há que se ter muito mais do que os predicativos básicos, há que ter uma enorme capacidade de gerar amor,

e amor é oque eu deixo nestas linhas, amor para os que comungam destes pensamentos, e sobretudo amor aos que discordam dele, porque caros amigos, tudo que a gente quer é um país melhor, mais direitos e alegrias para todos, e que a sua convicção pode ser diferente da minha, mas no final, oque a gente quer é que a felicidade seja geral.

Boa Sorte, à todos. Por um país sem exceção.!



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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Caraminholas

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Há tanta coisa boa pra pensar...
Pra que prender caraminholas na cachola
como se cabeça fosse gaiola
se quando soltas
elas podem voar?

_ Deixa virar passarinho
bater asas e voar,
deixa pensamento florear...



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sábado, 27 de setembro de 2014

O peso do mundo

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Todos carregamos o mundo nas costas, então, torná-lo leve é a melhor coisa a se fazer.

Por todo mundo. Não é?...



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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

ADIANTE

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O que a gente passa adiante, adiante vai. Alguma coisa caminha adiante, bem diante dos olhos que por vezes, não enxergam um palmo diante do nariz. Tudo que se pensa, segue adiante. Dias antes, até. Tudo que se fala, segue adiante, norte sul, leste, oeste. Tudo que se faz, reverbera. Ressoa. Repercute. Resvala e segue batido feito batida da asa de qualquer borboleta Atira. Por dias e dias. E dias, depois. E segue adiante uma de mim junto à pensamentos, sentimentos e toda bobagem capaz de ser feita. Deixar para trás. Passar adiante. Estagnar. Movimentar. Seguir em frente, em espirais, sempre torcendo, sempre sofrendo, sempre querendo, sempre sorvendo oque vem, oque vai, seguindo adiante, e d e v e z e n q u a n d o, olhando para trás.

_ BOM SABER!



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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Recém-nascida

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Fez-se o Amor.
Ficamos todos grávidos.
Corpos em tansformação
numa gravidez que não tem fim
chamada Vida
que creio, nunca finda

estado interessante
de uma ansiedade original:

_ Quando finalmente irei me parir?

Ou ainda:

_ Quando nascerei de novo em mim?


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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Acender

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Acendam-se
os amarelos
pois a PRIMAVERA
não tarda.
Acendam-se
todas as cores
as folhas, as flores,
e nós, sobretudo NÓS,
acendamo-nos em elos
para que a semente
eterna do amor

faça-se em nós presente
EM MAIS UMA BELA PRIMAVERA



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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Beijinhos

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Sabe essa coisa de ter que agradar à todo mundo? Pois é, invariavelmente a gente acaba não agradando à ninguém. E nem à gente mesmo, porque o que sobra neste movimento insano de querer ser agradável é uma grande frustração de não conseguir. Quando você finalmente pensa _ que se dane!, parece que os ombros liberam uma tonelada e meia de um peso desnecessário porque, simplesmente, você só vai agradar à alguém se este alguém estiver predisposto a sentir-se agradado. Em caso contrário, você pode volver céus e infernos e não vai conseguir.

A grande merda é que a gente se vicia neste movimento de ter que agradar. É quase uma obsessão. A opinião do outro. O outro. Sempre o outro. Até a gente mesmo acaba parecendo uma outra pessoa à quem se tem que agradar. Quanto estranhamente existe na não naturalidade de um gesto. Tudo se perde.

Para ser agradável aos olhos, aos ouvidos, aos sentidos do outro, há que se partir muito mais do lado de dentro, aquele lado que certamente questiona a validade de precisar tanto de aprovação, aplauso, cumplicidade e essa coisa toda que vem do outro, mas que teria que partir de nós.

Lá dentro, dentro bem dentro da gente, lugar que nem sempre sobra tempo para se acessar, haja vista que o outro tem que ser visto e agradado muito, e rápido e pra ontem, existe uma centelha. Tem que existir porque a gente não é só este corpinho bonito que Deus nos deu. Somos oque realmente somos. É na sondagem deste ser, na manutenção desta chama para que ela queime e nos incendeie que está a tal grande mágica de conseguir agradar alguém. Faz-se oque se faz pelo amor de se estar fazendo.

Lógico que não se trata de soberba ou indiferença ou pouco caso para com o outro, trata-se antes de tudo de ser coerente e leal com a gente mesmo. Repetir o mantra do amor propriamente como ponto de partida de quem se ama acima de tudo. A unanimidade nem sempre é esperta. Tem vezes que é até meio burra. Então, poucos serão muitos, e muitos serão os momentos de paz.

Porque essa história de 'beijinho no ombro' é meio brejeira, mas faz sentido.
Gostou gostou. Não gostou, o beijinho fica seu.

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terça-feira, 2 de setembro de 2014

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Nem grega, nem troiana, só uma chiquita bacana

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Agora eu te pergunto: _ Do que adianta conhecer conceitos rebuscados acerca de um tema qualquer se, na prática, é tudo tão simples?
Um abraço, por exemplo: é um abraço. Nos meus conceitos simplórios ou simplistas, como preferir, abraço pra mim, é um gesto afetivo, empático, aproximador, amigo, amante, que se dá com intensidades diferentes, mas verdadeiramente, à toda gente por quem a gente nutre afeto. É dos gestos humanos, dos mais desejados e seus efeitos são variados, mas nunca se sai de dentro de um abraço sem aquela sensação gostosa de que não se está só.

Simpatia é outro exemplo. O que adianta conhecer conceitos muito bem elaborados das raízes da palavras e suas origens e coisas e tal, se na hora de ser simpático, dá um breu? Pra mim, simpatia é coisa bonita. Simples. Caseira. Educada. Refinada. É uma expressão camarada de quem não está no mundo só pra tirar vantagem, está pra acrescentar também: beleza, sorriso, amizade, consideração. É aquele plus que faz a pessoa parecer mais bonita do que é realmente.

Já empatia, é palavra que não se tem muita intimadade. Não se fala muito em empatia. A palavra em si não é muito simpática. Mas não me interesso muito em saber oque ela carrega em termos etmológicos. Será que é essa a palavra que se diz? Bem, nem sei, meu compromisso com a escrita é tipo lição de casa de jardim de infância, então, relevem, eu só estou praticando. Voltando à empatia, no meu conceito, é simpatia multiplicada ao quadrado. É mais.

Sabe quando uma pessoa vem até você meio mais pra lá do que pra cá, e, na verdade ela tá querendo desabafar, um ombro amigo e tal?... Então, no caso, ser simpático seria algo como, ser otimista, sorrir, dar tapinhas nas costas, dizer pra reagir e aquela coisa mais ou menos, mas que não se envolve. Empatia é se colocar no lugar da pessoa, e dizer um sonoro _ eu te entendo, é 'phoda' mesmo!, vem cá, vamos prosear até que esse banzo passe.

( Banzo: tristeza, pé no saco, saco cheio, fossa, melancolia, essas coisas de não estar se sentindo muito bem por algum motivo, ou até por motivo nenhum)

Então, basicamente é isso. Conceitos filosóficos sofisticados não são a minha praia. Na equação das coisas da vida, eu vou logo pescando oque eu entendi à partir do que eu vivo e sou.Não sei oque fazer com o resto. É pouco? É, especialmente pra quem se coloca a escrever num canal aberto, mas deve ter gente que curte as coisas assim, mais preto no branco,mais chove e não molha, mais superfície do que profundezas, mesmo que superfícies possam ser muito reveladoras, enfim, é só pra prosear rapidinho, sem compromissos verbais, só um instante amorosamente simples e sobretudo real e humano.


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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Por um mundo com mais EMPATIA

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Simpatia
é quando você sorri,

Empatia
é quando você sorri
e abraça!


Entendeu?...



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O que o seu medo diz sobre você?

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A gente tem muita curiosidade sobre o 'outro'. Nossa mente vive no outro. O tanto que o outro nos afeta. Ou por que não os afetamos com o nosso afeto, ou os fascínios que se abrigam além dos nossos umbigos. Olhar pra dentro e saber quem é este que se interessa tanto pelo outro é movimento complicado.

Existe o medo. E certamente, poucas coisas falam mais sobre nós mesmos do que os nossos medos. Medos comuns, da morte, da ausência da saúde, das violências, esses todos tem. E não são estes que mais nos falam. Estes são medos gritantes que rondam à todos. Nos traduzem como humanos expulsos de um dito paraíso onde dor e fim não eram palavras existentes.

Existe o medo. Um mais interno. É deste silencioso e dito corrosivo medo que falo. Ele é um sabotador? Fala-se muito mal dos medos silenciosos, como se fossem inimigos, e talvez até o sejam, mas, quem nos protege, afinal, senão este dito sinal?

Intuição, por, exemplo, quem acende seus interruptores? Decidir ir pra esquerda, permanecer na direita, parar, mudar de rumo, não comprar, se esquivar, ficar em casa, ou antes de tudo, ir dormir? Se oque temos por dentro é aquilo que somos, então, faz sentido dizer que somos, também, os nossos próprios medos.

Tem como ser amigo, caro medo? Certamente, que sim! Tem vezes que a gente tem que fazer alguma coisa que aponta o contrário do que nossos mimados corações anseiam. Tudo é permitido? Não!, não é! E tem mais a particularidade de sermos cada um, um unicamente. Olhe suas digitais. São suas, unicamente suas, não há mais ninguém no mundo que tenha outras iguais as suas.

Nossas digitais de dentro também são únicas, e o medo de cada um, é o medo de cada um, justifica-se por sua originalidade. Daí ser tão fácil aceitar os nossos medos, mas chamar de covardia o medo dos outros. Há que se ter empatia aos medos alheios. E com os nossos. Será mesmo que eles nos roubam do melhor que poderia ser se não fosse o medo que paralisa?

Será?


Será que ele, o medo, não faz o papel do amigo chato que está ali pra dizer que não, não é uma boa ideia, por mais tentadora que seja a ideia? Aquele amigo que depois que a merda foi feita, vem e diz _ eu não te avisei?... Às vezes, o ato de maior coragem é resistir. Ou permanecer. Ou não mudar. Ou se conformar. Ou sei lá, qualquer coisa que vá na contramão do desejo frequentemente infantil de ser algo diferente do que se é. Isso não lembra medo?... medo de ser o que se é? medo de seguir os traçados planos que apontam dificuldades? Ilusão de que existe algum caminho mais fácil?

Gosto de pensar na qualidade do que frequentemente é apontado como sem qualidade. Deve ser um desvio de conduta, mas como tudo no mundo tem dois lados iniciais, e destes dois lados, novos e infinitos lados, é bom lembrar que a surpresa nem sempre está nos braços do sossego, às vezes é, oras vejam, o desassossego quem nos fárá relaxea. Contraditório? _ Ah! Deixa estar!



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sábado, 16 de agosto de 2014

Esquece

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Viver. Sobreviver. Sonhar. Flanar. Às vezes, viver entorpece.
Às vezes, só-breve-viver, enlouquece.

_ O que é essa ânsia de além viver que não cede? Que por vezes,
parece que cresce?

Alegre-se, diz alguma voz interna.
Mas por que, ás vezes, a gente se entristece,
como quem tece uma rede que não protege?

Anjos apartados, caídos do nada, asas aparadas, quem sabe um dia a gente se encontra,
por outras paragens.


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sábado, 9 de agosto de 2014

De Bobeira

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Em um momento de bobeira me pego a buscar porquês. É mais fácil fazer perguntas do que elaborar respostas. Perguntas são sempre mais interessantes. Gosto de conversas regadas à perguntas. Um mundo se abre frente à elas. Não raro, dentro das próprias perguntas residem as danadas das respostas. Porque eu não fui? Porque você falou aquilo? Porque tinha que ser assim, e não justamente assado? Porque tudo sempre parece sair ao contrário? Porque o medo existe? Porque as pessoas dizem uma coisa e pensam outra? Porque bonzinho só se fode? Porque faz frio hoje? Porque não existe o dia do Dia? Ou o dia das perguntas? Porque não existe o dia de alguma resposta? Porque a gente não esquece oque precisa ser esquecido? Porque eu estou aqui de bobeira sabendo que é uma grande bobeira ficar de bobeira quando tem tanta coisa pra se fazer? Mas, porque é tão bom ficar de bobeira justo quando tem tanta coisa pra fazer? Porque a gente não fica mais de bobeira? Porque é errado ficar de bobeira? Porque eu me sinto tão bem no papel de boba? Porque não te dá uma baita bobeira e você não vem aqui me ver?

_ Ah!, deixa pra lá, só tô falando bobeira enquanto a bobeira não passa.



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domingo, 3 de agosto de 2014

CALMA

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Independente
do que houver

Lembre-se de ter
calma com o amor
e
muito amor
com a calma.




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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Quando livro vira flor

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O Professor
virou flor
nos galhos de um ipê amarelo

flores, livros
portal paralelo
pra gente nunca esquecer
que oque é belo

é eterno.



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segunda-feira, 21 de julho de 2014

O Grande Desafio Amoroso

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Considerando-se que Deus
está, por princípio, em todas as coisas,

Deus está em tudo que é amável,
e o mais desafiante:
_ no que não é, também!



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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Quem canta seus males espanta

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Mais que falar
CANTAR.

Não é à toa que os
passarinhos são
seres
tão amadinhos.



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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Entende?

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Ninguém
é obrigada a pensar igual
à ninguém,


multiplicidade de ideias, opiniões, preferências e paixões

é oque, pelo menos em tese, faz das convivências, algo interessante...

_ Só não vale invalidar uma pessoa por pensar diferente.


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A Divina Comédia

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Era pra ter sido só uma copa.Equipes de futebol de todo o mundo disputando esportivamente a supremacia do momento. Era pra ter sido só uma coisa divertida, que sacode os corações das nações, une, provoca, diverte, aproxima e faz lembrar, ou deveria fazer lembrar, que é possível medir forças sem aniquilar. Só divertimento. Coisa boba. De quem tem que fazer alguma coisa aqui neste planeta, que é pra poder passar o tempo. Era pra ter sido só uma copa.

Mas a Copa do Brasil foi outra coisa. Foi uma espécie de guerra velada onde duas vertentes se definiram. Talvez três. Porque têm os ingênuos, que estão na categoria meio anjo, meio criança, que queria curtir, pintar tudo de verde e amarelo e fazer churrasco pra chamar a vizinhança pra festar. Ah!, como seria bom se todo mundo fosse assim... Mas tinha uma coisa suja no meio. Uma coisa obscura. Uma luta travada entre o bem e o mal, sem que eu saiba definir muito bem qual lado pertença a quem, onde um lado queria que tudo, absolutamente tudo, desse errado, pela volta ao poder, e outro lado, que esqueceu de prestar a devida atenção para ver com quem estavam lidando, que é uma coisa fundamental.

Foi uma lástima. A ironia. A humilhação. A separação. A discriminação. A absoluta falta de educação da dita elite. Os deboches. A torcida contra. O pouco caso. O complexo de vira-lata. A adoração aos estrangeiros. O hino cantado como se isso resumisse oque é ser brasileiro. A mídia. As redes sociais e toda a caricatura que foi feita do Brasil. E os descalabros. As forças que regem. O mal dominante. O poder da dinheiro. O desamor. Os gols da Alemanha. O jogo entregue. Abertamente. Sem teoria das conspirações. Pra quem quiser ver. Um teatro. Cenas de uma guerra onde as armas ferem brios, esperanças e reforçam o temor de dias piores.

Foi uma boa Copa para todas as nações que dela participaram. Recebemos os estrangeiros como verdadeiros marajás: o bom e o melhor da festa, foi pra gringo. As melhores torcidas, a gente mais animada, foi um PASSEIO no Brasil. Nunca vão nos esquecer. Hospitalidade, dez. E tinha que ser assim. Era uma festa entre os povos. E assim Foi.

Só faltou o Brasil festar. Só faltou o Brasil ganhar. Embora seja Ele quem vai pagar a conta. Da festa.



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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Coisas bonitas que se ouve por aí...

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" é preciso aprender a criar relacionamentos onde a gente não tenha MEDO do outro",



isso diz muito!




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domingo, 22 de junho de 2014

O tempo é o vento que passa

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Seria mais ou menos isso, oque diria, uma boa vó que se preze:
_ trate de viver , e muito bem, meu bem, cada momento,
eu sei que parece que passa lento, mas é feito vento, que passa, e passando, passa, e quando vê-se, só nos restam lembranças, então: FAÇA COM QUE SEJAM BOAS AS TUAS LEMBRANÇAS, porque no fim,
lembrança será tudo oque você vai ter...



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