segunda-feira, 21 de julho de 2014

O Grande Desafio Amoroso

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Considerando-se que Deus
está, por princípio, em todas as coisas,

Deus está em tudo que é amável,
e o mais desafiante:
_ no que não é, também!



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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Quem canta seus males espanta

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Mais que falar
CANTAR.

Não é à toa que os
passarinhos são
seres
tão amadinhos.



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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Entende?

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Ninguém
é obrigada a pensar igual
à ninguém,


multiplicidade de ideias, opiniões, preferências e paixões

é oque, pelo menos em tese, faz das convivências, algo interessante...

_ Só não vale invalidar uma pessoa por pensar diferente.


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A Divina Comédia

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Era pra ter sido só uma copa.Equipes de futebol de todo o mundo disputando esportivamente a supremacia do momento. Era pra ter sido só uma coisa divertida, que sacode os corações das nações, une, provoca, diverte, aproxima e faz lembrar, ou deveria fazer lembrar, que é possível medir forças sem aniquilar. Só divertimento. Coisa boba. De quem tem que fazer alguma coisa aqui neste planeta, que é pra poder passar o tempo. Era pra ter sido só uma copa.

Mas a Copa do Brasil foi outra coisa. Foi uma espécie de guerra velada onde duas vertentes se definiram. Talvez três. Porque têm os ingênuos, que estão na categoria meio anjo, meio criança, que queria curtir, pintar tudo de verde e amarelo e fazer churrasco pra chamar a vizinhança pra festar. Ah!, como seria bom se todo mundo fosse assim... Mas tinha uma coisa suja no meio. Uma coisa obscura. Uma luta travada entre o bem e o mal, sem que eu saiba definir muito bem qual lado pertença a quem, onde um lado queria que tudo, absolutamente tudo, desse errado, pela volta ao poder, e outro lado, que esqueceu de prestar a devida atenção para ver com quem estavam lidando, que é uma coisa fundamental.

Foi uma lástima. A ironia. A humilhação. A separação. A discriminação. A absoluta falta de educação da dita elite. Os deboches. A torcida contra. O pouco caso. O complexo de vira-lata. A adoração aos estrangeiros. O hino cantado como se isso resumisse oque é ser brasileiro. A mídia. As redes sociais e toda a caricatura que foi feita do Brasil. E os descalabros. As forças que regem. O mal dominante. O poder da dinheiro. O desamor. Os gols da Alemanha. O jogo entregue. Abertamente. Sem teoria das conspirações. Pra quem quiser ver. Um teatro. Cenas de uma guerra onde as armas ferem brios, esperanças e reforçam o temor de dias piores.

Foi uma boa Copa para todas as nações que dela participaram. Recebemos os estrangeiros como verdadeiros marajás: o bom e o melhor da festa, foi pra gringo. As melhores torcidas, a gente mais animada, foi um PASSEIO no Brasil. Nunca vão nos esquecer. Hospitalidade, dez. E tinha que ser assim. Era uma festa entre os povos. E assim Foi.

Só faltou o Brasil festar. Só faltou o Brasil ganhar. Embora seja Ele quem vai pagar a conta. Da festa.



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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Coisas bonitas que se ouve por aí...

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" é preciso aprender a criar relacionamentos onde a gente não tenha MEDO do outro",



isso diz muito!




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domingo, 22 de junho de 2014

O tempo é o vento que passa

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Seria mais ou menos isso, oque diria, uma boa vó que se preze:
_ trate de viver , e muito bem, meu bem, cada momento,
eu sei que parece que passa lento, mas é feito vento, que passa, e passando, passa, e quando vê-se, só nos restam lembranças, então: FAÇA COM QUE SEJAM BOAS AS TUAS LEMBRANÇAS, porque no fim,
lembrança será tudo oque você vai ter...



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segunda-feira, 16 de junho de 2014

LEVE

Leve
da vida
oque te deixa
sentir
leve

o resto,
deixa que o tempo
leve



DEIXA IR!





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Qual é o peso da vida que você leva?...


quarta-feira, 11 de junho de 2014

quarta-feira, 4 de junho de 2014

NA REDE

Gosto de vir na rede. Tem muito barulho, mas é tudo silencioso. Parece um ninho, ás vezes. Um ninho que me liga ao mundo. Eu ligo, ou desligo, na hora que eu quiser. Seria bom poder ligar ou desligar certas coisas na vida. Tipo, pessoas, sentimentos, momentos. Às vezes a gente mesmo podia se ligar mais, ou se desligar por um tempo. Só pra dar um tempo... A rede é assim. Liga ou desliga. A gente liga no virtual que é pra dar um tempo no tempo real. Viver ficou duplamente desafiante. Ser real e ser virtual. Porque nem vem dizer que é a mesma coisa, porque não é. Não é, mesmo!

Tem vezes que a rede parece um ninho. Noutras, promoção. Aprendi que promoção não é muito legal. Lá estão as coisas que ninguém quis, aí abaixam o preço, pra ver se barateado, interessa alguém. Às vezes a gente se sente uma espécie em promoção. Uma coisa que ninguém quis. Aí a gente vai se barateando, se desvalorizando, cruzes!, nem é por aí que quero ir, queria só dizer alguma coisa pra alguém, que na verdade nem sei ao certo quem, e, por acaso isso importa? Importa pra alguém?

Bom mesmo é quando a gente acha a conexão certa. Na rede e na mente. Você abre a net e pode ir para qualquer lugar no mundo. Olhar quem você quiser. Basta para tanto digitar o nome no Google. E o universo se abre. Como na mente, a gente pode pensar sobre oque quiser, e digitar lá: 'Uma noite em Paris'. Em Paris estarei. E posso até me dar ao luxo de colocar ao meu lado quem eu quiser. E as falas. E os gestos. E tudo oque der na telha. É mágico. Mas nem sempre a gente usa do jeito certo. Equívocos acontecem...

Já na vida, é mais complicado. Você não pode alterar a órbita só porque quer porque quer. A vida tem suas próprias regras. Entrelaçadas. A gente só pode mesmo é tentar pensar bem. Pensar bem é uma coisa que faz bem. E rezar. Se conectar com algo maior. E torcer. E fazer planos. E beijar as pessoas no pensamento quando não for possível estar junto. E sentir saudades. E lembrar de algo bom. E viver. E se ligar á rede. E navegar. E descobrir que talvez, seja igual pra todo mundo no mundo:

_ tem dia que a gente parece estar na xepa, em outros, em promoção, mas tem muitos dias em que o carinho compensa tudo isso. Venha ele de onde fôr.


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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Egrégoras

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A gente é que oque é. E oque pensa. E oque todos pensam sobre. Tudo junto. Ao mesmo tempo. Misturado e emaranhado numa rede interminável de pensamentos e sentimentos sem fim. Daí, a importância de vigiar. Estar atento. Perceber-se e perceber o outro. Nossa imensa rede interna. E as tantas outras externas. Talvez por isso seja difícil conviver. Tem que bater. Associar. Simpatias e antipatias. Versos e inversos. Simetrias e padrões. Opiniões. Emoções. Somos um, e somos todos, ao mesmo tempo. Como se faz para conciliar tantos universos? Contar com a conspiração divina que rege um universo de estrelas faiscantes?!..., bebês de tudo, estrelas e mais estrelas que habitam o mesmo etéreo e não se chocam. Ou caso nunca. Deve ser possível...
Por isso nos agrupamos. Nos juntamos. Ou nos isolamos uns dos outros. Em alguns lugares, sentimo-nos em casa. De outros, só queremos correr. Energias. ENERGIA, assim em maiúscula expressão. É tudo que temos. Podemos chamar de crenças, valores, inspiração, noção. Mas a gente nem tem noção de o quanto é preciso vigiar. Vigiar oque pensamos, oque falamos, oque sentimos, como colocamo-nos ao mundo. Tudo interfere em tudo.
Então não se trata apenas de tratar de ser feliz. Tratar do bem-estar. Tratar de se dar bem. Implica em algo além. Alteramos a rota uns dos outros, mesmo sem saber. Queremos que haja paz, mas não temos pensamentos de paz. Queremos que haja amor, mas temos reservas como sentimentos românticos. Queremos nos sentir seguros, mas emanamos o medo de tudo. Queremos ser fortes, mas acovardamo-nos frente aos primeiros tropeços. Queremos um mundo bom, mas não temos mais fé neste mundo. Nas pessoas que habitam este mundo. E isto se reflete em... realidade.
E aí a gente estranha. Estranha o mundo ser tão diferente do que a gente sonha. Só que a gente sonha curtinho. fraquinho. Sem firmeza. As convicções mais fortes são, infelizmente, devotadas ao que há de pior.

Senão, vejamos:

Sem querer entrar em grandes méritos da questão, estamos em Junho, à dez dias da Copa do Brasil. A Copa. A gente adora. Todo mundo adora copa. Não adianta dizer que não, contagia. Sempre houve festa quando a copa se passou em outros países. Verde e amarelo para todo lado, uma lúdica e sinceramente, saudável sensação de que é possível agrupar-se para torcer, para festar, para ser um pouco criança. Não tem utilidade nenhuma, mas, é daí?...
Agora, a copa é no Brasil. E os brasileiros estão torcendo o nariz? Como assim? Aguardando o pior dos piores... Manifestações, ineficiências, caos, ruas perigosas, gringos temerosos, como assim?

[O Brasil não é só um país. São muitos países dentro do Brasil. Existe o Brasil da corrupção, sim. O Brasil do impostos mais absurdos, sim. O Brasil de deficiências mil, sim. O Brasil sem educação, sem saúde boa, de guerra velada, de estradas violentas, de buracos por todos os lados. Mas existe também o Brasil gigante. Lindo. Imenso. Acolhedor. De gente que trabalha sério. Que pega condução por horas pra chegar ao trabalho. Que gosta de samba. Que tem sorriso aberto. Que se vira, que faz acontecer, que empreende, faz de pequenos negócios familiares uma vida, de crianças coloridas, de bola, de muita gente boa,e de futebol também. ]

Oque nossos pensamentos estão criando para este momento memorável? Houve muito investimento que só aconteceu por causa da copa. Dá pra pensar assim: muito dinheiro foi desviado? Foi!, mas aquele dinheiro que conseguiu ser investido, este reverte em benefício para o país. A verba que conseguiu ser investida em melhorias em cidades, aeroportos, infra-estrutura, estádios, linhas de condução, sinalização, treinamento policial, segurança e tudo mais, é nosso. Fica aqui depois da copa. Já é um ganho se a gente pensar que talvez nada disso fosse feito, e talvez, tudo fosse desviado... Não seria pior?

Mas, o mais importante é que a gente trabalha, a gente paga imposto pra caramba, a gente acorda cedo, dorme tarde, dá um duro danado e aí, quando chega uma festa cheia de alegria a gente não vai festar? Vai manifestar?... Hey!, é ano de eleição. A hora de botar a boca no trombone é na época das eleições. Agora é hora de festa. De comemorar. De deixar as crianças, TODAS ELAS, grandes e pequenas, que estão contando os dias na folhinha, curtir. Se divertir. Porque lutar por direitos é uma coisa mais que justa, mas é justo que se faça isso na hora certa. O documentário "Como fazer uma Revolução", é muito útil pra entender que violência não conquista nada. Precipitações também não.

E voltando às egrégoras, verde e amarelo é uma bela combinação, e todas as demais cores juntas também, ,cores de todos os países deste mundo que não é nada perfeito, mas que precisa, muito, e sempre, de gente que se disponha a pensar melhor. A pensar feito gente grande, sem, no entantto, esquecer de ter viva a criança, que não se cansa de ter esperança, dentro do coração. #euamocopa



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quinta-feira, 15 de maio de 2014

"Toma essa, que o filho é seu!"

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A gente só se conhece à medida que a vida nos exige. O será melhor dizer:
_ a gente tem muito a descobrir sobre a gente mesmo. Muito... Não te causa estranheza, algumas vezes, a tua própria reação frente à alguma situação? A gente segue remando, frequentemente, contra a maré, e segue quase insone, porque tocar o bonde, pesado a beça, cansa, e cansa deveras. Mas, às vezes, e somente às vezes, porque, frequentemente estamos distraídos demais, a reação que esboçamos é diferente. Tanto que a gente até pasma: _ Uau!, eu fui capaz de fazer isso?, _ mas porque raios eu não ajo mais vezes assim? Quem sou eu, esta de mim, desconhecida de mim mesma, capaz de fazer oque eu faria sempre da mesma forma, fazer de repente, e não mais que de repente, de forma tão diversa do meramente usual!?

Somos pequenos. Muito pequenos. A contradição louca disso, é que somos imensos, ao mesmo tempo. Falta-nos o acreditar. Falta-nos a fé, aquela, do tamanho da semente da mostarda, a menor de todas as sementes, falta-nos não a coragem de fazer, mas, a coragem de crer que somos capazes de fazer. Falta-nos energia. Sugada por todo o tipo de exigência social. Usamos energia demais para sustentar oque não importa, e aí só sobra cansaço. Todo mundo sente isso, não?... Falta-nos perceber que somos pequenos grandes seres dotados de uma essência transformadora. Falta-nos abrir a mente. Abrir enorme_mente a mente para o novo. O novo de todo dia. O novo em cada bom dia. O novo que nasce depois de uma noite, e depois de um dia, e noite e dia, e falta-nos uma boa dose de alegria. Todo santo dia. (senão horas?)

Você já pensou que tudo poderia ser diferente?
_ Um diferente na mesma situação. Um você novo na vida de sempre, que de espanto frente ao seu novo, transformaria-se de novo. Transformação. Nova ação. Reação. Ininterruptamente.

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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Amor, teima!

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Parece teimosia
mas acho que um dia
a gente se alinha
forma uma constelação
de dois corações
e não haverá tempestade
neste dia.

Parece que isso é amor,
e não teimosia.

_ E não se trata tudo da mesma coisa?
Amor, é feito o sol, uma estrela que teima! E queima. E arde. Em brasa. Pra sempre.



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terça-feira, 22 de abril de 2014

A vida, a corda e a casa onde todo mundo é bamba

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Equilíbrio na corda
porque a corda
é bamba

e ninguém tá afim de se estabacar no chão.



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segunda-feira, 21 de abril de 2014

AMAR, PROTEGE

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Parece que amar é fácil.
E é fácil, de fato.
Embora pareça difícil.
O que também é um fato.

Há que se praticar o amor
como quem cultiva flor.

As coisas são tantas
e a velocidade das coisas
é veloz.
Tudo ao redor,
invade-nos,
sem pedir licença.

E nossa mente ali, aberta.
E nosso coração ali, aberto.
Feito jardim.
E é bonito assim,

PORÉM

não é só receber o mundo,
mas preparar-se para receber
as emanações do mundo.

E aí está o amor:
quando você ama
tenta tenta tenta
fazer do amor, o verbo
_ eis a proteção.

A maior de todas.
Emitir o amor
que se faz rede ao redor
a proteção
o amortizador da dor.

Ame antes de tudo
Ame durante e perante
Ame dormindo e acordando
Ame sonhando e realizando
Ame quando parece possível
e
Ame sobretudo, no impossível momento de algum rancor, supere no amor,

faça a flor da sua vida
brotar, nascer e viver no ventre do grande amor.



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domingo, 20 de abril de 2014

A Constelação das Flores do Perdão

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Haverá sempre uma coroa de espinhos rondando todo o bem. Ela será cravada, e sangrará as dores de um mundo que não aprende. Mas que tenta. E como tenta...! Haverá sempre uma cruz. A materialidade que aprisiona e guarda em seu ventre uma rosa, que traz espinhos, que guarda o perfume, e permite a existência das pétalas aveludadas, que são para lembrar que haverá também o SURGIR, e o RESSURGIR e então, os espinhos permitem a dominância das pétalas em flor, proteção... e a coroa será feita de todas as flores,vindas de sementes de todo bem, BEM que não se nega à ninguém.
Sempre haverá a necessidade do perdão pregado na cruz. E ele será concedido porque existe o amor, a flor do amor, e amor quer flores, mesmo que para isso, sejam necessários pregos e dores.

A Páscoa sinaliza um marco. Todo dia ela acontece. No perdão. No agradecimento. No reconhecimento de que a vida é mais, um pouco mais para dentro, lá, onde nasce a flor do nosso ser.


A flor do nosso ser...




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sexta-feira, 28 de março de 2014

à caminho de casa

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BEM-vindos sejam os ares de Outono com seus perfumes de acomodação. Tudo se acalma. Uma volta continuará à ser mais lenta que uma reviravolta, mas que não se criem ilusões: tudo pode continuar a ser quente. Ou melhor ainda: tudo pode esquentar. Do sol, os raios. Das estrelas, as emanações celestiais. Dos corpos, um calor subjacente, de convite subliminar. Ah!, um amor outonal! Substancioso amor é este que nasce com o acréscimo do frio. Quando renasce, é uma explosão de renovação telúrica. Lá das entranhas da terra. A força da terra. A força das pedras. A força das montanhas. A força dos verdes que se entregam à queda. A queda. Quando a gente chega ao chão, descobre que é exatamente dali que brota o paraíso. Paraíso por fora é até moleza. Quero ver por dentro!, quero ver no silêncio, quero ver na contemplação. Quero os dias de Outono, e os quero pra sempre. O canto distante dos pássaros que se recolhem mais cedo, e seu canto que diz que é chegado um bom tempo. Tudo se assenta. Acomoda-se. Nada mais confortável do que um dia de Outono a caminho de casa. 

segunda-feira, 17 de março de 2014

FELIZ É JUNTO




um passarinho
voa sozinho

mas não canta
seu canto é pro outro
passarinho entender o seu ponto
de vista de vôo de pista de consolo
passarinho só voa sozinho se for pra ir logo ali, do lado
dar uma refletida na vida de passarinho dele
pra espionar a passarinha amada
e pra voltar
voando ideias e
cantos
mil
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segunda-feira, 3 de março de 2014

CORAÇÃO

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é pra onde a gente sempre recorre. o coração. não o do outro. o seu. próprio coração. pode haver um milhão de corações batendo por perto. um milhão vezes sete. vezes sete ao quadrado. todos os corações podem estar batendo exatamente do seu lado. se bater aquela angústia. aquela braba. que não tem como explicar. não tem pra onde correr. não tem pra quem recorrer, não há pra onde ir, não tem como ficar.Mesmo assim a gente corre. Recorre àquele lugar imponderável chamado coração. o seu. o seu próprio coração. porque não é só dor de amor. que é até bem bom de sentir. também não é dor que se dirija. é o vazio mais fundo. de todos. é uma saudade de um lugar onde nunca se esteve. quem sabe um dia se estará?... é saudade da gente. da gente mesmo. saudade de um carinho que só vem dele. do coração. do seu. próprio. é pra onde eu corro.corro e recorro, recorro e corro, mas nunca chego. preciso de mim, mas não estou em lugar nenhum. procuro e não me acho. em que parte?. de jeito nenhum. Se eu pegar um avião qualquer, qual será o meu destino? como te alcanço, coração?

_ como eu te alcanço,coração? Como eu te alcanço pra poder te acalmar?




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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Cuide-se bem!

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é quando finalmente nos rendemos à algum sentimento bom,
qualquer sentimento bom que seja, com a gente mesmo,

que qualquer coisa acontece e suaviza oque fôr de suavizar.

Suaves são esse momentos de alguma paz.




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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Albert

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Então, Albert chegou ao parque. O mesmo parque onde estivera tantas vezes, sempre fazendo perguntas Àquele a quem acreditava que não jogava dardos com o destino. Mas havia algo fora do lugar. Na verdade, havia mais alguma coisa naquele lugar. No mesmo banco em que se assentara tantas vezes para observar a luz que se desloca tão lindamente nos finais de tarde, havia uma moça. Uma moça de cabelos cor de lua, olhos distantes e que parecia tão bem acompanhada apesar de estar só. Albert, num primeiro monento pensou tratar-se de uma incomodação, afinal, aquele banco oferecia uma ótima visualização de todos os arredores do parque, trezentos e sessenta graus de pura luz e observação. Claro que haviam outros bancos disponíveis, o parque estava vazio na verdade, poderia sentar-se em qualquer um deles,mas pensou que não seria cortês da sua parte, cavalheiro à moda antiga que sempre fizera questão de ser, ignorar a presença da moça, como se ela ali não estivesse, e sendo assim, aproximou-se, não sem pensar tratar-se de uma certa ousadia da sua parte. Encorajou-se, no entanto, pensando, _ o que seria da vida sem os atos ousados que um ser pode ser capaz fazer?

Aproximou-se, não sem certa hesitação, da moça que se chamava Maria. Curiosa criatura. Muito curiosa, inclusive, porque além de não demonstrar qualquer constrangimento com a sua aproximação, de antemão, sorria-lhe. De leve, quase um não-sorriso, daquele meio sim meio não, mais sedutores então. Albert disse: _ Cara senhorita, não quero parecer inoportuno, mas, aprecio por demais este lugar, especialmente este banco, neste lugar, então, gostaria de saber se não seria possível dividirmos este momento, aqui, um em companhia do outro.

Maria, que não era pessoa de se fazer de rogada concordou de pronto. Muito satisfeita, por sinal. Queria alguém para conversar, alguém inédito, com histórias inéditas, algum estranho com quem pudesse perceber-se igualmente inédita. Posto as apresentações, Albert sentou-se, e sentiu-se bem. Bem por estar ali, com Maria. As perguntas continuaram por conta de Albert. Desta vez, perguntou oque ela fazia ali, sozinha, já se fazendo início da noite. Não tens medo?- perguntou. Ao que ela respondeu:
_ Caro Albert, estou tão cansada de ter medo, de ser precavida e adequada e fazer tudo de acordo com todos esses protocolos estabelecidos em cima de verdades sempre tão negativas que sinceramente, deveria lhe responder que sim, sinto medo por estar aqui sozinha, com a noite já se fazendo escura, nem sei que horas fecham-se os portões, ma hoje, hoje eu resolvi que não sentiria medo. E veja você!, resolvi não prestar atenção ao medo, e me chega você, com sua postura tão confiável, oque me faz refletir que, se a gente pensa alguma coisa melhor, maior, e mais elevada para nossas escolhas, elas podem ser boas, afinal.

Albert gostou do que Maria disse. Achou a moça portadora de bons argumentos, um tanto quanto arriscados, mas, sem dúvida, agradáveis de ouvir. Em seguida, foi a vez de Maria perguntar o que ele vinha buscar naquele final de tarde, junto aos últimos raios de sol daquele dia. Albert sorriu seu sorriso bonito, aquele que lhe confere ares joviais, ares de mago talvez, e respondeu:
_ Sabe, Maria, sou um observador. Observador da luz, e das suas variáveis. Gosto de perceber a obra em ação. Os deslocamentos, as ondas, as oscilações, e a beleza disso tudo, junto, acontecendo de forma tão mágica. Venho aqui, nos finais de tarde, amiúde, buscar silêncio e comunicação. Não espalhe para ninguém, mas, ( disse entre risos), sempre que estou aqui, percebo que nunca chegarei à lugar nenhum nas minhas observações, nas minhas teorias, e nas minhas certezas, mas alguma coisa neste conjunto de naturezas tão lindas me diz, em seu silêncio, que vale à pena, mesmo assim, procurar. Maria pareceu entender, porque assentiu com a cabeça, pensativa.

Então, Alber pergunta à Maria:
_ Minha cara, 'o mundo lhe parece um lugar amigável'?

Maria parece gostar da pergunta, que lhe desafia:
_ Não sei. Mas suponho que seja. Este lugar, por exemplo, é muito amigável. E faz parte do mundo. Se existem lugares amigáveis, o conjunto destes lugares torna o mundo muito amigável. Pensando bem, o mundo tem sido tão amigáve comigo, conheci dele coisas tão bonitas, tanta beleza. Como poderia dizer que o mundo não é amigável, olhando para o mar, por exemplo? Ou deitada na minha cama, tão quentinha. Ou na casa de minha avó, com todos aqueles aromas, café, bolo, geléias, ou na padaria do seu José, ou na companhia de amigos que estimo, debaixo de uma árvore, cheia de frutos, , ou aqui, com você?... Creio que o mundo seja sim, um lugar amigável, Albert, e creio que cabe à nós fazer dele cada vez mais amigável, não?

Então, Albert fez mais uma pergunta curiosa. Perguntou se Maria era capaz de ouvir a música daquele lugar. Sabia que ela seria, podia sentir dentro daqueles tempos suaves de sua fala tão comum e especial ao mesmo tempo, que sim, mas perguntou mesmo assim. Maria confirmou que sentia uma música suave soprando em seus ouvidos, quase como se fosse um convite da vida para dançar.

Então, Albert não se fez de rogado:
_ Minha querida, você fez deste lugar, um lugar ainda mais amigável para mim. Você ouve a música que toca apenas àqueles seres atentos aos mistérios. Isso me deixa feliz. Já que estamos aqui, e partilhamos desta música tocada por este mundo tão amigável, concederia-me o prazer de uma dança?

E de pronto, como num salto, ela diz:_ Mas, claro!

E puseram-se a dançar,
sob os olhos do tempo,que naquele instante, resolveu parar de passar,

para Albert,
e Maria, nunca pararem de acreditar na música amigável que o mundo é capaz de tocar.


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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O que você pensa?

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Você pensa em uma coisa delicada
e uma delicadeza acontece


vou aplicar
essa lógica
delicada



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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Outras formas de Expressão

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Botões não falam. Rosas não falam. Passarinhos bonitinhos não falam. Passarinhos feinhos não existem, e sendo assim, também, não falam. A água não fala. O vento não fala. Nem a chuva, nem os doces, nem as pedras, nem o sol. A lua não fala, nem a luz. Nem a escuridão. O mar não fala. Nem a areia. Nem as flores. Também o fogo não fala. Comunicam-se? talvez! se arder for uma forma de expressão, então, o sol e o fogo falam de paixão. Se embelezar for expressar, então, as flores, os passarinhos, todos, bonitinhos, falam belezuras de montão. Se fluir for uma língua líquida, então a água, o mar, e a linda chuva, tagarelam sem parar. E os doces exalam. E as pedras, assim como a areia, expressam resistências. E a luz, fosforecências. E a escuridão,a outra face da lua. E a solidão, de alguma rua... Mas, e um botão? oque ele tem a dizer?
_ se este botão fosse eu, eu diria, trate de cumprir sua função.

Achei bem chato esse botão!


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domingo, 9 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Eu acho!

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PORQUE É MÁGICO O BEM-QUERER










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Lembrar de não esquecer

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Oquê toda gente quer
é a magia de
NÃO SER ESQUECIDA

ser lembrada, ser querida.

Você como é?
é uma pessoa que lembra
ou é uma pessoa esquecida?...


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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

SIM

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Então que sejam teus olhos as flores do meu dia.
Porque se não tens as palavras,
aceito teus silêncios, doces
Porque se não tens os abraços,
aceito tuas distâncias, perdidas
Porque se não tens os gestos
aceito a tua falta de sentido,

Aceito o que tens em teu jardim. Nem todas as flores do mundo falariam mais do teu amor
do que o buquê de sentimentos que vejo em teus olhos, acervo secreto, que me deixas olhar, de perto, não sem dor, por certo,

enfim, se é assim o teu jardim. De amor. Por mim. Eu aceito. Esteja certo que eu aceito sim...


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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Seres Estranhos

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TEM MAIS PRESENÇA
EM MIM
O QUE ME
FALTA...




_ Manoel de Barros




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Flores e Jardins

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Saudade na Pele


Da saudade
quem sabe
é alma

mas como sabe da saudade
também a pele...

Ah! como dói uma pele
que lembra o toque
da pele
de um ser
que um dia
foi amado

saudade
é a alma
na pele que não cicatriza


SAUDADE, DÓI



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sábado, 25 de janeiro de 2014

01:01

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e se terra pulasse
para o lado da lua

e o amor aceitasse
e eu pudesse ser sua?...


Delírios noturnos.


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terça-feira, 21 de janeiro de 2014