sábado, 27 de setembro de 2014

O peso do mundo

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Todos carregamos o mundo nas costas, então, torná-lo leve é a melhor coisa a se fazer.

Por todo mundo. Não é?...



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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

ADIANTE

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O que a gente passa adiante, adiante vai. Alguma coisa caminha adiante, bem diante dos olhos que por vezes, não enxergam um palmo diante do nariz. Tudo que se pensa, segue adiante. Dias antes, até. Tudo que se fala, segue adiante, norte sul, leste, oeste. Tudo que se faz, reverbera. Ressoa. Repercute. Resvala e segue batido feito batida da asa de qualquer borboleta Atira. Por dias e dias. E dias, depois. E segue adiante uma de mim junto à pensamentos, sentimentos e toda bobagem capaz de ser feita. Deixar para trás. Passar adiante. Estagnar. Movimentar. Seguir em frente, em espirais, sempre torcendo, sempre sofrendo, sempre querendo, sempre sorvendo oque vem, oque vai, seguindo adiante, e d e v e z e n q u a n d o, olhando para trás.

_ BOM SABER!



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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Recém-nascida

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Fez-se o Amor.
Ficamos todos grávidos.
Corpos em tansformação
numa gravidez que não tem fim
chamada Vida
que creio, nunca finda

estado interessante
de uma ansiedade original:

_ Quando finalmente irei me parir?

Ou ainda:

_ Quando nascerei de novo em mim?


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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Acender

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Acendam-se
os amarelos
pois a PRIMAVERA
não tarda.
Acendam-se
todas as cores
as folhas, as flores,
e nós, sobretudo NÓS,
acendamo-nos em elos
para que a semente
eterna do amor

faça-se em nós presente
EM MAIS UMA BELA PRIMAVERA



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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Beijinhos

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Sabe essa coisa de ter que agradar à todo mundo? Pois é, invariavelmente a gente acaba não agradando à ninguém. E nem à gente mesmo, porque o que sobra neste movimento insano de querer ser agradável é uma grande frustração de não conseguir. Quando você finalmente pensa _ que se dane!, parece que os ombros liberam uma tonelada e meia de um peso desnecessário porque, simplesmente, você só vai agradar à alguém se este alguém estiver predisposto a sentir-se agradado. Em caso contrário, você pode volver céus e infernos e não vai conseguir.

A grande merda é que a gente se vicia neste movimento de ter que agradar. É quase uma obsessão. A opinião do outro. O outro. Sempre o outro. Até a gente mesmo acaba parecendo uma outra pessoa à quem se tem que agradar. Quanto estranhamente existe na não naturalidade de um gesto. Tudo se perde.

Para ser agradável aos olhos, aos ouvidos, aos sentidos do outro, há que se partir muito mais do lado de dentro, aquele lado que certamente questiona a validade de precisar tanto de aprovação, aplauso, cumplicidade e essa coisa toda que vem do outro, mas que teria que partir de nós.

Lá dentro, dentro bem dentro da gente, lugar que nem sempre sobra tempo para se acessar, haja vista que o outro tem que ser visto e agradado muito, e rápido e pra ontem, existe uma centelha. Tem que existir porque a gente não é só este corpinho bonito que Deus nos deu. Somos oque realmente somos. É na sondagem deste ser, na manutenção desta chama para que ela queime e nos incendeie que está a tal grande mágica de conseguir agradar alguém. Faz-se oque se faz pelo amor de se estar fazendo.

Lógico que não se trata de soberba ou indiferença ou pouco caso para com o outro, trata-se antes de tudo de ser coerente e leal com a gente mesmo. Repetir o mantra do amor propriamente como ponto de partida de quem se ama acima de tudo. A unanimidade nem sempre é esperta. Tem vezes que é até meio burra. Então, poucos serão muitos, e muitos serão os momentos de paz.

Porque essa história de 'beijinho no ombro' é meio brejeira, mas faz sentido.
Gostou gostou. Não gostou, o beijinho fica seu.

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terça-feira, 2 de setembro de 2014

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Nem grega, nem troiana, só uma chiquita bacana

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Agora eu te pergunto: _ Do que adianta conhecer conceitos rebuscados acerca de um tema qualquer se, na prática, é tudo tão simples?
Um abraço, por exemplo: é um abraço. Nos meus conceitos simplórios ou simplistas, como preferir, abraço pra mim, é um gesto afetivo, empático, aproximador, amigo, amante, que se dá com intensidades diferentes, mas verdadeiramente, à toda gente por quem a gente nutre afeto. É dos gestos humanos, dos mais desejados e seus efeitos são variados, mas nunca se sai de dentro de um abraço sem aquela sensação gostosa de que não se está só.

Simpatia é outro exemplo. O que adianta conhecer conceitos muito bem elaborados das raízes da palavras e suas origens e coisas e tal, se na hora de ser simpático, dá um breu? Pra mim, simpatia é coisa bonita. Simples. Caseira. Educada. Refinada. É uma expressão camarada de quem não está no mundo só pra tirar vantagem, está pra acrescentar também: beleza, sorriso, amizade, consideração. É aquele plus que faz a pessoa parecer mais bonita do que é realmente.

Já empatia, é palavra que não se tem muita intimadade. Não se fala muito em empatia. A palavra em si não é muito simpática. Mas não me interesso muito em saber oque ela carrega em termos etmológicos. Será que é essa a palavra que se diz? Bem, nem sei, meu compromisso com a escrita é tipo lição de casa de jardim de infância, então, relevem, eu só estou praticando. Voltando à empatia, no meu conceito, é simpatia multiplicada ao quadrado. É mais.

Sabe quando uma pessoa vem até você meio mais pra lá do que pra cá, e, na verdade ela tá querendo desabafar, um ombro amigo e tal?... Então, no caso, ser simpático seria algo como, ser otimista, sorrir, dar tapinhas nas costas, dizer pra reagir e aquela coisa mais ou menos, mas que não se envolve. Empatia é se colocar no lugar da pessoa, e dizer um sonoro _ eu te entendo, é 'phoda' mesmo!, vem cá, vamos prosear até que esse banzo passe.

( Banzo: tristeza, pé no saco, saco cheio, fossa, melancolia, essas coisas de não estar se sentindo muito bem por algum motivo, ou até por motivo nenhum)

Então, basicamente é isso. Conceitos filosóficos sofisticados não são a minha praia. Na equação das coisas da vida, eu vou logo pescando oque eu entendi à partir do que eu vivo e sou.Não sei oque fazer com o resto. É pouco? É, especialmente pra quem se coloca a escrever num canal aberto, mas deve ter gente que curte as coisas assim, mais preto no branco,mais chove e não molha, mais superfície do que profundezas, mesmo que superfícies possam ser muito reveladoras, enfim, é só pra prosear rapidinho, sem compromissos verbais, só um instante amorosamente simples e sobretudo real e humano.


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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Por um mundo com mais EMPATIA

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Simpatia
é quando você sorri,

Empatia
é quando você sorri
e abraça!


Entendeu?...



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O que o seu medo diz sobre você?

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A gente tem muita curiosidade sobre o 'outro'. Nossa mente vive no outro. O tanto que o outro nos afeta. Ou por que não os afetamos com o nosso afeto, ou os fascínios que se abrigam além dos nossos umbigos. Olhar pra dentro e saber quem é este que se interessa tanto pelo outro é movimento complicado.

Existe o medo. E certamente, poucas coisas falam mais sobre nós mesmos do que os nossos medos. Medos comuns, da morte, da ausência da saúde, das violências, esses todos tem. E não são estes que mais nos falam. Estes são medos gritantes que rondam à todos. Nos traduzem como humanos expulsos de um dito paraíso onde dor e fim não eram palavras existentes.

Existe o medo. Um mais interno. É deste silencioso e dito corrosivo medo que falo. Ele é um sabotador? Fala-se muito mal dos medos silenciosos, como se fossem inimigos, e talvez até o sejam, mas, quem nos protege, afinal, senão este dito sinal?

Intuição, por, exemplo, quem acende seus interruptores? Decidir ir pra esquerda, permanecer na direita, parar, mudar de rumo, não comprar, se esquivar, ficar em casa, ou antes de tudo, ir dormir? Se oque temos por dentro é aquilo que somos, então, faz sentido dizer que somos, também, os nossos próprios medos.

Tem como ser amigo, caro medo? Certamente, que sim! Tem vezes que a gente tem que fazer alguma coisa que aponta o contrário do que nossos mimados corações anseiam. Tudo é permitido? Não!, não é! E tem mais a particularidade de sermos cada um, um unicamente. Olhe suas digitais. São suas, unicamente suas, não há mais ninguém no mundo que tenha outras iguais as suas.

Nossas digitais de dentro também são únicas, e o medo de cada um, é o medo de cada um, justifica-se por sua originalidade. Daí ser tão fácil aceitar os nossos medos, mas chamar de covardia o medo dos outros. Há que se ter empatia aos medos alheios. E com os nossos. Será mesmo que eles nos roubam do melhor que poderia ser se não fosse o medo que paralisa?

Será?


Será que ele, o medo, não faz o papel do amigo chato que está ali pra dizer que não, não é uma boa ideia, por mais tentadora que seja a ideia? Aquele amigo que depois que a merda foi feita, vem e diz _ eu não te avisei?... Às vezes, o ato de maior coragem é resistir. Ou permanecer. Ou não mudar. Ou se conformar. Ou sei lá, qualquer coisa que vá na contramão do desejo frequentemente infantil de ser algo diferente do que se é. Isso não lembra medo?... medo de ser o que se é? medo de seguir os traçados planos que apontam dificuldades? Ilusão de que existe algum caminho mais fácil?

Gosto de pensar na qualidade do que frequentemente é apontado como sem qualidade. Deve ser um desvio de conduta, mas como tudo no mundo tem dois lados iniciais, e destes dois lados, novos e infinitos lados, é bom lembrar que a surpresa nem sempre está nos braços do sossego, às vezes é, oras vejam, o desassossego quem nos fárá relaxea. Contraditório? _ Ah! Deixa estar!



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sábado, 16 de agosto de 2014

Esquece

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Viver. Sobreviver. Sonhar. Flanar. Às vezes, viver entorpece.
Às vezes, só-breve-viver, enlouquece.

_ O que é essa ânsia de além viver que não cede? Que por vezes,
parece que cresce?

Alegre-se, diz alguma voz interna.
Mas por que, ás vezes, a gente se entristece,
como quem tece uma rede que não protege?

Anjos apartados, caídos do nada, asas aparadas, quem sabe um dia a gente se encontra,
por outras paragens.


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sábado, 9 de agosto de 2014

De Bobeira

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Em um momento de bobeira me pego a buscar porquês. É mais fácil fazer perguntas do que elaborar respostas. Perguntas são sempre mais interessantes. Gosto de conversas regadas à perguntas. Um mundo se abre frente à elas. Não raro, dentro das próprias perguntas residem as danadas das respostas. Porque eu não fui? Porque você falou aquilo? Porque tinha que ser assim, e não justamente assado? Porque tudo sempre parece sair ao contrário? Porque o medo existe? Porque as pessoas dizem uma coisa e pensam outra? Porque bonzinho só se fode? Porque faz frio hoje? Porque não existe o dia do Dia? Ou o dia das perguntas? Porque não existe o dia de alguma resposta? Porque a gente não esquece oque precisa ser esquecido? Porque eu estou aqui de bobeira sabendo que é uma grande bobeira ficar de bobeira quando tem tanta coisa pra se fazer? Mas, porque é tão bom ficar de bobeira justo quando tem tanta coisa pra fazer? Porque a gente não fica mais de bobeira? Porque é errado ficar de bobeira? Porque eu me sinto tão bem no papel de boba? Porque não te dá uma baita bobeira e você não vem aqui me ver?

_ Ah!, deixa pra lá, só tô falando bobeira enquanto a bobeira não passa.



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domingo, 3 de agosto de 2014

CALMA

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Independente
do que houver

Lembre-se de ter
calma com o amor
e
muito amor
com a calma.




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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Quando livro vira flor

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O Professor
virou flor
nos galhos de um ipê amarelo

flores, livros
portal paralelo
pra gente nunca esquecer
que oque é belo

é eterno.



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segunda-feira, 21 de julho de 2014

O Grande Desafio Amoroso

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Considerando-se que Deus
está, por princípio, em todas as coisas,

Deus está em tudo que é amável,
e o mais desafiante:
_ no que não é, também!



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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Quem canta seus males espanta

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Mais que falar
CANTAR.

Não é à toa que os
passarinhos são
seres
tão amadinhos.



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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Entende?

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Ninguém
é obrigada a pensar igual
à ninguém,


multiplicidade de ideias, opiniões, preferências e paixões

é oque, pelo menos em tese, faz das convivências, algo interessante...

_ Só não vale invalidar uma pessoa por pensar diferente.


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A Divina Comédia

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Era pra ter sido só uma copa.Equipes de futebol de todo o mundo disputando esportivamente a supremacia do momento. Era pra ter sido só uma coisa divertida, que sacode os corações das nações, une, provoca, diverte, aproxima e faz lembrar, ou deveria fazer lembrar, que é possível medir forças sem aniquilar. Só divertimento. Coisa boba. De quem tem que fazer alguma coisa aqui neste planeta, que é pra poder passar o tempo. Era pra ter sido só uma copa.

Mas a Copa do Brasil foi outra coisa. Foi uma espécie de guerra velada onde duas vertentes se definiram. Talvez três. Porque têm os ingênuos, que estão na categoria meio anjo, meio criança, que queria curtir, pintar tudo de verde e amarelo e fazer churrasco pra chamar a vizinhança pra festar. Ah!, como seria bom se todo mundo fosse assim... Mas tinha uma coisa suja no meio. Uma coisa obscura. Uma luta travada entre o bem e o mal, sem que eu saiba definir muito bem qual lado pertença a quem, onde um lado queria que tudo, absolutamente tudo, desse errado, pela volta ao poder, e outro lado, que esqueceu de prestar a devida atenção para ver com quem estavam lidando, que é uma coisa fundamental.

Foi uma lástima. A ironia. A humilhação. A separação. A discriminação. A absoluta falta de educação da dita elite. Os deboches. A torcida contra. O pouco caso. O complexo de vira-lata. A adoração aos estrangeiros. O hino cantado como se isso resumisse oque é ser brasileiro. A mídia. As redes sociais e toda a caricatura que foi feita do Brasil. E os descalabros. As forças que regem. O mal dominante. O poder da dinheiro. O desamor. Os gols da Alemanha. O jogo entregue. Abertamente. Sem teoria das conspirações. Pra quem quiser ver. Um teatro. Cenas de uma guerra onde as armas ferem brios, esperanças e reforçam o temor de dias piores.

Foi uma boa Copa para todas as nações que dela participaram. Recebemos os estrangeiros como verdadeiros marajás: o bom e o melhor da festa, foi pra gringo. As melhores torcidas, a gente mais animada, foi um PASSEIO no Brasil. Nunca vão nos esquecer. Hospitalidade, dez. E tinha que ser assim. Era uma festa entre os povos. E assim Foi.

Só faltou o Brasil festar. Só faltou o Brasil ganhar. Embora seja Ele quem vai pagar a conta. Da festa.



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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Coisas bonitas que se ouve por aí...

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" é preciso aprender a criar relacionamentos onde a gente não tenha MEDO do outro",



isso diz muito!




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domingo, 22 de junho de 2014

O tempo é o vento que passa

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Seria mais ou menos isso, oque diria, uma boa vó que se preze:
_ trate de viver , e muito bem, meu bem, cada momento,
eu sei que parece que passa lento, mas é feito vento, que passa, e passando, passa, e quando vê-se, só nos restam lembranças, então: FAÇA COM QUE SEJAM BOAS AS TUAS LEMBRANÇAS, porque no fim,
lembrança será tudo oque você vai ter...



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segunda-feira, 16 de junho de 2014

LEVE

Leve
da vida
oque te deixa
sentir
leve

o resto,
deixa que o tempo
leve



DEIXA IR!





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Qual é o peso da vida que você leva?...


quarta-feira, 11 de junho de 2014

quarta-feira, 4 de junho de 2014

NA REDE

Gosto de vir na rede. Tem muito barulho, mas é tudo silencioso. Parece um ninho, ás vezes. Um ninho que me liga ao mundo. Eu ligo, ou desligo, na hora que eu quiser. Seria bom poder ligar ou desligar certas coisas na vida. Tipo, pessoas, sentimentos, momentos. Às vezes a gente mesmo podia se ligar mais, ou se desligar por um tempo. Só pra dar um tempo... A rede é assim. Liga ou desliga. A gente liga no virtual que é pra dar um tempo no tempo real. Viver ficou duplamente desafiante. Ser real e ser virtual. Porque nem vem dizer que é a mesma coisa, porque não é. Não é, mesmo!

Tem vezes que a rede parece um ninho. Noutras, promoção. Aprendi que promoção não é muito legal. Lá estão as coisas que ninguém quis, aí abaixam o preço, pra ver se barateado, interessa alguém. Às vezes a gente se sente uma espécie em promoção. Uma coisa que ninguém quis. Aí a gente vai se barateando, se desvalorizando, cruzes!, nem é por aí que quero ir, queria só dizer alguma coisa pra alguém, que na verdade nem sei ao certo quem, e, por acaso isso importa? Importa pra alguém?

Bom mesmo é quando a gente acha a conexão certa. Na rede e na mente. Você abre a net e pode ir para qualquer lugar no mundo. Olhar quem você quiser. Basta para tanto digitar o nome no Google. E o universo se abre. Como na mente, a gente pode pensar sobre oque quiser, e digitar lá: 'Uma noite em Paris'. Em Paris estarei. E posso até me dar ao luxo de colocar ao meu lado quem eu quiser. E as falas. E os gestos. E tudo oque der na telha. É mágico. Mas nem sempre a gente usa do jeito certo. Equívocos acontecem...

Já na vida, é mais complicado. Você não pode alterar a órbita só porque quer porque quer. A vida tem suas próprias regras. Entrelaçadas. A gente só pode mesmo é tentar pensar bem. Pensar bem é uma coisa que faz bem. E rezar. Se conectar com algo maior. E torcer. E fazer planos. E beijar as pessoas no pensamento quando não for possível estar junto. E sentir saudades. E lembrar de algo bom. E viver. E se ligar á rede. E navegar. E descobrir que talvez, seja igual pra todo mundo no mundo:

_ tem dia que a gente parece estar na xepa, em outros, em promoção, mas tem muitos dias em que o carinho compensa tudo isso. Venha ele de onde fôr.


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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Egrégoras

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A gente é que oque é. E oque pensa. E oque todos pensam sobre. Tudo junto. Ao mesmo tempo. Misturado e emaranhado numa rede interminável de pensamentos e sentimentos sem fim. Daí, a importância de vigiar. Estar atento. Perceber-se e perceber o outro. Nossa imensa rede interna. E as tantas outras externas. Talvez por isso seja difícil conviver. Tem que bater. Associar. Simpatias e antipatias. Versos e inversos. Simetrias e padrões. Opiniões. Emoções. Somos um, e somos todos, ao mesmo tempo. Como se faz para conciliar tantos universos? Contar com a conspiração divina que rege um universo de estrelas faiscantes?!..., bebês de tudo, estrelas e mais estrelas que habitam o mesmo etéreo e não se chocam. Ou caso nunca. Deve ser possível...
Por isso nos agrupamos. Nos juntamos. Ou nos isolamos uns dos outros. Em alguns lugares, sentimo-nos em casa. De outros, só queremos correr. Energias. ENERGIA, assim em maiúscula expressão. É tudo que temos. Podemos chamar de crenças, valores, inspiração, noção. Mas a gente nem tem noção de o quanto é preciso vigiar. Vigiar oque pensamos, oque falamos, oque sentimos, como colocamo-nos ao mundo. Tudo interfere em tudo.
Então não se trata apenas de tratar de ser feliz. Tratar do bem-estar. Tratar de se dar bem. Implica em algo além. Alteramos a rota uns dos outros, mesmo sem saber. Queremos que haja paz, mas não temos pensamentos de paz. Queremos que haja amor, mas temos reservas como sentimentos românticos. Queremos nos sentir seguros, mas emanamos o medo de tudo. Queremos ser fortes, mas acovardamo-nos frente aos primeiros tropeços. Queremos um mundo bom, mas não temos mais fé neste mundo. Nas pessoas que habitam este mundo. E isto se reflete em... realidade.
E aí a gente estranha. Estranha o mundo ser tão diferente do que a gente sonha. Só que a gente sonha curtinho. fraquinho. Sem firmeza. As convicções mais fortes são, infelizmente, devotadas ao que há de pior.

Senão, vejamos:

Sem querer entrar em grandes méritos da questão, estamos em Junho, à dez dias da Copa do Brasil. A Copa. A gente adora. Todo mundo adora copa. Não adianta dizer que não, contagia. Sempre houve festa quando a copa se passou em outros países. Verde e amarelo para todo lado, uma lúdica e sinceramente, saudável sensação de que é possível agrupar-se para torcer, para festar, para ser um pouco criança. Não tem utilidade nenhuma, mas, é daí?...
Agora, a copa é no Brasil. E os brasileiros estão torcendo o nariz? Como assim? Aguardando o pior dos piores... Manifestações, ineficiências, caos, ruas perigosas, gringos temerosos, como assim?

[O Brasil não é só um país. São muitos países dentro do Brasil. Existe o Brasil da corrupção, sim. O Brasil do impostos mais absurdos, sim. O Brasil de deficiências mil, sim. O Brasil sem educação, sem saúde boa, de guerra velada, de estradas violentas, de buracos por todos os lados. Mas existe também o Brasil gigante. Lindo. Imenso. Acolhedor. De gente que trabalha sério. Que pega condução por horas pra chegar ao trabalho. Que gosta de samba. Que tem sorriso aberto. Que se vira, que faz acontecer, que empreende, faz de pequenos negócios familiares uma vida, de crianças coloridas, de bola, de muita gente boa,e de futebol também. ]

Oque nossos pensamentos estão criando para este momento memorável? Houve muito investimento que só aconteceu por causa da copa. Dá pra pensar assim: muito dinheiro foi desviado? Foi!, mas aquele dinheiro que conseguiu ser investido, este reverte em benefício para o país. A verba que conseguiu ser investida em melhorias em cidades, aeroportos, infra-estrutura, estádios, linhas de condução, sinalização, treinamento policial, segurança e tudo mais, é nosso. Fica aqui depois da copa. Já é um ganho se a gente pensar que talvez nada disso fosse feito, e talvez, tudo fosse desviado... Não seria pior?

Mas, o mais importante é que a gente trabalha, a gente paga imposto pra caramba, a gente acorda cedo, dorme tarde, dá um duro danado e aí, quando chega uma festa cheia de alegria a gente não vai festar? Vai manifestar?... Hey!, é ano de eleição. A hora de botar a boca no trombone é na época das eleições. Agora é hora de festa. De comemorar. De deixar as crianças, TODAS ELAS, grandes e pequenas, que estão contando os dias na folhinha, curtir. Se divertir. Porque lutar por direitos é uma coisa mais que justa, mas é justo que se faça isso na hora certa. O documentário "Como fazer uma Revolução", é muito útil pra entender que violência não conquista nada. Precipitações também não.

E voltando às egrégoras, verde e amarelo é uma bela combinação, e todas as demais cores juntas também, ,cores de todos os países deste mundo que não é nada perfeito, mas que precisa, muito, e sempre, de gente que se disponha a pensar melhor. A pensar feito gente grande, sem, no entantto, esquecer de ter viva a criança, que não se cansa de ter esperança, dentro do coração. #euamocopa



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quinta-feira, 15 de maio de 2014

"Toma essa, que o filho é seu!"

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A gente só se conhece à medida que a vida nos exige. O será melhor dizer:
_ a gente tem muito a descobrir sobre a gente mesmo. Muito... Não te causa estranheza, algumas vezes, a tua própria reação frente à alguma situação? A gente segue remando, frequentemente, contra a maré, e segue quase insone, porque tocar o bonde, pesado a beça, cansa, e cansa deveras. Mas, às vezes, e somente às vezes, porque, frequentemente estamos distraídos demais, a reação que esboçamos é diferente. Tanto que a gente até pasma: _ Uau!, eu fui capaz de fazer isso?, _ mas porque raios eu não ajo mais vezes assim? Quem sou eu, esta de mim, desconhecida de mim mesma, capaz de fazer oque eu faria sempre da mesma forma, fazer de repente, e não mais que de repente, de forma tão diversa do meramente usual!?

Somos pequenos. Muito pequenos. A contradição louca disso, é que somos imensos, ao mesmo tempo. Falta-nos o acreditar. Falta-nos a fé, aquela, do tamanho da semente da mostarda, a menor de todas as sementes, falta-nos não a coragem de fazer, mas, a coragem de crer que somos capazes de fazer. Falta-nos energia. Sugada por todo o tipo de exigência social. Usamos energia demais para sustentar oque não importa, e aí só sobra cansaço. Todo mundo sente isso, não?... Falta-nos perceber que somos pequenos grandes seres dotados de uma essência transformadora. Falta-nos abrir a mente. Abrir enorme_mente a mente para o novo. O novo de todo dia. O novo em cada bom dia. O novo que nasce depois de uma noite, e depois de um dia, e noite e dia, e falta-nos uma boa dose de alegria. Todo santo dia. (senão horas?)

Você já pensou que tudo poderia ser diferente?
_ Um diferente na mesma situação. Um você novo na vida de sempre, que de espanto frente ao seu novo, transformaria-se de novo. Transformação. Nova ação. Reação. Ininterruptamente.

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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Amor, teima!

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Parece teimosia
mas acho que um dia
a gente se alinha
forma uma constelação
de dois corações
e não haverá tempestade
neste dia.

Parece que isso é amor,
e não teimosia.

_ E não se trata tudo da mesma coisa?
Amor, é feito o sol, uma estrela que teima! E queima. E arde. Em brasa. Pra sempre.



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terça-feira, 22 de abril de 2014

A vida, a corda e a casa onde todo mundo é bamba

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Equilíbrio na corda
porque a corda
é bamba

e ninguém tá afim de se estabacar no chão.



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segunda-feira, 21 de abril de 2014

AMAR, PROTEGE

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Parece que amar é fácil.
E é fácil, de fato.
Embora pareça difícil.
O que também é um fato.

Há que se praticar o amor
como quem cultiva flor.

As coisas são tantas
e a velocidade das coisas
é veloz.
Tudo ao redor,
invade-nos,
sem pedir licença.

E nossa mente ali, aberta.
E nosso coração ali, aberto.
Feito jardim.
E é bonito assim,

PORÉM

não é só receber o mundo,
mas preparar-se para receber
as emanações do mundo.

E aí está o amor:
quando você ama
tenta tenta tenta
fazer do amor, o verbo
_ eis a proteção.

A maior de todas.
Emitir o amor
que se faz rede ao redor
a proteção
o amortizador da dor.

Ame antes de tudo
Ame durante e perante
Ame dormindo e acordando
Ame sonhando e realizando
Ame quando parece possível
e
Ame sobretudo, no impossível momento de algum rancor, supere no amor,

faça a flor da sua vida
brotar, nascer e viver no ventre do grande amor.



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domingo, 20 de abril de 2014

A Constelação das Flores do Perdão

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Haverá sempre uma coroa de espinhos rondando todo o bem. Ela será cravada, e sangrará as dores de um mundo que não aprende. Mas que tenta. E como tenta...! Haverá sempre uma cruz. A materialidade que aprisiona e guarda em seu ventre uma rosa, que traz espinhos, que guarda o perfume, e permite a existência das pétalas aveludadas, que são para lembrar que haverá também o SURGIR, e o RESSURGIR e então, os espinhos permitem a dominância das pétalas em flor, proteção... e a coroa será feita de todas as flores,vindas de sementes de todo bem, BEM que não se nega à ninguém.
Sempre haverá a necessidade do perdão pregado na cruz. E ele será concedido porque existe o amor, a flor do amor, e amor quer flores, mesmo que para isso, sejam necessários pregos e dores.

A Páscoa sinaliza um marco. Todo dia ela acontece. No perdão. No agradecimento. No reconhecimento de que a vida é mais, um pouco mais para dentro, lá, onde nasce a flor do nosso ser.


A flor do nosso ser...




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sexta-feira, 28 de março de 2014

à caminho de casa

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BEM-vindos sejam os ares de Outono com seus perfumes de acomodação. Tudo se acalma. Uma volta continuará à ser mais lenta que uma reviravolta, mas que não se criem ilusões: tudo pode continuar a ser quente. Ou melhor ainda: tudo pode esquentar. Do sol, os raios. Das estrelas, as emanações celestiais. Dos corpos, um calor subjacente, de convite subliminar. Ah!, um amor outonal! Substancioso amor é este que nasce com o acréscimo do frio. Quando renasce, é uma explosão de renovação telúrica. Lá das entranhas da terra. A força da terra. A força das pedras. A força das montanhas. A força dos verdes que se entregam à queda. A queda. Quando a gente chega ao chão, descobre que é exatamente dali que brota o paraíso. Paraíso por fora é até moleza. Quero ver por dentro!, quero ver no silêncio, quero ver na contemplação. Quero os dias de Outono, e os quero pra sempre. O canto distante dos pássaros que se recolhem mais cedo, e seu canto que diz que é chegado um bom tempo. Tudo se assenta. Acomoda-se. Nada mais confortável do que um dia de Outono a caminho de casa. 

segunda-feira, 17 de março de 2014

FELIZ É JUNTO




um passarinho
voa sozinho

mas não canta
seu canto é pro outro
passarinho entender o seu ponto
de vista de vôo de pista de consolo
passarinho só voa sozinho se for pra ir logo ali, do lado
dar uma refletida na vida de passarinho dele
pra espionar a passarinha amada
e pra voltar
voando ideias e
cantos
mil
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segunda-feira, 3 de março de 2014

CORAÇÃO

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é pra onde a gente sempre recorre. o coração. não o do outro. o seu. próprio coração. pode haver um milhão de corações batendo por perto. um milhão vezes sete. vezes sete ao quadrado. todos os corações podem estar batendo exatamente do seu lado. se bater aquela angústia. aquela braba. que não tem como explicar. não tem pra onde correr. não tem pra quem recorrer, não há pra onde ir, não tem como ficar.Mesmo assim a gente corre. Recorre àquele lugar imponderável chamado coração. o seu. o seu próprio coração. porque não é só dor de amor. que é até bem bom de sentir. também não é dor que se dirija. é o vazio mais fundo. de todos. é uma saudade de um lugar onde nunca se esteve. quem sabe um dia se estará?... é saudade da gente. da gente mesmo. saudade de um carinho que só vem dele. do coração. do seu. próprio. é pra onde eu corro.corro e recorro, recorro e corro, mas nunca chego. preciso de mim, mas não estou em lugar nenhum. procuro e não me acho. em que parte?. de jeito nenhum. Se eu pegar um avião qualquer, qual será o meu destino? como te alcanço, coração?

_ como eu te alcanço,coração? Como eu te alcanço pra poder te acalmar?




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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014