sábado, 15 de novembro de 2014

Até breve!

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Estou longe do mar. Quilômetros. Longos quilômetros me separam das águas que poderiam trazer um tipo de conforto especial, algo parecido com um carinho feito por Deus, delicada carícia de corpo inteiro, alívio de corpo e alma. Dói. Estranhamente, dói.

Assim como doem as partidas. Partidas sempre estendem em muito, os quilômetros de distância. O menino poeta dos passarinhos vivia à quilômetros e quilômetros de distância desta que tanto o ama. Era sonho um dia, entre árvores e flores miudinhas, entre sapos e latinhas, entre o passeio de uma cobra de vidro e a sorte do destino, topar com este menino de mais de oitenta primaveras bem vividas.

Não foi possível neste plano, porque quis o plano divino leva-lo pra cima, lá entre as grandezas, este miúdo menino poeta de instantes pequeninos e tanta lindeza de alma. _ Pra onde você foi, Manoel? Tá interessante aí em cima? Será que você pode me ouvir? Será que eu dizer que amo sua alma te deixa feliz? Será que você poderia sorrir pra mim? Mesmo que fosse em sonho?

Sabe, Manoelzinho, tua poesia das coisas pequenas me acalma. Traz paz. E sossego, e a mesma sensação do toque de Deus que só as águas de um mar tranquilo me trazem. Ler tuas palavras acende em mim a humanidade que parece perdida neste mundo confuso aqui da cidade.

Você se foi, e eu fiquei tão triste. Quando senti uma aguinha salgada alcançando meus lábios por saber da tua partida, lembrei do mar. E senti o mar tão perto... senti você por perto... percebi que já não existem mais quilômetros a nos separar. Você já pode saber do meu amor por ti. Amor puro e verdadeiro, amor que vive  num reino pequeno, nos grãos de areia que fazem berço pro mar, mar de amar que aprendi com tuas palavras.

Não sei oque nos aguarda por aí, neste lado para onde você foi, mas agora tenho certeza que deve de
ser um bom lugar. Um lugar cheio de borboletas, aquelas que você escolheu para nos governar. Não te esquece de mim, agora que não existe mais chão pra nos separar. Pisca uma estrela, manda um sinal. Eu que já olhava tanto pro céu, agora os olhos dele não vou desgrudar. Até te achar, menino poeta, até te sonhar .

Até breve, passarinho. Até mar!


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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

TODA GENTE

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A vida é muito curiosa. Vive de opostos. Opostos que se atraem. Retraem. Sondam. Movimentam-se em versos, reversos, múltiplos prismas de uma vida que, tal qual reflexo , se abre para um novo reflexo que se abre para um novo reflexo, e em cada movimento, muda, amplia-se, encolhe-se, perde o original de si mesmo, mas ainda assim, permanece. Permanente é o gesto que não cessa sua busca. Busca entender. Busca modificar. Busca transformar-se em mais. Para todo lado, mais. Mas, que porra é essa de lado? De que lado você está? Depende do dia. Depende da hora. Depende do assunto. Depende de tudo. Só não depende, se tiver que abrir mão da essência. Da coisa básica que se oscila, oscila sem perder as estribeiras. Não dá pra dar bobeira quando se tem gente na história. E alguma vez, por acaso, não tem gente na história? Sempre tem a ver com gente. Gente com que a gente vive todo dia, gente com quem a gente trabalha, namora, se enrola, gente com quem a gente só esbarra, gente que força a barra, gente que traz a alegria na sacola, e tem gente mala, tem gente que pouco fala, tem gente que que quando deveria, cala, tem gente que saca o lance, tem gente que se faz de bobo, tem gente que cresce e aparece, tem gente que desaparece, e não deveria, porque tem que ter gente pra ter alegria. Gente de todo lado. Por todos os lados. Das altas rodas, das periferias, gente que se faz de burguês, gente que vira freguês, gente que tem manias, gente que tem as mãos frias, gente que já vem logo pro abraço, gente que se deixa vencer no cansaço, tem gente com paciência, tem gente com carência, tem gente que dá preferência às velhinhas que estão na fila, e tem gente boa na vila, nos pampas, às pampas, tem gente boa que tem a barriga verde,tem gente que fala guria no lugar de menina, gente que vive nas grandes cidades, que tá no centro, que tá na crista de alguma onda , e tem uma gente mais do que boa, lá pro lado de cima, onde sol com tudo rima, sorriso certo, mesmo quando o julgo é incerto, gente de cabeça erguida, gente sofrida, gente que sabe o valor da vida, essa vida que se estende para mais além deste oceano, atlântico, e vira índico, pacífico, como toda gente quer ser, ou deveria, ser pacífica, da paz, aquela gente que de tudo faz, ou pouco faz, tanto faz, oque a gente quer, toda gente do planeta, é se agarrar na cauda de um cometa e esquecer os lados, esquecer as fitas, esquecer as rixas, e cair no abraço, e viver em paz. Isso é coisa de gente, isso é coisa da vida, curiosa vida, de tantos lados, de tantos versos, que nos envolve à todos, deste pequeno universo.



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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Delírio e Recordação: Condição

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Curioso, esse ser, humano, e sua diária e pequena solidão. Solidão preenchida por insanos momentos de reclusão. Ou serão momentos sãos? Um momento para chamar de seu. Nele repousam  inquietações. Ou seriam, reflexões? Oque foi feito daquele sonho. Oque será daquele anseio. Onde foi parar meu coração. Naquela canção? Como era mesmo o refrão? Tudo um dia será esquecido? Virei solidão? Desilusão? Estarei eu na contramão? Quem abrirá mão do desejo quando tanto bem se quis? Foi por um triz que não fiz oque sempre quis. Quis com esse, quis com ze, quis pouco ou pouco te quis? Nada faz sentido quando se está só. Quando sorrateiro arrasta-se o silêncio pelas paredes, e soleiras, desconsiderando as eiras e as beiras e enxergar minha derradeira condição? Continuo aqui, e cada um vai por aí. Entre seus livros, seus discos, seus programas de televisão, sem saber que aquele rosto ainda traz, e tanta, RECORDAÇÃO.



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terça-feira, 21 de outubro de 2014

... é TREZE, CORAÇÃO!

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Na  minha casa, a gente aprendeu desde cedo que é preciso confiar nas pessoas. Mas sempre com critério. Com análise. Com inteligência. Meu avô sempre dizia: _ Não quero saber de neto seguindo rebanho, vocês têm cabeça, e cabeça foi feita pra pensar.

Na minha casa, a gente aprendeu desde cedo também, que para se ter uma omelete, é preciso que se quebrem os ovos. Ou que se jogue o jogo. Em ambos os casos, a gente aprendeu que, se tem omelete, todo mundo tem direito de comer. Ou todos comem, ou ninguém come, simples assim. E isso inclui TODO MUNDO. Sem exceção ou privilégios, na mesa e no jogo da vida.

Na minha casa a gente aprendeu que não basta ter uma grande inteligência, é preciso que ela vá além e seja emocional. Que a gente se comova com as pessoas, todas as pessoas, e coloque as mãos na obra ao invés de reclamar, ou postergar, ou se acovardar.

Nem todo mundo desta casa grande que era a casa do meu avô, captou a lição, umas foram pra cá, outros foram pra lá, mas quem ficou do lado de cá, aprendeu que respeito é uma palavra chave, indispensável, e que honestidade a gente reconhece porque se reconhece nela.

Na minha casa, a gente aprendeu e muito o valor do que é GRATIDÃO. Tinha até uma palavra que a gente aprendeu como repgunante: VIRA COXO. Você podia agir de qualquer forma para se testar na vida, mas sempre foi, veementemente proibido ser uma pessoa ingrata, uma pessoa que vira as costas para quem tanto ou pouco fez por nós. Saber reconhecer o esforço, a generosidade, as dádivas, ou oque quer que fosse, _ aprendemos, faz do caráter de uma pessoa algo reconhecível como bom.

A gente aprendeu que não há mérito em vencer com desonra. Que não há mérito nas manipulações da verdade. A gente aprendeu que tem que ser bom para todo mundo. Que não se conta vantagem. Que não se marginalizam pessoas, por credo, raça, cor, preferência, política, por nada, porque somos todos seres humanos passíveis de acertos, de erros, mas que tomar porrada sem reagir é burrice. Aprendemos que temos direito a uma posição, e podemos defendê-la, mesmo sob risco de marginalização.

A gente aprendeu sobre coragem e sobre valentia. Sobre homens e mulheres serem seres de Deus, sem um nem outro ser superior ao outro, e que às mulheres cabe um extra de carinho, respeito e consideração. A gente aprendeu que tem que ser elegante, que tem que saber se comportar, que tem que ter carinho com as pessoas, que tem que saber falar as coisas, que tem que saber ouvir, que tem que ser capaz de ouvir opiniões contrárias sem se ofender e sem perder as convicções e a ternura 'jamás'.

A gente aprendeu um monte de coisa. Muitas precisam ser revisadas minuto à minuto desta vida, porque é dureza fazer certo. A gente é imperfeito pra caramba, mas tem horas que não deveria ser permitido errar. Meu avô sempre se posicionaou politicamente. Falar sobre os caminhos políticos de nossa cidade, estado, país, sobre o mundo, sempre foi uma prática em casa. Mas com a mente bem aberta, o mais ampla possível, e buscando as mais variadas fontes, porque só com bastante conteúdo a gente é capaz de chegar perto da verdade.

E por ter tido o privilégio de ter tido um avô como o meu, ter tido o privilégio de estudar, de aprender, de saber por a cachola pra funcionar e pensar por ela mesma, por respeito e consideração á tudo que me foi transmitido desde o dia que nasci é que venho até este espaço onde coloco minhas opiniões mais variadas e declaro delicadamente que voto na Presidenta Dilma com muito sossego e alegria. Ela me faz lembrar a casa. A grande casa do meu avô. Ela me faz lembrar família. Luta diária. Olhos atentos. Coração valente e amor por toda gente, seja lá quem for, com ela eu aprendo que para ser uma grande mulher há que se ter muito mais do que os predicativos básicos, há que ter uma enorme capacidade de gerar amor,

e amor é oque eu deixo nestas linhas, amor para os que comungam destes pensamentos, e sobretudo amor aos que discordam dele, porque caros amigos, tudo que a gente quer é um país melhor, mais direitos e alegrias para todos, e que a sua convicção pode ser diferente da minha, mas no final, oque a gente quer é que a felicidade seja geral.

Boa Sorte, à todos. Por um país sem exceção.!



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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Caraminholas

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Há tanta coisa boa pra pensar...
Pra que prender caraminholas na cachola
como se cabeça fosse gaiola
se quando soltas
elas podem voar?

_ Deixa virar passarinho
bater asas e voar,
deixa pensamento florear...



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sábado, 27 de setembro de 2014

O peso do mundo

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Todos carregamos o mundo nas costas, então, torná-lo leve é a melhor coisa a se fazer.

Por todo mundo. Não é?...



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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

ADIANTE

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O que a gente passa adiante, adiante vai. Alguma coisa caminha adiante, bem diante dos olhos que por vezes, não enxergam um palmo diante do nariz. Tudo que se pensa, segue adiante. Dias antes, até. Tudo que se fala, segue adiante, norte sul, leste, oeste. Tudo que se faz, reverbera. Ressoa. Repercute. Resvala e segue batido feito batida da asa de qualquer borboleta Atira. Por dias e dias. E dias, depois. E segue adiante uma de mim junto à pensamentos, sentimentos e toda bobagem capaz de ser feita. Deixar para trás. Passar adiante. Estagnar. Movimentar. Seguir em frente, em espirais, sempre torcendo, sempre sofrendo, sempre querendo, sempre sorvendo oque vem, oque vai, seguindo adiante, e d e v e z e n q u a n d o, olhando para trás.

_ BOM SABER!



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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Recém-nascida

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Fez-se o Amor.
Ficamos todos grávidos.
Corpos em tansformação
numa gravidez que não tem fim
chamada Vida
que creio, nunca finda

estado interessante
de uma ansiedade original:

_ Quando finalmente irei me parir?

Ou ainda:

_ Quando nascerei de novo em mim?


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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Acender

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Acendam-se
os amarelos
pois a PRIMAVERA
não tarda.
Acendam-se
todas as cores
as folhas, as flores,
e nós, sobretudo NÓS,
acendamo-nos em elos
para que a semente
eterna do amor

faça-se em nós presente
EM MAIS UMA BELA PRIMAVERA



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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Beijinhos

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Sabe essa coisa de ter que agradar à todo mundo? Pois é, invariavelmente a gente acaba não agradando à ninguém. E nem à gente mesmo, porque o que sobra neste movimento insano de querer ser agradável é uma grande frustração de não conseguir. Quando você finalmente pensa _ que se dane!, parece que os ombros liberam uma tonelada e meia de um peso desnecessário porque, simplesmente, você só vai agradar à alguém se este alguém estiver predisposto a sentir-se agradado. Em caso contrário, você pode volver céus e infernos e não vai conseguir.

A grande merda é que a gente se vicia neste movimento de ter que agradar. É quase uma obsessão. A opinião do outro. O outro. Sempre o outro. Até a gente mesmo acaba parecendo uma outra pessoa à quem se tem que agradar. Quanto estranhamente existe na não naturalidade de um gesto. Tudo se perde.

Para ser agradável aos olhos, aos ouvidos, aos sentidos do outro, há que se partir muito mais do lado de dentro, aquele lado que certamente questiona a validade de precisar tanto de aprovação, aplauso, cumplicidade e essa coisa toda que vem do outro, mas que teria que partir de nós.

Lá dentro, dentro bem dentro da gente, lugar que nem sempre sobra tempo para se acessar, haja vista que o outro tem que ser visto e agradado muito, e rápido e pra ontem, existe uma centelha. Tem que existir porque a gente não é só este corpinho bonito que Deus nos deu. Somos oque realmente somos. É na sondagem deste ser, na manutenção desta chama para que ela queime e nos incendeie que está a tal grande mágica de conseguir agradar alguém. Faz-se oque se faz pelo amor de se estar fazendo.

Lógico que não se trata de soberba ou indiferença ou pouco caso para com o outro, trata-se antes de tudo de ser coerente e leal com a gente mesmo. Repetir o mantra do amor propriamente como ponto de partida de quem se ama acima de tudo. A unanimidade nem sempre é esperta. Tem vezes que é até meio burra. Então, poucos serão muitos, e muitos serão os momentos de paz.

Porque essa história de 'beijinho no ombro' é meio brejeira, mas faz sentido.
Gostou gostou. Não gostou, o beijinho fica seu.

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terça-feira, 2 de setembro de 2014

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Nem grega, nem troiana, só uma chiquita bacana

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Agora eu te pergunto: _ Do que adianta conhecer conceitos rebuscados acerca de um tema qualquer se, na prática, é tudo tão simples?
Um abraço, por exemplo: é um abraço. Nos meus conceitos simplórios ou simplistas, como preferir, abraço pra mim, é um gesto afetivo, empático, aproximador, amigo, amante, que se dá com intensidades diferentes, mas verdadeiramente, à toda gente por quem a gente nutre afeto. É dos gestos humanos, dos mais desejados e seus efeitos são variados, mas nunca se sai de dentro de um abraço sem aquela sensação gostosa de que não se está só.

Simpatia é outro exemplo. O que adianta conhecer conceitos muito bem elaborados das raízes da palavras e suas origens e coisas e tal, se na hora de ser simpático, dá um breu? Pra mim, simpatia é coisa bonita. Simples. Caseira. Educada. Refinada. É uma expressão camarada de quem não está no mundo só pra tirar vantagem, está pra acrescentar também: beleza, sorriso, amizade, consideração. É aquele plus que faz a pessoa parecer mais bonita do que é realmente.

Já empatia, é palavra que não se tem muita intimadade. Não se fala muito em empatia. A palavra em si não é muito simpática. Mas não me interesso muito em saber oque ela carrega em termos etmológicos. Será que é essa a palavra que se diz? Bem, nem sei, meu compromisso com a escrita é tipo lição de casa de jardim de infância, então, relevem, eu só estou praticando. Voltando à empatia, no meu conceito, é simpatia multiplicada ao quadrado. É mais.

Sabe quando uma pessoa vem até você meio mais pra lá do que pra cá, e, na verdade ela tá querendo desabafar, um ombro amigo e tal?... Então, no caso, ser simpático seria algo como, ser otimista, sorrir, dar tapinhas nas costas, dizer pra reagir e aquela coisa mais ou menos, mas que não se envolve. Empatia é se colocar no lugar da pessoa, e dizer um sonoro _ eu te entendo, é 'phoda' mesmo!, vem cá, vamos prosear até que esse banzo passe.

( Banzo: tristeza, pé no saco, saco cheio, fossa, melancolia, essas coisas de não estar se sentindo muito bem por algum motivo, ou até por motivo nenhum)

Então, basicamente é isso. Conceitos filosóficos sofisticados não são a minha praia. Na equação das coisas da vida, eu vou logo pescando oque eu entendi à partir do que eu vivo e sou.Não sei oque fazer com o resto. É pouco? É, especialmente pra quem se coloca a escrever num canal aberto, mas deve ter gente que curte as coisas assim, mais preto no branco,mais chove e não molha, mais superfície do que profundezas, mesmo que superfícies possam ser muito reveladoras, enfim, é só pra prosear rapidinho, sem compromissos verbais, só um instante amorosamente simples e sobretudo real e humano.


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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Por um mundo com mais EMPATIA

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Simpatia
é quando você sorri,

Empatia
é quando você sorri
e abraça!


Entendeu?...



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O que o seu medo diz sobre você?

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A gente tem muita curiosidade sobre o 'outro'. Nossa mente vive no outro. O tanto que o outro nos afeta. Ou por que não os afetamos com o nosso afeto, ou os fascínios que se abrigam além dos nossos umbigos. Olhar pra dentro e saber quem é este que se interessa tanto pelo outro é movimento complicado.

Existe o medo. E certamente, poucas coisas falam mais sobre nós mesmos do que os nossos medos. Medos comuns, da morte, da ausência da saúde, das violências, esses todos tem. E não são estes que mais nos falam. Estes são medos gritantes que rondam à todos. Nos traduzem como humanos expulsos de um dito paraíso onde dor e fim não eram palavras existentes.

Existe o medo. Um mais interno. É deste silencioso e dito corrosivo medo que falo. Ele é um sabotador? Fala-se muito mal dos medos silenciosos, como se fossem inimigos, e talvez até o sejam, mas, quem nos protege, afinal, senão este dito sinal?

Intuição, por, exemplo, quem acende seus interruptores? Decidir ir pra esquerda, permanecer na direita, parar, mudar de rumo, não comprar, se esquivar, ficar em casa, ou antes de tudo, ir dormir? Se oque temos por dentro é aquilo que somos, então, faz sentido dizer que somos, também, os nossos próprios medos.

Tem como ser amigo, caro medo? Certamente, que sim! Tem vezes que a gente tem que fazer alguma coisa que aponta o contrário do que nossos mimados corações anseiam. Tudo é permitido? Não!, não é! E tem mais a particularidade de sermos cada um, um unicamente. Olhe suas digitais. São suas, unicamente suas, não há mais ninguém no mundo que tenha outras iguais as suas.

Nossas digitais de dentro também são únicas, e o medo de cada um, é o medo de cada um, justifica-se por sua originalidade. Daí ser tão fácil aceitar os nossos medos, mas chamar de covardia o medo dos outros. Há que se ter empatia aos medos alheios. E com os nossos. Será mesmo que eles nos roubam do melhor que poderia ser se não fosse o medo que paralisa?

Será?


Será que ele, o medo, não faz o papel do amigo chato que está ali pra dizer que não, não é uma boa ideia, por mais tentadora que seja a ideia? Aquele amigo que depois que a merda foi feita, vem e diz _ eu não te avisei?... Às vezes, o ato de maior coragem é resistir. Ou permanecer. Ou não mudar. Ou se conformar. Ou sei lá, qualquer coisa que vá na contramão do desejo frequentemente infantil de ser algo diferente do que se é. Isso não lembra medo?... medo de ser o que se é? medo de seguir os traçados planos que apontam dificuldades? Ilusão de que existe algum caminho mais fácil?

Gosto de pensar na qualidade do que frequentemente é apontado como sem qualidade. Deve ser um desvio de conduta, mas como tudo no mundo tem dois lados iniciais, e destes dois lados, novos e infinitos lados, é bom lembrar que a surpresa nem sempre está nos braços do sossego, às vezes é, oras vejam, o desassossego quem nos fárá relaxea. Contraditório? _ Ah! Deixa estar!



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sábado, 16 de agosto de 2014

Esquece

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Viver. Sobreviver. Sonhar. Flanar. Às vezes, viver entorpece.
Às vezes, só-breve-viver, enlouquece.

_ O que é essa ânsia de além viver que não cede? Que por vezes,
parece que cresce?

Alegre-se, diz alguma voz interna.
Mas por que, ás vezes, a gente se entristece,
como quem tece uma rede que não protege?

Anjos apartados, caídos do nada, asas aparadas, quem sabe um dia a gente se encontra,
por outras paragens.


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sábado, 9 de agosto de 2014

De Bobeira

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Em um momento de bobeira me pego a buscar porquês. É mais fácil fazer perguntas do que elaborar respostas. Perguntas são sempre mais interessantes. Gosto de conversas regadas à perguntas. Um mundo se abre frente à elas. Não raro, dentro das próprias perguntas residem as danadas das respostas. Porque eu não fui? Porque você falou aquilo? Porque tinha que ser assim, e não justamente assado? Porque tudo sempre parece sair ao contrário? Porque o medo existe? Porque as pessoas dizem uma coisa e pensam outra? Porque bonzinho só se fode? Porque faz frio hoje? Porque não existe o dia do Dia? Ou o dia das perguntas? Porque não existe o dia de alguma resposta? Porque a gente não esquece oque precisa ser esquecido? Porque eu estou aqui de bobeira sabendo que é uma grande bobeira ficar de bobeira quando tem tanta coisa pra se fazer? Mas, porque é tão bom ficar de bobeira justo quando tem tanta coisa pra fazer? Porque a gente não fica mais de bobeira? Porque é errado ficar de bobeira? Porque eu me sinto tão bem no papel de boba? Porque não te dá uma baita bobeira e você não vem aqui me ver?

_ Ah!, deixa pra lá, só tô falando bobeira enquanto a bobeira não passa.



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domingo, 3 de agosto de 2014

CALMA

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Independente
do que houver

Lembre-se de ter
calma com o amor
e
muito amor
com a calma.




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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Quando livro vira flor

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O Professor
virou flor
nos galhos de um ipê amarelo

flores, livros
portal paralelo
pra gente nunca esquecer
que oque é belo

é eterno.



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segunda-feira, 21 de julho de 2014

O Grande Desafio Amoroso

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Considerando-se que Deus
está, por princípio, em todas as coisas,

Deus está em tudo que é amável,
e o mais desafiante:
_ no que não é, também!



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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Quem canta seus males espanta

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Mais que falar
CANTAR.

Não é à toa que os
passarinhos são
seres
tão amadinhos.



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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Entende?

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Ninguém
é obrigada a pensar igual
à ninguém,


multiplicidade de ideias, opiniões, preferências e paixões

é oque, pelo menos em tese, faz das convivências, algo interessante...

_ Só não vale invalidar uma pessoa por pensar diferente.


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A Divina Comédia

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Era pra ter sido só uma copa.Equipes de futebol de todo o mundo disputando esportivamente a supremacia do momento. Era pra ter sido só uma coisa divertida, que sacode os corações das nações, une, provoca, diverte, aproxima e faz lembrar, ou deveria fazer lembrar, que é possível medir forças sem aniquilar. Só divertimento. Coisa boba. De quem tem que fazer alguma coisa aqui neste planeta, que é pra poder passar o tempo. Era pra ter sido só uma copa.

Mas a Copa do Brasil foi outra coisa. Foi uma espécie de guerra velada onde duas vertentes se definiram. Talvez três. Porque têm os ingênuos, que estão na categoria meio anjo, meio criança, que queria curtir, pintar tudo de verde e amarelo e fazer churrasco pra chamar a vizinhança pra festar. Ah!, como seria bom se todo mundo fosse assim... Mas tinha uma coisa suja no meio. Uma coisa obscura. Uma luta travada entre o bem e o mal, sem que eu saiba definir muito bem qual lado pertença a quem, onde um lado queria que tudo, absolutamente tudo, desse errado, pela volta ao poder, e outro lado, que esqueceu de prestar a devida atenção para ver com quem estavam lidando, que é uma coisa fundamental.

Foi uma lástima. A ironia. A humilhação. A separação. A discriminação. A absoluta falta de educação da dita elite. Os deboches. A torcida contra. O pouco caso. O complexo de vira-lata. A adoração aos estrangeiros. O hino cantado como se isso resumisse oque é ser brasileiro. A mídia. As redes sociais e toda a caricatura que foi feita do Brasil. E os descalabros. As forças que regem. O mal dominante. O poder da dinheiro. O desamor. Os gols da Alemanha. O jogo entregue. Abertamente. Sem teoria das conspirações. Pra quem quiser ver. Um teatro. Cenas de uma guerra onde as armas ferem brios, esperanças e reforçam o temor de dias piores.

Foi uma boa Copa para todas as nações que dela participaram. Recebemos os estrangeiros como verdadeiros marajás: o bom e o melhor da festa, foi pra gringo. As melhores torcidas, a gente mais animada, foi um PASSEIO no Brasil. Nunca vão nos esquecer. Hospitalidade, dez. E tinha que ser assim. Era uma festa entre os povos. E assim Foi.

Só faltou o Brasil festar. Só faltou o Brasil ganhar. Embora seja Ele quem vai pagar a conta. Da festa.



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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Coisas bonitas que se ouve por aí...

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" é preciso aprender a criar relacionamentos onde a gente não tenha MEDO do outro",



isso diz muito!




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domingo, 22 de junho de 2014

O tempo é o vento que passa

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Seria mais ou menos isso, oque diria, uma boa vó que se preze:
_ trate de viver , e muito bem, meu bem, cada momento,
eu sei que parece que passa lento, mas é feito vento, que passa, e passando, passa, e quando vê-se, só nos restam lembranças, então: FAÇA COM QUE SEJAM BOAS AS TUAS LEMBRANÇAS, porque no fim,
lembrança será tudo oque você vai ter...



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segunda-feira, 16 de junho de 2014

LEVE

Leve
da vida
oque te deixa
sentir
leve

o resto,
deixa que o tempo
leve



DEIXA IR!





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Qual é o peso da vida que você leva?...


quarta-feira, 11 de junho de 2014

quarta-feira, 4 de junho de 2014

NA REDE

Gosto de vir na rede. Tem muito barulho, mas é tudo silencioso. Parece um ninho, ás vezes. Um ninho que me liga ao mundo. Eu ligo, ou desligo, na hora que eu quiser. Seria bom poder ligar ou desligar certas coisas na vida. Tipo, pessoas, sentimentos, momentos. Às vezes a gente mesmo podia se ligar mais, ou se desligar por um tempo. Só pra dar um tempo... A rede é assim. Liga ou desliga. A gente liga no virtual que é pra dar um tempo no tempo real. Viver ficou duplamente desafiante. Ser real e ser virtual. Porque nem vem dizer que é a mesma coisa, porque não é. Não é, mesmo!

Tem vezes que a rede parece um ninho. Noutras, promoção. Aprendi que promoção não é muito legal. Lá estão as coisas que ninguém quis, aí abaixam o preço, pra ver se barateado, interessa alguém. Às vezes a gente se sente uma espécie em promoção. Uma coisa que ninguém quis. Aí a gente vai se barateando, se desvalorizando, cruzes!, nem é por aí que quero ir, queria só dizer alguma coisa pra alguém, que na verdade nem sei ao certo quem, e, por acaso isso importa? Importa pra alguém?

Bom mesmo é quando a gente acha a conexão certa. Na rede e na mente. Você abre a net e pode ir para qualquer lugar no mundo. Olhar quem você quiser. Basta para tanto digitar o nome no Google. E o universo se abre. Como na mente, a gente pode pensar sobre oque quiser, e digitar lá: 'Uma noite em Paris'. Em Paris estarei. E posso até me dar ao luxo de colocar ao meu lado quem eu quiser. E as falas. E os gestos. E tudo oque der na telha. É mágico. Mas nem sempre a gente usa do jeito certo. Equívocos acontecem...

Já na vida, é mais complicado. Você não pode alterar a órbita só porque quer porque quer. A vida tem suas próprias regras. Entrelaçadas. A gente só pode mesmo é tentar pensar bem. Pensar bem é uma coisa que faz bem. E rezar. Se conectar com algo maior. E torcer. E fazer planos. E beijar as pessoas no pensamento quando não for possível estar junto. E sentir saudades. E lembrar de algo bom. E viver. E se ligar á rede. E navegar. E descobrir que talvez, seja igual pra todo mundo no mundo:

_ tem dia que a gente parece estar na xepa, em outros, em promoção, mas tem muitos dias em que o carinho compensa tudo isso. Venha ele de onde fôr.


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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Egrégoras

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A gente é que oque é. E oque pensa. E oque todos pensam sobre. Tudo junto. Ao mesmo tempo. Misturado e emaranhado numa rede interminável de pensamentos e sentimentos sem fim. Daí, a importância de vigiar. Estar atento. Perceber-se e perceber o outro. Nossa imensa rede interna. E as tantas outras externas. Talvez por isso seja difícil conviver. Tem que bater. Associar. Simpatias e antipatias. Versos e inversos. Simetrias e padrões. Opiniões. Emoções. Somos um, e somos todos, ao mesmo tempo. Como se faz para conciliar tantos universos? Contar com a conspiração divina que rege um universo de estrelas faiscantes?!..., bebês de tudo, estrelas e mais estrelas que habitam o mesmo etéreo e não se chocam. Ou caso nunca. Deve ser possível...
Por isso nos agrupamos. Nos juntamos. Ou nos isolamos uns dos outros. Em alguns lugares, sentimo-nos em casa. De outros, só queremos correr. Energias. ENERGIA, assim em maiúscula expressão. É tudo que temos. Podemos chamar de crenças, valores, inspiração, noção. Mas a gente nem tem noção de o quanto é preciso vigiar. Vigiar oque pensamos, oque falamos, oque sentimos, como colocamo-nos ao mundo. Tudo interfere em tudo.
Então não se trata apenas de tratar de ser feliz. Tratar do bem-estar. Tratar de se dar bem. Implica em algo além. Alteramos a rota uns dos outros, mesmo sem saber. Queremos que haja paz, mas não temos pensamentos de paz. Queremos que haja amor, mas temos reservas como sentimentos românticos. Queremos nos sentir seguros, mas emanamos o medo de tudo. Queremos ser fortes, mas acovardamo-nos frente aos primeiros tropeços. Queremos um mundo bom, mas não temos mais fé neste mundo. Nas pessoas que habitam este mundo. E isto se reflete em... realidade.
E aí a gente estranha. Estranha o mundo ser tão diferente do que a gente sonha. Só que a gente sonha curtinho. fraquinho. Sem firmeza. As convicções mais fortes são, infelizmente, devotadas ao que há de pior.

Senão, vejamos:

Sem querer entrar em grandes méritos da questão, estamos em Junho, à dez dias da Copa do Brasil. A Copa. A gente adora. Todo mundo adora copa. Não adianta dizer que não, contagia. Sempre houve festa quando a copa se passou em outros países. Verde e amarelo para todo lado, uma lúdica e sinceramente, saudável sensação de que é possível agrupar-se para torcer, para festar, para ser um pouco criança. Não tem utilidade nenhuma, mas, é daí?...
Agora, a copa é no Brasil. E os brasileiros estão torcendo o nariz? Como assim? Aguardando o pior dos piores... Manifestações, ineficiências, caos, ruas perigosas, gringos temerosos, como assim?

[O Brasil não é só um país. São muitos países dentro do Brasil. Existe o Brasil da corrupção, sim. O Brasil do impostos mais absurdos, sim. O Brasil de deficiências mil, sim. O Brasil sem educação, sem saúde boa, de guerra velada, de estradas violentas, de buracos por todos os lados. Mas existe também o Brasil gigante. Lindo. Imenso. Acolhedor. De gente que trabalha sério. Que pega condução por horas pra chegar ao trabalho. Que gosta de samba. Que tem sorriso aberto. Que se vira, que faz acontecer, que empreende, faz de pequenos negócios familiares uma vida, de crianças coloridas, de bola, de muita gente boa,e de futebol também. ]

Oque nossos pensamentos estão criando para este momento memorável? Houve muito investimento que só aconteceu por causa da copa. Dá pra pensar assim: muito dinheiro foi desviado? Foi!, mas aquele dinheiro que conseguiu ser investido, este reverte em benefício para o país. A verba que conseguiu ser investida em melhorias em cidades, aeroportos, infra-estrutura, estádios, linhas de condução, sinalização, treinamento policial, segurança e tudo mais, é nosso. Fica aqui depois da copa. Já é um ganho se a gente pensar que talvez nada disso fosse feito, e talvez, tudo fosse desviado... Não seria pior?

Mas, o mais importante é que a gente trabalha, a gente paga imposto pra caramba, a gente acorda cedo, dorme tarde, dá um duro danado e aí, quando chega uma festa cheia de alegria a gente não vai festar? Vai manifestar?... Hey!, é ano de eleição. A hora de botar a boca no trombone é na época das eleições. Agora é hora de festa. De comemorar. De deixar as crianças, TODAS ELAS, grandes e pequenas, que estão contando os dias na folhinha, curtir. Se divertir. Porque lutar por direitos é uma coisa mais que justa, mas é justo que se faça isso na hora certa. O documentário "Como fazer uma Revolução", é muito útil pra entender que violência não conquista nada. Precipitações também não.

E voltando às egrégoras, verde e amarelo é uma bela combinação, e todas as demais cores juntas também, ,cores de todos os países deste mundo que não é nada perfeito, mas que precisa, muito, e sempre, de gente que se disponha a pensar melhor. A pensar feito gente grande, sem, no entantto, esquecer de ter viva a criança, que não se cansa de ter esperança, dentro do coração. #euamocopa



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quinta-feira, 15 de maio de 2014

"Toma essa, que o filho é seu!"

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A gente só se conhece à medida que a vida nos exige. O será melhor dizer:
_ a gente tem muito a descobrir sobre a gente mesmo. Muito... Não te causa estranheza, algumas vezes, a tua própria reação frente à alguma situação? A gente segue remando, frequentemente, contra a maré, e segue quase insone, porque tocar o bonde, pesado a beça, cansa, e cansa deveras. Mas, às vezes, e somente às vezes, porque, frequentemente estamos distraídos demais, a reação que esboçamos é diferente. Tanto que a gente até pasma: _ Uau!, eu fui capaz de fazer isso?, _ mas porque raios eu não ajo mais vezes assim? Quem sou eu, esta de mim, desconhecida de mim mesma, capaz de fazer oque eu faria sempre da mesma forma, fazer de repente, e não mais que de repente, de forma tão diversa do meramente usual!?

Somos pequenos. Muito pequenos. A contradição louca disso, é que somos imensos, ao mesmo tempo. Falta-nos o acreditar. Falta-nos a fé, aquela, do tamanho da semente da mostarda, a menor de todas as sementes, falta-nos não a coragem de fazer, mas, a coragem de crer que somos capazes de fazer. Falta-nos energia. Sugada por todo o tipo de exigência social. Usamos energia demais para sustentar oque não importa, e aí só sobra cansaço. Todo mundo sente isso, não?... Falta-nos perceber que somos pequenos grandes seres dotados de uma essência transformadora. Falta-nos abrir a mente. Abrir enorme_mente a mente para o novo. O novo de todo dia. O novo em cada bom dia. O novo que nasce depois de uma noite, e depois de um dia, e noite e dia, e falta-nos uma boa dose de alegria. Todo santo dia. (senão horas?)

Você já pensou que tudo poderia ser diferente?
_ Um diferente na mesma situação. Um você novo na vida de sempre, que de espanto frente ao seu novo, transformaria-se de novo. Transformação. Nova ação. Reação. Ininterruptamente.

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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Amor, teima!

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Parece teimosia
mas acho que um dia
a gente se alinha
forma uma constelação
de dois corações
e não haverá tempestade
neste dia.

Parece que isso é amor,
e não teimosia.

_ E não se trata tudo da mesma coisa?
Amor, é feito o sol, uma estrela que teima! E queima. E arde. Em brasa. Pra sempre.



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terça-feira, 22 de abril de 2014

A vida, a corda e a casa onde todo mundo é bamba

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Equilíbrio na corda
porque a corda
é bamba

e ninguém tá afim de se estabacar no chão.



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segunda-feira, 21 de abril de 2014

AMAR, PROTEGE

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Parece que amar é fácil.
E é fácil, de fato.
Embora pareça difícil.
O que também é um fato.

Há que se praticar o amor
como quem cultiva flor.

As coisas são tantas
e a velocidade das coisas
é veloz.
Tudo ao redor,
invade-nos,
sem pedir licença.

E nossa mente ali, aberta.
E nosso coração ali, aberto.
Feito jardim.
E é bonito assim,

PORÉM

não é só receber o mundo,
mas preparar-se para receber
as emanações do mundo.

E aí está o amor:
quando você ama
tenta tenta tenta
fazer do amor, o verbo
_ eis a proteção.

A maior de todas.
Emitir o amor
que se faz rede ao redor
a proteção
o amortizador da dor.

Ame antes de tudo
Ame durante e perante
Ame dormindo e acordando
Ame sonhando e realizando
Ame quando parece possível
e
Ame sobretudo, no impossível momento de algum rancor, supere no amor,

faça a flor da sua vida
brotar, nascer e viver no ventre do grande amor.



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